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Arqueólogos descobrem adega de 3.700 anos

Arqueólogos da Universidade George Washington fizeram uma grande descoberta ao escavar uma região ao norte de Israel, conhecida como Canaã. Lá, eles desencavaram 40 jarras de vinho bem preservadas que datavam de 3.700 anos atrás.

“Esses provavelmente não eram os vinhos correntes, do dia a dia. Provavelmente eram caros. Talvez tenham sido usados por um rei”, aponta o professor Eric Cline, um dos diretores da escavação. Os jarros foram encontrados em uma sala que aparentemente era usada como adega e análises químicas mostram que vinho era guardado lá, provavelmente um lote real, caracterizado por uma impressionante padronização de ingredientes nas jarras de 50 litros.

Segundo os historiadores, essa é a mais antiga adega descoberta, já que jarras de vinhos encontradas em escavações mais antigas não parecem estar vinculadas a um lugar de consumo próximo. O palácio da cidade de Tel Kabri foi usado até 1700 a.C e, diferentemente das outras ruínas mundo afora, o lugar da estocagem de vinhos estava claramente ligado à sala de jantar.

A adega cananeia dá pistas da evolução da produção de vinho e do consumo pela alta sociedade da época. Os cananeus provavelmente já produziam vinho desde 5.000 a.C e trouxeram vinhas do Egito através do Mediterâneo para o sul da Europa. Análises químicas revelaram certos compostos em algumas jarras, sugerindo a presença de mel, menta, canela, zimbro e resinas de árvores, mostrando que o vinho era aromatizado.

Fonte: UOL – http://revistaadega.uol.com.br/artigo/arqueologos-descobrem-adega-de-3700-anos_9593.html

 
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Publicado por em 29/11/2013 em ARQUEOLOGIA, HISTÓRIA ANTIGA

 

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A fala dos antigos

“Quem tem dinheiro, vela com um vento favorável”.

Petrônio – escritor romano (c. 27-66)

 
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Publicado por em 27/11/2013 em A FALA DOS ANTIGOS

 

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Grandes mulheres do Egito antigo – Tetisheri

A XVII dinastia egípcia (1630-1539 a.C.) entrou para a História daquela civilização devido aos seus reis guerreiros originários da cidade de Tebas, no Alto Egito, os quais iniciaram o movimento que levou à expulsão dos hicsos [1] da região do Delta do Nilo e a reunificação do país já no início da XVIII dinastia (1539-1292 a.C.), no reinado do faraó Ahmósis.

Estes homens que passaram grande parte de suas vidas enfrentando os invasores do Egito precisavam de companheiras confiáveis que estivessem prontas para reger o país, cuidar da segurança dos herdeiros e tomar decisões importantes enquanto seus maridos estivessem fora, nas campanhas militares.

Uma destas mulheres foi tão valorosa que após sua morte mereceu uma grande honra concedida pelo próprio Ahmósis, o faraó libertador: a construção de um túmulo em Abidos, uma das regiões mais sagradas do Egito por ser o centro do culto ao senhor do mundo dos mortos, o deus Osíris. Esta dama favorecida foi a rainha Tetisheri, avó do libertador e a primeira de uma linhagem de mulheres fortes que estiveram lado-a-lado com seus maridos faraós durante o movimento de expulsão dos invasores hicsos.

Tetisheri não era originária da Família Real, seus pais eram o juiz Tjenna e sua mulher Nefru [2], porém ela foi escolhida pelo faraó Senakhtenre Taô I para ser não somente sua esposa, mas sua Grande Esposa Real, ou seja, sua rainha principal. O casal gerou o príncipe Sekenenré Taô II, que se tornou faraó sucedendo ao pai e deu continuidade à luta contra os hicsos, morrendo em batalha, e as princesas Inhapy, Sitdjehuty e Ahotep I, sendo esta última a Grande Esposa Real do próprio irmão e mãe do libertador Ahmósis, tendo atuado como regente durante a minoridade do filho.

Desta forma, o faraó Ahmósis era neto da rainha Tetisheri tanto por parte de pai quanto de mãe e após a morte da avó quis honrar aquela que foi responsável por trazer ao mundo os homens e mulheres que lideraram os egípcios contra os invasores de suas terras. Sepultado inicialmente próximo a Tebas, cidade originária da Família Real, o corpo da rainha foi transladado por ordem do rei para uma nova tumba em forma de pirâmide localizada em Abidos, lugar de peregrinação para o culto de Osíris e onde o próprio faraó mandara construir seu templo funerário.

