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Arquivo da tag: Sociedade

Você Sabia? Casamento romano

Por pesquisadora Elaine Herrera

Paquius Proculus e a sua esposa. Fresco de Pompeia, século I, atualmente exposto no Museo di Capodimonte

Que o casamento na Roma Antiga era para a procriação, o casal não se unia porque se gostavam, nem para ter prazer amoroso e sim para produzir um herdeiro legítimo. O casamento romano também servia para a manutenção do culto familiar, porque a partir do momento que a moça deixava a casa de seus pais para unir-se ao seu marido, estabelecia-se a garantia de que mais uma pessoa estaria cumprindo o ritual diário ao deus reverenciado pela aquela família.

Outra motivação para o casamento era o aspecto econômico, porque toda noiva levava um dote para a nova família. Que resultaria numa transferência de patrimônio, daí a importância de se produzir um herdeiro legítimo rápido, pois se o chefe da família morresse, teria que ter um sucessor, ou seja, esse herdeiro ainda deveria ser homem, não adiantava ter filhas, porque elas não poderiam administrar a família e muito menos o patrimônio.

A esposa podia ser repudiada caso ela não produzisse herdeiros homens. Por outro lado se num relacionamento fora do casamento o homem engravidasse outra mulher, este filho não seria legítimo porque legítimos seriam somente aqueles concebidos pela mulher que passou pelo ritual do casamento.

Mesmo que no casamento legal, o amor ou o erotismo, praticamente não existisse isso não significava que as pessoas que se casavam se odiavam, apenas, seus objetivos eram outros.

Amor, práticas eróticas e sedução, tudo isto estava fora do casamento. Como dizia Galeno[1] um médico importante na antiguidade: “Para uma mulher engravidar no casamento ela deveria se mexer o mínimo possível, a posição dela dentro do casamento na hora de uma prática amorosa era a mais passiva possível, porque se ela se mexesse muito, ela não engravidaria”.

Emoções e prazer o homem procurava com outras mulheres, isso legitimava ao homem ter quantas mulheres lhe fosse necessário. Já que o casamento servia para outros propósitos.

[1] Galeno (129 – 210 d.C)  era médico e filósofo  em Roma, nascido em Pérgamo.

Referências Bibliográficas:

DUBY, Georges (orgs.) História da Vida Privada. Tradução Maria Lúcia Machado Vol I. São Paulo: Companhia das Letras, 2009

 FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Editora Contexto, 2003.

LE ROUX, Patrick. Império Romano. Porto Alegre: L&PM, 2009.

REBOLLO, Regina Andrés. O legado hipocrático e sua fortuna no período greco-romano: de Cós a Galeno.Scientiæ zudia, São Paulo, v. 4,n. 1, p. 45-82, 2006. Disponível em: <http://www.scientiaestudia.org.br/

SUETÔNIO. A vida dos doze Césares. 4ª Ed. São Paulo: Ediouro, 2002. 

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Dica de viagem!

 

Entrada do Castelo

 

Na Idade Média, muitas das fortificações construídas pelos muçulmanos foram adaptadas e ampliadas pelos cristãos, por toda a Europa, no período das Cruzadas. Um desses exemplos é o Castelo de São Jorge.

Segundo a EGEAC[1]: “A fortificação, construída pelos muçulmanos em meados do século XI, era o último reduto de defesa para as elites que viviam na cidadela: o alcaide mouro, cujo palácio ficava nas proximidades, e as elites da administração da cidade, cujas casas são ainda hoje visíveis no Núcleo Arqueológico”.

 

Vista lateral do Castelo

 

Com a conquista de Lisboa, em 25 de outubro de 1.147, por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, o Castelo começou a servir para acolher o Rei, a corte, o Bispo e instalar o arquivo real numa das torres do Castelo.

O Castelo servia também para que a monarquia portuguesa recebesse monarcas estrangeiros, assim como pessoas ilustres de toda parte. A partir do século XVI o Castelo adquiriu um perfil militar. Obras em 1938-40 redescobriram o Castelo e os vestígios do antigo paço real, que ficou destruído com o terremoto que atingiu Lisboa em 1755.

Vista do Rio Tejo/Lisboa

“Já no final do século XX, as investigações arqueológicas promovidas em várias zonas contribuíram, de forma singular, para constatar o inestimável valor histórico que fundamentou a classificação do Castelo de S. Jorge como Monumento Nacional por Decreto Régio.” (EGEAC)

Dentre as diversas áreas de arquitetura medieval do Castelo, destaca-se dentro de um conjunto de estruturas habitacionais, um compartimento, do século VII a.C. onde se identificaram sobre uma área de fogo objetos como: panelas, potes, taças e ânforas que indicam ali a existência de uma cozinha da antiguidade.

