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Um monarca brasileiro à solta no Egito

* Uma homenagem a S.M.I. D. Pedro II, na semana de seu aniversário.

D. Pedro II por volta dos 22 anos de idade, c. 1848.

D. Pedro II por volta dos 22 anos de idade, c. 1848.

O estudo do antigo Egito foi objeto de fascínio dos dois imperadores brasileiros. Motivado pelo interesse pessoal e pelos objetos deixados pelo pai, D. Pedro I, que até adquiriu uma múmia rara da região de Tebas, D.Pedro II, um poliglota e estudioso, foi o primeiro governante brasileiro a viajar ao Egito.

No acervo do imperador constavam três múmias e uma delas, a sacerdotisa Sha-Amon-em-su, (uma cantora do templo de Amon) era uma das oito do mundo que se encontrava com os braços enrolados separados do corpo e seu sarcófago ainda está fechado nos dias de hoje. Graças a um exame de tomografia foi constatado que a múmia possui todos os amuletos de ouro, incluindo um escaravelho.

A imperatriz Teresa Cristina, esposa de D. Pedro II, trouxe da Sicília, como dote de casamento, mais de 700 itens distribuídos entre vasos de cerâmica, lamparinas e estatuetas de terracota, objetos de bronze, esculturas em pedra e frascos de vidro. Outros elementos da coleção, como os vasos etruscos, foram encontrados durante as escavações arqueológicas promovidas pela própria imperatriz em suas terras.  As peças datam de um período histórico que se estende dos séculos VII a.C ao III d.C. Foi por intermédio de Teresa Cristina que, em 1853, Fernando II – Rei das Duas Sicílias e irmão da imperatriz – mandou para o Brasil peças de vários sítios arqueológicos da Itália, a maioria de Herculano e Pompéia.

D. Pedro II contribuiu com diversas peças de arte egípcia e também com fósseis e exemplares botânicos obtidos por ele em suas viagens. Todo este acervo contribuiu para a fundação do Museu Nacional, que se tornou o centro mais importante da América do Sul em História Natural e Ciências Humanas.

A presença ativa do Imperador estava em todos os assuntos relacionados com a ciência, a tecnologia e a educação. Fazendo o papel de mecenas, o interesse de Dom Pedro II pelas ciências o levou a buscar a companhia de cientistas, tanto no Brasil como no exterior, e a participar de todos os acontecimentos culturais e científicos mais importantes do país. Para se ter uma idéia, o colégio D. Pedro II – a única Instituição a realizar os exames que possibilitavam o ingresso nos cursos superiores – era mantido pelo imperador e ele mesmo escolhia os professores, assistia às provas e conferia as médias. Ajudou, de várias formas, o trabalho de vários cientistas. Financiou ainda vários profissionais como arquitetos, engenheiros, farmacêuticos, médicos e pintores.

Apreciador da literatura e das artes, o monarca incentivou a criação das Escolas Normais, dos Liceus de Artes e Ofícios, dos Conservatórios Dramático Brasileiro e Imperial de Música. Criou e coordenou o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e apoiou os estudos de artes plásticas com doações de bolsas e prêmios, financiados por ele próprio.

Em 1871, após conseguir autorização da Câmara para viajar à Europa em função do falecimento de sua filha caçula, D. Leopoldina Teresa, o imperador aproveitou a oportunidade para realizar uma excursão de quinze dias ao Egito. Possuindo um grande conhecimento sobre diversos assuntos, D. Pedro II ansiava por poder visualizar tudo aquilo que aprendera nos livros e com seus preceptores e também encontrar os homens sábios do Velho Mundo para discutir com eles suas idéias.

Os apontamentos realizados pelo imperador em sua primeira viagem ainda revelam uma Egiptologia que estava em um grau de desenvolvimento inicial – apesar desta viagem já ter ocorrido na segunda metade do século XIX, as informações ao qual o monarca tivera acesso no Brasil ainda correspondiam a fase da Egiptologia do início do século XIX. O roteiro da visita se restringiu apenas à região do Baixo Egito, foram visitadas as cidades de Alexandria e do Cairo e de lá o monarca seguiu com sua comitiva também até os sítios arqueológicos de Mênfis, onde haviam sido feitas descobertas recentes. Mesmo com o tempo escasso, D. Pedro II participou de sessões no Instituto Egípcio de Alexandria e foi eleito membro honorário do Institut National d´Egypte.

