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Editorial fim de ano

Getsêmani/Jerusalém

Getsêmani/Jerusalém

                                                                                                                    Por Elaine Herrera

Estamos nos aqui novamente para felicitações de boas festas. Estranho pensar que muitos acreditam que o fim do mundo esta prestes a acontecer. Mas o que realmente esperamos é que todos os seus sonhos, planos, e metas se realizem. E que neste novo ano, coisas boas e melhores aconteçam.

Torcemos também para que a História possa enfim ser mais conhecida, sonhamos com o dia em que os homens descubram a utilidade desse conhecimento, como Tucídides[1].

Assim quem sabe, possamos parar de repetir os que mesmos erros do passado. E que tenhamos a sabedoria de ver na História, o homem sendo protagonista dos acontecimentos no tempo, e não com uma visão simplista do velho, ultrapassado.

Já dizia  Cícero[2]: “A história é testemunha dos séculos, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, mensageira do passado”.

Aprender com nossos erros parece normal, mas não errar porque aprendemos com os erros dos outros no passado, parece ser mais inteligente.

Então além de nossos mais sinceros votos de um 2013 absolutamente formidável, que os brasileiros possam descobrir e usar do poder transformador da História. Que os museus e centros culturais sejam descobertos e frequentados, ao invés de serem vistos como um lugar escuro e mofado. 

 Pois para se conhecer um povo, não  ha  lugar melhor para isso que visitar o seu espaço de memória.

Viva 2013! Viva a memória social!

[1] Tucídides (Autor da Obra: Guerra do Peloponeso e também considerado o fundador da moderna historiografia).

 [2] Marco Túlio Cícero (105 a. C – 43 a. C.) político romano.

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Como é trabalhar com História fora da sala de aula?

Com intuito de mostrar o que pode ser o trabalho do historiador, o CPA/RJ perguntou para duas historiadoras que trabalham no Centro Cultural Jerusalém como é esse trabalho.

Como é trabalhar com História fora da sala de aula?

Meu nome é Elaine, sou graduada em Ciências Sociais com bacharelado em História pela Universidade de Guarulhos, e especialista em História Antiga e Medieval pela FSB.

Trabalho como historiadora e coordenadora do Setor Educativo CCJ, minhas funções são: treinar monitoras para visita guiada, produzir conteúdo para as mídias do CCJ assim como pesquisas para exposições, e cursos. Um trabalho criativo e sem rotinas, já trabalhei em sala de aula por sete anos dando aula de História no Estado, e três anos em escola particular, foi um período muito bom e gratificante, que parei para me dedicar a família.

Trabalhar como historiadora é um constante desafio, estou sempre pesquisando, ou seja, além de todas as funções a mais importante delas é a permanente leitura para atualização. Para mim é fascinante, mesmo porque sempre gostei de descobrir, de investigar, mas o mais interessante não é conhecer o recente, e sim muitos séculos atrás, o que faz com que meu foco seja a História Antiga.

Não se ganha o melhor salário em comparação com muitas outras profissões, e nossa profissionalização ainda anda as voltas, mas quando se pensa em realização, se você gosta de História não há como fugir.

Meu nome é Thassia Izabel, sou graduada em Historia pela Faculdade Estácio de Sá.

Diferente da Elaine, meu foco não era dar aula, entrei para o curso de História por sempre ter gostado dessa área, mas meu interesse era a parte da pesquisa, então procurei outros locais para atuar.

Estagiei em um centro cultural no meu sexto período, e isso ampliou minha visão, e fez com eu me interessasse mais pela área de museologia. Assim quando conclui meu curso decidi procurar outro local além da sala de aula, foi quando encontrei o CCJ que é onde atualmente trabalho como monitora e, minhas funções são: fazer a visita guiada na maquete de Jerusalém do século I, pesquisar assuntos relativos à antiguidade e elaborar projetos para o setor educativo.

Com isso, no CCJ eu acabei unindo duas áreas do meu interesse a museologia e a pesquisa, e assim tenho tido experiências interessantes na monitoria, como a troca com visitante e também um crescimento em conhecimento com as pesquisas.

 
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Publicado por em 12/11/2012 em ENTREVISTA, HISTÓRIA ANTIGA

 

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Agenda Cultural!

2º Jornada Científica Internacional da Rede MUSSI

De 24 a 26 de outubro acontecerá na UNIRIO a 2º Jornada Científica Internacional da Rede MUSSI. Evento organizado pela Rede Franco-Brasileira de Pesquisadores em Mediações e Usos Sociais de Saberes e Informação, o encontro traz como tema “Redes e processos info-comunicacionais: meidações, memória, apropriações”.

As inscrições vão até o dia 19 de outubro de 2012.
Endereço: UNIRIO (Av. Pasteur, 296 – Urca | Rio de Janeiro-RJ)
Maiores informações: jornadamussi2.icict.fiocruz.br

Seminário Oi Futuro: Mediação em Museus – Arte e Tecnologia

O evento, que vai reunir gestores, profissionais e pesquisadores da área, tem como objetivo aprofundar questões relacionadas aos desafios de uma prática de mediação, em espaços de memória, arte e tecnologia.
Dias 30 e 31 de outubro de 2012. Inscrições até 26/10. Entrada franca.

