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Arquivo da tag: Israel Antigo

Pesquisadora Elaine Bordalo, do CPA/RJ, lança livro

Acaba de ser publicado, pelo Grupo Editorial Scortecci, um livro que trata de um assunto ainda pouco pesquisado, mas muito instigante e que envolve História Antiga e Direito.

Delitos Contra A Divindade No Mundo Antigo é um livro que propõe uma viagem ao período Pré-Clássico na Babilônia de Hammurabi e ao período bíblico do Antigo Testamento com o profeta Moisés. Uma análise comparativa dos códigos de Hammurabi e de Moisés com intuito de trazer à discussão questões que envolviam o roubo ao “Sagrado”.

A autora Elaine Bordalo, historiadora, especialista em História Antiga e Medieval pela Faculdade São Bento/RJ e Pós-Graduanda em Arqueologia, História e Sociedade pela Universidade de Santo Amaro, pesquisadora da História do Antigo Israel e membro do Centro de Pesquisas da Antiguidade (CPA/RJ) tratou o tema com seriedade buscando na historiografia e em fontes históricas a argumentação necessária para fundamentar a pesquisa. Esta poderá abrir novos questionamentos sobre a política e a religião no Antigo Oriente Próximo.

Com prefácio do Professor Doutor em Filosofia Victor Sales Pinheiro, Delitos Contra A Divindade No Mundo Antigo é um livro que vale a pena conferir!

O livro já se encontra disponível no site da Livraria Virtual Asabeça:

http://www.asabeca.com.br/detalhes.php?prod=6654&friurl=_-DELITOS-CONTRA-A-DIVINDADE-NO-MUNDO-ANTIGO–Elaine-Bordalo-_&kb=884#.UrI5HOl3vIU

Livro Elaine

 

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Descoberto em Jerusalém Mikveh do período do Segundo Templo

Em uma escavação arqueológica no bairro de Kiryat Menachem, em Jerusalém foi encontrado um local de banho ritual, Mikveh com uso datado do primeiro século, período do Segundo Templo.

Segundo o diretor da escavação Benjamin Stortz’n: “Nos últimos anos muitos banhos rituais muitas foram descobertos em Jerusalém, mas a descoberta deste sistema de alimentação de água nesta escavação é único e incomum. O banho ritual (Mikveh) consiste em uma cavidade subterrânea conduzida por escadas. As águas das chuvas desejavam em três bacias bacias hidrográficas que estavam esculpida no teto no desejado e despejavam a água doce através dos canais no local desejado banhos conhecidos até agora, são frequentemente compostas de um espaço fechado que canalizou a água da chuva em um pequeno lago escavado nas proximidades sistema exposto agora sofisticado e mais complexo esperava envolver visto a partir da liquidação estava no durante o período do Segundo Templo, provável, devido ao regime de chuvas e a seca na região, os moradores procuravam técnicas especiais que permitissem armazenar cada gota de água’.

O Mikveh foi construído de acordo com as leis de kashrut, com as bacias hidrográficas, e para garantir que não vazassem o local foi revestido com um gesso especial.

Segundo o arqueólogo do Distrito de Jerusalém, Amit Ram,  a comunidade local já demonstrou grande interesse na preservação deste lugar histórico. Assim como a Autoridade de Antiguidades de Israel e professores estão empenhados na restauração deste achado que é um verdadeiro tesouro arqueológico para a cultura e a memória da região.

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Fonte: http://www.cafetorah.com/portal/mikveh-do-primeiro-seculo-descoberto-em-jerusalem

 

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A páscoa no Século I d.C e seus simbolismos

Por pesquisadora Thassia Izabel

Templo de Jerusalém, século I ( Maquete CCJ)

Templo de Jerusalém, século I ( Maquete CCJ)

 

A páscoa ou pessach em hebraico é uma das mais importantes festas judaicas, que estava fortemente presente na vida do povo de Israel na antiguidade e se propagou até os nossos dias. Repleta de significado, era e é celebrada por judeus e cristãos, e cada uma das duas religiões realizava essa comemoração por motivos distintos e de forma diferenciada.