Vista de Lisboa

O Castelo de São Jorge em Portugal, hoje é um espaço de memória que serve as artes e a cultura, através de uma programação diversificada, como: festivais, exposições, circuitos temáticos, teatro e música.

Com um Núcleo Museológico, e um Núcleo Arqueológico o Castelo é um local onde se pode aprender muito sobre a cultura islâmica e lisboeta.

O Castelo pode ser visitado das 9h às 21h o bilhete normal custa 7,50 euros.

Muralhas do Castelo de Jorge

 


[1] A EGEAC é a empresa municipal da cidade de Lisboa responsável pela Gestão de Equipamentos e Animação Cultural.

 
 

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Agenda Cultural!

 

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COSMOLOGIA E COSMOGONIA: A CONSTRUÇÃO DA RELIGIÃO PELOS SUMÉRIOS

 

Por pesquisador convidado Jonathas Ribeiro

 Ao refletirmos sobre a religião, suas concepções e particularidades, suas relações com o entremeio social, entre outros, notamos sua fundamental importância para a própria estruturação da sociedade, seja analisando períodos atuais ou antigas civilizações. Porém passa muitas vezes despercebido à nossa análise a seguinte questão: como teria surgido a religião? Com quais objetivos ela iniciou-se? A partir de qual momento? Sem dúvidas são questões um tanto quanto complexas para respondermos de imediato, sem a devida cautela, imprescindível para questão.

É partindo desses questionamentos que faremos uma breve viagem aos primórdios das civilizações antigas para analisarmos como determinada sociedade (os Sumérios), fonte de nossa análise, construíram sua religião. Que fatores foram fundamentais para a própria constituição religiosa.

Ao escolhermos os Sumérios é natural surgir um questionamento em relação à própria escolha. O fato é: a religiosidade originada pela civilização Suméria é entendida, por grande parte dos historiadores das civilizações antigas, paralela até mesmo à própria civilização egípcia, como sendo a matriarca de todos, ou quase todos os segmentos religiosos que vieram posteriormente. Pelo menos no que tange ao Antigo Oriente; o que dele se desenvolveu e, ao que com ele se relacionou direta ou indiretamente no período ou posteriormente.  

 

  1. PINTURAS RUPESTRES: O MÁGICO E O RELIGIOSO DO PALEOLÍTICO AO NEOLÍTICO

 

Para entendermos efetivamente o processo de construção da religiosidade dos Sumérios é de fundamental importância que analisemos, de forma breve, o processo de desenvolvimento de uma religiosidade inicial, verificadas desde as primeiras ideias teoricamente aparentes no período Paleolítico, até como se segmentaram, ganhando algum delineamento no Neolítico e, forma efetiva na Antiguidade.

 Ao analisarmos, num primeiro momento, o próprio Paleolítico – período compreendido entre c.3,6 milhões de anos a. C. até c. 10 mil anos a. C.[1]-, notamos que os grupos a ele pertencentes foram desenvolvendo, ao longo do tempo, principalmente a partir de c. 2 milhões de anos a. C.[2], um tipo de representações simbólicas nas paredes internas das cavernas, trazendoa expressividade de algum tipo de ritual. Tais símbolos representativos são as formas mais antigas de vestígios da habilidade humana (GOMBRICH p.17)[3]. Alguns dos símbolos traziam representações de animais, machados de mão, fogo, entre outros.

Pintura Rupestre, Lascaux, França

Segundo estudos arqueológicos, eles acreditavam que tais representações, ao serem transfiguradas nas paredes de cavernas e em rochedos, exerceriam uma influência direta no momento em que fossem realizar a caça; permitiria numa facilitação do êxito, efetivamente em virtude do que fora transfigurado. Seria o efeito mágico.

Pintura Rupestre,Lascaux, França

 

Pintura Rupestre, Vila Nova de Foz Côa – Portugal

 

Eles acreditavam poder agir sobre a natureza, utilizando as representações do que desejavam que acontecesse. “… seria o meio pelo qual o homem primitivo entrou em relações com o universo – relações de simpatia e de acção [sic] direta, em que, correntemente, ele participava com o seu próprio corpo”[4].

