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A historiadora do CCJ entrevista os historiadores da minissérie José do Egito

Dia 30 de janeiro vai ao ar a nova minissérie da Rede Record de televisão e a historiadora Elaine Herrera, do Centro Cultural Jerusalém aproveitou este período de coletivas, para entrevistar os Professores Maurício Santos e Marcio Sant’Anna, historiadores que deram consultoria para este novo empreendimento, que coloca no foco a História Antiga.

Elaine: De que forma a História é passada para a equipe de TV?

Maurício e/ou Marcio: Primeiramente devemos mostrar que a produção teledramarturgica é uma produção industrial, ou seja, vários saberes associados criam uma linguagem que resignificam o mundo.

Desta forma a pesquisa histórica começa a ser apresentada ao autor e sua equipe de roteiristas um pouco antes da construção do roteiro definitivo.

Depois que o roteiro esta pronto uma série de workshop são realizados com a equipe de produção para que todos estejam imersos no período histórico no qual a obra está situada.

Elaine: A consultoria é restrita aos autores, ou o cenário, o figurino, fazem parte do trabalho?

Maurício e/ou Marcio: Normalmente todos os envolvidos na produção assistem alguns workshops, desde os atores até a equipe técnica operacional. Já foi feito workshop para figurantes e na palestra principal até seguranças e copeiros participam.

Elaine: A consultoria acontece somente antes das gravações, ou ela permanece até a estreia?

Maurício e/ou Marcio: Na verdade permanece até o fim da exibição. Após a estreia as gravações continuam, são feitos cortes, modificações, legendas. Durante todo o processo de pós-produção pode solicitar consultoria.

Elaine: Como é o contato com os artistas? Há uma boa receptividade?

Maurício e/ou Marcio: Os atores são maravilhosos, a grande maioria é muito interessada e já vem para as aulas com uma boa bagagem de leitura. Ser um bom ator significa estudar, estudar e estudar.

Sempre recebemos e-mails com duvidas, perguntas e pedidos de indicação de leitura para eles.

Além disso, os profissionais da produção também se mostram muito interessados, visto que a consultoria histórica dará origem a gravações, construção de cenários, elaboração de figurinos e elementos de arte.

Elaine: Já que participam das filmagens, como é ver sua pesquisa tomando forma, sendo interpretada?

Maurício e/ou Marcio: É fantástico ver tomar forma uma reconstrução inteira de uma civilização antiga feita com base em nossas pesquisas. Antes só poderíamos contar com fragmentos, muitas vezes pequenos, que estão em museus ou com sítios arqueológicos.

É gratificante ver um ator usando as informações pesquisadas na composição das personagens, um gesto, um olhar que expressa muito do que sabemos sobre os povos antigos.

Elaine: Para terminar, qual é a sensação de fazer parte de uma equipe de TV, que vai levar ao ar e entrar em milhões de lares a História Antiga?

Maurício e/ou Marcio: Um sonho realizado. Há alguns anos, nós e outros historiadores sonhávamos em popularizar a história antiga no Brasil, fazer com que ela não fosse restrita apenas aos bancos da academia, mas que todos pudessem ter acesso. Então fazer parte de uma produção da dramaturgia que aborda assuntos ligados à antiguidade e adentra os lares brasileiros e desperta o interesses dos jovens pela historia é o realizar deste sonho.

Elaine: Deixem um recado para os telespectadores.

Maurício e/ou Marcio: Preparem-se para muitas emoções com esta obra. A história de José e sua família é permeada de fé, amor, inveja, perdão, ambição, sensualidade, retidão e estes sentimentos estarão presentes em cada capítulo da minissérie. Além de uma elaborada pesquisa histórica para tentarmos chegar muito próximo do funcionamento das sociedades hebraica e egípcia daquele período. Estejam conosco a partir de 30 de janeiro para acompanhar as aventuras de “José do Egito”, pela Rede Record.

Nas pontas, Professor Maurício a esquerda e Professor Marcio a direita, ao centro a autora Vivian de Oliveira e colaboradores.

Nas pontas, Professor Maurício a esquerda e Professor Marcio a direita, ao centro a autora Vivian de Oliveira e colaboradores.