Assim como as outras festas que aconteciam na Judéia, a Páscoa era uma celebração agrária que estava ligada as fases da natureza, e com o passar do tempo foi associada a um acontecimento histórico, como descreve Christiane Saulnier e Bernard Rolland :

“Essas festas parecem ser, no início, celebrações ligadas ao rit­mo da natureza: na primavera, os nômades oferecem à divindade os primogênitos do seu rebanho (páscoa) e os camponeses sedentários, as primícias da colheita da cevada (festa dos ázimos); a festa das se­manas situa-se no verão, no fim da colheita do trigo e a das Tendas, no outono, no fim da colheita das frutas.”

Para o judaísmo a Páscoa representava  a libertação do cativeiro egípcio durante o êxodo, quando os hebreus foram orientados a passar nos umbrais das entradas de suas casas o sangue de um cordeiro ou um bode e dessa forma o “anjo da morte”iria poupar aquela família da última praga que assolou o Egito, a morte dos primogênitos. A partir desse período essa prática de sacrifício passou a ser relembrada, e no seculo I d.C  Jerusalém chegava  a ter cerca de 180 mil pessoas para a comemoração da Páscoa.

O ritual  no período do segundo templo era realizado da seguinte forma: o chefe da família escolhia no dia 10 de Nisan¹ um cordeiro  que seria sacrificado no dia 14 de Nisan. O animal era levado para o templo aonde os sacerdotes recolhiam os vasilhames de sangue que eram colocado no altar. Após isso o homem levava o animal para casa para ser consumido no banquete no dia 15 de Nisan, junto com pães não-fermentados, um molho de frutas vermelhas ( haroset) e ervas amargas, contavam a história do êxodo, cantavam salmos e bebiam vinho, essa cerimônia era chamada de seder.

Jesus realizou a ceia de Páscoa no dia 14  de Nisan, antes do dia habitual de se realizar o baquente, porém isso não era tão incomum pois havia grupos religiosos, como os fariseus e os essênios que tinham um calendário difente. Contudo, é interessante percebe que ele foi crucificado também no dia 14 de Nisan, se estivesse esperado para realizar a cêrimonia de Páscoa no dia 15 de Nisan não daria tempo.

Na ceia de Páscoa realizada por Jesus se constituiu o ritual mais praticado pelo cristianismo,  a santa ceia, e esta vai conter alguns dos rituais pascais, como o “pão da aflição” e o “vinho da rendenção”. Porém Jesus antes de ingerir o pão e o vinho recita palavras diferentes das que eram tradicionais ditas nesse momento da celebração, ele então mostra um novo significado para a Páscoa, ao atribuir  o vinho ao seu sangue e o pão a sua carne, e ainda se colocou como o cordeiro pascal. Assim a Páscoa cristã simboliza a redenção dos pecados e  a ressureição de Cristo.

Com isso a Páscoa  se perpetuou pois seu valor simbólico ultrapassou  os limites do tempo e do espaço. No judaismos através da Páscoa é relembrado a libertaçao do povo hebreu, já para o cristianismo representa a base da religião, a salvação em Cristo.

Símbolo do Cristianismo, a cruz vazia.

Símbolo do Cristianismo, a cruz vazia.

Referências Bibliográficas:

SAULNIER, Christiane; ROLLAND, Bernard. A Palestina no Tempo de Jesus. São Paulo: Paulinas, 1983.

Bricker, Charles. Jesus e sua época. Rio de Janeiro: Seleções do Reader1s Digest, 2007.

 

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Você sabia … Mikveh e a Purificação

Por pesquisadora Thassia Izabel

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Que a água para o povo de Israel não servia somente para limpar as impurezas materiais, mas também para purificar as impurezas espirituais.  Havia uma grande necessidade de não ficar impuro, e com isso à limpeza era vista como algo essencial no modo de vida judaico, como afirma Allan Millard:

“A limpeza era uma das coisas mais importantes para os religiosos judeus dos tempos do Novo Testamento. Era importante não só para a saúde, mas também porque ninguém que estivesse ritualmente impuro poderia aproximar-se de Deus.”

Por exemplo, se uma pessoa comia o alimento com as mãos sujas, esse alimento se tornava impuro, e era preciso mergulhá-lo em uma banheira para que se tornasse limpo. Por isso existia o costume de se lavar as mãos muitas vezes, que era praticado principalmente pelo grupo dos fariseus. Da mesma forma os utensílios domésticos deveriam ser bem lavados com água pura para que o seu conteúdo não se tornasse impuro.

