RSS

Arquivo da tag: Curiosidades

Diário de bordo!

Nos próximos dias o blog CPA traz para seus visitantes o diário de bordo, ou seja, a experiência de uma de nossas pesquisadoras que esteve em Israel recentemente. Nosso intuito é de compartilhar com você os acontecimentos e de trazer dicas que podem auxiliá-lo em sua viagem.

Diário de Bordo/Elaine

A viagem que era muito esperada, acabou acontecendo de forma inesperada, e todos os preparativos foram com boa dose de correria, mas o que é fundamental além da passagem é o seguro saúde que é feito ainda no Brasil e que dará direito a assistência médica, caso necessário quando estiver fora.

Vamos à viagem!

Dia 13/11/2012

15h Cheguei ao aeroporto Tom Jobim, e ainda a ficha não tinha caído que estava indo para Israel. Fizemos o check in e fomos tomar um lanche, afinal a ansiedade estava batendo forte e comer pelo menos “parece” que ajuda.

16h Da janela posso ver os aviões e só de pensar em entrar neste pássaro de aço enorme, da um friozinho na barriga.

18h Acabei de entrar no avião, estava cada vez mais perto de realizar o que todo pesquisador sonha, que é poder estar no lugar, ao qual pesquisa, vou ter que parar de escrever para a decolagem.

19h Essa com certeza é a parte ruim da viagem muitas horas dentro do avião, e classe econômica é tudo muito apertado. Depois de quatro vezes o comandante informar que a decolagem estava atrasada por problemas mecânicos, viajar de avião já me dá certo receio, ainda mais na Air France justamente na mesma rota que um avião caiu há uns anos atrás… Afinal o comandante avisou: “acreditamos ter solucionado os problemas, mas só teremos certeza da resolução com a decolagem”. Pronto agora sim, o avião decolou, mas devido às intervenções na decolagem por conta da mecânica, o que rolou foi um cansaço já desde o início da viagem.

Dia 14/11/2012

8h Chegamos a Paris, depois de nove horas de muita, mas muita turbulência e enjôo, já podia ver o dia raiando no continente europeu, o comandante informa que vamos pousar, com temperatura de 7º Graus.

9h Parada rápida, no aeroporto Charles de Gaulle, para trocar de aeronave, aproveito para tirar umas fotos e saborear um croissant, afinal pisar em Paris e não ir ao Louvre já é duro, precisava fazer algo tipicamente parisiense.

10:19 Já de volta ao avião, agora rumo a TelAviv.

15:40 Chegamos em Telaviv a viagem foi ótima, num verdadeiro céu de brigadeiro, só que quando entramos no espaço aéreo israelense sentimos já um pouco de tensão, que só aumentou com o passar dos dias.

16:30 Estávamos já no aeroporto de Tel Aviv e impressionados com o tamanho do aeroporto, simplesmente enorme. A seguir tínhamos a difícil missão de pegar um táxi numa língua desconhecida, mas deu tudo certo, com exceção de que o táxi nos deixaria em Jerusalém e como seguiríamos para um bairro árabe onde tínhamos feito reservas, teríamos que pegar outro taxi, onde o motorista era árabe, pura coincidência…

18:30 Chegamos no hotel e depois de mais de 24h para chegar e mudança de fuso horário de quatro horas, apagamos.

O diário de bordo continua amanhã!

Anúncios
 

Tags: , ,

Você Sabia? Relações conjugais.

Para os judeus as relações conjugais são uma mitsvá, ou seja, são obrigações religiosas, e por isso existem regras da lei judaica que o casal tem que cumprir, uma delas é sobre a fidelidade, e outra é a respeito da constância das relações sexuais.

O Rabino Benjamin Blech diz que o Talmud faz algumas recomendações sobre a freqüência das relações sexuais do casal pautadas na profissão.  Segundo Blech:

“para os homens autônomos, todos os dias. Para os empregados, duas vezes por semana. Para os condutores de caravanas de burros de carga, uma vez por semana. Para os condutores de caravanas de camelos, uma vez por mês. Para os Marinheiros uma vez a cada seis meses.” (Talmud Mishná Ketubot 5:6)

Existia também outra lei judaica referente as relações do casal, aonde se um homem trabalhasse próximo a sua casa e resolvesse trocar para um outro emprego que tivesse que viajar para longe, sua esposa tinha o direito segundo a lei de  impedir essa transferência, para não diminuir a freqüência de suas relações sexuais.