Endereço: Oi Futuro Flamengo (Rua Dois de Dezembro, 63 | Rio de Janeiro-RJ)
Informações: (21) 3235.5830 ou educativo-oifuturo@oi.com.br

8º Seminário de Cidades Fortificadas

De 22 a 26 de outubro de 2012 no Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana acontecerá o 8º Seminário de Cidades Fortificadas. Evento, que vai reunir estudiosos e mantenedores de fortes e fortalezas de diversas partes do Brasil e países convidados, tem como objetivo apresentar um panorama das ações desenvolvidas nos diversos fortes e fortalezas espalhados pelo mundo.
O Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana localiza-se na Praça Coronel Eugênio Franco nº 1 Posto 6 – Copacabana | Rio de Janeiro – RJ
Informações: www.8seminariocidadesfortificadas.blogspot.com.br | www.cidadesfortificadas.ufsc.br

III Jornada Republicana Museu, Patrimônio, Memória e Educação

Programação

Dia 30 de outubro de 2012 (terça-feira)

A configuração dos museus a partir da modernidade tem destacado o seu papel educacional. Diferentes projetos políticos, pedagógicos e poéticos têm sido acionados por diferentes museus. O diálogo entre educação, comunicação, memória, patrimônio, preservação e museu, a partir do exame de teorias e práticas desenvolvidas na contemporaneidade, está no centro dos interesses da III Jornada Republicana.

 Coordenação: Kátia Regina de Oliveira Frecheiras – Doutora e mestre em Filosofia pela PUC-Rio, especialista em Educação em Museus e pesquisadora do Museu da República/IBRAM.

 1ª. Mesa Redonda – das 10h às 12h

Mediador: Normanda Freitas ­– Pedagoga e Assessora Técnica do Museu da República

 Paulo Rogério Marques Sily – Doutor em Educação. Casa de Ciência, Casa de Educação: Ações educativas do Museu Nacional (1818-1935) (UERJ).

 Jorge Antônio Rangel Fidel – Doutor em Educação. A Musealização da Educação na Antropologia de Edgard Roquette-Pinto no Museu Nacional do Rio de Janeiro. (1905-1936). (USP).

 Marcele Regina Nogueira Pereira – Mestre em Museologia e Patrimônio. Educação Museal. Entre dimensões e funções educativas: análise da 5ª Seção de Assistência ao Ensino de História Natural do Museu Nacional (UNIRIO).

 2ª. Mesa Redonda – das 14h às 16h

Mediadora: Kátia Regina de Oliveira Frecheiras

 Carina Martins Costa – Doutora em História, Política e Bens Culturais. Uma Arca das Tradições: educar e comemorar no Museu Mariano Procópio (FGV).

 Cristina Laclette Porto – Doutora em Psicologia. Álbuns de retratos, infâncias entrecruzadas e cultura lúdica: Memória e fotografia na Brinquedoteca Hapi (PUC-Rio).

 Magaly Cabral – Diretora do Museu da República e Mestre em Educação. A Lição das Coisas (ou Canteiro de Obras) através de uma metodologia baseada na educação patrimonial (PUC-Rio).

 O evento acontecerá no Museu da República (Rua do Catete, 153 – Rio de Janeiro/RJ

Tel.: 3235.5124  ou mr@museus.gov.br No espaço Multimídia. Vagas limitadas. Distribuição de senhas 20 min. antes

 

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Dica de viagem!

 

Entrada do Castelo

 

Na Idade Média, muitas das fortificações construídas pelos muçulmanos foram adaptadas e ampliadas pelos cristãos, por toda a Europa, no período das Cruzadas. Um desses exemplos é o Castelo de São Jorge.

Segundo a EGEAC[1]: “A fortificação, construída pelos muçulmanos em meados do século XI, era o último reduto de defesa para as elites que viviam na cidadela: o alcaide mouro, cujo palácio ficava nas proximidades, e as elites da administração da cidade, cujas casas são ainda hoje visíveis no Núcleo Arqueológico”.

 

Vista lateral do Castelo

 

Com a conquista de Lisboa, em 25 de outubro de 1.147, por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, o Castelo começou a servir para acolher o Rei, a corte, o Bispo e instalar o arquivo real numa das torres do Castelo.

O Castelo servia também para que a monarquia portuguesa recebesse monarcas estrangeiros, assim como pessoas ilustres de toda parte. A partir do século XVI o Castelo adquiriu um perfil militar. Obras em 1938-40 redescobriram o Castelo e os vestígios do antigo paço real, que ficou destruído com o terremoto que atingiu Lisboa em 1755.

Vista do Rio Tejo/Lisboa

“Já no final do século XX, as investigações arqueológicas promovidas em várias zonas contribuíram, de forma singular, para constatar o inestimável valor histórico que fundamentou a classificação do Castelo de S. Jorge como Monumento Nacional por Decreto Régio.” (EGEAC)

Dentre as diversas áreas de arquitetura medieval do Castelo, destaca-se dentro de um conjunto de estruturas habitacionais, um compartimento, do século VII a.C. onde se identificaram sobre uma área de fogo objetos como: panelas, potes, taças e ânforas que indicam ali a existência de uma cozinha da antiguidade.

Vista de Lisboa

O Castelo de São Jorge em Portugal, hoje é um espaço de memória que serve as artes e a cultura, através de uma programação diversificada, como: festivais, exposições, circuitos temáticos, teatro e música.

Com um Núcleo Museológico, e um Núcleo Arqueológico o Castelo é um local onde se pode aprender muito sobre a cultura islâmica e lisboeta.

O Castelo pode ser visitado das 9h às 21h o bilhete normal custa 7,50 euros.

Muralhas do Castelo de Jorge

 


[1] A EGEAC é a empresa municipal da cidade de Lisboa responsável pela Gestão de Equipamentos e Animação Cultural.

 
 

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Curso de Extensão – Jerusalém

 
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Publicado por em 17/08/2012 em CURSOS & EVENTOS

 

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