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Publicado por em 29/01/2013 em CULTURA E SOCIEDADE, ENTREVISTA

 

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Editorial fim de ano

Getsêmani/Jerusalém

Getsêmani/Jerusalém

                                                                                                                    Por Elaine Herrera

Estamos nos aqui novamente para felicitações de boas festas. Estranho pensar que muitos acreditam que o fim do mundo esta prestes a acontecer. Mas o que realmente esperamos é que todos os seus sonhos, planos, e metas se realizem. E que neste novo ano, coisas boas e melhores aconteçam.

Torcemos também para que a História possa enfim ser mais conhecida, sonhamos com o dia em que os homens descubram a utilidade desse conhecimento, como Tucídides[1].

Assim quem sabe, possamos parar de repetir os que mesmos erros do passado. E que tenhamos a sabedoria de ver na História, o homem sendo protagonista dos acontecimentos no tempo, e não com uma visão simplista do velho, ultrapassado.

Já dizia  Cícero[2]: “A história é testemunha dos séculos, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, mensageira do passado”.

Aprender com nossos erros parece normal, mas não errar porque aprendemos com os erros dos outros no passado, parece ser mais inteligente.

Então além de nossos mais sinceros votos de um 2013 absolutamente formidável, que os brasileiros possam descobrir e usar do poder transformador da História. Que os museus e centros culturais sejam descobertos e frequentados, ao invés de serem vistos como um lugar escuro e mofado. 

 Pois para se conhecer um povo, não  ha  lugar melhor para isso que visitar o seu espaço de memória.

Viva 2013! Viva a memória social!

[1] Tucídides (Autor da Obra: Guerra do Peloponeso e também considerado o fundador da moderna historiografia).

 [2] Marco Túlio Cícero (105 a. C – 43 a. C.) político romano.

 
 

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Diário de Bordo! Parte Final

Tudo que é bom, dura pouco, já diz o ditado popular e amanheceu nosso último dia em Israel. Ideia: aproveitar cada minuto.

Assim saímos rapidamente para concluir nosso roteiro, acordamos cedo, tomamos nosso café árabe e seguimos para visitar o Domo da Rocha. A fila era grande, sem custo, mas com revista, nossos pertences passam por um Raio X e somos revistados, para segurança tudo bem.

Caminhar pela plataforma construída por Herodes, onde era o antigo Templo de Jerusalém, já é o máximo, ver a beleza da arte islâmica nas paredes da Cúpula Dourada é ainda mais incrível.

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É impressionante como é grande lá em cima, vimos crianças estudando, homens, mulheres todos em círculos sentados ouvindo o que acredito serem mestres. Seguramente um lugar muito bonito, um chão cheio das pisadas do tempo e marcado por diferentes religiões.

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Saímos e já caímos dentro das muralhas da Cidade Antiga, suas ruas estreita e repleta de lojas de objetos de prata, tecidos, perfumes, e muitos locais para saborear a comida local.

Estar em Jerusalém é estar num mundo à parte, a presença marcante da religião está em tudo, nas roupas, no semblante das pessoas, e nos sons da cidade.

O clima é bem seco, o que dificulta um pouco a respiração. A diferença entre os povos que lá residem salta aos olhos a todo o momento, são muitos interesses que divergem numa tentativa constante de sobrevivência.

Visitar a terra de minhas pesquisas faz toda a diferença, já que todos os detalhes são importantes. Infelizmente só tínhamos metade do dia, por conta da volta. Então pegamos um taxi de Jerusalém para Tel Aviv rumo ao aeroporto, nosso vôo estava marcado para as 14:45. Chegamos cedo a tempo para o almoço, uma passada rápida num fast food kasher, e entramos novamente num túnel do tempo para voltar à realidade. Afinal estar em Israel é mergulhar no passado e quanto à guerra, posso dizer: eu fui!

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Diário de bordo!

Nos próximos dias o blog CPA traz para seus visitantes o diário de bordo, ou seja, a experiência de uma de nossas pesquisadoras que esteve em Israel recentemente. Nosso intuito é de compartilhar com você os acontecimentos e de trazer dicas que podem auxiliá-lo em sua viagem.

