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Festa da Dedicação

Por pesquisadora Thássia Izabel[1]

Chanuká/ Copacabana – Rio de Janeiro

Chanuká/ Copacabana – Rio de Janeiro

Em 2012 do dia 09 ao dia 16 de Dezembro os judeus celebram a Festa das Luzes (Chanuká ou Hanukkah), também conhecida como Festa da Dedicação, já que Chanuká em hebraico significa dedicação. Uma celebração de libertação histórica, que lembra que no ano 164 a.C aconteceu o milagre da multiplicação do azeite durante oito dias e a vitória do povo judeu sob a dominação Greco-Síria.

Segundo Ausubel: “Um feito heróico realizado na Judéia, em 168 da a.E.C., os pequenos bandos insurretos de bravos judeus, sob a liderança do sacerdote Hasmoneu Matatias e de seu filho Judas Macabeu, ( “o Martelo”); derrotando os exércitos do megalomaníaco déspota selêucida, Antioco IV  ( Epifanes, “ o Deus Erguido”), depois de três anos de uma selvagem luta de guerrilha.”  

Antíoco IV (Desenho de Ralph Illgan)

Antíoco IV (Desenho de Ralph Illgan)

O interesse Greco-sirio, era obrigar o povo judeu a aceitar os costumes helênicos, proibindo a prática das leis judaicas como: ensinar a Torah, fazer circuncisão e guardar o sábado. Os dominadores ainda queriam a consagração do Templo judaico ao culto de Zeus e que lá se realizassem sacrifícios com porcos.  

É importante citar que nesse período alguns judeus aceitaram sem contestar essa aculturação e até mesmo se casaram com gregos deixando a cultura judaica. Mas um grupo grande de judeus liderados pelos Macabeus resistiu e lutou contra o exército Greco-sírio.

Quando os judeus finalmente conseguiram vencer o exército inimigo, entraram no templo notaram que o azeite para acender o candelabro (Menorah) iria durar somente um dia, porém milagrosamente o candelabro ficou acesso durante oito dias, ou seja, o tempo suficiente para se preparar um novo azeite para o castiçal sagrado, que deu nome a Festa das Luzes.

Concluído o povo Judeu durante oito dias realiza a Festa das Luzes, acendendo velas em todo o período da comemoração, comem alimentos fritos, jogam pião e dão mesadas as crianças. E desse modo os judeus festejam e recordam o milagre e a libertação ocorridos na época da revolta dos Macabeus, demonstrando assim sua dedicação para com seus costumes e tradições.    

Hanukkah

Hanukkah

[1] Thássia Izabel é graduada em História pela Faculdade Estácio de Sá e é membro do Centro de Pesquisas da Antiguidade (CPA/RJ).

 Referências Bibliográficas:

Ausubel, Nathan. Conhecimento Judaico. Rio de Janeiro: A. koogan, 1989.

Quakinin, Marc- Alain.  Symbols of  Judaism. London: Assouline, 1999.

Wrobel, Ronaldo. Nossas Festas, Celebrações Judaicas. Brasilia: Ed. Francis, 2007.

Outra fonte: http://www.cafetorah.com/portal/Hanukkah.

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Publicado por em 10/12/2012 em HISTÓRIA ANTIGA

 

Diário de bordo! Quarto dia em Israel

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8:30 – Encontramos com o guia e pegamos o taxi rumo ao Monte das Oliveiras, no caminho muito trânsito devido a uma multidão de turistas.

Já no Alto do Monte, vimos à vista panorâmica da cúpula dourada, e toda a cidade velha, uma imagem muito conhecida, mas que impressiona. Passamos por uma residência onde encontra-se sepultado o corpo do profeta Malaquias, não podemos entrar para ver a abertura da caverna, justamente por se tratar de uma moradia particular e ainda era muito cedo.

Tumba do profeta

Tumba do profeta

Passamos por uma necrópole cheia de ossuários, datados do século I em diante.

Necrópole

Necrópole

 

Depois descemos para o Getsêmani, onde segundo os livros de Mateus e Marcos, Jesus orou. Um estudo recente revelou que as árvores que estão hoje no jardim do Getsêmani, são posteriores ao período de Jesus e que a árvore mais velha teria novecentos anos.