Ao retornar ao Brasil, novamente o monarca mergulhou nos livros, estudando a fundo o que vinha se produzindo sobre a civilização egípcia e tomando ciência daquilo que os egiptólogos que conhecera na primeira viagem estavam descobrindo, e previamente organizou uma nova viagem ao Egito. Passando primeiramente pelos Estados Unidos e depois pela Europa, no final de novembro de 1876 D. Pedro II retornou às terras egípcias. Esta segunda viagem era uma verdadeira expedição de reconhecimento, durou vinte e sete dias, nos quais o imperador pôde participar de reuniões no Institut National d´Egypt, fotografar, consultar obras com estudos sobre o Egito e debater com os principais egiptólogos daquela época.

D. Pedro II pôde vivenciar in loco o processo de legitimação colonial pelo qual o Egito estava passando. A busca pela criação de uma nova memória, como evidenciado no capítulo anterior, que permitisse uma ligação direta entre o antigo Egito faraônico e o atual dominado pelos ocidentais, desconsiderando o período da dominação muçulmana serviu como ferramenta para inferiorizar os egípcios muçulmanos modernos. Na concepção dos europeus, os habitantes do Egito eram incapazes de produzir conhecimentos sobre si próprios e desta forma as grandes potências da Europa é que deveriam guiá-los, pois já estavam mais adiantadas dentro de um processo de evolução, o que as tornavam capacitadas para tal missão.

Dentro desta concepção, o imperador em suas anotações procurou relacionar os egípcios muçulmanos aos indígenas e negros brasileiros, pois estariam todos no mesmo patamar evolutivo – entre a selvageria e a barbárie – de acordo com a ideologia evolucionista. Também as dádivas naturais do Egito mereceram a atenção de D. Pedro II, pois permitiram o desenvolvimento de uma grande civilização que se tornou um poderoso Estado na antiguidade. Diante de tais condições não estaria o Brasil, com suas riquezas naturais, predisposto a se tornar também uma grande potência no futuro como o Egito fora no passado?

D. Pedro II e sua comitiva junto à esfinge de Gizé. O. Schoeff, 1872. Biblioteca Nacional

D. Pedro II e sua comitiva junto à esfinge de Gizé. O. Schoeff, 1872. Biblioteca Nacional

Referências Bibliográficas:

CAMARA, Giselle Marques; RODRIGUES, Antonio Edmilson Martins. PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO Departamento de História. “Então esse é que é o Imperador? Ele não se parece nada com reis”: algumas considerações sobre o intelectual brasileiro Pedro de Alcântara e suas viagens pelas terras do Nilo. 2005. Dissertação (Mestrado em História) – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro: Rio de Janeiro, 2005, cap. 4.

LEFEBVRE, Georges. O nascimento da moderna historiografia. Lisboa: Sá da Costa, 1981.

SAID, Edward W. Orientalismo – o Oriente como invenção do ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

SCHARCZ, Lilia Moritz. As Barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

VERCOUTTER, Jean. Em busca do Egito esquecido. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.

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Agenda Cultural!

 

Ação Educativa em Museus

O curso discute museus, educação e patrimônio: desafios contemporâneos. Antecedentes históricos da relação entre educação e museu.
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Informações: semrs@via-rs.ne

 

 

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Gladiadores no Rio?


Por pesquisadora Elaine Herrera

A gladiatura surgiu na Roma Antiga inicialmente com dois objetivos: rito fúnebre e manifestação de luto[1] relacionado a um personagem da elite[2]. Com o passar do tempo essa manifestação ganhou uma conotação propagandista e mais lúdica. Já que era encomendada por um candidato a uma função pública, com apenas o pretexto de homenagear um morto importante, geralmente com laços de parentesco, com isso o candidato despertava para si a atenção da sociedade, patrocinando um espetáculo com imagens singulares e de ampla dimensão, com um público de plebeus a eruditos.