Com isso percebemos que a vida conjugal judaica esta intensamente ligada a área profissional, a ponto de se ter a preocupação em formular normas relacionadas a quantidade de vezes na semana ou no mês  que o  casal deveria ter suas relações. E com essas recomendações é bem provável que as esposas dos marinheiros fizessem qualquer coisa para que seus maridos trocassem de emprego.

Referências Bibliográficas:

BLECH, Rabino Benjamin.  O mais completo guia sobre Judaísmo. São Paulo: Editora Sêfer, 2004.

 
 

Tags: , , ,

Dicas de viagem do CPA/RJ!

A cidade do Porto tem lugares imperdíveis, com uma arquitetura belíssima como o Palácio da Bolsa, o Castelo do queijo, a torre dos Clérigos, o Castelo de São João da Foz, a Universidade do Porto e claro a linda vista do rio Douro e da ponte Luiz I, isso sem falar das ruas do Porto que por si só já são um cartão postal.

Lugares do período medieval, moderno e contemporâneo que encantam e remetem a História. Vale à pena conferir!

Palácio da Bolsa

Castelo do queijo

Torre dos Clérigos

Castelo de São João da Foz

Universidade do Porto

Rio Douro

Ponte Luiz I

Rua do Porto

 
Deixe um comentário

Publicado por em 15/11/2012 em CULTURA E SOCIEDADE

 

Tags: , ,

A essência da Cabala

Por pesquisadora convidada Thassia Izabel Ferreira Magalhães[i]

A Cabala ou Kabbalah são ensinamentos que fazem parte do misticismo judaico, e como todo misticismo a Cabala busca uma verdade espiritual e uma união com o divino, sendo assim ela é uma sabedoria espiritual que ensina as leis espirituais que governam a vida. E uma vez que para os cabalistas a Torah está codificada, os ensinamentos da Cabala eram e são utilizados até hoje para interpretar esses códigos e compreender o sentido espiritual dos textos sagrados.

A palavra Cabala vem do hebraico e significa literalmente receber, pois entendia-se  que os ensinamentos da cabala deveriam ser transmitidos de um mestre para um aluno escolhido, porque esses ensinamentos eram impossíveis de ser compreendidos sem orientação. Era necessário que o aprendiz tivesse a partir de 40 anos para poder aprender esse conhecimento, pois acreditava-se que nem todas as pessoas estavam preparadas para receber essa sabedoria.

A origem da Cabala tem sido freqüentemente apontada na idade média, no entanto ela não tem uma história com parâmetros definidos. Acreditasse que ela é de um período muito anterior a idade média, e segundo Eliphas Levi[1], a origem dessa sabedoria remete aos caldeus, e que os judeus durante o cativeiro babilônico tiveram contato e adaptaram as suas escrituras. Os cabalistas atribuem esse conhecimento a uma tradição oral que foi passada de Enoque para Abraão e depois esse transmitiu para seus filhos e netos, e que Moisés recebeu esse ensinamento da parte de Deus e transmitiu a alguns discípulos para que o conhecimento não fosse perdido.

A Cabala então combinou os fundamentos do judaísmo com diversos elementos de diferentes crenças, filosofias e ocultismo, como: a doutrina Hindu da metempsicose[2], o sistema caldaico de astrologia, a angiologia e demologia dos babilônicos e persas, as características do culto sincretizado de Serapis-Isis [3]do Egito helenizado e os cálculos numerológicos. E estruturou seu sistema teológico com base na doutrina neoplatônica das emanações[4], na seita Sufi maometana [5]e no ascetismo [6]da igreja medieval.

A Cabala esta dividida em duas correntes, a cabala teórica e a cabala prática. Na cabala teórica encontramos as tradições patriarcais sobre os mistérios da criação e da Divindade.  Existem três livros principais da Cabala que contém essas tradições, o Sefer Ietzirah (Livro da Criação), O Bahir (Brilho) e o Zohar (Esplendor). O Sefer Ietzirah é atribuído ao patriarca Abrão, e nele estão as Dez Sefirot (Esferas Místicas de Deus), que é a Árvore da Vida, um diagrama cabalístico quem contém os dez princípios que geraram a existência. Já a cabala prática é a parte mágica da Cabala, sua origem é apontada na idade média, e através dela se estuda a semântica do alfabeto hebraico, atribuindo as letras hebraicas valores numéricos, para que se pudessem ativar as forças criadoras do alfabeto, pois para os cabalistas Deus havia criado o mundo através das vinte duas letras hebraicas, e com isso era possível a operação de milagres.

