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Agenda Cultural!

Curso a Distância: “A HISTÓRIA DO POVO JUDEU NA ÉPOCA DO SEGUNDO TEMPLO”

Professor: Dr. Adolfo Roitman, Curador dos Manuscritos do Mar Morto e Diretor do Santuário do Livro

Início: 4 de Março 2013 Duração: 9 semanas

Modalidade de estudo: aulas à distância, incluindo foro semanal coordenado pelo Prof. Dr. Roitman e duas aulas ao vivo. Mais de 300 páginas em português incluindo documentos e textos históricos.

Com Certificado do Centro Melton da Universidade Hebraica de Jerusalém

Valor do curso: U$ 395

Para maiores informações: falecom@centroculturaljerusalem.com.br

Criativa Social

Oferece em Fevereiro /2013 curso para especialização intensiva:

CURSO DE FÉRIAS:

LEIS DE INCENTIVO À CULTURA

APRESENTAÇÃO:

A CRIATIVA é uma empresa especializada no desenvolvimento e gestão de projetos nas áreas: social, cultural, ambiental, esportiva e organização de eventos.

Professora: M.Sc Sandra Helena Pedroso

Mestre em Sistema de Gestão de Projetos com foco em Responsabilidade Social pela UFF e bacharel em Ciências Contábeis. Diretora do Ateliê de Cultura e do Instituto Pro3. Nos últimos 32 anos exerceu diversas funções na área cultural e no cinema, tendo inclusive sido Coordenadora de Certificação da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e da Ancine. Atualmente atua como professora de Gestão Financeira na pós-graduação de Produção Cultural da UCAM entre outras instituições. E como consultora em Gestão de Projetos em diversas empresas. É Diretora da ABCR.

Data, Local e Horário:

BQ Centro de Treinamento

Rua São José, 40 – Centro – Rio de Janeiro.

Dia: 19 de Fevereiro de 2013 (Leis de Incentivo à Cultura).

Horário: 09:30 às 17:30

Objetivo do Curso:

Desenvolver competências para que os participantes possam aplicar as ferramentas de gestão para sistematização de idéias em projetos artísitico-culturais, de forma a viabilizar sua produção e buscar apoios, patrocínios e financiamentos.

Programa:

1. O que e quais são os incentivos fiscais para projetos culturais e audiovisuais

2. Incentivos fiscais federais e doações:

2.1 Projetos culturais utilizando a Lei Rouanet;

2.2 Projetos culturais utilizando o ICMS/RJ;

2.3 Projetos culturais utilizando o ISS/RJ.

Inscrições e Contato:

Telefones: (21) 3979-5472 / (21) 3437-1160

e-mail: contato@criativasocial.com

www.criativasocial.com

Investimento:

Um 1 módulo por – R$ 280,00.

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Fique por dentro! Bento XVI: 4º Papa a renunciar na história

Por pesquisador Rodrigo Rocha[1]

 

O  anúncio foi feito pelo próprio Sumo Pontífice da Igreja Católica, no dia 11 de fevereiro de 2013, falando em latim durante um encontro de cardeais, em Roma. Em seu discurso, publicado na Radio Vaticana e no site oficial do Vaticano, Bento XVI declarou:

Caríssimos Irmãos,

Convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

BENEDICTUS PP XVI

O anúncio de Bento no final do Consistório público para a promulgação da causa de três novos santos, foi como “um trovão em céu sereno”, afirmou o decano do Colégio Cardinalício, o Cardeal Angelo Sodano, em declarações reunidas pela Rádio Vaticano.

A Igreja Católica deverá eleger um novo Papa até a festa da Páscoa, no próximo dia 31 de março. Foi o que anunciou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, nesta segunda-feira (11/02/2013) após o anúncio de renúncia do Papa. Segundo o porta-voz, será realizado um conclave (reunião de cardeais para escolher o novo Papa) em 15 a 20 dias após a renúncia. 