Algumas outras cavernas trazem representações simbólicas um tanto quanto enigmáticas. “… tornam aceitáveis a ideia de que os últimos Paleolíticos (Magdalenianos)[5] teriam já uma mitologia propriamente dita…”[6]. Transfiguraram um desenho com uma espécie de simbolismo muito expressivo, trazendo uma possível representação religiosa, ou algo próxima a ela. Uma caverna encontrada em TróisFrères, no sul da França, traziauma imagem de um ser com partes de animais, misturados com formas humanas[7]. “Uma figura masculina com barba, orelhas de touro, chifres e rabo de cavalo…”[8] Tais representações poderiam dar um possível indicativo de uma divindade ou uma representatividade mágica.

Pintura Rupestre,TróisFrères – França

Outra imagem, gravada numa pedra, traz de forma, teoricamente, distinta uma representação de seres humanos utilizando máscaras, trazendo um discurso mais próximo do que se interpreta com o mágico.

Homens disfarçados de animais – Abrigo
de Meg., Feyjat – Dordonha

O fato de haver seres humanos disfarçados, de certa forma, pode dar um indicativo de uma possível crença em divindades (LAMAS, 2000, p.18).

“Era os disfarces que se atribuía o poder dos mágicos…”[9] buscando fazer uma ligação com o que se pretendia agir.

Segundo O’CONNEL e AIREY, “Para os humanos primitivos, as cavernas eram lugares sagrados. As pessoas geralmente moravam em volta ou somente na entrada delas. Aventurar-se a penetrar na parte interna era apenas para propósitos religiosos ou mágicos”[10]. Ou seja, fica claro que a caverna, ou pelo menos o interior dela, tem uma espécie de representatividade expressiva, muito próxima do que entendemos por religião, para os grupos ali residentes.

O próprio fato destes grupos praticarem o sepultamento dos mortos, “…com algumas sepulturas com objetos sagrados”[11], segundo alguns achados, evidenciam a possibilidade de pensarmos numa crença constituída e comum do grupo.

Os objetos encontrados, normalmente junto dos esqueletos, acredita-se terem pertencido a esses defuntos em vida. São objetos “… depostos na ocasião do funeral ou não chegaram a ser-lhes retirados quando morreram”[12].

 

Caverna onde provavelmente
eram efetuados sepultamentos,Galileia.

 

Acredita-se que todo esse rito verificado traz a tona uma possível crença numa continuação da vida num outro plano. Os fatores que corroboram tal fato estão explícitos no ato de cobrirem o corpo dos mortos com ocre, além de cercarem ao redor dos mortos com alimentos. Eles executavam tais ritos “… acreditando que [os mortos] iam empreender uma longa viagem…”[13].Todo o conjunto de artefatos encontrados junto aos corpos, os ornamentos, aparelhagem de caça e pesca, entre outros, seriam considerados fundamentais para esse novo caminho a ser seguido.

É claro que todo o apresentado fica no campo da teoria. Mesmo que os diversos indícios possam sinalizar uma forma clara, até certo ponto, de análise, a concretude dos fatos não passará do campo especulativo. De certo, os simbolismos presentes nos rochedos ou no interior das cavernas não eram simples representações artísticas, ou uma espécie qualquer de rabiscos, assim como o próprio rito funerário, mas sim, traziam um significado forte. Algo efetivamente explicitador de uma prática comum do grupo.

Com a revolução Neolítica (c.10 mil a. C.), ou seja, a partir do momento em que esses grupos de caçadores e coletores começaram a desenvolver métodos para trabalhar a terra e criar animais, práticas não existentes até o momento, esses povos deixaram assim o nomadismo efetivo, passando para uma condição de seminômades, até atingirem um gradativo sedentarismo.

Por cerca de 5000 a.C., período entendido como início da Antiguidade, a sedentarização relativa permitiu que os membros dos grupos pudessem ocupar seu tempo, que anteriormente eram destinados à caça e coleta fundamentalmente, a outras atividades. Alguns deles começaram a observar os fenômenos que identificavam em seu cotidiano. Desenvolveram um censo especulativo e questionador em relação ao que observavam. Iniciaram uma contemplação efetiva dos fenômenos naturais, trazendo seu foco de análise para tudo o que não encontravam uma explicação efetiva.

Tendo como referencial os ritos, herança dos antepassados desses grupos, as explicações aos fenômenos que contemplavam e questionavam começaram a tomar uma feição mais particularizada, encontrando sua melhor resposta naquilo que tinha relação direta com o plano divino. A partir daí, as explicações foram se tornando mais complexas e estruturadas, ganhando com isso, contornos mais definidos e próximos ao que identificamos como uma religiosidade oriunda do que se visualiza posteriormente.