AS 10 SEFIROT (Esferas místicas de Deus)- Árvore da Vida- Diagrama cabalístico dos dez princípios básicos que geraram a Existência.

Assim concluímos que a Cabala não é uma religião e sim um conjunto de conhecimentos tradicionais que foram transmitidos através da tradição oral e que durante um longo tempo foi uma sabedoria restrita a um determinado grupo, e a partir do século XX se popularizou e tem sido estudado por pessoas de diversos seguimentos.

[1] Eliphas Levi é o pseudônimo de Alphonse Louis Constant, foi um escritor e ocultista francês.

[2]  Metempsicose teoria que admite a transmigração da alma de um corpo para outro.

[3] Serapis-Isis o culto a essa divindade foi introduzido em Alexandria, por volta do século IV a.C. com o propósito de reunir em um sincretismo as tradições religiosas egípcias e helênicas. Serapis identificava-se com Osíris, o marido de Isis.

[4] Doutrina neoplatônica das emanações é a doutrina que diz que tudo quanto existe derivou-se da Realidade ou Ser supremo.

[5] Seita Sufi maometana é uma seita mística muçulmana, de práticas ascéticas e tendências panteístas, que se difundiu desde os primeiros séculos do Islã.

[6] Ascetismo prática da abstenção de prazeres e até do conforto material, adotada com o fim de alcançar a perfeição moral e espiritual.

[i] Graduada em História pela Universidade Estácio de Sá

 

Referências Bibliográficas:

AUSUBEL, Nathan. Coleção Judaica vol. 5 – Conhecimento Judaico I. São Paulo: Editora Sêfer, 2009. p.101-106

BLECH, Rabino Benjamin. O mais completo guia sobre Judaísmo. São Paulo: Editora Sêfer, 2004. p. 123-137

COOPER, David. A cabala e a prática do misticismo Judaico. 1 ed.Rio de Janeiro : Editora Campus, 2006. p. 9-11

KENTON, Warren Astrologia Cabalística- anatomia do destino. São Paulo: Editora Pensamento, 1982. p. 29-38

LEVI, Eliphas. As origens da Cabala. 12ª Ed. São Paulo: Editora Pensamento, 2007. p. 1-10

Lorenz, Francisco Valdomiro. Cabala- A Tradição Esotérica Do Ocidente. 1 ed. São Paulo: Editora Pensamento, 2011. p. 11-17

 

Tags: , ,

Dica de viagem!

 

Entrada do Castelo

 

Na Idade Média, muitas das fortificações construídas pelos muçulmanos foram adaptadas e ampliadas pelos cristãos, por toda a Europa, no período das Cruzadas. Um desses exemplos é o Castelo de São Jorge.

Segundo a EGEAC[1]: “A fortificação, construída pelos muçulmanos em meados do século XI, era o último reduto de defesa para as elites que viviam na cidadela: o alcaide mouro, cujo palácio ficava nas proximidades, e as elites da administração da cidade, cujas casas são ainda hoje visíveis no Núcleo Arqueológico”.

 

Vista lateral do Castelo

 

Com a conquista de Lisboa, em 25 de outubro de 1.147, por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, o Castelo começou a servir para acolher o Rei, a corte, o Bispo e instalar o arquivo real numa das torres do Castelo.

O Castelo servia também para que a monarquia portuguesa recebesse monarcas estrangeiros, assim como pessoas ilustres de toda parte. A partir do século XVI o Castelo adquiriu um perfil militar. Obras em 1938-40 redescobriram o Castelo e os vestígios do antigo paço real, que ficou destruído com o terremoto que atingiu Lisboa em 1755.

Vista do Rio Tejo/Lisboa

“Já no final do século XX, as investigações arqueológicas promovidas em várias zonas contribuíram, de forma singular, para constatar o inestimável valor histórico que fundamentou a classificação do Castelo de S. Jorge como Monumento Nacional por Decreto Régio.” (EGEAC)

Dentre as diversas áreas de arquitetura medieval do Castelo, destaca-se dentro de um conjunto de estruturas habitacionais, um compartimento, do século VII a.C. onde se identificaram sobre uma área de fogo objetos como: panelas, potes, taças e ânforas que indicam ali a existência de uma cozinha da antiguidade.

