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Arquivo da categoria: PUBLICAÇÕES

CPA/RJ – Férias!

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Férias

O Centro de Pesquisas da Antiguidade/CCJ vai dar uma paradinha aproveitando as férias escolares e retornará em janeiro de 2013, com muitas curiosidades sobre o mundo antigo.

Nós do CPA/RJ desejamos ótimas festas e um feliz ano novo para todos, até a volta.

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Descoberta em Jerusalém uma cisterna do período de Davi

Foi descoberto perto do Muro das Lamentações, um tanque de água bem grande, acredita-se que do período de Davi e Salomão.

De acordo com Eli Shukron, diretor da escavação, Autoridade das Antiguidades de Israel: “agora é absolutamente claro, como o consumo de água em Jerusalém durante o Primeiro Templo, não se baseou exclusivamente na saida da fonte de Giom , mas também em reservas de águas públicas

A descoberta foi anunciada, no “Centro de Pesquisa da Cidade de David”, em uma conferência realizada em Jerusalém.

Em escavações arqueológicas no Parque Arqueológico de Jerusalém, ao pé do Arco de Robinson, encontrou-se um grande reservatório de água, escavado na rocha, que datam do período do Primeiro Templo. O local da escavação é de responsabilidade da Autoridade das Antiguidades e é financiado pela Sociedade Elad, em cooperação com a Autoridade de Parques e Natureza.

A impressionante cisterna foi descoberta no dia 10 de setembro de 2012, e foi exibida juntamente com outros achados do ano passado, na conferência “Investigação da Cidade de David”, no dia 13, em Jerusalém.

A escavação revelou que o depósito é parte de uma escavação onde é totalmente exposto o canal de drenagem do Segundo Templo em Jerusalém, a rota continua para o norte ao longo da cidade, a partir da piscina de Siloé para o topo da cidade David, que vem sob o arco do Robinson. O percurso do canal está no centro do vale principal, que corre ao longo da antiga cidade de norte a sul, paralela ao Monte do Templo.

Descrevendo o Segundo Templo, em Jerusalém, Josefo refere-se ao Tiropeon chamado em grego “Vale”, e que foi chamado de “o vale dos queijeiros”. Outra interpretação identifica o vale Hhrotz Valley, mencionado no livro de Joel. Durante a escavação do canal, que exigiu uma grande empresa de engenharia, seus construtores tiveram que remover os antigos edifícios que foram localizados ao longo da rota do canal, e instalações de passagem que foram escavados na rocha localizada ao longo do caminho. Isso resultou na descoberta nas últimas semanas de um grande reservatório de água, que foi aplicado em várias camadas de gesso, provavelmente datando do período do Primeiro Templo.

O volume do reservatório é de 250 metros cúbicos, por isso este é um dos maiores reservatórios na época do Primeiro Templo, em Jerusalém, descoberto até agora, e parece que o reservatório de água foi usada publicamente.

De acordo com Eli Shukron, diretor da escavação: “Durante a escavação sob o dreno no chão, havia uma lacuna exposta à rocha original, o que nos levou para a enorme reserva, até onde sabemos esta é a primeira vez que um tanque de água foi exposto em uma escavação arqueológica, assim como pequenos tanques neste vale que indicam claramente que o consumo de água em Jerusalém durante o Primeiro Templo não foi baseada apenas ao lado da fonte Giom, mas ambém em fontes de água disponíveis, como já foi agora revelado. “

Segundo o Dr. Zvika Tzur, arqueólogo-chefe da Autoridade de Parques e Natureza de Israel e pesquisador de sistemas de água antigas, “o grande reservatório exposto, junto com dois tanques, é semelhante  e informa o tipo geral de gesso colorido, gesso amarelo que caracterizou o período do Primeiro Templo. Além disso, as marcas das mãos no acabamento de gesso são semelhantes aos aquíferos de Tel Beer Sheva, Arad Tel e Tel Beit Shemesh, também datado do período do Primeiro Templo. “Cliff disse:” Talvez o maior reservatório de água, muito perto do Monte do Templo foi usado para as atividades diárias e tenha servido aos peregrinos do templo, sendo utilizado para tomar banho e beber na região. “

O impressionante tanque de água abaixo do Arco de Robinson se junta a uma série de descobertas recentes nas escavações nesta área da cidade, indicando a existência de uma construção densa que cobre a área a oeste de Monte do Templo e a expansão que precedeu o Monte do Templo. Parece que com a expansão do complexo para o oeste e para a construção de edifícios públicos, e as ruas ao redor do Monte do Templo, no final do período do Segundo Templo, quando ele desmantelou as estruturas do período do Primeiro Templo, e tudo o que resta dele foi um número de instalações escavadas em rochas, incluindo o reservatório de água esculpida.

