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Arquivo da tag: Egito

As sete maravilhas da antiguidade – As pirâmides de Gizé

Por pesquisador Marcio Sant’Anna

Únicas das antigas maravilhas a se manterem em pé, as pirâmides de Gizé, no Egito, eram para os gregos e romanos monumentos exóticos, muito diferentes de suas noções de beleza artística. O que os impressionava era suas dimensões e o esforço que deveria ter sido consumido para que fosse possível sua construção. Fílon de Bizâncio escreveu: “Mesmo sendo impossível construir as pirâmides de Mênfis [hoje em dia], é maravilhoso descrevê-las. São montanhas sobre montanhas. Todos ficam perplexos perante a enorme força que foi requerida para levantar uma massa assim […] Toda a construção polida está unida tão sem fissuras que parece feita em uma única pedra. Ao nosso assombro se une o prazer, admiração, respeito, abundância, esplendor. Através de obras como estas os homens chegam até os deuses e os deuses descem até os homens”.

As pirâmides de Gizé. Das sete maravilhas da antiguidade, a única que se manteve até hoje.

Referência bibliográfica

  • BRODERSEN, Kai. Las siete maravillas del mundo antiguo. Alianza: Madrid, 2010.
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As sete maravilhas da antiguidade – O templo de Ártemis em Éfeso

 

Por pesquisador Marcio Sant’Anna

Com suas 127 colunas de mármore de estilo jônico e seu altar adornado com esplêndidas esculturas de Praxíteles, o Artemision de Éfeso – o templo de Ártemis, a Diana romana – era especial para os amantes de arte. Fílon de Bizâncio não conseguia conter seu entusiasmo: “O templo de Ártemis em Éfeso é uma casa única para os deuses. Para onde queira que olhe, terás a sensação de que se produz uma transmutação, que o mundo celestial da imortalidade desceu até a terra”. Sua construção foi financiada pelo rei Creso, da Lídia, que encarregou Quersifronte de sua construção em 550 a.C. No ano 356 a.C. um incêndio criminoso consumiu o templo. O arquiteto Dinócrates o reconstruiu em 323 a.C. Entretanto, os godos o destruíram completamente, arrasando-o em 263 d.C.

Possível aparência do templo de Ártemis na cidade de Éfeso.

Referência bibliográfica:

• BRODERSEN, Kai. Las siete maravillas del mundo antiguo. Alianza: Madrid, 2010.

 

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As sete maravilhas da antiguidade – O mausoléu de Halicarnasso

 Por pesquisador Marcio Sant’Anna

 

O soberbo sepulcro que Mausolo, governante da província persa de Caria (localizada no sudeste da Turquia), construiu em Halicarnasso por volta de 350 a.C. foi uma das obras mais admiradas do mundo antigo. Sobre ele, escreveu o arquiteto romano Vitrúvio: “O palácio do poderoso rei Mausolo, em Halicarnasso, está totalmente decorado com mármore da Proconesia. Suas muralhas são de tijolos e tem mantido sua solidez até hoje. Foram tão finamente polidas que ao olhar para elas parecem cristal de tão translúcidas”.

Outro autor destacava que “os cavalos e o herói estão representados com o com o máximo em detalhamento no mármore mais fino”. Devia medir por volta de 50 metros de altura e possuía, em sua decoração, cerca de 444 magníficas esculturas e relevos, esculpidos pelos melhores artistas daquela época. O mausoléu foi demolido em 1522 para restaurar uma fortaleza dos Cavaleiros de São João.

Provável aparência do mausoléu de Halicarnasso

Referência bibliográfica

  •  BRODERSEN, Kai. Las siete maravillas del mundo antiguo. Alianza: Madrid, 2010.
 

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As sete maravilhas da antiguidade – A estátua de Zeus em Olímpia

 

Por pesquisador Marcio Sant’Anna

 

Representante dos gregos no seleto grupo das sete maravilhas da antiguidade, esta estátua de Zeus ficava localizada no templo dedicado a esta divindade na cidade de Olímpia. Fílon de Bizâncio escreveu sobre ela: “Enquanto somente admiramos as outras seis maravilhas, nos prostramos em reverência perante esta, porque sua construção é tão incrível quanto a imagem de Zeus é sagrada. A obra provoca louvores e é um tributo à imortalidade”.

Concluída pelo famoso escultor grego Fídias em 432 a.C., a estátua media cerca de treze metros e estava situada na câmara principal, a parte mais sagrada do templo. Segundo o geógrafo Pausânias, que escreveu no século II a.C.: “O deus, feito de ouro e marfim, está sentado em um trono […] Em sua mão direita segura a Vitória […] Na esquerda, um cetro decorado com vários tipos de metais preciosos […] As sandálias também são de ouro, da mesma forma que sua vestimenta”.