Vista de Lisboa

O Castelo de São Jorge em Portugal, hoje é um espaço de memória que serve as artes e a cultura, através de uma programação diversificada, como: festivais, exposições, circuitos temáticos, teatro e música.

Com um Núcleo Museológico, e um Núcleo Arqueológico o Castelo é um local onde se pode aprender muito sobre a cultura islâmica e lisboeta.

O Castelo pode ser visitado das 9h às 21h o bilhete normal custa 7,50 euros.

Muralhas do Castelo de Jorge

 


[1] A EGEAC é a empresa municipal da cidade de Lisboa responsável pela Gestão de Equipamentos e Animação Cultural.

 
 

Tags: , , , , ,

CPA/RJ te leva! Castelo Rodrigo

Por pesquisadora Elaine Herrera

Um lugar onde a antiguidade fez História e ainda hoje é um convite a uma viagem no tempo. Ao norte de Portugal, uma aldeia histórica, pertencente ao Distrito de Guarda, chamada de Castelo Rodrigo, foi um povoado iniciado por volta de 500 a.C. por uma tribo dos Túrdulos, oriundos dos Tartessos[1], povo que já existia desde o século X a.C e desapareceu no século VI a.C., acredita-se que tenham sido varridos pelos cartagineses.

Na ascensão do Império Romano, o antigo povoado passou a ser ocupado por romanos, já na Idade Média o povoado passou por muitas ocupações, esteve ora sobre domínio espanhol, ora sobre domínio português, sendo dominada também por árabes. Ainda no medievo fixou-se ali uma comunidade judia (aljama), fugindo da perseguição católica na Espanha. Até hoje uma das ruas, chama-se Rua da Sinagoga.

Ruínas do Castelo Rodrigo

Por este povoado passaram muitas personalidades, dentre elas: o avô de Pedro Alvares Cabral, João de Gouveia, Cristóvão de Moura duas vezes Vice-rei de Portugal, o Conde de Marialva, Francisco Coutinho, e o filho de D. Manuel I, o Infante D. Fernando.

Ruas que cercam o Castelo

Oliveiras em torno do Castelo

 O Palácio foi construído em 1590, tornando-se a residência do Vice rei de Portugal, D. de Moura. No século XVIII, o Castelo Rodrigo foi destruído pelos espanhóis, mas mesmo, em meio as suas ruínas, vemos a sua imponência e da aldeia[2] que o cerca, um local alto e histórico, apropriado para uma xícara de chá e um pedaço de bolo de amêndoas portuguesas, debaixo de uma oliveira e com vista para a fronteira com a Espanha.

 

[1]Pausanias faz menção aos tartessos no século II a.C. (Paus. Desc. 6. XIX.3).

[2] Atualmente vive na aldeia histórica de Castelo Rodrigo, 65 pessoas.

 

 

Tags: , , ,

14 de Junho: Dia das Musas, Nascimento de um Revolucionário e Dia para ser lembrado por todos os amantes das Ciências Sociais

Por pesquisador Mário Ribeiro Caiado[1]

Dia das Musas

 

As musas eram entidades mitológicas a quem era atribuída, na Grécia Antiga, a capacidade de inspirar a criação artística ou científica. Na mitologia grega, eram as nove filhas de Mnemosine e Zeus. O templo das musas era o Museion, termo que deu origem à palavra museu nas diversas línguas indo-europeias como local de cultivo e preservação das artes e ciências.

Calíope (bela voz), a primeira entre as irmãs, era a musa da eloqüência. Os seus símbolos eram a tabuleta e o buril. É representada sob a aparência de uma jovem de ar majestoso, a fronte cingida de uma coroa de ouro. Está ornada de grinaldas, com uma mão empunha uma trombeta e com a outra, um poema épico. Foi amada por Apolo, com quem teve dois filhos: Himeneu e Iálemo. E também por Eagro, que desposou e de quem teve Orfeu, o célebre cantor da Trácia.