Em geral os gladiadores eram homens livres e vocacionados. Voluntários treinados para exercício de uma profissão, que vivia do corpo. Como descreve Paul Veyne: “A escola[3] para gladiadores (ludus gladiatorius) era uma moradia em que cada um tinha seu quarto compartilhado com a amante e filhos, em que esses voluntários não viviam como prisioneiros, podiam entrar e sair livremente. Sem dúvida, viviam entre si, mas numa mistura de camaradagem e rigidez.” (2009, p. 283)

Entre os gladiadores havia reduzida porcentagem de escravos, talvez com intuito apenas de mascarar a vocação da gladiatura. Além dos profissionais e dos escravos haviam criminosos, que entravam em combate sabendo que não sairiam vivos da arena, como punição aos delitos praticados. Vale ressaltar que entre os condenados alguns diante da morte eminente, visando escapar da humilhação pública tiravam sua própria vida a caminho do confronto.

Cada combate possuía seu próprio regulamento, fixado no início da luta, como esporte. Os condenados recebiam um treinamento restrito, de acordo com a proposta visual da luta. As execuções de criminosos já ao final dos combates eram realizadas durante o almoço, somente os espectadores que desejavam ver a morte na arena permaneciam no local. As mortes de gladiadores ocorriam por conta da sede de sangue, daqueles que podiam ressarcir o prejuízo diante do investimento das escolas nestes profissionais[4].

Segundo Paul Veyne “Somente os voluntários, eram os verdadeiros gladiadores, só eles faziam carreira e muitos eram vedetes bem populares…” (2009, p. 284). O que demonstra que gladiadores possuíam certo status. Foram encontrados nas paredes de prostíbulos em Pompéia, desenhos de gladiadores, as prostitutas utilizavam esses desenhos como forma de valorizar seus préstimos, a final já tinham servido a gladiadores.

 

Pavimento de mosaico de mansão romana (Sarre) Séc. II d.C.

Recentemente a cidade do Rio de Janeiro recebeu o Ultimate Fighting Championship (UFC), um evento esportivo patrocinado pela elite, em que homens seguindo regras previamente estabelecidas, se enfrentam em confrontos dentro de uma arena, lutadores livres que fizeram do combate sua vocação. Profissionais que desfrutam de prestígio social graças a sua habilidade física.

Esses atletas levam as arenas milhares de pessoas com várias expectativas dentre elas segundo depoimento: “ver seres humanos se digladiando é ver no outro uma agressividade que eu mesmo não posso extravasar”.

Hoje criminosos e escravos não estam mais no rol desses profissionais, e nem os espetáculos são para candidatura ou rito fúnebre como no período dos gladiadores da antiga Roma, mas a essência da gladiatura vinte séculos depois, será que não continua viva?

UFC no Rio

Referências Bibliográficas:

GARRAFFONI, Renata Senna. Gladiadores na Roma Antiga dos combates às paixões cotidianas. São Paulo: FAPESP, 2005.

SALLES, Catherine. Das Bacanais a Ravena. São Paulo: Larousse, 2006.

VEYNE, Paul. O Império Greco-Romano. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.


[1] Contexto religioso.

[2] Segundo Lafaye os jogos de gladiatura começaram sob aspecto privado.

[3] Ludus Magnus era uma das maiores escolas de gladiadores no período imperial.

[4] Segundo Lafaye os romanos viam os jogos de gladiadores também como o enaltecer das virtudes guerreiras.

 

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Museu de Arqueologia da USP oferece treinamento para professores

O Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo oferece no dia 28 de junho treinamento gratuito para professores sobre a ação educativa no museu.  O objetivo é trocar idéias sobre arqueologia, etnologia, museologia e educação em museus, além do manuseio e contextualização de alguns objetos arqueológicos  e etnográficos. As inscrições podem ser feitas pelos telefones (11) 3091-4905/3091-2905 ou ainda através do endereço de e-mail magomes@usp.br.