O porta-voz do Vaticano também disse que a decisão do Papa surpreendeu a todos do seu círculo mais próximo. Ele afirmou que, após a renúncia, Bento XVI vai à residência papal de verão, em Castel Gandolfo, próximo a Roma, e depois irá morar em um mosteiro dentro do Vaticano. Lombardi também disse que Bento XVI não vai participar do conclave, a reunião a portas fechadas que vai escolher seu sucessor.

O porta-voz declarou ainda que Bento XVI mostrou “grande coragem” no seu gesto, e descartou que uma depressão tenha sido o motivo da renúncia.

Informações: G1.com.br

Histórico de renúncias papais:

O gesto de renúncia de um Papa, apesar de bastante incomum, tem outros registros históricos. Somados à Bento XVI, apenas outros três sumo-pontífices abriram mão do papado na Antiguidade e na Idade Média. São eles:

  1. Papa Ponciano: O 18º Papa liderou a Igreja de Roma por cinco anos e três meses, de 21 de julho de 230 a 29 de setembro de 235. No século III, a Igreja ainda não era completamente aceita pelo Império Romano. Alguns imperadores a toleravam, porém outros a perseguiam ferozmente. Não foi diferente nos tempos de Ponciano. Além disso, ele enfrentou o Cismo de Roma. Hipólito, um dos mais importantes teólogos daqueles tempos, entrou em conflito com os papas de sua época, e parece ter sido o líder de um grupo cismático, como um bispo rival de Roma. Por isto, ele é considerado como o primeiro Antipapa da história. Ele se opôs aos bispos de Roma que afrouxaram as regras de penitência para acomodarem um grande número de novos convertidos da religião pagã.

Hipólito e Ponciano foram perseguidos e exilados , na ilha de Sardenha. Para não deixar vago o cargo de Papa, Ponciano renunciou em setembro de 235. É desconhecido quanto tempo ele viveu exilado, mas sabe-se que ele morreu de esgotamento, graças ao tratamento desumano nas minas da Sardenha, onde trabalhava. De acordo com a tradição, morreu na ilha de Tavolara.

OBS: o Antipapa é uma pessoa que reclama o título de Papa, em oposição a um Papa legitimamente eleito, ou durante algum período no qual o título estava vago. Antipapa não é necessariamente sinal de doutrina contrária à fé ensinada pela Igreja. No passado, antipapas eram geralmente apoiados por uma facção significativa de cardeais e reinos.

  1. Papa Celestino V: O 192º Papa esteve à frente da Igreja de Roma por apenas cinco meses, de 5 de julho de 1294 a 13 de dezembro de 1294. Somente dois anos após a morte de seu antecessor, Nicolau IV, Celestino V foi nomeado pelo conclave. Enfrentou uma forte disputa por privilégios, entre duas famílias nobres italianas, os Orsini e os Colonna. Nascido de uma família de modestos camponeses, viveu por muito tempo como eremita sobre o monte Morrone, fundando uma congregação de monges que receberam o nome de celestinos.  Divergências entre historiadores, apontam duas versões para a renúncia de Celestino V:
    1. Por pressões do cardeal Benedicto Gaetani, ele teria sido forçado a abdicar em 13 de Dezembro. No mesmo ano, em 24 de Dezembro, foi eleito o seu sucessor, o próprio Benedicto Caetani, que tomaria o nome de Bonifácio VIII (193º papa).
    2. Celestino V teria renunciado por escolha própria. Benedetto teria declarado a legalidade da resignação papal, diante da lei da Igreja. Dez dias depois os cardeais iniciaram um conclave no Castel Nuovo em Nápoles, e em 24 de dezembro de1294, por um maioria de votos, Benedetto Gaetani é eleito papa, escolhendo o nome de Bonifácio VIII.
  1. Papa Gregório XII: O 205º Papa dirigiu a Igreja Romana de 30 de novembro de 1406 até 04 de julho de 1415, ao todo 8 anos e 7 meses. O pontífice também enfrentou divergência com outro Antipapa e reis europeus, durante seu papado, o Cisma do Ocidente da Igreja. Mesmo após as tentativas do Concílio de Pisa (1409), as tensões internas pioraram, com a eleição de um novo papa, Alexandre V. Havia portanto três papas no comando a Igreja: Gregório XII (que representava a Itália, Alemanha e o norte da Europa), Bento XIII (que representava a Escócia, Espanha, Sardenha, Córsega e parte da França) e Alexandre V (com a maior parte das Ordens Religiosas decididas a fazer uma inteira reforma na Igreja). Gregório XII não ficou todo esse tempo assistindo os fatos. Como prometido, iniciou os trabalhos no seu Concilio na cidade de Cividale del Friuli (perto de Aquileia) e declarou como legítimos apenas os pontífices sediados a Roma. A partir de Urbano VI até ele próprio. Todos os demais eram declarados antipapas – de Clemente VII até Bento XIII e, é claro, Alexandre V. Deixou claro que estava ainda disposto a abdicar ao trono de São Pedro, desde que os outros dois fizessem o mesmo e todas as correntes do pensamento da Igreja se reunissem em um único colégio, e fosse eleito um novo Papa, com aprovação de ao menos dois terços dos cardeais das três correntes de pensamento. Apenas em 1413, em um novo concílio ecumênico em Constança (sul da Alemanha), chegou-se a conclusão que os três papas deveriam renunciar por livre vontade ou seriam forçados a isso. O novo papa a assumir, com o consenso de toda a Igreja, pondo fim ao Grande Cisma foi Martinho V.