Em uma estela comemorativa encontrada no local, a falecida rainha Tetisheri é representada sentada em um trono, usando uma coroa com um abutre encimada por duas penas de avestruz e recebendo oferendas de seu neto, o faraó, demonstrando que ela própria já havia se tornado uma divindade. Um texto explicativo acompanha a imagem e mostra o respeito que o rei nutria pela avó:

“O próprio rei disse, ‘Eu me lembro da mãe de minha mãe, mãe de meu pai, a Grande Esposa Real e Mãe do Rei, Tetisheri, já falecida. Ela já possui uma tumba e um monumento funerário nas terras de Tebas e de Abidos, mas eu digo isto para vocês porque Minha Majestade deseja construir uma pirâmide para ela na necrópole próxima do meu próprio monumento, com um lago cavado, árvores plantadas, oferendas de pães’… Assim que Sua Majestade ordenou, tudo foi posto em ação rapidamente. Sua Majestade fez isso porque a amou mais do que tudo. Os reis do passado nunca fizeram algo parecido por suas mães”.

Tetisheri inaugurou uma linhagem de rainhas patriotas que continuou com Ahotep I e Ahmés Nefertari. Elas seriam lembradas pelos seus sucessores por terem desempenhado um papel fundamental na condução do Egito rumo à reunificação enquanto seus maridos e filhos combatiam os hicsos e, posteriormente à expulsão destes, na reconstrução das Duas Terras.

Estela comemorativa em honra à rainha Tetisheri. Museu egípcio do Cairo.

Estela comemorativa em honra à rainha Tetisheri. Nela seu neto, o faraó Ahmósis é retratado realizando uma oferenda para a soberana falecida e divinizada. Museu egípcio do Cairo.

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[1] Povo advindo da Ásia que por volta de 1650 a.C. se fixou na região do delta do rio Nilo e criou aí um governo paralelo ao dos faraós da cidade de Tebas, capital do Egito. Foram os primeiros estrangeiros que conseguiram invadir o território egípcio. Os hicsos trouxeram inovações militares como a introdução dos carros de guerra e do arco de longo alcance, que posteriormente foram dominados e utilizados pelos próprios egípcios para expulsá-los durante o reinado do faraó Ahmósis.

[2] Os nomes dos pais de Tetisheri foram encontrados gravados em bandagens de múmia que estavam na tumba da rainha.

 

Referências Bibliográficas:

NOBLECOURT, Christiane Desroches. A mulher no tempo dos faraós. Campinas: Papirus, 1994.

TYLDESLEY, Joyce. Chronicle of the queens of Egypt. Londres: Thames & Hudson, 2006.

 

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A fala dos antigos

“Minha Majestade jamais proferiu elogios exagerados sobre o que realizou, dizendo ‘eu fiz algo’, se na realidade não o fiz; nenhuma verdade por mim afirmada pode ser desmentida”.

Tutmés III – faraó egípcio (c. 1481 – 1425 a.C.)

 
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Publicado por em 20/11/2013 em A FALA DOS ANTIGOS

 

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Referências a homossexualidade no Egito antigo

Mulheres participando de banquete. Detalhe de mural proveniente da tumba de Nebamun. Museu Britânico. Londres.

Mulheres participando de banquete. Detalhe de mural proveniente da tumba de Nebamun. Museu Britânico. Londres.

As referências à homossexualidade entre homens e, especialmente entre as mulheres são muito escassas nos textos e na arte do Egito antigo. Tal fato de forma alguma elimina a possibilidade da existência deste comportamento na esfera daquela sociedade, apenas torna mais difícil seu estudo.

A homossexualidade masculina, ainda que tolerada, não era um ato moralmente aprovado, e foi condenada legalmente em determinados períodos da história egípcia. Violar outro homem era considerado um ato de agressão, pois era visto como um meio de obter poder sobre um adversário. Um conto envolvendo os deuses narra o estupro de Hórus por Seth (apesar de outra versão do mesmo conto apresentar a relação dos dois deuses como consensual). Já o lesbianismo é mencionado em alguns poucos textos, como o do Papiro Carlsberg XIII, normalmente com tom de desaprovação: “Se uma mulher sonha que tem relações sexuais com outra mulher, caminha para um triste fim”.

No Livro dos Mortos [1] há uma passagem que menciona as virtudes de não praticar um ato homossexual. Existem textos de sabedoria e listas de proibições que condenam a prática homossexual. Já a passagem 32 do Papiro Prisse [2], que se encontra na Biblioteca Nacional da França, especifica a homossexualidade e os prazeres das relações com pessoas do mesmo sexo:

“Não copules com um efebo, principalmente se ele pensa o contrário lhe agrada e somente isso pode satisfazer a sua paixão. Não passes a noite fazendo com ele, o que é contrário a fim de satisfazer os seus anseios”.