Diário de Bordo/Elaine

A viagem que era muito esperada, acabou acontecendo de forma inesperada, e todos os preparativos foram com boa dose de correria, mas o que é fundamental além da passagem é o seguro saúde que é feito ainda no Brasil e que dará direito a assistência médica, caso necessário quando estiver fora.

Vamos à viagem!

Dia 13/11/2012

15h Cheguei ao aeroporto Tom Jobim, e ainda a ficha não tinha caído que estava indo para Israel. Fizemos o check in e fomos tomar um lanche, afinal a ansiedade estava batendo forte e comer pelo menos “parece” que ajuda.

16h Da janela posso ver os aviões e só de pensar em entrar neste pássaro de aço enorme, da um friozinho na barriga.

18h Acabei de entrar no avião, estava cada vez mais perto de realizar o que todo pesquisador sonha, que é poder estar no lugar, ao qual pesquisa, vou ter que parar de escrever para a decolagem.

19h Essa com certeza é a parte ruim da viagem muitas horas dentro do avião, e classe econômica é tudo muito apertado. Depois de quatro vezes o comandante informar que a decolagem estava atrasada por problemas mecânicos, viajar de avião já me dá certo receio, ainda mais na Air France justamente na mesma rota que um avião caiu há uns anos atrás… Afinal o comandante avisou: “acreditamos ter solucionado os problemas, mas só teremos certeza da resolução com a decolagem”. Pronto agora sim, o avião decolou, mas devido às intervenções na decolagem por conta da mecânica, o que rolou foi um cansaço já desde o início da viagem.

Dia 14/11/2012

8h Chegamos a Paris, depois de nove horas de muita, mas muita turbulência e enjôo, já podia ver o dia raiando no continente europeu, o comandante informa que vamos pousar, com temperatura de 7º Graus.

9h Parada rápida, no aeroporto Charles de Gaulle, para trocar de aeronave, aproveito para tirar umas fotos e saborear um croissant, afinal pisar em Paris e não ir ao Louvre já é duro, precisava fazer algo tipicamente parisiense.

10:19 Já de volta ao avião, agora rumo a TelAviv.

15:40 Chegamos em Telaviv a viagem foi ótima, num verdadeiro céu de brigadeiro, só que quando entramos no espaço aéreo israelense sentimos já um pouco de tensão, que só aumentou com o passar dos dias.

16:30 Estávamos já no aeroporto de Tel Aviv e impressionados com o tamanho do aeroporto, simplesmente enorme. A seguir tínhamos a difícil missão de pegar um táxi numa língua desconhecida, mas deu tudo certo, com exceção de que o táxi nos deixaria em Jerusalém e como seguiríamos para um bairro árabe onde tínhamos feito reservas, teríamos que pegar outro taxi, onde o motorista era árabe, pura coincidência…

18:30 Chegamos no hotel e depois de mais de 24h para chegar e mudança de fuso horário de quatro horas, apagamos.

O diário de bordo continua amanhã!

 

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Você Sabia? Relações conjugais.

Para os judeus as relações conjugais são uma mitsvá, ou seja, são obrigações religiosas, e por isso existem regras da lei judaica que o casal tem que cumprir, uma delas é sobre a fidelidade, e outra é a respeito da constância das relações sexuais.

O Rabino Benjamin Blech diz que o Talmud faz algumas recomendações sobre a freqüência das relações sexuais do casal pautadas na profissão.  Segundo Blech:

“para os homens autônomos, todos os dias. Para os empregados, duas vezes por semana. Para os condutores de caravanas de burros de carga, uma vez por semana. Para os condutores de caravanas de camelos, uma vez por mês. Para os Marinheiros uma vez a cada seis meses.” (Talmud Mishná Ketubot 5:6)

Existia também outra lei judaica referente as relações do casal, aonde se um homem trabalhasse próximo a sua casa e resolvesse trocar para um outro emprego que tivesse que viajar para longe, sua esposa tinha o direito segundo a lei de  impedir essa transferência, para não diminuir a freqüência de suas relações sexuais.

Com isso percebemos que a vida conjugal judaica esta intensamente ligada a área profissional, a ponto de se ter a preocupação em formular normas relacionadas a quantidade de vezes na semana ou no mês  que o  casal deveria ter suas relações. E com essas recomendações é bem provável que as esposas dos marinheiros fizessem qualquer coisa para que seus maridos trocassem de emprego.

