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Diário de bordo! Quarto dia em Israel

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8:30 – Encontramos com o guia e pegamos o taxi rumo ao Monte das Oliveiras, no caminho muito trânsito devido a uma multidão de turistas.

Já no Alto do Monte, vimos à vista panorâmica da cúpula dourada, e toda a cidade velha, uma imagem muito conhecida, mas que impressiona. Passamos por uma residência onde encontra-se sepultado o corpo do profeta Malaquias, não podemos entrar para ver a abertura da caverna, justamente por se tratar de uma moradia particular e ainda era muito cedo.

Tumba do profeta

Tumba do profeta

Passamos por uma necrópole cheia de ossuários, datados do século I em diante.

Necrópole

Necrópole

 

Depois descemos para o Getsêmani, onde segundo os livros de Mateus e Marcos, Jesus orou. Um estudo recente revelou que as árvores que estão hoje no jardim do Getsêmani, são posteriores ao período de Jesus e que a árvore mais velha teria novecentos anos.

Getsêmani

Getsêmani

Ao lado do jardim encontra-se a igreja dos aflitos. Passamos pelo cemitério judeu, vimos o cemitério árabe, e seguimos para o vale de Josafá que fica entre o Monte das Oliveiras e o Monte onde no século I ficava o Templo, aonde vimos à tumba de Zacarias, e continuando o vale do rei, vimos também à magnífica tumba, que “seria” de Absalão (filho de Davi).

Tumba de Absalão

Tumba de Absalão

Passando para locais cristãos, fomos à casa de Caifas, onde Pedro teria negado a Jesus, e nos sítios arqueológicos, que dão indícios que ali seria o local onde Cristo ficou preso.

11:00 – Chegamos a Tumba de Davi, onde nos surpreendeu saber que lá funciona também uma Sinagoga, depois fomos visitar o Cenáculo, uma construção belíssima do período bizantino.

12:20 Chegamos no Museu Terras da Bíblia, e como diz um amigo, é de pirar o cabeção, um museu enorme, com espaços amplos para cada Império Antigo, um acervo surpreendente, um dos lugares mais interessantes de Jerusalém, alias o melhor museu que já fui.

Museu Terras da Bíblia

Museu Terras da Bíblia

Com muita pena de deixar aquele lugar incrível, saímos para um rápido lanche e seguimos para o Santuário do Livro, onde se encontra os manuscritos do Mar Morto, mais um museu super original, seguimos para a maquete de Jerusalém no período do Segundo Templo, um lugar especial, já que trabalho com uma réplica na cidade de Jerusalém no Rio de Janeiro.

14:40 – Visitamos o museu de Israel, que na verdade é um complexo de museus que teríamos que ter no mínimo uma semana só para percorrer tudo, saindo de lá, no final da tarde e já exaustos, caminhamos para o hotel, paramos para saborear um Kebab, no bairro árabe e nos prepararmos para  outro dia.

Parada para um Kebab

Parada para um Kebab

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Diário de bordo! 3º Dia em Israel

Lembrando que o diário de bordo é o relato de uma viagem a Israel, feita por uma de nossas pesquisadoras, Elaine. Hoje segue o terceiro dia de viagem!

 Dia 16 de novembro de 2012

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8hs – Depois do café árabe é hora de encontrar com o guia para conhecer a Cidade Velha, marcamos no Portão de Herodes, aí sim me dei conta do que estava acontecendo era realmente sério, a rua estava cheia de soldados israelenses, fortemente armados e proibindo o acesso ao Portão de Herodes, tentamos pegar um táxi, mas o Bairro Árabe foi fechado, e o jeito foi caminhar até o Portão de Jaffa para encontrar o guia, que estava tenso com o conflito, inclusive neste dia sua família teve que ir para casa de amigos, para se proteger.