[1] O’CONNEL, Mark; AIREY, Raje. Almanaque Ilustrado: Símbolos. São Paulo; Escala, 2010. p.10

[2] Ibidem O’CONNEL; AIREY 2010 p.10

[3] GOMBRICH, Ernest H. História da Arte.Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1978.

[4]LAMAS, Maria. Mitologia Geral. Lisboa: Estampa, 2000. pp.18-19.

[5] A cultura Magdaleniana foi uma das representações mais tardias do período Paleolítico Superior na Europa Ocidental (c.15000 a.C. – c.9000 a.C.). Teria sido o momento de larga utilização de materiais em osso, e da representação da arte em mural. 

[6] Ibidem LAMAS, 2000.p.16

[7] Ibidem O’CONNEL e AIREY 2010 p.11

[8] Idem O’CONNEL e AIREY 2010 p.11

 [9]Ibidem LAMAS, 2000.p.18

[10] Idem O’CONNEL e AIREY 2010 p.10

[11] Ibidem O’CONNEL e AIREY 2010 p.11

[12] Ibidem LAMAS, 2000, p.22.

[13]Idem LAMAS, 2000, p.23.

Referências Bibliográficas:

GOMBRICH, Ernest H. História da Arte. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1978.

LAMAS, Maria. Mitologia Geral. Lisboa: Estampa, 2000.

O’CONNEL, Mark; AIREY, Raje. Almanaque Ilustrado: Símbolos. São Paulo; Escala, 2010.

 

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Uma nova análise sobre o universo dos quadrinhos e a mitologia dos antigos

Por pesquisador Leandro Silvio Martins

 

A proposta aqui é comparar as diversas histórias em quadrinhos de super heróis com os mitos dos antigos. Para explicar este tema, primeiramente precisa-se entender o que é o mito. Não estamos trabalhando com o mito como uma mentira. Exemplo, o mito da “agulha com AIDS nos cinemas”. O mito pode ser trabalhado como diversos conceitos, depende do contexto.

 O mito que é passado aqui é o que representa uma verdade. Não que Zeus realmente exista, mas os mitos não são simplesmente um conjunto de histórias fantasiosas. A princípio o mito era a tentativa de explicar como o mundo surgiu de onde vinham as coisas, e também para onde vamos depois que morremos. É a História antes da Pré História. É o ancestral da ciência. Mas o mito ainda é mais. O mito é a forma mais antiga de literatura, era ele que dizia como os povos antigos deveriam viver, e ainda a base da moralidade da sociedade, dos governos e da identidade de uma nação. Era o código de conduta de uma nação… São as crenças que dão significado a vida.

 O mito também tem várias temáticas: moralidade, civilidade, e outras. Temos o mito do herói, aquele que mostra superação, determinação e coragem para enfrentar os problemas.  No mito grego, por exemplo, a riqueza de histórias e temáticas é enorme. Freud construiu em cima de um mito grande parte de sua teoria psicanalítica, o mito de Édipo. Não é então por acaso que muitas vezes nos identificamos com este mito. Mas não é só com este que nos identificamos, em momentos de nossas vidas nos vemos como muitos personagens dos mitos. Apaixonados como Apolo, vingativos como Hera, rejeitados como Hefesto. Conhecendo as faces destes deuses em seus mitos, entendemos as diversas possibilidades que também são nossas. Vemos através dos mitos a nós mesmos de uma forma mais abrangente.

Quando passamos por problemas na vida e tropeçamos na caminhada da vida e precisamos superar os obstáculos que a vida nos impõe, é difícil perceber nossa própria importância. Então chegam o momento de adquirir as características que nos retirem desta fase ruim, características de um herói. Coragem, força e determinação. Senso de justiça e estratégia. O mito do herói é freqüentemente analisado para se entender como se deve agir diante do problema que passarmos através da correlação que fizermos do mito com nossa vida.

Os heróis dos quadrinhos representam hoje de certa forma o que os heróis mitológicos representaram. Eles passam valores, em sua maioria, que são os valores passados nos mitos dos antigos.