Outros casos próximos foram registrados, como o do Papa Bento IX. De acordo com a Enciclopédia Católica e outras fontes, Bento IX tinha entre 18 e 20 anos quando se tornou pontífice, apesar de algumas fontes sugerirem 11 ou 12. Teve de acordo com os registros uma vida extremamente dissoluta, não tendo alegadamente qualificações suficientes para o papado que não fossem as ligações com uma família socialmente poderosa, apesar de em termos de teologia e atividades comuns na Igreja ser inteiramente ortodoxo. Bento IX foi eleito pontífice em 1032, deposto em 1044, retornou em 1045, mesmo ano em que abdicou, e tornou atrás da abdicação. Foi novamente deposto. Retornou à força em 1047, e foi mais uma vez deposto em 1048 e excomungado em 1049.

Não foram encontrados registros que comprovassem a resignação de outros papas, sobretudo mortos ou perseguidos durante a Antiguidade.

Origens do nome:

O Cardeal Joseph Ratzinger, foi ordenado Papa Bento XVI, em 19 de abril de 2005, pelo colegiado de cardeais de Roma, como sucessor do Papa João Paulo II. A escolha do nome Bento é uma provável homenagem ao último papa que adoptou o nome Bento, que foi o italiano Giacomo della Chiesa, entre 1914e 1922.

Conhecido como o “Papa da paz”, Bento XV tentou, sem sucesso, negociar a paz durante a Primeira Guerra Mundial. O seu pontificado foi marcado por uma reforma administrativa da igreja, possuindo um caráter de abertura e de diálogo. Além disso, Bento XVI sempre foi muito ligado espiritualmente ao mosteiro beneditino de Schotten, perto de Ratisbona, na Baviera.

Alguns analistas, como dom Antônio Celso de Queirós, vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), relacionaram a adoção do nome Bento com a atuação de São Bento de Núrsia (480-547), fundador da Ordem Beneditina e padroeiro da Europa, o que o próprio papa confirmou após a publicação das explicações sobre seu brasão. Após as invasões bárbaras, os mosteiros de São Bento foram responsáveis pela manutenção da cultura latina e grega e pela evangelização da Europa.

Biografia:

Joseph Ratzinger nasceu em Marktl am Inn, diocese de Passau (Alemanha), no dia 16 de Abril de 1927. O seu pai, comissário da polícia, provinha duma antiga família de agricultores da Baixa Baviera, de modestas condições econômicas. A sua mãe era filha de artesãos de Rimsting, no lago de Chiem, e antes de casar trabalhara como cozinheira em vários hotéis.