Encontro de Formação para Educadores de Museus

A Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP), realiza encontro para a formação de educadores. No evento, os profissionais da área podem aprimorar os conhecimentos na elaboração de projetos da área educativa e cultural, com base nos próprios acervos das instituições.
Data: 29 de junho, das 10h às 14h.
Endereço: Museu da Língua Portuguesa, Praça da Luz, s/nº, Bom Retiro, São Paulo(SP)
Mais Informações: (11)2627-8111 ou sisem@sp.gov.br

 Minas ganha mapa com principais sítios arqueológicos do estado

Em agosto será lançado em São João del-Rei (MG) um mapa com os principais sítios arqueológicos de Minas Gerais. O estudo foi elaborado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) e localiza 1.053 pontos com a presença de pinturas rupestres, urnas funerárias indígenas, cerâmicas, artefatos de pedra e outros vestígios da atividade humana no período pré-colonial. Esse número, segundo o Iphan, se refere a apenas 2% do potencial mineiro.

 

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O resgate da memória.

Será realizada no próximo dia 21 de abril às 09h30min uma cerimônia solene de reintegração dos restos mortais, dos inconfidentes mineiros (José de Resende Costa, Domingos Vidal Barbosa e João Dias da Mota) falecidos no degredo na África.

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Reconstituição facial.

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Estará presente no evento a Presidenta Dilma Rousseff, a Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o Presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/Ministério da Cultura), José do Nascimento Junior, além do governador de Minas Gerais, Antonio Anastásia, e o Diretor do Museu, Rui Mourão.

Serão sepultados no Panteão do Museu da Inconfidência/IBRAM em Ouro  Preto  (MG) onde estão sepultados atualmente 13 inconfidentes.

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Museu da Inconfidência.

O diálogo da História com outras ciências, como no caso a Odontologia foi fundamental para a identificação e o repatriamento dos inconfidentes tornando possível a preservação de nossa memória coletiva.

Essa é mais uma grande iniciativa dos museus e centros culturais em preservar a Memória é o retrato do avanço intelectual ao qual nossa Nação demonstra que com o incentivo as pesquisas históricas está em pleno desenvolvimento.

Fonte: Boletim eletrônico Nº 349-ano VIII – 15/04/2011 a 28/04/2011

Mais informações: http://www.museus.gov.br/noticias/ossadas-de-inconfidentes-sao-identificadas/

 

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Agenda Cultural

 

 

CEMA-USP

Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da Universidade de São Paulo

Seminário Permanente de História e Arqueologia da Mesoamérica e Andes (8o. ano/2011)

 O Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da Universidade de São Paulo (CEMA/USP) vem atuando desde 2000 no sentido de consolidar a pesquisa e o ensino sistemático de História e Arqueologia da Mesoamérica e Andes nas universidades brasileiras. Nossas atividades visam o estimulo e aprimoramento das pesquisas acadêmicas nessas áreas de estudo. Entre as atividades regulares coordenadas pelo CEMA/USP destacam-se o Colóquio Historia e Arqueologia da América Indígena, que teve sua sexta edição em 2010, e o Seminário Permanente de História e Arqueologia da Mesoamérica e Andes, iniciado em 2004 e realizado anualmente desde então.

No Seminário Permanente debatemos e refletimos, prioritariamente, sobre as questões teórico-metodológicas relacionadas ao estudo e interpretação das fontes alfabéticas e dos vestígios arqueológicos originários da Mesoamérica e dos Andes, sobretudo de tempos pré-hispânicos e coloniais. Para isso, nos reunimos mensalmente e examinamos textos teóricos e estudos de caso que abordem tal problemática, bem como as próprias fontes. Dessa maneira, o Seminário Permanente funciona como um fórum de discussão e um laboratório de análise de fontes andinas e mesoamericanas, bem como da literatura especializada no estudo da América Indígena.