Getsêmani

Getsêmani

Ao lado do jardim encontra-se a igreja dos aflitos. Passamos pelo cemitério judeu, vimos o cemitério árabe, e seguimos para o vale de Josafá que fica entre o Monte das Oliveiras e o Monte onde no século I ficava o Templo, aonde vimos à tumba de Zacarias, e continuando o vale do rei, vimos também à magnífica tumba, que “seria” de Absalão (filho de Davi).

Tumba de Absalão

Tumba de Absalão

Passando para locais cristãos, fomos à casa de Caifas, onde Pedro teria negado a Jesus, e nos sítios arqueológicos, que dão indícios que ali seria o local onde Cristo ficou preso.

11:00 – Chegamos a Tumba de Davi, onde nos surpreendeu saber que lá funciona também uma Sinagoga, depois fomos visitar o Cenáculo, uma construção belíssima do período bizantino.

12:20 Chegamos no Museu Terras da Bíblia, e como diz um amigo, é de pirar o cabeção, um museu enorme, com espaços amplos para cada Império Antigo, um acervo surpreendente, um dos lugares mais interessantes de Jerusalém, alias o melhor museu que já fui.

Museu Terras da Bíblia

Museu Terras da Bíblia

Com muita pena de deixar aquele lugar incrível, saímos para um rápido lanche e seguimos para o Santuário do Livro, onde se encontra os manuscritos do Mar Morto, mais um museu super original, seguimos para a maquete de Jerusalém no período do Segundo Templo, um lugar especial, já que trabalho com uma réplica na cidade de Jerusalém no Rio de Janeiro.

14:40 – Visitamos o museu de Israel, que na verdade é um complexo de museus que teríamos que ter no mínimo uma semana só para percorrer tudo, saindo de lá, no final da tarde e já exaustos, caminhamos para o hotel, paramos para saborear um Kebab, no bairro árabe e nos prepararmos para  outro dia.

Parada para um Kebab

Parada para um Kebab

 
 

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Diário de bordo! 3º Dia em Israel

Lembrando que o diário de bordo é o relato de uma viagem a Israel, feita por uma de nossas pesquisadoras, Elaine. Hoje segue o terceiro dia de viagem!

 Dia 16 de novembro de 2012

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8hs – Depois do café árabe é hora de encontrar com o guia para conhecer a Cidade Velha, marcamos no Portão de Herodes, aí sim me dei conta do que estava acontecendo era realmente sério, a rua estava cheia de soldados israelenses, fortemente armados e proibindo o acesso ao Portão de Herodes, tentamos pegar um táxi, mas o Bairro Árabe foi fechado, e o jeito foi caminhar até o Portão de Jaffa para encontrar o guia, que estava tenso com o conflito, inclusive neste dia sua família teve que ir para casa de amigos, para se proteger.

Portão de Jaffa

Portão de Jaffa

Igreja Santo Sepulcro

Igreja Santo Sepulcro

 9hs – Enfim conseguimos entrar na Cidade Velha pelo Bairro Cristão, visitamos a Via Dolorosa, a Igreja do Santo Sepulcro, escavações do Tanque de Betesda, isso já no bairro árabe dentro da muralha, meus livros não paravam de se transformar em realidade, a cada passo novas descobertas, fomos à cidade de Davi, Parque Arqueológico Davidson, e o guia tinha nos preparado uma surpresa, uma caminhada por túneis subterrâneos por baixo da Cidade Velha, foram 550 metros de túneis, entrando pela piscina de Siloé e saindo no Muro das Lamentações.

Tanque de Betesda

Tanque de Betesda

Tanque de Siloé

Tanque de Siloé

Muro das Lamentações

Muro das Lamentações

 Embaixo podemos ver como o trabalho da arqueologia é árduo e como tem avançado rápido em Israel, o guia comentou que cada vez que ele passa por ali, o caminho está maior, foi uma surpresa e tanto que ficará registrado para sempre, nunca tinha tido a oportunidade de passar por túneis tão extensos, e com tanta representação para minha pesquisa, além de verificar o abastecimento de água no período de Ezequias, ainda vimos o muro por dentro com suas pedras originais e uma que ficou ao caminho, com toneladas e acreditam ter despencado no período da destruição do templo em 70 d.C.

Muro das Lamentações visto por dentro da plataforma

Muro das Lamentações visto por dentro da plataforma

Mas o dia não parou, percorremos no Bairro Judeu o que seria a Cidade Alta no período de Jesus, arqueologia já encontrou o que chamam de mansão, ruínas de uma casa que possui as características da Cidade Alta.