Passou a sua infância e adolescência em Traunstein, uma pequena localidade perto da fronteira com a Áustria, a trinta quilômetros de Salisburgo. O período da sua juventude não foi fácil. A fé e a educação da sua família prepararam-no para enfrentar a dura experiência daqueles tempos, em que o regime nazista mantinha um clima de grande hostilidade contra a Igreja Católica. O jovem Joseph viu os nazistas açoitarem o pároco antes da celebração da Santa Missa.

Nos últimos meses da II Guerra Mundial, foi arrolado nos serviços auxiliares anti-aéreos. Recebeu a Ordenação Sacerdotal em 29 de Junho de 1951. Um ano depois, começou a sua atividade de professor na Escola Superior de Freising. No ano de 1953, doutorou-se em teologia com a tese «Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho». Passados quatro anos, sob a direcção do conhecido professor de teologia fundamental Gottlieb Söhngen, conseguiu a habilitação para a docência com uma dissertação sobre «A teologia da história em São Boaventura».

Depois de desempenhar o cargo de professor de teologia dogmática e fundamental na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising, continuou a docência em Bonn, de 1959 a 1963; em Münster, de 1963 a 1966; e em Tubinga, de 1966 a 1969. A partir deste ano de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde ocupou também o cargo de Vice-Reitor da Universidade.

De 1962 a 1965, prestou um notável contributo ao Concílio Vaticano II como «perito»; viera como consultor teológico do Cardeal Joseph Frings, Arcebispo de Colónia. A sua intensa actividade científica levou-o a desempenhar importantes cargos ao serviço da Conferência Episcopal Alemã e na Comissão Teológica Internacional.

Em 25 de Março de 1977, o Papa Paulo VI nomeou-o Arcebispo de München e Freising. Em 1978, participou no Conclave, celebrado de 25 a 26 de Agosto, que elegeu João Paulo I. No mês de Outubro desse mesmo ano, participou também no Conclave que elegeu João Paulo II.

João Paulo II nomeou-o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional, em 25 de Novembro de 1981.Foi Presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo da Igreja Católica, a qual, após seis anos de trabalho (1986-1992), apresentou ao Santo Padre o novo Catecismo.

A 6 de Novembro de 1998, o Papa aprovou a eleição do Cardeal Ratzinger para Vice-Decano do Colégio Cardinalício, realizada pelos Cardeais da Ordem dos Bispos. E, no dia 30 de Novembro de 2002, aprovou a sua eleição para Decano; com este cargo, foi-lhe atribuída também a sede suburbicária de Óstia. Desde 13 de Novembro de 2000, era Membro honorário da Academia Pontifícia das Ciências.

Entre as suas numerosas publicações, ocupam lugar de destaque o livro «Introdução ao Cristianismo», uma compilação de lições universitárias publicadas em 1968 sobre a profissão de fé apostólica, e o livro «Dogma e Revelação» (1973), uma antologia de ensaios, homilias e meditações, dedicadas à pastoral.

Grande ressonância teve a conferência que pronunciou perante a Academia Católica Bávara sobre o tema «Por que continuo ainda na Igreja?»; com a sua habitual clareza, afirmou então: «Só na Igreja é possível ser cristão, não ao lado da Igreja».

No decurso dos anos, continuou abundante a série das suas publicações, constituindo um ponto de referência para muitas pessoas, especialmente para os que queriam entrar em profundidade no estudo da teologia. Em 1985 publicou o livro-entrevista «Informe sobre a Fé» e, em 1996, «O sal da terra». E, por ocasião do seu septuagésimo aniversário, publicou o livro «Na escola da verdade», onde aparecem ilustrados vários aspectos da sua personalidade e da sua obra por diversos autores.

Recebeu numerosos doutoramentos «honoris causa»: pelo College of St. Thomas em St. Paul (Minnesota, Estados Unidos), em 1984; pela Universidade Católica de Eichstätt, em 1987; pela Universidade Católica de Lima, em 1986; pela Universidade Católica de Lublin, em 1988; pela Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha), em 1998; pela Livre Universidade Maria Santíssima Assunta (LUMSA, Roma), em 1999; pela Faculdade de Teologia da Universidade de Wroclaw (Polónia) no ano 2000.

Fontes:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/02/papa-bento-xvi-vai-renunciar-diz-agencia-italiana.html

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/biography/documents/hf_ben-xvi_bio_20050419_short-biography_po.html

Cross, F.L.. The Oxford Dictionary of the Christian Church (em inglês). [S.I.]: Oxford University Press, 2005.

Calendarium Romanum (Libreria Editrice Vaticana 1969), p. 146

H. Schulz, Peter von Murrhone–Papst Celestin V–in Zeitschrift für Kirchengeschichte, xvii (1897), 481 sqq.; also Finke, op. cit., 39 sqq

Rendina, Claudio – I Papi Storia e Segreti , Volume 2 Newton & Compton Editori s.r.l. – Roma 2005

[1] Rodrigo Rocha é graduando em Comunicação Social na UFF.

 

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Carnaval é antigo?

Por pesquisadora Elaine Herrera

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Que o homem sempre fez festa isso já sabemos, mas será que o carnaval tem sua origem na antiguidade?

Existia na Grécia Antiga, uma festa ritual onde as pessoas ficavam mascaradas, fantasiadas. Esse ritual acontecia na passagem do jovem para a vida adulta.

Mesmo nos locais, onde havia uma rígida disciplina, mascarados, e homens fantasiados de mulher, era comum, como em Esparta, onde os meninos eram educados severamente para serem cidadãos. Ao final do seu treinamento a comemoração era repleta de encenações obscenas, humorísticas, tudo com muita bebida, cantoria e fantasias.

Para Felipe Ferreira o carnaval teria sido inicialmente carrus navalis, que significa: carro em forma de navio, uma festa que era dedicada à deusa Isis no Egito Antigo, esse nome, se dá por conta do oferecimento a deusa de pequenos barquinhos que eram levados ao Nilo recheados de presentes.

Festas com uma boa dose de libertinagem também acontecia na Roma Antiga, em homenagem a Dionísio, Luperco (deus Pã) e a outros deuses. As festas lupercais aconteciam em fevereiro e nelas os sacerdotes de Pã corriam quase sem roupa, com galhos de árvores nas mãos batendo em quem aparecesse em seu caminho, eles acreditavam que esse galho passaria fertilidade, mulheres encontrariam casamentos e as grávidas facilidades no parto. Ainda nesta festa as charretes eram todas enfeitadas, as quais podem fazer uma rápida alusão aos carros alegóricos.

Segundo Felipe: “as antigas festas babilônias, que remontam III séculos antes de Cristo, chamadas sacéias. possuiam muitas características carnavalescas, como exagerada comemorações e a troca de papéis entre um rei e um mendigo[1].

Com o passar do tempo o carnaval ganhou outros significados como adeus à carne (carne vale), festa da carne. O carnaval atual também tem se servido de uma inversão de papéis na sociedade e o tom por algumas vezes é o exagero, sendo assim podemos dizer que há nele semelhança com as antigas festas da colheita, e em honra a muitos deuses. Concluindo, a folia é antiga!

1] O livro de ouro do carnaval brasileiro. 2004. P. 20.

 Referência Bibliográfica:

 FERREIRA, Felipe O livro de ouro do carnaval brasileiro. Ferreira, Felipe. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.

 

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A historiadora do CCJ entrevista os historiadores da minissérie José do Egito

Dia 30 de janeiro vai ao ar a nova minissérie da Rede Record de televisão e a historiadora Elaine Herrera, do Centro Cultural Jerusalém aproveitou este período de coletivas, para entrevistar os Professores Maurício Santos e Marcio Sant’Anna, historiadores que deram consultoria para este novo empreendimento, que coloca no foco a História Antiga.