Referências Bibliográficas:

BLECH, Rabino Benjamin.  O mais completo guia sobre Judaísmo. São Paulo: Editora Sêfer, 2004.

 
 

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A essência da Cabala

Por pesquisadora convidada Thassia Izabel Ferreira Magalhães[i]

A Cabala ou Kabbalah são ensinamentos que fazem parte do misticismo judaico, e como todo misticismo a Cabala busca uma verdade espiritual e uma união com o divino, sendo assim ela é uma sabedoria espiritual que ensina as leis espirituais que governam a vida. E uma vez que para os cabalistas a Torah está codificada, os ensinamentos da Cabala eram e são utilizados até hoje para interpretar esses códigos e compreender o sentido espiritual dos textos sagrados.

A palavra Cabala vem do hebraico e significa literalmente receber, pois entendia-se  que os ensinamentos da cabala deveriam ser transmitidos de um mestre para um aluno escolhido, porque esses ensinamentos eram impossíveis de ser compreendidos sem orientação. Era necessário que o aprendiz tivesse a partir de 40 anos para poder aprender esse conhecimento, pois acreditava-se que nem todas as pessoas estavam preparadas para receber essa sabedoria.

A origem da Cabala tem sido freqüentemente apontada na idade média, no entanto ela não tem uma história com parâmetros definidos. Acreditasse que ela é de um período muito anterior a idade média, e segundo Eliphas Levi[1], a origem dessa sabedoria remete aos caldeus, e que os judeus durante o cativeiro babilônico tiveram contato e adaptaram as suas escrituras. Os cabalistas atribuem esse conhecimento a uma tradição oral que foi passada de Enoque para Abraão e depois esse transmitiu para seus filhos e netos, e que Moisés recebeu esse ensinamento da parte de Deus e transmitiu a alguns discípulos para que o conhecimento não fosse perdido.

A Cabala então combinou os fundamentos do judaísmo com diversos elementos de diferentes crenças, filosofias e ocultismo, como: a doutrina Hindu da metempsicose[2], o sistema caldaico de astrologia, a angiologia e demologia dos babilônicos e persas, as características do culto sincretizado de Serapis-Isis [3]do Egito helenizado e os cálculos numerológicos. E estruturou seu sistema teológico com base na doutrina neoplatônica das emanações[4], na seita Sufi maometana [5]e no ascetismo [6]da igreja medieval.

A Cabala esta dividida em duas correntes, a cabala teórica e a cabala prática. Na cabala teórica encontramos as tradições patriarcais sobre os mistérios da criação e da Divindade.  Existem três livros principais da Cabala que contém essas tradições, o Sefer Ietzirah (Livro da Criação), O Bahir (Brilho) e o Zohar (Esplendor). O Sefer Ietzirah é atribuído ao patriarca Abrão, e nele estão as Dez Sefirot (Esferas Místicas de Deus), que é a Árvore da Vida, um diagrama cabalístico quem contém os dez princípios que geraram a existência. Já a cabala prática é a parte mágica da Cabala, sua origem é apontada na idade média, e através dela se estuda a semântica do alfabeto hebraico, atribuindo as letras hebraicas valores numéricos, para que se pudessem ativar as forças criadoras do alfabeto, pois para os cabalistas Deus havia criado o mundo através das vinte duas letras hebraicas, e com isso era possível a operação de milagres.

AS 10 SEFIROT (Esferas místicas de Deus)- Árvore da Vida- Diagrama cabalístico dos dez princípios básicos que geraram a Existência.

Assim concluímos que a Cabala não é uma religião e sim um conjunto de conhecimentos tradicionais que foram transmitidos através da tradição oral e que durante um longo tempo foi uma sabedoria restrita a um determinado grupo, e a partir do século XX se popularizou e tem sido estudado por pessoas de diversos seguimentos.

[1] Eliphas Levi é o pseudônimo de Alphonse Louis Constant, foi um escritor e ocultista francês.

[2]  Metempsicose teoria que admite a transmigração da alma de um corpo para outro.