 

Provável aparência da estátua de Zeus em Olímpia.

Referência bibliográfica

  •  BRODERSEN, Kai. Las siete maravillas del mundo antiguo. Alianza: Madrid, 2010.

 

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As sete maravilhas da antiguidade – O farol de Alexandria

Por pesquisador Marcio Sant’Anna

A mais útil das sete maravilhas foi sem dúvida o farol de Alexandria. Também foi uma das que mais tempo permaneceu em pé. Em 1326, o viajante árabe Ibn Battuta viu um de seus lados, já em ruínas: “É um edifício quadrado muito alto, sua entrada está acima do nível do solo. Situado sobre uma pequena elevação, está a três milhas da cidade, sobre uma larga porção de terra”. Graças a descrições deste tipo e a imagens antigas se conhece bem a estrutura deste edifício, situado na ilha de Faros. Ptolomeu II encarregou sua construção ao arquiteto Sóstrato de Cnido, e a obra ocorreu no período de 285 a 247 a.C. Media 134 metros de altura e era composto de blocos de mármore além de granito e calcário. No alto, um grande espelho metálico refletia – a uma distância que podia chegar a 50 quilômetros – os raios do sol durante o dia, e a noite a luz de uma grande fogueira.

Possível aparência do farol de Alexandria.

Referência bibliográfica:

• BRODERSEN, Kai. Las siete maravillas del mundo antiguo. Alianza: Madrid, 2010.

 

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As sete maravilhas da antiguidade – O colosso de Rodes

 

Por pesquisador Marcio Sant’Anna

 

A estátua do deus Hélios no porto de Rodes, feita em bronze e que comemorava a vitória dos ródios sobre as tropas de Demétrio Poliorcetes (rei da Macedônia), ficou marcada na história pelas suas extraordinárias dimensões. Fílon de Bizâncio a recordava deste modo: “Talvez Zeus tenha derramado maravilhosas riquezas sobre os ródios para que pudessem honrar Hélios – o sol – com uma estátua erguida da terra para os céus […] Gradualmente, o escultor conseguiu realizar seus sonhos […] Criou um trabalho excepcional em sua audácia, um segundo Hélios baseado no original”.

Cares de Lindos terminou a obra em 280 a.C. Ao que parece, não foi a única estátua monumental da ilha de Rodes. De acordo com Plínio, havia uma centena de grandes estátuas lá. Diferente do que se acreditava até pouco tempo, as pesquisas mostram que o colosso de Rodes estava situado em terra firme e com as duas pernas unidas. Um terremoto o derrubou em 226 a.C.

 

O colosso de Rodes, provável aparência.

Referência bibliográfica

  • BRODERSEN, Kai. Las siete maravillas del mundo antiguo. Alianza: Madrid, 2010.
 

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As sete Maravilhas da Antiguidade

Os jardins suspensos da Babilônia

 

Por pesquisador Marcio Sant’Anna

 

De todas as sete maravilhas, a que mais adquiriu uma aura lendária foram os jardins da Babilônia. Os escritores gregos imaginaram que se tratavam de jardins suspensos, literalmente. Em um tratado sobre as sete maravilhas, atribuído a Fílon de Bizâncio¹, consta a seguinte inscrição: “O chamado Jardim Suspenso, com suas plantas, cresce no ar. As raízes das árvores formam um telhado acima do solo. Há muitas colunas de pedra esculpidas sob toda a área do jardim para segurá-lo sob toda a área do jardim de colunas esculpidas”.

Na verdade, acredita-se que o jardim, criado por Nabucodonosor II no século VI a.C., estava disposto sobre terraços de pedra elevados, circundado por uma muralha, onde o rei ordenou que fossem plantadas várias espécies de árvores frutíferas que eram regadas através de um elaborado sistema de aquedutos que traziam a água do rio Eufrates.

 

Os jardins suspensos da Babilônia, possível aparência.

Referência bibliográfica

 

  • BRODERSEN, Kai. Las siete maravillas del mundo antiguo. Alianza: Madrid, 2010.


¹ Autor grego que viveu no século III a.C. a quem se atribui a escrita de um tratado sobre as sete maravilhas da antiguidade, De septem mundi miraculis, ou As sete maravilhas do mundo. Nele, o autor explica a razão de ter escolhido tal tema para abordar: “Todo mundo já deve ter ouvido falar de alguma das Sete Maravilhas do Mundo, entretanto somente uns poucos já as viram com seus próprios olhos. Para fazê-lo é necessário viajar para locais distantes […] Só viajando pelo mundo e ficando exausto pelo esforço da viagem permitirá a um homem satisfazer o desejo de ver todas as maravilhas do mundo, e quando ele terminar estará velho e morrendo”.

 

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