Portão de Jaffa

Portão de Jaffa

Igreja Santo Sepulcro

Igreja Santo Sepulcro

 9hs – Enfim conseguimos entrar na Cidade Velha pelo Bairro Cristão, visitamos a Via Dolorosa, a Igreja do Santo Sepulcro, escavações do Tanque de Betesda, isso já no bairro árabe dentro da muralha, meus livros não paravam de se transformar em realidade, a cada passo novas descobertas, fomos à cidade de Davi, Parque Arqueológico Davidson, e o guia tinha nos preparado uma surpresa, uma caminhada por túneis subterrâneos por baixo da Cidade Velha, foram 550 metros de túneis, entrando pela piscina de Siloé e saindo no Muro das Lamentações.

Tanque de Betesda

Tanque de Betesda

Tanque de Siloé

Tanque de Siloé

Muro das Lamentações

Muro das Lamentações

 Embaixo podemos ver como o trabalho da arqueologia é árduo e como tem avançado rápido em Israel, o guia comentou que cada vez que ele passa por ali, o caminho está maior, foi uma surpresa e tanto que ficará registrado para sempre, nunca tinha tido a oportunidade de passar por túneis tão extensos, e com tanta representação para minha pesquisa, além de verificar o abastecimento de água no período de Ezequias, ainda vimos o muro por dentro com suas pedras originais e uma que ficou ao caminho, com toneladas e acreditam ter despencado no período da destruição do templo em 70 d.C.

Muro das Lamentações visto por dentro da plataforma

Muro das Lamentações visto por dentro da plataforma

Mas o dia não parou, percorremos no Bairro Judeu o que seria a Cidade Alta no período de Jesus, arqueologia já encontrou o que chamam de mansão, ruínas de uma casa que possui as características da Cidade Alta.

Bairro Judeu

Bairro Judeu

 O guia convidou-nos para a cerimônia que inicia o shabat, realizada no Muro das Lamentações no cair da tarde, mas antes de continuar nossa maratona, parada para o almoço. Comida kasher, experimentei o falafel e depois prosseguimos, fomos visitar o Jardim do Túmulo. Isso por volta das 15h, ao chegar fomos recepcionados por um dos guias, um brasileiro que faz a visita guiada no Garden Tomb, um local tranquilo, repleto de jardins, onde se vê o Monte Calvário e o túmulo vazio, depois de tanta correria e soldados por toda a cidade, encontramos ali um espaço que nos ajudou a restabelecer as forças, para ir caminhando até o hotel.

Jardim do Túmulo

Jardim do Túmulo

Túmulo vazio

Túmulo vazio

 Por conta do tempo que passamos no jardim, nem fomos para a cerimônia no Muro das Lamentações, mas foi muito interessante conhecer um pouco da História deste brasileiro que é guia num local tão visitado. E também o guia tinha comentado que no dia do descanso judaico, algumas pessoas aproveitam a cerimônia do início do Shabat, no Muro das Lamentações para jogar pedras da plataforma do antigo Templo judaico, hoje a Mesquita, sobre os judeus rezando.

 Já no hotel, resolvemos nem sair para jantar por conta da segurança, jantamos no hotel mesmo. Mas devo confessar que a comida era difícil, mas só em estarmos num lugar que não era alvo do Hamas, já estava valendo.

Diário de bordo continua na segunda-feira!

 

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Diário de bordo!

Dia 15 de novembro de 2012

8h Depois de encontrar na mesa do café da manhã: pimentão, cebola, tomate, pepino, creme de grão de bico, salsichas, e ovos, reforçamos a alimentação e saímos para explorar o local. Encontramos com o guia no portão de Jaffa, para visitar alguns lugares fora de Jerusalém, à primeira coisa a fazer era alugar um carro. Ao conversar com nosso guia percebemos como o conflito se intensificará, ele nos relatou que morava a quinze Km da Faixa de Gaza e que durante a noite muitas vezes tinha que se proteger com sua família, num cômodo a prova de mísseis, quando tocava a sirene. Relatou-nos também que três pessoas morreram por não obedecerem às regras de segurança. Ele ainda nos descreveu a dificuldade em manter as crianças longe da tensão, já que elas queriam ver a interceptação dos mísseis, algo que é extremamente perigoso. Mas voltemos à viagem.