A coragem do homem aranha em enfrentar tanto os vilões quanto os problemas amorosos e financeiros de sua vida como Peter Parker, o patriotismo do capitão América, a luta contra o preconceito dos X-Men, a tentativa de redimir os pecados cometidos no passado de Wolverine, assim como Hércules durante seus doze trabalhos, a superação dos problemas com a inteligência como Batman e Ulisses em a Odisséia, tornar-se imortal para os homens através de feitos que no fim culminam na Bela Morte, sendo transportado ao nível de lendas imortais a serem contadas por eras, como Aquiles na Ilíada e que teve a representação nos quadrinhos com a morte do Super Homem. Concluindo a intenção deste texto é fazer a ligação entre o mito e os quadrinhos, analisando o mito como uma verdade arquetípica e estabelecendo uma nova visão dos quadrinhos.

 

Referências Bibliográficas:

BIERLEIN, J. F. Mitos paralelos/ J.F Bierlein, tradução Pedro Ribeiro- Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.

CARTLEDGE, Paul (Org.). História ilustrada Grécia antiga. Tradução Laura Alves e Aurélio  Rebello, 2 Ed. São Paulo: Ediouro, 2009.

VERNANT, Jean- Pierre.  Mito e pensamento entre os gregos. Trad. Haiganuch Sarian, 2ª Ed. Rio de Janeiro, 1990.

WILKINSON & PHILIP. Mitologia.2ª Ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2010.

 

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CPA/RJ te leva! Castelo Rodrigo

Por pesquisadora Elaine Herrera

Um lugar onde a antiguidade fez História e ainda hoje é um convite a uma viagem no tempo. Ao norte de Portugal, uma aldeia histórica, pertencente ao Distrito de Guarda, chamada de Castelo Rodrigo, foi um povoado iniciado por volta de 500 a.C. por uma tribo dos Túrdulos, oriundos dos Tartessos[1], povo que já existia desde o século X a.C e desapareceu no século VI a.C., acredita-se que tenham sido varridos pelos cartagineses.

Na ascensão do Império Romano, o antigo povoado passou a ser ocupado por romanos, já na Idade Média o povoado passou por muitas ocupações, esteve ora sobre domínio espanhol, ora sobre domínio português, sendo dominada também por árabes. Ainda no medievo fixou-se ali uma comunidade judia (aljama), fugindo da perseguição católica na Espanha. Até hoje uma das ruas, chama-se Rua da Sinagoga.

Ruínas do Castelo Rodrigo

Por este povoado passaram muitas personalidades, dentre elas: o avô de Pedro Alvares Cabral, João de Gouveia, Cristóvão de Moura duas vezes Vice-rei de Portugal, o Conde de Marialva, Francisco Coutinho, e o filho de D. Manuel I, o Infante D. Fernando.

Ruas que cercam o Castelo

Oliveiras em torno do Castelo

 O Palácio foi construído em 1590, tornando-se a residência do Vice rei de Portugal, D. de Moura. No século XVIII, o Castelo Rodrigo foi destruído pelos espanhóis, mas mesmo, em meio as suas ruínas, vemos a sua imponência e da aldeia[2] que o cerca, um local alto e histórico, apropriado para uma xícara de chá e um pedaço de bolo de amêndoas portuguesas, debaixo de uma oliveira e com vista para a fronteira com a Espanha.

 

[1]Pausanias faz menção aos tartessos no século II a.C. (Paus. Desc. 6. XIX.3).

[2] Atualmente vive na aldeia histórica de Castelo Rodrigo, 65 pessoas.

 

 

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Perseguição aos Cristãos no Império Romano (séc. I – IV)

O Centro de Pesquisas da Antiguidade (CPA/RJ)está  promovendo no Centro Cultural Jerusalém o curso de extensão:  Perseguição aos Cristãos no Império Romano (séc. I – IV), com o Professor Diogo Pereira da Silva, doutorando em História Comparada na UFRJ.

Estamos disponibilizando hoje a  parte  1 do roteiro traçado para a primeira aula, nas próximas semanas estaremos disponibilizando mais conteúdo do curso, aproveite.

Roteiro:

1.Por uma história das perseguições no Império Romano
•Representações  em pinturas
•Releituras cinematográficas
 
2.Documentos para o estudo das perseguições
•Documentos de caráter historiográfico
•Documentos de caráter apologético
•Documentos de caráter polêmico
 
3.Ste Croix e Sherwin-White: um debate historiográfico
•Ste Croix: o rompimento da pax deorum
•Sherwin-White: a obstinação cristã
•Paul Veyne: o cristão como o “outro”

Território do Império Romano em 14.

 
 
 
 Represetações em Pinturas:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Representações cinematográficas:
 
 
 
 
 
 

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