Existia ainda o mikveh (piscina de purificação ou casa de banho de purificação) no qual era necessária a imersão para manter a pureza ritual. No século I d.C. por causa o aumento de peregrinos nos períodos de festas foi necessário a construções de mais locais para o banho ritual, e ainda havia um mikveh, próximo as escadas de entrada do Segundo Templo, mostrando como a busca pela pureza era importante.

Além disso, o mikveh era utilizado na purificação das mulheres que estavam no período menstrual, pois nesse período era proibido as práticas sexuais e a mulher deveria mergulhar na piscina de purificação.

Com isso percebemos que a limpeza na antiguidade judaica esta mais ligada à santidade do que a higiene e a saúde.

 

Referências Bibliográficas

OUAKNIN, Marc-Alain. Symbols of Judaism. Assouline Publishing, Paris, 2000.

MILLARD, Alan. Descobertas dos Tempos Bíblicos. São Paulo: Editora Vida, 1999.

USUBEL, Nathan. Conhecimento Judaico II. Rio de Janeiro: A. Koogan, 1964.

 

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Presença Feminina – Priscila

Por pesquisadora Elaine Herrera

 

Decifrar o cotidiano feminino na antiguidade tem sido uma constante busca, por historiadores de todo o mundo. Traçar um perfil histórico de determinadas mulheres então, tem se tornado uma ingrata tarefa. Por isso, não temos aqui a pretensão de descrever um retrato de Priscila, que era mais uma presença feminina, no cenário do início do cristianismo. Mas percorremos por alguns caminhos que nós leve ao interesse por uma melhor investigação, dessa mulher da antiguidade.

Fórum Romano (Roma)

Fórum Romano (Roma)

O nome Priscila significa anciã ou primitiva, e é o diminutivo de Prisca. Ele é mencionado sete vezes no Novo Testamento, e aparece sempre acompanhado pelo nome de seu marido. Trata-se de um casal de origem judaica e que segundo o Novo Testamento estavam residindo a princípio em Roma:

“E, achando um certo judeu por nome Áqüila, natural do Ponto, que havia pouco tinha vindo da Itália, e Priscila, sua mulher (pois Cláudio tinha mandado que todos os judeus saíssem de Roma)[1]…” (Atos 18:2)

Por conta da ordem do imperador romano, Claudio; Priscila e seu marido acabaram se fixando em Corinto e estabeleceram-se como fabricantes de tendas. E foi em Corinto que aconteceu o primeiro encontro entre eles e Paulo, o propagador do cristianismo.

Cidade Grega de Corinto

Cidade Grega de Corinto

Algumas informações podem ser elencadas sobre esta mulher. Priscila viveu nó século I, era casada, judia, e trabalhava junto ao seu marido, confeccionando tendas, e fez de sua casa, um espaço para a igreja do cristianismo primitivo. As menções respeitosas, referentes à Priscila, verificadas nas escrituras dos cristãos revelam gratidão e consideração para com ela, demonstrando sua intensa participação junto às novas comunidades cristãs.

Cidade que Priscila esteve com Áquila e Paulo, Éfeso

Cidade que Priscila esteve com Áquila e Paulo, Éfeso

Stegemann, um teólogo alemão, diz que os êxitos missionários em meio ao judaísmo da diáspora (judias e tementes a Deus) e conversão de economias domésticas eram facilmente verificados no caso de Priscila, e Lídia.

Fazendo um parâmetro com as mulheres de hoje, podemos dizer que Priscila conseguia manter com sucesso: casamento, trabalho e sua vocação religiosa.

Segundo Vamosh: “The fate of Priscilla is unknow; one legend says she was martyred in Rome and buried there, where a church and a tomb stand to this day in her memory[2].”

[1] Bíblia de Jerusalém.

[2] Tradução proposta: O destino de Priscila é incerto; uma lenda diz que ela foi martirizada em Roma e enterrada lá, onde uma igreja e um túmulo ficaram até este dia, em memória dela.

Referências Bibliográficas:

BALDOCK, John. Mulheres na Bíblia. São Paulo: M. Books do Brasil, 2009.

Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2002.

STEGEMANN, Ekkhard W. História social do protocristianismo. São Leopoldo: Sinodal, 2004.

VAMOSH, Miriam Feinberg. Woman at the time of the Bible. Israel: Palphot, 2007.

 

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Hulda

Por pesquisadora Thassia Izabel

Hulda foi uma profetisa em Jerusalém no período do Rei Josias, e era contemporânea ao profeta Jeremias. Ela era esposa de Salum, filho de Ticvá, que era servo do rei, ou “guarda das suas vestimentas”.