As reuniões do Seminário Permanente em 2011 serão realizadas nas últimas segundas-feiras de cada mês, das 17h30 às 19h30, no Laboratório do CEMA/USP, localizado no prédio da Geografia e História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (Av. Prof. Lineu Prestes, 338 – Cidade Universitária – São Paulo – SP), ao lado da Seção de Alunos. Os interessados em participar devem ler os textos com antecedência e comparecer ao local nos dias e horários previstos. Todos os textos e fontes que serão analisados encontram-se no Xerox da D. Márcia e do André (no mesmo prédio), na pasta do Seminário do CEMA/USP. Algumas fontes também podem ser consultadas na Internet, nos endereços mencionados abaixo. As datas das reuniões e as leituras propostas para esse ano são:

 28 de março:

Lévi-Strauss, Claude. Lugar da antropologia nas ciências sociais e problemas levantados por seu ensino. In: Lévi-Strauss, C. Antropologia Estrutural. São Paulo, Cosac & Naify, 2008 (1958). pp. 367-405.

 25 de abril:

CLASTRES, Pierre. Mito e Ritos dos Índios da América do Sul. In: Clastres, P. Arqueologia da Violência. São Paulo, Cosac & Naify, 2008. pp. 95-141.

 30 de maio:

BOURGET, Steve. El sacrificio humano: un caso andino. Sacrificio humano, poder e ideología en la Cultura Moche. LÓPEZ LUJÁN, L. & OLIVIER, G. (orgs.) El Sacrificio humano en la tradición religosa de Mesomérica. México: INAH/UNAM 2010. pp 577-597

 27 de junho:

DAHOUVE, Danièle. La polisemia del sacrifício In: LÓPEZ LUJÁN, L. & OLIVIER, G. El Sacrificio humano en la tradición religosa de Mesomérica. México: INAH/UNAM 2010. pp.499-518.

 29 de agosto:

SOTELO SANTOS, Laura Elena & VALVERDE, María del Carmen. Historiografía maya de tradición indígena (siglos XVI-XIX). In: Historiografía novohispana de tradición indígena. Coordenação José Rubén Romero Galván, vol. I, México DF: IIH – UNAM, 2003. pp. 133-167.

 26 de setembro:

BALDERAS, Ximena Chávez. Del cuerpo mortal a las geografías funerárias. In: Rituales Funerarios en el Templo Mayor de Tenochtitlan. México: INAH 2007. cap. 1 – pp. 25-66.

 31 de outubro:

INOUE OKUBO, Yukitaka. Crónicas indígenas: uma reconsideración sobre la historiografía novohispana temprana. In: LEVIN ROJO, Danna & NAVARRETE LINARES, Federico (Org.). Indios, mestizos y españoles. Interculturalidad e historiografía en la Nueva España. México: Universidad Autónoma Metropolitana & IIH – UNAM, 200. p. 55-96.

 28 de novembro:

OUDIJK, Michel. Una nueva historia zapoteca. La importancia de regresar a las fuentes primarias. In: DOESBURG, Sebastián von (Coord.). Pictografía y escritura alfabética en Oaxaca. Oaxaca: Fondo Editorial del Instituto del Instituto Estatal de Educación Pública de Oaxaca, 2008. pp. 89-116.

 Dúvidas e outras informações: cema@usp.br / www.usp.br/cema

 Comitê Organizador CEMA/USP

Cristiana Bertazoni Martins (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP)

Eduardo Natalino dos Santos (Depto. de História da FFLCH da USP)

Marcia Arcuri (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP)

 

 

 

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Fique por dentro!

2º SEMINÁRIO INTERNACIONAL O MUNDO DOS TRABALHADORES E SEUS ARQUIVOS

MEMÓRIA E RESISTÊNCIA

Arquivo Nacional

Praça da República, 173 – Rio de Janeiro – RJ

30, 31 de Março e 1º de Abril de 2011

 PROGRAMAÇÃO

 PRIMEIRO DIA – 30 de março de 2011

Abertura 8h

Conferências: Arquivos, Memória e Resistência

Coordenação: Elina Pessanha – Arquivo de Memória Operária do Rio de Janeiro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Rio de Janeiro – Brasil