Bairro Judeu

Bairro Judeu

 O guia convidou-nos para a cerimônia que inicia o shabat, realizada no Muro das Lamentações no cair da tarde, mas antes de continuar nossa maratona, parada para o almoço. Comida kasher, experimentei o falafel e depois prosseguimos, fomos visitar o Jardim do Túmulo. Isso por volta das 15h, ao chegar fomos recepcionados por um dos guias, um brasileiro que faz a visita guiada no Garden Tomb, um local tranquilo, repleto de jardins, onde se vê o Monte Calvário e o túmulo vazio, depois de tanta correria e soldados por toda a cidade, encontramos ali um espaço que nos ajudou a restabelecer as forças, para ir caminhando até o hotel.

Jardim do Túmulo

Jardim do Túmulo

Túmulo vazio

Túmulo vazio

 Por conta do tempo que passamos no jardim, nem fomos para a cerimônia no Muro das Lamentações, mas foi muito interessante conhecer um pouco da História deste brasileiro que é guia num local tão visitado. E também o guia tinha comentado que no dia do descanso judaico, algumas pessoas aproveitam a cerimônia do início do Shabat, no Muro das Lamentações para jogar pedras da plataforma do antigo Templo judaico, hoje a Mesquita, sobre os judeus rezando.

 Já no hotel, resolvemos nem sair para jantar por conta da segurança, jantamos no hotel mesmo. Mas devo confessar que a comida era difícil, mas só em estarmos num lugar que não era alvo do Hamas, já estava valendo.

Diário de bordo continua na segunda-feira!

 

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Diário de bordo!

Dia 15 de novembro de 2012

8h Depois de encontrar na mesa do café da manhã: pimentão, cebola, tomate, pepino, creme de grão de bico, salsichas, e ovos, reforçamos a alimentação e saímos para explorar o local. Encontramos com o guia no portão de Jaffa, para visitar alguns lugares fora de Jerusalém, à primeira coisa a fazer era alugar um carro. Ao conversar com nosso guia percebemos como o conflito se intensificará, ele nos relatou que morava a quinze Km da Faixa de Gaza e que durante a noite muitas vezes tinha que se proteger com sua família, num cômodo a prova de mísseis, quando tocava a sirene. Relatou-nos também que três pessoas morreram por não obedecerem às regras de segurança. Ele ainda nos descreveu a dificuldade em manter as crianças longe da tensão, já que elas queriam ver a interceptação dos mísseis, algo que é extremamente perigoso. Mas voltemos à viagem.

9h Já a Caminho de Masada, ao sair de Jerusalém o que me chamou atenção foram alguns acampamentos rudimentares ao longo do Deserto da Judéia, eram beduínos, que vivem da agricultura ou da criação de cabras, que também podem ser vistas da rodovia. 

Beduínos

A cada momento surgiam cenários muito diferentes daqueles aos quais estamos acostumados, Camelos, deserto. Da rodovia vimos à cidade de Jerico, e depois de pouco mais de 250 km percorridos chegamos a Masada.

10:45h Essa construção de Herodes o grande, sempre me despertou muita curiosidade, um lugar cheio de História,  arqueologia ali encontrou campo fértil, lá vimos a demarcação de acampamentos romanos, toda a representação da estrutura da fortaleza que Herodes construiu para se proteger de possíveis ataques. E que acabou servindo de refúgio para os Zelotes.

Foi muito interessante ver o rabino escrevendo a mão o texto sagrado no alto da montanha da fortaleza em Masada.

O certo seria passar o dia todo em Masada, mas como nosso tempo era pouco, depois de muitas fotos, e da visita guiada, seguimos para o mar morto.

Mar Morto

12:30h Nunca imaginei que o Mar Morto fosse dividido em praias particulares, claro que tem uma pública também. Fomos orientados a ir em uma particular por conta da qualidade, foi nos apresentado duas alternativas: comprar cremes do mar morto e ganhar bilhetes para a praia, ou pagar as entradas na praia. Claro que preferi comprar cremes, que são famosos pela qualidade e garantia de que realmente funcionam.

Enfim chegamos à praia, tudo muito interessante, já de início vi muitas pessoas passando a lama preta no corpo, entramos nessa e não é que a lama faz efeito. Depois dessa experiência, entramos na água que ninguém é de ferro, e seriam alguns poucos minutos de relaxamento.