No décimo oitavo ano do seu reinado, o rei Josias descobriu o livro da lei que estava perdido, e pede para que o sacerdote Hilquias, o escrivão Safã juntamente com outros servos do rei procurassem um profeta para interpretar o livro.

Não se sabe ao certo porque procuraram a profetisa Hulda invés do profeta Jeremias, no entanto Hulda, explica o conteúdo do livro, prever a destruição de Judá, além de profetizar que por causa  do arrependimento do rei Josias, durante o seu reinado  Judá teria  paz.

Como afirma Michel Kendrik: “O rei Josias ficou perplexo quando a destruição da idolatria de Judá levou-o a descobrir um rolo contendo a Lei d Deus. Ele decidiu consultar um profeta porque havia aterrorizantes conseqüências descritas na Lei para aqueles que falhassem em obedecê-la. Apesar de outros profetas mais conhecidos poderem ser consultados, Josias voltou-se para a profetisa Hulda.”

O nome de Hulda é mencionado somente uma vez na bíblia, no livro de 2ª Reis, e é interessante ressaltar que a bíblia relata pouco sobre as mulheres com cargos de profetas, na verdade somente duas mulheres foram citadas na bíblia, Hulda e a juíza Débora. Além disso, é interessante frisar que na entrada do templo havia um monumento em homenagem a profetiza Hulda e também que uma das portas de entrada era chamada de porta de Hulda.

Com isso, notamos que a pesar de as mulheres nesse período terem uma participação limitada nos cargos religiosos, existiram mulheres que ultrapassaram essas barreiras e exerceram funções que normalmente eram atribuídas aos homens.
Referências Bibliográficas:

BOYER, Orlando.  Pequena Enciclopédia Bíblica. 27ª edição, São Paulo: Editora Vida, 1999.

BALDOCK, John. Mulheres na Bíblia. São Paulo: M. Books do Brasil Editora Ltda,2009.

GARDNER, Paul. Quem é Quem na Bíblia Sagrada. São Paulo: Editora Vida, 1999.

KENDRIK, Michel. Lições de Vida de Personagens da Bíblia. 1ª edição, Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

 

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Você Sabia? Alimentação Judaica

Por pesquisadora Thassia Isabel[1]

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Que as leis judaicas regem todas as áreas da vida do povo judeu, e as leis que são direcionadas a dieta judaica, é chamada de Lei do casherut, através dessas leis, os judeus sabem quais os alimentos eles têm permissão para comer e quais são proibidos. Os alimentos permitidos são chamados de comida casher (apropriado para consumo). Segundo Marc D. Angel:
 

“Entre os proibidos estão os animais que não ruminam e não tem os cascos fendidos; peixes que não tem escamas e barbatanas; alimentos preparados com uma mistura de carne e leite. Alem disso, mesmo os animais que nos são permitidos não podem ser ingerido a não ser quando abatidos da maneira prescrita pela lei judaica.”

Haviam  alguns costumes que eram realizados no momento da refeição, como lavar as mãos antes de cada refeição, pois no século I d.C se pegavam os alimentos com as mão e todos comiam  usando a mesma vasilha. Esse é um costume que para nós hoje é normal, porém era necessário segundo o grupo dos fariseus, que a água fosse derramada sobre as mãos, e escorresse dos dedos até o pulso, se não fosse assim todo o processo deveria ser repetido.

Outro costume é o de antes e depois da refeição se proferir uma oração agradecendo pelo o alimento. Esse hábito variava de uma família para outra, em algumas famílias, todos oravam ao mesmo tempo, em outras era somente o pai que fazia a oração, e tinha ainda algumas famílias que pediam para que o convidado agradecesse pela refeição.

Dessa forma, até os dias de hoje os judeus praticam e preservam os costumes dos seus antepassados referentes à sua alimentação.

[1] Thassia Isabel é graduada em História e membro do CPA/RJ

Referências Bibliográficas:

ANGEL, Marc D. Os ritmos da vida judaica. Rio de Janeiro: Imago, 2009.

EPSTEIN, Isidore. Breve História do Judaísmo. São Paulo: Ed. Sêfer, 2009.

COLEMAN, William L. Manual Dos Tempos E Costumes Bíblicos Minas Geras: Editora Betânia, 1991.

 

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