 Antonio Gonzalez Quintana – Arquivo da Comunidade de Madri e Grupo de Trabalho sobre Arquivos e Direitos Humanos do Conselho Internacional de Arquivos – Madri – Espanha

 Daniel Aarão Reis Filho – Universidade Federal Fluminense (UFF) – Rio de Janeiro – Brasil

Almoço Das 12h30 ás 14h

Das 14h às 17h

Primeira mesa: O Estado e os arquivos dos trabalhadores

Coordenação: Luiz Anastácio Momesso – Núcleo de Documentação sobre os Movimentos Sociais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – Recife – Brasil

Guillermo Palacios – Centro de Estudos Históricos – Colégio do México – Cidade do México -México

Benito Schmidt – Memorial da Justiça do Trabalho no Rio Grande do Sul e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ­- Porto Alegre – Brasil

Das 17h30 às 20h30

Minicurso: Introdução a organização de centros de documentação e memória.

Célia Reis Camargo – Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (CEDEM UNESP)

Das 17h30 às 20h

Mostra de filmes sobre os trabalhadores e da resistência aos regimes militares

SEGUNDO DIA – 31 de março de 2011 Das 9h às 12h30

Sessão de Comunicações I – Arquivo e memória dos trabalhadores da cidade e do campo

Coordenação: Antonio José Marques – Centro de Documentação e Memória Sindical da CUT – São Paulo – Brasil

De 05 a 08 comunicações selecionadas.

Sessão de Comunicações II – Resistência dos trabalhadores na cidade e no campo

Coordenação: Centro de Referências das Lutas Políticas no Brasil (1964 – 1985) Memórias Reveladas – Rio de Janeiro – Brasil

De 05 a 08 comunicações selecionadas.

Almoço Das 12h30 às 14h

Das 14h às 17h  Segunda mesa: Arquivos sindicais: as experiências internacionais

Coordenação: Ricardo Medeiros Pimenta – Instituto de Humanidades da Universidade Candido Mendes – Rio de Janeiro – Brasil

Annie Kuhnmunch – Confederais da Confederação Francesa Democrática do Trabalho (CFDT) –Unidade de Documentação Arquivística – Paris – França/ Graciela Córsico – Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA) – Centro de Documentação e Biblioteca – Buenos Aires – Argentina/ Aurélie Mazet – Instituto de História Social da Confederação Geral do Trabalho (CGT) – Paris – França / Christine Coates – TUC Collection – Central Sindical Inglesa e Universidade Metropolitana de Londres – Londres – Inglaterra

 Das 17h30 às 20h30 Minicurso: Identificação de tipologias documentais em acervos dos trabalhadores – André Porto Ancona Lopez – Departamento da Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília (UnB) – Brasília – Distrito Federal – Brasil

Das 17h30 às 20h Mostra de filmes sobre os trabalhadores e da resistência aos regimes militares

TERCEIRO DIA – 1º de abril de 2011

Das 9h às 12h30 Terceira mesa: Memória e resistência dos trabalhadores na cidade e no campo – Coordenação: Leonilde Servolo de Medeiros – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – Brasil/ Maria Aparecida de Aquino – Universidade Presbiteriana Mackenzie – São Paulo – Brasil/ Maria do Socorro Rangel – Universidade Federal do Piauí – Teresina – Brasil/ Ludmila da Silva Catela – Arquivo Provincial da Memória de Córdoba e Universidade Nacional de Córdoba – Córdoba – Argentina./ Moacir Palmeira – Museu Nacional – Universidade Federal do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – Brasil

Almoço Das 12h30 às 14h

Das 14 às 17h Plenária Final – Relatório dos coordenadores de mesa e recomendações

Coordenação: Jaime Antunes da Silva – Arquivo Nacional – Rio de Janeiro – Brasil

Das 17h às 20h Coquetel de encerramento

Taxa de Inscrição: 25/01 a 28/02/ 2011: R$ 50,00
01/03 a 25/03 2011: R$ 70,00  

Maiores informações: http://www.cut.org.br/cut-em-acao/36/2-seminario-internacional-o-mundo-dos-trabalhadores-e-seus-arquivos

 

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