Já dentro da água caiu à ficha que estava em Israel, boiando naquela água super salgada, olhei para o lado é vi o deserto de Moab, virei para o outro lado e vi o deserto da Judeia, as lágrimas vieram pois me dei conta que meu sonho era realidade.

13:40 Com muita pena de sair daquela maravilha de praia, e constatar que realmente vale escolher uma praia particular dado toda a estrutura, tomamos banho e fomos almoçar, na fila sem muita fluência no inglês, pedimos um sanduíche, e depois continuamos a viagem.

14:30 Estavamos a caminho de Quram, um lugar incrível, onde se pode conhecer mais profundamente a História do povo que vivia ali, possivelmente os essênios.

Ver as cavernas, e saber que de uma delas saiu os famosos manuscritos do Mar Morto. Além de sítios arqueológicos, documentários. Fez a tarde repleta de conhecimento.

Contando como cenário o Deserto da Judeia e o Mar Morto, um lugar incrível que jamais esquecerei.

Deserto de Moab, Mar Morto e Deserto da Judeia

Além de tudo isso ainda encontramos muitas lojas recheadas de livros e documentários que vale a pena conferir.

15:50 Horário definido para o retorno, pois teríamos que entregar o carro 17:30 em Jerusalém.

Na estrada passavam vários comboios do exército israelense, e em alguns pontos o trânsito era interrompido para fiscalização.

17:50 Depois de entregar o carro, caminhamos pelo pedaço de terra mais caro em Jerusalém, a Street King Davi, uma rua lindíssima, com antiquários, e lojas com objetos caríssimos.

18:20 Pegamos um taxi, já sem o guia, para visitar o Museu do Holocausto, no caminho vimos uma manifestação, com faixas escritas em hebraicos e gritos de ordem? Perguntamos ao taxista, mas ele com o inglês meio árabe e nós com um inglês, meia boca, acabamos por não entender.

Pensei neste momento que todas as aulas em nossa vida escolar merecem atenção e empenho, olha lá eu precisando das aulas de inglês que tanto odiava.

18:50 Chegamos ao museu e de cara a arquitetura saltou aos olhos,  o museu pareceu me um lugar de preservação da memória e homenagem as vítimas. Imagens chocantes, e pelo áudio-guia ouvíamos a descrição de todo horror vivido pelos judeus neste período.

Os jardins são belíssimos, e o museu enorme, extremamente organizado, só muito triste.

21:00 Chegamos ao hotel, deixamos as mochilas e saímos para comer, por conta de estarmos em um bairro árabe e ser dia do descanso deles? Quase tudo estava fechado, por sorte achamos um lugar onde podemos saborear, frango frito com batata, claro que a moda árabe, mas muito gostoso, mesmo porque a fome era muita.

Em quarenta minutos estávamos no hotel de volta, pois o local estava bem deserto, achamos melhor não demorar, já que o conflito só aumentava.

No hotel, começamos a ouvir o estouro de bombas de gás lacrimogêneo, várias buzinas, e sirenes, uma sensação muito estranha, nosso guia já havia comentado e nos alertado para proteger-nos.

Diário de Bordo continua amanhã!

 
 

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Diário de bordo!

Nos próximos dias o blog CPA traz para seus visitantes o diário de bordo, ou seja, a experiência de uma de nossas pesquisadoras que esteve em Israel recentemente. Nosso intuito é de compartilhar com você os acontecimentos e de trazer dicas que podem auxiliá-lo em sua viagem.

Diário de Bordo/Elaine

A viagem que era muito esperada, acabou acontecendo de forma inesperada, e todos os preparativos foram com boa dose de correria, mas o que é fundamental além da passagem é o seguro saúde que é feito ainda no Brasil e que dará direito a assistência médica, caso necessário quando estiver fora.

Vamos à viagem!

Dia 13/11/2012

15h Cheguei ao aeroporto Tom Jobim, e ainda a ficha não tinha caído que estava indo para Israel. Fizemos o check in e fomos tomar um lanche, afinal a ansiedade estava batendo forte e comer pelo menos “parece” que ajuda.

16h Da janela posso ver os aviões e só de pensar em entrar neste pássaro de aço enorme, da um friozinho na barriga.

18h Acabei de entrar no avião, estava cada vez mais perto de realizar o que todo pesquisador sonha, que é poder estar no lugar, ao qual pesquisa, vou ter que parar de escrever para a decolagem.