Clio (a que confere fama) era a musa da História, sendo símbolos seus o clarim heróico e a clepsidra. Costumava ser representada sob o aspecto de uma jovem coroada de louros, tendo na mão direita uma trombeta e na esquerda um livro intitulado “Tucídide”. Aos seus atributos acrescentam-se ainda o globo terrestre sobre o qual ela descansa, e o tempo que se vê ao seu lado, para mostrar que a história alcança todos os lugares e todas as épocas.

Euterpe (a que dá júbilo) era a musa da poesia lírica e tinha por símbolo a flauta, de sua invenção. Ela é uma jovem, que aparece coroada de flores, tocando o instrumento de sua invenção. Ao seu lado estão papéis de música, oboés e outros instrumentos. Por estes atributos, os gregos quiseram exprimir o quanto as letras encantam àqueles que as cultivam.

Tália (a festiva) era a musa da comédia que vestia uma máscara cómica e andava com ramos de hera. É mostrada por vezes portando também um cajado de pastor, coroada de hera, calçada de borzeguins e com uma máscara na mão. Muitas de suas estátuas têm um clarim ou porta-voz, instrumentos que serviam para sustentar a voz dos autores na comédia antiga.

Melpómene (a cantora) era a musa da tragédia; usava máscara trágica e folhas de videira. Empunhava a maça de Hércules e era oposto de Tália. O seu aspecto é grave e sério, sempre está ricamente vestida e calçada com coturnos.

Terpsícore (a que adora dançar) era a musa da dança. Também regia o canto coral e portava a cítara ou lira. Apresenta-se coroada de grinaldas, tocando uma lira, ao som da qual dirige a cadência dos seus passos. Alguns autores fazem-na mãe das Sereias.

Érato (a que desperta desejo) era a musa do verso erótico. É uma jovem ninfa coroada de mirto e rosas. Com a mão direita segura uma lira e com a esquerda um arco. Ao seu lado está um pequeno Amor que beija-lhe os pés.

Polímnia (a de muitos hinos) era a musa dos hinos sagrados e da narração de histórias. Costuma ser apresentada em atitude pensativa, com um véu, vestida de branco, em uma atitude de meditação, com o dedo na boca.

Urânia (celeste) era a musa da astronomia, tendo por símbolos um globo celeste e um compasso. Representam-na com um vestido azul-celeste, coroada de estrelas e com ambas as mãos segurando um globo que ela parece medir, ou então tendo ao seu lado uma esfera pousada uma tripeça e muitos instrumentos de matemática. Urânia era a entidade a que os astrónomos/astrólogos pediam inspiração.

Ernesto Guevara

 Revolucionário e líder político latino-americano, cuja negação a aderir tanto ao capitalismo quanto ao comunismo ortodoxo, transformou-o num emblema da luta socialista. Pela sua aparência selvagem, romântica e revolucionária, Che Guevara significa hoje uma lenda para os jovens revolucionários de todo o mundo, um exemplo de fidelidade e total devoção à união dos povos subjugados.
Ernesto Guevara …de la Serna nasce na cidade argentina de Rosário no dia 14 de junho de 1928, no seio de uma família aristocrática porém de idéias socialistas. Desde pequeno sofre ataques de asma e por essa razão em 1932 se muda para as serras de Córdoba. Estudou grande parte do ensino fundamental em casa com sua mãe. Na biblioteca de sua casa havia obras de Marx, Engels e Lenin, com os quais se familiarizou em sua adolescência.

Em 1947 Ernesto entra na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires, motivado em primeiro lugar por sua própria doença e desenvolvendo logo um especial interesse pela lepra. Durante 1952, realiza uma longa jornada pela América Latina, junto com seu amigo Alberto Granados, percorrendo o sul da Argentina, o Chile, o Peru, a Colômbia e a Venezuela. Observam, se interessam por tudo, analisam a realidade com olho crítico e pensamento profundo. Ernesto regressa a Buenos Aires decidido a terminar o curso e no dia 12 de julho de 1953 recebe o título de médico.

Em julho de 1953, inicia sua segunda viagem pela América Latina. Nessa oportunidade visita Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, El Salvador e Guatemala. Ao visitar as minas de cobre, as povoações indígenas e os leprosários, Ernesto dá mostras de seu profundo humanismo, vai crescendo e agigantando seu modo revolucionário de pensar e seu firme antiimperialismo. Na Guatemala conhece Hilda Gadea, com quem se casa e de cuja união nasce sua primeira filha.