No Louvre, o papiro E 25351 que data da XXV dinastia (c. 700 a.C.) narra a história de um homem chamado Teti, filho de Hemut, que vê o seu soberano sair sozinho durante a noite para um encontro furtivo:

“Sua Majestade, o Rei do Alto e do Baixo Egito Neferkare, saiu à noite, totalmente sozinho, não havendo ninguém com ele. Teti afastou-se de modo a não ser visto por ele. Parou e disse de si para consigo, ‘Sendo as coisas o que são, parece ser verdade o que dizem: ele sai à noite’.

Teti, filho de Hemut, seguiu o soberano sobre os calcanhares deste sem desfalecimento para descobrir o que ia fazer. Chegou à casa do general Sisene. Jogou um tijolo e bateu com o pé no chão, em virtude do que uma escada foi baixada até onde se encontrava. O Faraó subiu por ela enquanto Teti permaneceu lá embaixo esperando pelo seu retorno. Quando Sua Majestade tinha terminado de fazer com o general o que desejava, voltou ao palácio, e Teti o seguiu. Quando o Faraó entrou no palácio, Teti foi para casa.

Sua Majestade tinha ido à casa do general Sisene quando quatro horas da noite haviam se passado, e lá permaneceu outras quatro horas. E só voltou ao palácio quando faltavam quatro horas para o amanhecer”.

Os estudiosos ainda não chegaram a uma conclusão sobre quem seria o faraó mencionado no texto, pois dois soberanos egípcios utilizaram o nome de trono Neferkare (“Belo é o espírito de Rá”) [3], porém independente disto, o texto parece corroborar com o tom de desaprovação da sociedade egípcia em relação a homossexualidade, pois o rei mesmo sendo a autoridade máxima no Egito antigo e, inclusive considerado uma divindade, precisava fugir durante a noite de seu palácio para encontrar-se com seu amante, fato que já motivava comentários por parte de outras pessoas, e que despertou a curiosidade de Teti levando-o a secretamente seguir o monarca.

Cabeça colossal do faraó Shabaka. Museu do Louvre, Paris.

Cabeça colossal do faraó Shabaka. Museu do Louvre, Paris.

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[1] O chamado Livro dos Mortos era uma série de encantamentos, ações e preces que os egípcios reproduziam em seus túmulos com a finalidade de conseguir a aprovação dos deuses para alcançar o mundo dos mortos governado por Osíris.

[2] Este papiro também conhecido como Ensinamento de Ptahotep, é atribuído a Ptahotep, vizir do faraó Isesi que reinou na V dinastia, entre 2380 e 2342 a.C. aproximadamente.

[3] Um dos possíveis faraós ao qual o texto se refere seria Pepi II Neferkare que governou o Egito por volta de 94 anos (c. 2281 a 2187 a.C.), no final da VI dinastia, tendo iniciado seu reinado aos seis anos de idade. Já a outra possibilidade seria Shabaka Neferkare, faraó de ascendência núbia (a Núbia localizava-se no território onde hoje se encontra a República do Sudão), que governou o Egito entre 721 e 707 a.C., durante a XXV dinastia.

 

Referências bibliográficas:

EL-QHAMID & TOLEDANO, J. Erotismo e sexualidade no antigo Egito. Barcelona: Folio, 2007.

MANNICHE, Lise. A vida sexual no antigo Egito. Rio de Janeiro: Imago, 1990.

MELLA, Federico A. Arborio. O Egito dos faraós: história, civilização, cultura. São Paulo: Hemus, 1998.

 

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Cinco cabeças de estátuas faraônicas são descobertas no Egito

Uma equipe de arqueólogos egípcios e franceses descobriu cinco cabeças de estátuas de faraós do Egito ao sul de Luxor, anunciou neste sábado o Ministério das Antiguidades.

“As cabeças de estátuas descobertas possuem coroas do Alto e Baixo Egito esculpidas em calcário”, afirmou o ministro das Antiguidades, Mohamed Ibrahim.

O chefe do Departamento de Antiguidades Faraônicas, Mohamed Abdel Maqsud, informou que cada uma das cabeças, incluindo a coroa, mede 50 centímetros e indicou que essas estátuas datam da época do Império Médio egípcio, fundado há cerca de 4.000 anos.

Maqsud acrescentou que, atualmente, os especialistas estão estudando essas cabeças para determinar se pertencem a estátuas que foram encontradas decapitadas há vários anos.

Fonte: UOL – http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2013/11/16/cinco-cabecas-de-estatuas-faraonicas-sao-descobertas-no-egito.htm

 
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Publicado por em 16/11/2013 em ARQUEOLOGIA, HISTÓRIA ANTIGA

 

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A fala dos antigos

“Tente mover o mundo – o primeiro passo será mover a si mesmo”.

Platão – filósofo grego (c. 428 – 348 a.C.)

 
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Publicado por em 13/11/2013 em A FALA DOS ANTIGOS

 

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