9h Já a Caminho de Masada, ao sair de Jerusalém o que me chamou atenção foram alguns acampamentos rudimentares ao longo do Deserto da Judéia, eram beduínos, que vivem da agricultura ou da criação de cabras, que também podem ser vistas da rodovia. 

Beduínos

A cada momento surgiam cenários muito diferentes daqueles aos quais estamos acostumados, Camelos, deserto. Da rodovia vimos à cidade de Jerico, e depois de pouco mais de 250 km percorridos chegamos a Masada.

10:45h Essa construção de Herodes o grande, sempre me despertou muita curiosidade, um lugar cheio de História,  arqueologia ali encontrou campo fértil, lá vimos a demarcação de acampamentos romanos, toda a representação da estrutura da fortaleza que Herodes construiu para se proteger de possíveis ataques. E que acabou servindo de refúgio para os Zelotes.

Foi muito interessante ver o rabino escrevendo a mão o texto sagrado no alto da montanha da fortaleza em Masada.

O certo seria passar o dia todo em Masada, mas como nosso tempo era pouco, depois de muitas fotos, e da visita guiada, seguimos para o mar morto.

Mar Morto

12:30h Nunca imaginei que o Mar Morto fosse dividido em praias particulares, claro que tem uma pública também. Fomos orientados a ir em uma particular por conta da qualidade, foi nos apresentado duas alternativas: comprar cremes do mar morto e ganhar bilhetes para a praia, ou pagar as entradas na praia. Claro que preferi comprar cremes, que são famosos pela qualidade e garantia de que realmente funcionam.

Enfim chegamos à praia, tudo muito interessante, já de início vi muitas pessoas passando a lama preta no corpo, entramos nessa e não é que a lama faz efeito. Depois dessa experiência, entramos na água que ninguém é de ferro, e seriam alguns poucos minutos de relaxamento.

Já dentro da água caiu à ficha que estava em Israel, boiando naquela água super salgada, olhei para o lado é vi o deserto de Moab, virei para o outro lado e vi o deserto da Judeia, as lágrimas vieram pois me dei conta que meu sonho era realidade.

13:40 Com muita pena de sair daquela maravilha de praia, e constatar que realmente vale escolher uma praia particular dado toda a estrutura, tomamos banho e fomos almoçar, na fila sem muita fluência no inglês, pedimos um sanduíche, e depois continuamos a viagem.

14:30 Estavamos a caminho de Quram, um lugar incrível, onde se pode conhecer mais profundamente a História do povo que vivia ali, possivelmente os essênios.

Ver as cavernas, e saber que de uma delas saiu os famosos manuscritos do Mar Morto. Além de sítios arqueológicos, documentários. Fez a tarde repleta de conhecimento.

Contando como cenário o Deserto da Judeia e o Mar Morto, um lugar incrível que jamais esquecerei.

Deserto de Moab, Mar Morto e Deserto da Judeia

Além de tudo isso ainda encontramos muitas lojas recheadas de livros e documentários que vale a pena conferir.

15:50 Horário definido para o retorno, pois teríamos que entregar o carro 17:30 em Jerusalém.

Na estrada passavam vários comboios do exército israelense, e em alguns pontos o trânsito era interrompido para fiscalização.

17:50 Depois de entregar o carro, caminhamos pelo pedaço de terra mais caro em Jerusalém, a Street King Davi, uma rua lindíssima, com antiquários, e lojas com objetos caríssimos.

18:20 Pegamos um taxi, já sem o guia, para visitar o Museu do Holocausto, no caminho vimos uma manifestação, com faixas escritas em hebraicos e gritos de ordem? Perguntamos ao taxista, mas ele com o inglês meio árabe e nós com um inglês, meia boca, acabamos por não entender.

Pensei neste momento que todas as aulas em nossa vida escolar merecem atenção e empenho, olha lá eu precisando das aulas de inglês que tanto odiava.

18:50 Chegamos ao museu e de cara a arquitetura saltou aos olhos,  o museu pareceu me um lugar de preservação da memória e homenagem as vítimas. Imagens chocantes, e pelo áudio-guia ouvíamos a descrição de todo horror vivido pelos judeus neste período.

Os jardins são belíssimos, e o museu enorme, extremamente organizado, só muito triste.

21:00 Chegamos ao hotel, deixamos as mochilas e saímos para comer, por conta de estarmos em um bairro árabe e ser dia do descanso deles? Quase tudo estava fechado, por sorte achamos um lugar onde podemos saborear, frango frito com batata, claro que a moda árabe, mas muito gostoso, mesmo porque a fome era muita.

Em quarenta minutos estávamos no hotel de volta, pois o local estava bem deserto, achamos melhor não demorar, já que o conflito só aumentava.

No hotel, começamos a ouvir o estouro de bombas de gás lacrimogêneo, várias buzinas, e sirenes, uma sensação muito estranha, nosso guia já havia comentado e nos alertado para proteger-nos.

Diário de Bordo continua amanhã!

 
 

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Assentamento egípcio na antiga cidade de Jaffa

Arqueólogos da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz (JGU) e da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) descobriram em recentes escavações em Jope, (Tel Aviv) evidências que apontam para a presença de uma população egípcia na cidade milenar.

No antigo sítio arqueológico de Jaffa, em Israel, foram encontrados os restos de um portal que possivelmente fazia parte de uma fortificação egípcia do período da dinastia de Ramsés II (1279-1213 AC), outras descobertas sem divulgação, já haviam sido realizadas durante escavações lideradas pelo ex-arqueólogo municipal Y. Kaplan em 1950.

Porém agora com parceria das Universidades de Mainz e Los Angeles, da Autoridade de Antiguidades de Israel e da Companhia de Desenvolvimento da Antiga Jaffa, o Projeto do Patrimônio Cultural de Jaffa pode dar prosseguimento a novas escavações, como também, a publicação dos resultados das escavações mais antigas, e das futuras.

Buscando compreender a história da colonização do segundo milênio AC, as camadas destruídas da antiga cidade e o propósito da presença egípcia. Segundo o diretor Dr. Martin Peilstöcker de JGU o portal foi destruído e reconstruído pelo menos quatro vezes.  E além da tradição egípcia da arquitetura da lama e barro, foi encontrado também um amuleto com a inscrição do faraó egípcio Amenhotep III (1390-1353 AC), que comprova a presença egípcia na cidade antiga de Jaffa.

Existe ainda a intenção dos achados arqueológicos serem expostos ao público no próximo ano (2013) na Alemanha.

 
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Publicado por em 05/11/2012 em ARQUEOLOGIA, HISTÓRIA ANTIGA

 

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Agenda Cultural!

2º Jornada Científica Internacional da Rede MUSSI

De 24 a 26 de outubro acontecerá na UNIRIO a 2º Jornada Científica Internacional da Rede MUSSI. Evento organizado pela Rede Franco-Brasileira de Pesquisadores em Mediações e Usos Sociais de Saberes e Informação, o encontro traz como tema “Redes e processos info-comunicacionais: meidações, memória, apropriações”.

As inscrições vão até o dia 19 de outubro de 2012.
Endereço: UNIRIO (Av. Pasteur, 296 – Urca | Rio de Janeiro-RJ)
Maiores informações: jornadamussi2.icict.fiocruz.br

Seminário Oi Futuro: Mediação em Museus – Arte e Tecnologia

O evento, que vai reunir gestores, profissionais e pesquisadores da área, tem como objetivo aprofundar questões relacionadas aos desafios de uma prática de mediação, em espaços de memória, arte e tecnologia.
Dias 30 e 31 de outubro de 2012. Inscrições até 26/10. Entrada franca.

Endereço: Oi Futuro Flamengo (Rua Dois de Dezembro, 63 | Rio de Janeiro-RJ)
Informações: (21) 3235.5830 ou educativo-oifuturo@oi.com.br

8º Seminário de Cidades Fortificadas

De 22 a 26 de outubro de 2012 no Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana acontecerá o 8º Seminário de Cidades Fortificadas. Evento, que vai reunir estudiosos e mantenedores de fortes e fortalezas de diversas partes do Brasil e países convidados, tem como objetivo apresentar um panorama das ações desenvolvidas nos diversos fortes e fortalezas espalhados pelo mundo.
O Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana localiza-se na Praça Coronel Eugênio Franco nº 1 Posto 6 – Copacabana | Rio de Janeiro – RJ
Informações: www.8seminariocidadesfortificadas.blogspot.com.br | www.cidadesfortificadas.ufsc.br

III Jornada Republicana Museu, Patrimônio, Memória e Educação

Programação

Dia 30 de outubro de 2012 (terça-feira)

A configuração dos museus a partir da modernidade tem destacado o seu papel educacional. Diferentes projetos políticos, pedagógicos e poéticos têm sido acionados por diferentes museus. O diálogo entre educação, comunicação, memória, patrimônio, preservação e museu, a partir do exame de teorias e práticas desenvolvidas na contemporaneidade, está no centro dos interesses da III Jornada Republicana.

 Coordenação: Kátia Regina de Oliveira Frecheiras – Doutora e mestre em Filosofia pela PUC-Rio, especialista em Educação em Museus e pesquisadora do Museu da República/IBRAM.

 1ª. Mesa Redonda – das 10h às 12h

Mediador: Normanda Freitas ­– Pedagoga e Assessora Técnica do Museu da República

 Paulo Rogério Marques Sily – Doutor em Educação. Casa de Ciência, Casa de Educação: Ações educativas do Museu Nacional (1818-1935) (UERJ).

 Jorge Antônio Rangel Fidel – Doutor em Educação. A Musealização da Educação na Antropologia de Edgard Roquette-Pinto no Museu Nacional do Rio de Janeiro. (1905-1936). (USP).

 Marcele Regina Nogueira Pereira – Mestre em Museologia e Patrimônio. Educação Museal. Entre dimensões e funções educativas: análise da 5ª Seção de Assistência ao Ensino de História Natural do Museu Nacional (UNIRIO).

 2ª. Mesa Redonda – das 14h às 16h

Mediadora: Kátia Regina de Oliveira Frecheiras

 Carina Martins Costa – Doutora em História, Política e Bens Culturais. Uma Arca das Tradições: educar e comemorar no Museu Mariano Procópio (FGV).

 Cristina Laclette Porto – Doutora em Psicologia. Álbuns de retratos, infâncias entrecruzadas e cultura lúdica: Memória e fotografia na Brinquedoteca Hapi (PUC-Rio).

 Magaly Cabral – Diretora do Museu da República e Mestre em Educação. A Lição das Coisas (ou Canteiro de Obras) através de uma metodologia baseada na educação patrimonial (PUC-Rio).

 O evento acontecerá no Museu da República (Rua do Catete, 153 – Rio de Janeiro/RJ

Tel.: 3235.5124  ou mr@museus.gov.br No espaço Multimídia. Vagas limitadas. Distribuição de senhas 20 min. antes

 

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Descoberta em Jerusalém uma cisterna do período de Davi

Foi descoberto perto do Muro das Lamentações, um tanque de água bem grande, acredita-se que do período de Davi e Salomão.

De acordo com Eli Shukron, diretor da escavação, Autoridade das Antiguidades de Israel: “agora é absolutamente claro, como o consumo de água em Jerusalém durante o Primeiro Templo, não se baseou exclusivamente na saida da fonte de Giom , mas também em reservas de águas públicas

A descoberta foi anunciada, no “Centro de Pesquisa da Cidade de David”, em uma conferência realizada em Jerusalém.

Em escavações arqueológicas no Parque Arqueológico de Jerusalém, ao pé do Arco de Robinson, encontrou-se um grande reservatório de água, escavado na rocha, que datam do período do Primeiro Templo. O local da escavação é de responsabilidade da Autoridade das Antiguidades e é financiado pela Sociedade Elad, em cooperação com a Autoridade de Parques e Natureza.

A impressionante cisterna foi descoberta no dia 10 de setembro de 2012, e foi exibida juntamente com outros achados do ano passado, na conferência “Investigação da Cidade de David”, no dia 13, em Jerusalém.

A escavação revelou que o depósito é parte de uma escavação onde é totalmente exposto o canal de drenagem do Segundo Templo em Jerusalém, a rota continua para o norte ao longo da cidade, a partir da piscina de Siloé para o topo da cidade David, que vem sob o arco do Robinson. O percurso do canal está no centro do vale principal, que corre ao longo da antiga cidade de norte a sul, paralela ao Monte do Templo.

Descrevendo o Segundo Templo, em Jerusalém, Josefo refere-se ao Tiropeon chamado em grego “Vale”, e que foi chamado de “o vale dos queijeiros”. Outra interpretação identifica o vale Hhrotz Valley, mencionado no livro de Joel. Durante a escavação do canal, que exigiu uma grande empresa de engenharia, seus construtores tiveram que remover os antigos edifícios que foram localizados ao longo da rota do canal, e instalações de passagem que foram escavados na rocha localizada ao longo do caminho. Isso resultou na descoberta nas últimas semanas de um grande reservatório de água, que foi aplicado em várias camadas de gesso, provavelmente datando do período do Primeiro Templo.

O volume do reservatório é de 250 metros cúbicos, por isso este é um dos maiores reservatórios na época do Primeiro Templo, em Jerusalém, descoberto até agora, e parece que o reservatório de água foi usada publicamente.

De acordo com Eli Shukron, diretor da escavação: “Durante a escavação sob o dreno no chão, havia uma lacuna exposta à rocha original, o que nos levou para a enorme reserva, até onde sabemos esta é a primeira vez que um tanque de água foi exposto em uma escavação arqueológica, assim como pequenos tanques neste vale que indicam claramente que o consumo de água em Jerusalém durante o Primeiro Templo não foi baseada apenas ao lado da fonte Giom, mas ambém em fontes de água disponíveis, como já foi agora revelado. “

Segundo o Dr. Zvika Tzur, arqueólogo-chefe da Autoridade de Parques e Natureza de Israel e pesquisador de sistemas de água antigas, “o grande reservatório exposto, junto com dois tanques, é semelhante  e informa o tipo geral de gesso colorido, gesso amarelo que caracterizou o período do Primeiro Templo. Além disso, as marcas das mãos no acabamento de gesso são semelhantes aos aquíferos de Tel Beer Sheva, Arad Tel e Tel Beit Shemesh, também datado do período do Primeiro Templo. “Cliff disse:” Talvez o maior reservatório de água, muito perto do Monte do Templo foi usado para as atividades diárias e tenha servido aos peregrinos do templo, sendo utilizado para tomar banho e beber na região. “

O impressionante tanque de água abaixo do Arco de Robinson se junta a uma série de descobertas recentes nas escavações nesta área da cidade, indicando a existência de uma construção densa que cobre a área a oeste de Monte do Templo e a expansão que precedeu o Monte do Templo. Parece que com a expansão do complexo para o oeste e para a construção de edifícios públicos, e as ruas ao redor do Monte do Templo, no final do período do Segundo Templo, quando ele desmantelou as estruturas do período do Primeiro Templo, e tudo o que resta dele foi um número de instalações escavadas em rochas, incluindo o reservatório de água esculpida.

Segundo o Dr. Baruch Yuval, arqueólogo Distrital da Autoridade das Antiguidades de Israel: “Com a conclusão das escavações junto ao canal, as possibilidades de combinar o reservatório de água ao roteiro dos visitantes de Jerusalém, trará um sentido impressionante a História”.

Reportagem: Marcos Chile

Tradução: Leandra Ferreira

Fonte: http://www.cafetorah.com/node/440

 

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