19h Essa com certeza é a parte ruim da viagem muitas horas dentro do avião, e classe econômica é tudo muito apertado. Depois de quatro vezes o comandante informar que a decolagem estava atrasada por problemas mecânicos, viajar de avião já me dá certo receio, ainda mais na Air France justamente na mesma rota que um avião caiu há uns anos atrás… Afinal o comandante avisou: “acreditamos ter solucionado os problemas, mas só teremos certeza da resolução com a decolagem”. Pronto agora sim, o avião decolou, mas devido às intervenções na decolagem por conta da mecânica, o que rolou foi um cansaço já desde o início da viagem.

Dia 14/11/2012

8h Chegamos a Paris, depois de nove horas de muita, mas muita turbulência e enjôo, já podia ver o dia raiando no continente europeu, o comandante informa que vamos pousar, com temperatura de 7º Graus.

9h Parada rápida, no aeroporto Charles de Gaulle, para trocar de aeronave, aproveito para tirar umas fotos e saborear um croissant, afinal pisar em Paris e não ir ao Louvre já é duro, precisava fazer algo tipicamente parisiense.

10:19 Já de volta ao avião, agora rumo a TelAviv.

15:40 Chegamos em Telaviv a viagem foi ótima, num verdadeiro céu de brigadeiro, só que quando entramos no espaço aéreo israelense sentimos já um pouco de tensão, que só aumentou com o passar dos dias.

16:30 Estávamos já no aeroporto de Tel Aviv e impressionados com o tamanho do aeroporto, simplesmente enorme. A seguir tínhamos a difícil missão de pegar um táxi numa língua desconhecida, mas deu tudo certo, com exceção de que o táxi nos deixaria em Jerusalém e como seguiríamos para um bairro árabe onde tínhamos feito reservas, teríamos que pegar outro taxi, onde o motorista era árabe, pura coincidência…

18:30 Chegamos no hotel e depois de mais de 24h para chegar e mudança de fuso horário de quatro horas, apagamos.

O diário de bordo continua amanhã!

 

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Você Sabia? Relações conjugais.

Para os judeus as relações conjugais são uma mitsvá, ou seja, são obrigações religiosas, e por isso existem regras da lei judaica que o casal tem que cumprir, uma delas é sobre a fidelidade, e outra é a respeito da constância das relações sexuais.

O Rabino Benjamin Blech diz que o Talmud faz algumas recomendações sobre a freqüência das relações sexuais do casal pautadas na profissão.  Segundo Blech:

“para os homens autônomos, todos os dias. Para os empregados, duas vezes por semana. Para os condutores de caravanas de burros de carga, uma vez por semana. Para os condutores de caravanas de camelos, uma vez por mês. Para os Marinheiros uma vez a cada seis meses.” (Talmud Mishná Ketubot 5:6)

Existia também outra lei judaica referente as relações do casal, aonde se um homem trabalhasse próximo a sua casa e resolvesse trocar para um outro emprego que tivesse que viajar para longe, sua esposa tinha o direito segundo a lei de  impedir essa transferência, para não diminuir a freqüência de suas relações sexuais.

Com isso percebemos que a vida conjugal judaica esta intensamente ligada a área profissional, a ponto de se ter a preocupação em formular normas relacionadas a quantidade de vezes na semana ou no mês  que o  casal deveria ter suas relações. E com essas recomendações é bem provável que as esposas dos marinheiros fizessem qualquer coisa para que seus maridos trocassem de emprego.

Referências Bibliográficas:

BLECH, Rabino Benjamin.  O mais completo guia sobre Judaísmo. São Paulo: Editora Sêfer, 2004.

 
 

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Dicas de viagem do CPA/RJ!

A cidade do Porto tem lugares imperdíveis, com uma arquitetura belíssima como o Palácio da Bolsa, o Castelo do queijo, a torre dos Clérigos, o Castelo de São João da Foz, a Universidade do Porto e claro a linda vista do rio Douro e da ponte Luiz I, isso sem falar das ruas do Porto que por si só já são um cartão postal.

Lugares do período medieval, moderno e contemporâneo que encantam e remetem a História. Vale à pena conferir!

Palácio da Bolsa

Castelo do queijo

Torre dos Clérigos

Castelo de São João da Foz

Universidade do Porto

Rio Douro

Ponte Luiz I

Rua do Porto

 
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Publicado por em 15/11/2012 em CULTURA E SOCIEDADE

 

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