[3] Serapis-Isis o culto a essa divindade foi introduzido em Alexandria, por volta do século IV a.C. com o propósito de reunir em um sincretismo as tradições religiosas egípcias e helênicas. Serapis identificava-se com Osíris, o marido de Isis.

[4] Doutrina neoplatônica das emanações é a doutrina que diz que tudo quanto existe derivou-se da Realidade ou Ser supremo.

[5] Seita Sufi maometana é uma seita mística muçulmana, de práticas ascéticas e tendências panteístas, que se difundiu desde os primeiros séculos do Islã.

[6] Ascetismo prática da abstenção de prazeres e até do conforto material, adotada com o fim de alcançar a perfeição moral e espiritual.

[i] Graduada em História pela Universidade Estácio de Sá

 

Referências Bibliográficas:

AUSUBEL, Nathan. Coleção Judaica vol. 5 – Conhecimento Judaico I. São Paulo: Editora Sêfer, 2009. p.101-106

BLECH, Rabino Benjamin. O mais completo guia sobre Judaísmo. São Paulo: Editora Sêfer, 2004. p. 123-137

COOPER, David. A cabala e a prática do misticismo Judaico. 1 ed.Rio de Janeiro : Editora Campus, 2006. p. 9-11

KENTON, Warren Astrologia Cabalística- anatomia do destino. São Paulo: Editora Pensamento, 1982. p. 29-38

LEVI, Eliphas. As origens da Cabala. 12ª Ed. São Paulo: Editora Pensamento, 2007. p. 1-10

Lorenz, Francisco Valdomiro. Cabala- A Tradição Esotérica Do Ocidente. 1 ed. São Paulo: Editora Pensamento, 2011. p. 11-17

 

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Dica de viagem!

 

Entrada do Castelo

 

Na Idade Média, muitas das fortificações construídas pelos muçulmanos foram adaptadas e ampliadas pelos cristãos, por toda a Europa, no período das Cruzadas. Um desses exemplos é o Castelo de São Jorge.

Segundo a EGEAC[1]: “A fortificação, construída pelos muçulmanos em meados do século XI, era o último reduto de defesa para as elites que viviam na cidadela: o alcaide mouro, cujo palácio ficava nas proximidades, e as elites da administração da cidade, cujas casas são ainda hoje visíveis no Núcleo Arqueológico”.

 

Vista lateral do Castelo

 

Com a conquista de Lisboa, em 25 de outubro de 1.147, por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, o Castelo começou a servir para acolher o Rei, a corte, o Bispo e instalar o arquivo real numa das torres do Castelo.

O Castelo servia também para que a monarquia portuguesa recebesse monarcas estrangeiros, assim como pessoas ilustres de toda parte. A partir do século XVI o Castelo adquiriu um perfil militar. Obras em 1938-40 redescobriram o Castelo e os vestígios do antigo paço real, que ficou destruído com o terremoto que atingiu Lisboa em 1755.

Vista do Rio Tejo/Lisboa

“Já no final do século XX, as investigações arqueológicas promovidas em várias zonas contribuíram, de forma singular, para constatar o inestimável valor histórico que fundamentou a classificação do Castelo de S. Jorge como Monumento Nacional por Decreto Régio.” (EGEAC)

Dentre as diversas áreas de arquitetura medieval do Castelo, destaca-se dentro de um conjunto de estruturas habitacionais, um compartimento, do século VII a.C. onde se identificaram sobre uma área de fogo objetos como: panelas, potes, taças e ânforas que indicam ali a existência de uma cozinha da antiguidade.

Vista de Lisboa

O Castelo de São Jorge em Portugal, hoje é um espaço de memória que serve as artes e a cultura, através de uma programação diversificada, como: festivais, exposições, circuitos temáticos, teatro e música.

Com um Núcleo Museológico, e um Núcleo Arqueológico o Castelo é um local onde se pode aprender muito sobre a cultura islâmica e lisboeta.

O Castelo pode ser visitado das 9h às 21h o bilhete normal custa 7,50 euros.

Muralhas do Castelo de Jorge

 


[1] A EGEAC é a empresa municipal da cidade de Lisboa responsável pela Gestão de Equipamentos e Animação Cultural.

 
 

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