Em 1962, após uma conferência no Uruguai, volta à Argentina e também visita o Brasil. Che Guevara esteve ainda em vários países africanos, principalmente no Congo. Lá lutou junto com os revolucionários antibelgas, levando uma força de 120 cubanos. Depois de muitas batalhas, terminaram derrotados e no outono de 1965 ele pediu a Fidel que retirasse a ajuda cubana.
Desde então, Che deixou de aparecer em atividades públicas. Sua missão como embaixador das idéias da Revolução Cubana tinha chegado ao fim. Em 1966, junto a Fidel, prepara uma nova missão na Bolívia, como líder dos camponeses e mineiros contrários ao governo militar. A tentativa acabou significando sua captura e posterior execução no dia 9 de outubro de 1967. Os restos do Che descansam no mausoléu da Praça Ernesto Che Guevara em Santa Clara, Cuba.

Max Weber

 

Max Weber,falecido em Munique a 14 de Junho de 1920, foi um intelectual alemão, jurista, economista e considerado um dos fundadores da Sociologia. Seu irmão foi o também famoso sociólogo e economista Alfred Weber.

É considerado um dos fundadores do estudo moderno  da sociologia, mas a sua influência também pode ser sentida na economia, na filosofia, no direito, na ciência política e na administração. Começou sua carreira académica na Universidade Humboldt, em Berlim e, posteriormente, trabalhou na Universidade de Freiburg, na Universidade de Heidelberg, na Universidade de Viena e na Universidade de Munique. Personagem influente na política alemã da época, foi consultor dos negociadores alemães no Tratado de Versalhes (1919) e da Comissão encarregada de redigir a Constituição de Weimar.

Grande parte de seu trabalho como pensador e estudioso foi reservado para o chamado processo de racionalização e desencantamento que provém da sociedade moderna e capitalista. Mas os seus estudos também deram contribuição importante para a economia.A sSua obra mais famosa é o ensaio “A ética protestante e o espírito do capitalismo”, com o qual começou as suas reflexões sobre a sociologia da religião. Weber argumentou que a religião era uma das razões não-exclusivas da razão porque as culturas do Ocidente e do Oriente se desenvolveram de formas diversas, e salientou a importância de algumas características específicas do protestantismo ascético, que levou ao nascimento do capitalismo, a burocracia e do estado racional e legal nos países ocidentais. Noutro trabalho importante,” A política como vocação”, Weber definiu o Estado como “uma entidade que reivindica o monopólio do uso legítimo da força física”, uma definição que se tornou central no estudo da moderna ciência política no Max Weber,falecido em Munique a 14 de Junho de 1920, foi um intelectual alemão, jurista, economista e considerado um dos fundadores da Sociologia. Seu irmão foi o também famoso sociólogo e economista Alfred Weber.

É considerado um dos fundadores do estudo moderno da sociologia, mas a sua influência também pode ser sentida na economia, na filosofia, no direito, na ciência política e na administração. Começou sua carreira académica na Universidade Humboldt, em Berlim e, posteriormente, trabalhou na Universidade de Freiburg, na Universidade de Heidelberg, na Universidade de Viena e na Universidade de Munique. Personagem influente na política alemã da época, foi consultor dos negociadores alemães no Tratado de Versalhes (1919) e da Comissão encarregada de redigir a Constituição de Weimar.

Grande parte de seu trabalho como pensador e estudioso foi reservado para o chamado processo de racionalização e desencantamento que provém da sociedade moderna e capitalista. Mas os seus estudos também deram contribuição importante para a economia.A sSua obra mais famosa é o ensaio “A ética protestante e o espírito do capitalismo”, com o qual começou as suas reflexões sobre a sociologia da religião. Weber argumentou que a religião era uma das razões não-exclusivas da razão porque as culturas do Ocidente e do Oriente se desenvolveram de formas diversas, e salientou a importância de algumas características específicas do protestantismo ascético, que levou ao nascimento do capitalismo, a burocracia e do estado racional e legal nos países ocidentais. Noutro trabalho importante,” A política como vocação”, Weber definiu o Estado como “uma entidade que reivindica o monopólio do uso legítimo da força física”, uma definição que se tornou central no estudo da moderna ciência política no Ocidente.

 

[1] Professor Mário Ribeiro Caiado é formado em Filologia pela Universidade de Coimbra.

 

 

Tags: ,

 
%d blogueiros gostam disto: