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Pesquisadora Elaine Bordalo, do CPA/RJ, lança livro

Acaba de ser publicado, pelo Grupo Editorial Scortecci, um livro que trata de um assunto ainda pouco pesquisado, mas muito instigante e que envolve História Antiga e Direito.

Delitos Contra A Divindade No Mundo Antigo é um livro que propõe uma viagem ao período Pré-Clássico na Babilônia de Hammurabi e ao período bíblico do Antigo Testamento com o profeta Moisés. Uma análise comparativa dos códigos de Hammurabi e de Moisés com intuito de trazer à discussão questões que envolviam o roubo ao “Sagrado”.

A autora Elaine Bordalo, historiadora, especialista em História Antiga e Medieval pela Faculdade São Bento/RJ e Pós-Graduanda em Arqueologia, História e Sociedade pela Universidade de Santo Amaro, pesquisadora da História do Antigo Israel e membro do Centro de Pesquisas da Antiguidade (CPA/RJ) tratou o tema com seriedade buscando na historiografia e em fontes históricas a argumentação necessária para fundamentar a pesquisa. Esta poderá abrir novos questionamentos sobre a política e a religião no Antigo Oriente Próximo.

Com prefácio do Professor Doutor em Filosofia Victor Sales Pinheiro, Delitos Contra A Divindade No Mundo Antigo é um livro que vale a pena conferir!

O livro já se encontra disponível no site da Livraria Virtual Asabeça:

http://www.asabeca.com.br/detalhes.php?prod=6654&friurl=_-DELITOS-CONTRA-A-DIVINDADE-NO-MUNDO-ANTIGO–Elaine-Bordalo-_&kb=884#.UrI5HOl3vIU

Livro Elaine

 

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Boas Festas!

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Nós, membros do CPA/RJ, gostaríamos de agradecer de coração a cada um de vocês que acessou o nosso blog durante o ano de 2013. Faremos uma pequena pausa para as festas de final de ano, mas em janeiro de 2014 nos encontraremos novamente aqui, neste mesmo endereço, com novas postagens e novidades sobre a Antiguidade. Até lá!

“São nos pequenos gestos e atitudes do nosso dia a dia que devemos proporcionar o mínimo de alegria e compreensão a todos que nos cercam. Que o espírito natalino encha os seus corações o ano inteiro. Boas Festas e Feliz Ano Novo!”

 

 
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Publicado por em 18/12/2013 em FIQUE POR DENTRO

 

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Você Sabia? O aborto e os contraceptivos na Grécia antiga

Hipócrates o “pai da medicina” 460-377 a.C.

Hipócrates o “pai da medicina” 460-377 a.C.

Por pesquisadora Thassia Izabel

Na Grécia antiga não existia nenhuma lei contra o aborto, porém Hipócrates o “pai da medicina” era contra essa prática, a não ser que a saúde da mulher estivesse em risco. Hipócrates tinha ainda algumas recomendações de métodos contraceptivos, como afirmar Nikolaos Vrissimtzis:

“… recomendava que, se fosse necessário evitar a gravidez, as relações sexuais deveriam ocorrer nos dias inférteis do ciclo menstrual. Outro recurso era a relação sexual no período da menstruação.”

Utilizavam ainda para impedir a fecundação o coito interrompido, e como técnicas abortivas aplicavam até encantamentos mágicos, veneno e drogas como espermicidas, ferro sulfúreo e carbonato de chumbo. Nikolaos Vrissimtzis também aborda descrições de escritores sobre esse assunto:

“ Segundo Dioscórides (Matéria Médica), se uma mulher grávida pisasse sobre uma raiz de ciclâmen, abortaria. Ainda de acordo com o mesmo escritor, a raiz de aspárago, levada como amuleto, tornaria a pessoa  estéril(ibid.,151). Plínio diz que, se uma mulher grávida comesse ovo de corvo, provocaria o aborto( História Naturalis, X, 32).

Lydie Bodiou relata também algumas receitas abortivas realizadas na Grécia como: “Pegue uma pitada de grão leucoium, cinco ou seis bostas de cabras, misture em vinho de muito bom aroma. Então administre uma boa fumigação preparada com água e óleo e feita sobre um assento. Depois da fumigação dê a mistura para beber. Em seguida, lave a mulher e faça deitar; ela comerá couve e beberá o líquido liberado por seu cozimento.”

Os motivos que levavam as mulheres gregas a praticarem o aborto eram inúmeros, desde a estética, para se preservar o corpo a fatores econômicos, como não se ter muitos descentes para não precisar dividir o patrimônio, além de ser bastante realizado pelas prostitutas afim de não prejudicar o seu trabalho.

É interessante frisar que para Platão (República, 461) o feto não era um ser humano, e somente depois do nascimento que se tornava então um ser vivente, isso legitimava o aborto, e o tornava aceitável, já o infanticídio era condenado por lei e era considerado um ato criminoso.

Assim, as práticas abortivas e os contraceptivos na Grécia antiga, eram utilizados sem restrições apesar de não serem totalmente apoiadas pelos médicos, que normalmente incentivava tais práticas quando era necessário para manter a vida da mulher.

 

Referências Bibliográficas:

VRISSIMTZIS, Nikolaos. Amor, Sexo e Casamento na Grécia Antiga. Um Guia da Vida Privada dos Gregos Antigos. São Paulo:Odysseus, 2002.

BORDIOU, Lydie. O filho indesejado: o aborto na Grécia Antiga. História em Revista, Rio Grande do Sul, V. 8, Dezembro. 2002.

 

 

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A páscoa no Século I d.C e seus simbolismos

Por pesquisadora Thassia Izabel

Templo de Jerusalém, século I ( Maquete CCJ)

Templo de Jerusalém, século I ( Maquete CCJ)

 

A páscoa ou pessach em hebraico é uma das mais importantes festas judaicas, que estava fortemente presente na vida do povo de Israel na antiguidade e se propagou até os nossos dias. Repleta de significado, era e é celebrada por judeus e cristãos, e cada uma das duas religiões realizava essa comemoração por motivos distintos e de forma diferenciada.

Assim como as outras festas que aconteciam na Judéia, a Páscoa era uma celebração agrária que estava ligada as fases da natureza, e com o passar do tempo foi associada a um acontecimento histórico, como descreve Christiane Saulnier e Bernard Rolland :

“Essas festas parecem ser, no início, celebrações ligadas ao rit­mo da natureza: na primavera, os nômades oferecem à divindade os primogênitos do seu rebanho (páscoa) e os camponeses sedentários, as primícias da colheita da cevada (festa dos ázimos); a festa das se­manas situa-se no verão, no fim da colheita do trigo e a das Tendas, no outono, no fim da colheita das frutas.”

Para o judaísmo a Páscoa representava  a libertação do cativeiro egípcio durante o êxodo, quando os hebreus foram orientados a passar nos umbrais das entradas de suas casas o sangue de um cordeiro ou um bode e dessa forma o “anjo da morte”iria poupar aquela família da última praga que assolou o Egito, a morte dos primogênitos. A partir desse período essa prática de sacrifício passou a ser relembrada, e no seculo I d.C  Jerusalém chegava  a ter cerca de 180 mil pessoas para a comemoração da Páscoa.

O ritual  no período do segundo templo era realizado da seguinte forma: o chefe da família escolhia no dia 10 de Nisan¹ um cordeiro  que seria sacrificado no dia 14 de Nisan. O animal era levado para o templo aonde os sacerdotes recolhiam os vasilhames de sangue que eram colocado no altar. Após isso o homem levava o animal para casa para ser consumido no banquete no dia 15 de Nisan, junto com pães não-fermentados, um molho de frutas vermelhas ( haroset) e ervas amargas, contavam a história do êxodo, cantavam salmos e bebiam vinho, essa cerimônia era chamada de seder.

Jesus realizou a ceia de Páscoa no dia 14  de Nisan, antes do dia habitual de se realizar o baquente, porém isso não era tão incomum pois havia grupos religiosos, como os fariseus e os essênios que tinham um calendário difente. Contudo, é interessante percebe que ele foi crucificado também no dia 14 de Nisan, se estivesse esperado para realizar a cêrimonia de Páscoa no dia 15 de Nisan não daria tempo.

Na ceia de Páscoa realizada por Jesus se constituiu o ritual mais praticado pelo cristianismo,  a santa ceia, e esta vai conter alguns dos rituais pascais, como o “pão da aflição” e o “vinho da rendenção”. Porém Jesus antes de ingerir o pão e o vinho recita palavras diferentes das que eram tradicionais ditas nesse momento da celebração, ele então mostra um novo significado para a Páscoa, ao atribuir  o vinho ao seu sangue e o pão a sua carne, e ainda se colocou como o cordeiro pascal. Assim a Páscoa cristã simboliza a redenção dos pecados e  a ressureição de Cristo.

Com isso a Páscoa  se perpetuou pois seu valor simbólico ultrapassou  os limites do tempo e do espaço. No judaismos através da Páscoa é relembrado a libertaçao do povo hebreu, já para o cristianismo representa a base da religião, a salvação em Cristo.

Símbolo do Cristianismo, a cruz vazia.

Símbolo do Cristianismo, a cruz vazia.

Referências Bibliográficas:

SAULNIER, Christiane; ROLLAND, Bernard. A Palestina no Tempo de Jesus. São Paulo: Paulinas, 1983.

Bricker, Charles. Jesus e sua época. Rio de Janeiro: Seleções do Reader1s Digest, 2007.

 

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