Elaine: De que forma a História é passada para a equipe de TV?

Maurício e/ou Marcio: Primeiramente devemos mostrar que a produção teledramarturgica é uma produção industrial, ou seja, vários saberes associados criam uma linguagem que resignificam o mundo.

Desta forma a pesquisa histórica começa a ser apresentada ao autor e sua equipe de roteiristas um pouco antes da construção do roteiro definitivo.

Depois que o roteiro esta pronto uma série de workshop são realizados com a equipe de produção para que todos estejam imersos no período histórico no qual a obra está situada.

Elaine: A consultoria é restrita aos autores, ou o cenário, o figurino, fazem parte do trabalho?

Maurício e/ou Marcio: Normalmente todos os envolvidos na produção assistem alguns workshops, desde os atores até a equipe técnica operacional. Já foi feito workshop para figurantes e na palestra principal até seguranças e copeiros participam.

Elaine: A consultoria acontece somente antes das gravações, ou ela permanece até a estreia?

Maurício e/ou Marcio: Na verdade permanece até o fim da exibição. Após a estreia as gravações continuam, são feitos cortes, modificações, legendas. Durante todo o processo de pós-produção pode solicitar consultoria.

Elaine: Como é o contato com os artistas? Há uma boa receptividade?

Maurício e/ou Marcio: Os atores são maravilhosos, a grande maioria é muito interessada e já vem para as aulas com uma boa bagagem de leitura. Ser um bom ator significa estudar, estudar e estudar.

Sempre recebemos e-mails com duvidas, perguntas e pedidos de indicação de leitura para eles.

Além disso, os profissionais da produção também se mostram muito interessados, visto que a consultoria histórica dará origem a gravações, construção de cenários, elaboração de figurinos e elementos de arte.

Elaine: Já que participam das filmagens, como é ver sua pesquisa tomando forma, sendo interpretada?

Maurício e/ou Marcio: É fantástico ver tomar forma uma reconstrução inteira de uma civilização antiga feita com base em nossas pesquisas. Antes só poderíamos contar com fragmentos, muitas vezes pequenos, que estão em museus ou com sítios arqueológicos.

É gratificante ver um ator usando as informações pesquisadas na composição das personagens, um gesto, um olhar que expressa muito do que sabemos sobre os povos antigos.

Elaine: Para terminar, qual é a sensação de fazer parte de uma equipe de TV, que vai levar ao ar e entrar em milhões de lares a História Antiga?

Maurício e/ou Marcio: Um sonho realizado. Há alguns anos, nós e outros historiadores sonhávamos em popularizar a história antiga no Brasil, fazer com que ela não fosse restrita apenas aos bancos da academia, mas que todos pudessem ter acesso. Então fazer parte de uma produção da dramaturgia que aborda assuntos ligados à antiguidade e adentra os lares brasileiros e desperta o interesses dos jovens pela historia é o realizar deste sonho.

Elaine: Deixem um recado para os telespectadores.

Maurício e/ou Marcio: Preparem-se para muitas emoções com esta obra. A história de José e sua família é permeada de fé, amor, inveja, perdão, ambição, sensualidade, retidão e estes sentimentos estarão presentes em cada capítulo da minissérie. Além de uma elaborada pesquisa histórica para tentarmos chegar muito próximo do funcionamento das sociedades hebraica e egípcia daquele período. Estejam conosco a partir de 30 de janeiro para acompanhar as aventuras de “José do Egito”, pela Rede Record.

Nas pontas, Professor Maurício a esquerda e Professor Marcio a direita, ao centro a autora Vivian de Oliveira e colaboradores.

Nas pontas, Professor Maurício a esquerda e Professor Marcio a direita, ao centro a autora Vivian de Oliveira e colaboradores.

 
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Publicado por em 29/01/2013 em CULTURA E SOCIEDADE, ENTREVISTA

 

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CPA/RJ – Férias!

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Férias

O Centro de Pesquisas da Antiguidade/CCJ vai dar uma paradinha aproveitando as férias escolares e retornará em janeiro de 2013, com muitas curiosidades sobre o mundo antigo.

Nós do CPA/RJ desejamos ótimas festas e um feliz ano novo para todos, até a volta.

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Editorial fim de ano

Getsêmani/Jerusalém

Getsêmani/Jerusalém

                                                                                                                    Por Elaine Herrera

Estamos nos aqui novamente para felicitações de boas festas. Estranho pensar que muitos acreditam que o fim do mundo esta prestes a acontecer. Mas o que realmente esperamos é que todos os seus sonhos, planos, e metas se realizem. E que neste novo ano, coisas boas e melhores aconteçam.

Torcemos também para que a História possa enfim ser mais conhecida, sonhamos com o dia em que os homens descubram a utilidade desse conhecimento, como Tucídides[1].

Assim quem sabe, possamos parar de repetir os que mesmos erros do passado. E que tenhamos a sabedoria de ver na História, o homem sendo protagonista dos acontecimentos no tempo, e não com uma visão simplista do velho, ultrapassado.

Já dizia  Cícero[2]: “A história é testemunha dos séculos, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, mensageira do passado”.

Aprender com nossos erros parece normal, mas não errar porque aprendemos com os erros dos outros no passado, parece ser mais inteligente.

Então além de nossos mais sinceros votos de um 2013 absolutamente formidável, que os brasileiros possam descobrir e usar do poder transformador da História. Que os museus e centros culturais sejam descobertos e frequentados, ao invés de serem vistos como um lugar escuro e mofado. 

 Pois para se conhecer um povo, não  ha  lugar melhor para isso que visitar o seu espaço de memória.

Viva 2013! Viva a memória social!

[1] Tucídides (Autor da Obra: Guerra do Peloponeso e também considerado o fundador da moderna historiografia).

 [2] Marco Túlio Cícero (105 a. C – 43 a. C.) político romano.

 
 

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Diário de Bordo! Parte Final

Tudo que é bom, dura pouco, já diz o ditado popular e amanheceu nosso último dia em Israel. Ideia: aproveitar cada minuto.

Assim saímos rapidamente para concluir nosso roteiro, acordamos cedo, tomamos nosso café árabe e seguimos para visitar o Domo da Rocha. A fila era grande, sem custo, mas com revista, nossos pertences passam por um Raio X e somos revistados, para segurança tudo bem.

Caminhar pela plataforma construída por Herodes, onde era o antigo Templo de Jerusalém, já é o máximo, ver a beleza da arte islâmica nas paredes da Cúpula Dourada é ainda mais incrível.

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É impressionante como é grande lá em cima, vimos crianças estudando, homens, mulheres todos em círculos sentados ouvindo o que acredito serem mestres. Seguramente um lugar muito bonito, um chão cheio das pisadas do tempo e marcado por diferentes religiões.

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Saímos e já caímos dentro das muralhas da Cidade Antiga, suas ruas estreita e repleta de lojas de objetos de prata, tecidos, perfumes, e muitos locais para saborear a comida local.

Estar em Jerusalém é estar num mundo à parte, a presença marcante da religião está em tudo, nas roupas, no semblante das pessoas, e nos sons da cidade.

O clima é bem seco, o que dificulta um pouco a respiração. A diferença entre os povos que lá residem salta aos olhos a todo o momento, são muitos interesses que divergem numa tentativa constante de sobrevivência.

Visitar a terra de minhas pesquisas faz toda a diferença, já que todos os detalhes são importantes. Infelizmente só tínhamos metade do dia, por conta da volta. Então pegamos um taxi de Jerusalém para Tel Aviv rumo ao aeroporto, nosso vôo estava marcado para as 14:45. Chegamos cedo a tempo para o almoço, uma passada rápida num fast food kasher, e entramos novamente num túnel do tempo para voltar à realidade. Afinal estar em Israel é mergulhar no passado e quanto à guerra, posso dizer: eu fui!

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