Segundo o Dr. Baruch Yuval, arqueólogo Distrital da Autoridade das Antiguidades de Israel: “Com a conclusão das escavações junto ao canal, as possibilidades de combinar o reservatório de água ao roteiro dos visitantes de Jerusalém, trará um sentido impressionante a História”.

Reportagem: Marcos Chile

Tradução: Leandra Ferreira

Fonte: http://www.cafetorah.com/node/440

 

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CULTURA ATENIENSE E A ATUALIDADE


Como o passado pode ser utilizado no presente

Por pesquisador convidado José Lúcio Nascimento Júnior ¹

Após algumas aulas sobre a sociedade ateniense no 6º ano do ensino fundamental em uma escola da rede pública no estado do Rio de Janeiro, percebi que os atenienses têm muito a nos ensinar. Componente curricular do Currículo Mínimo (o currículo básico e comum estabelecido pela rede estadual), o estudo da sociedade grega, em especial da Pólis de Atenas no período clássico, pode ser utilizado para além de apenas transmitir informações sobre o passado de um determinado povo, mas para, através da aprendizagem alterar comportamentos e servir de referência para a construção de novos valores². De acordo com Eric Hobsbawm, o passado pode ser utilizado de diferentes maneiras por uma população, desde servir de modelo, assim como ser a base para a construção, ou ser utilizado em outros sentidos (HOBSBAWM: 2002).

A democracia em Atenas surgiu de um conjunto de transformações políticas, sociais, econômicas e culturais, tais como o surgimento do alfabeto fonético e da escrita, do aumento populacional que levou a ampliação do número de pessoas na ástye (área urbana), a multiplicação da vida cultural e outras (cf. THEML: 1998). Acrescido a estas transformações ocorreram mudanças nas características da própria democracia dos atenienses, como veremos a frente.

Nesta pólis, era comum a divulgação de valores do modelo de cidadão a ser seguido. O cidadão, conforme concebido pela sociedade ateniense, deveria participar da vida política, defender a sua cidade-Estado, e casar e gerar novos atenienses para garantir a continuidade da pólis. As crianças e  jovens eram educados sob os princípios da díke (direito e/ou justiça), time (honra e prestígio), de igualdade dos cidadãos; tais valores auxiliavam  na construção do sentimento de pertença a pólis. Sabemos que não podemos falar nacionalismo na antiguidade³, mas não podemos negar que os princípios e valores divulgados pelos atenienses, via cultura religiosa, festas cívicas e diferentes monumentos púbicos auxiliava o cidadão a se perceber parte integrante e importante da comunidade políade.

A participação dos cidadãos nas atividades políticas e cívicas não ocorria por igual, ou seja, não era a totalidade absoluta participava. Mas importa perceber que tal participação era valorizada dentro da pólis. As transformações na democracia, ao longo do VIº e Vº século a. C., indicam que as possibilidades de participação foram sendo ampliadas e redefinidas para que realmente fosse o governo do demos (povo). Dentre estas transformações temos:

 O fim da escravidão por divida decretada pelo legislador Sólon em 594 a. C., ampliou a cidadania e a quantidade de cidadãos na pólis;
A soberania popular no governo da cidade-Estado foi proposta por Clitenes em 507 a. C;
As reformas de Péricles, no século Vº a. C., que dentre outras coisas instituiu a remuneração para quem participasse da administração da pólis.

Temos que ressaltar que os setores oligárquicos rejeitavam a participação, afirmando que os trabalhadores não tinham tempo de participar da vida política; neste sentido, seriam eles, os oligarcas, que deveriam se preocupar com a vida da pólis. Porém, vimos que as reformas de Péricles e dos outros reformadores foram importantes para aumentar a participação política, aumentando, por conseguinte, o número daqueles que atuavam na vida política.

Na atualidade, onde vivemos em uma democracia representativa que não demanda a participação direta do cidadão nas decisões dos assuntos referentes ao Estado. Não se cria mais o hábito de ir a Acrópe para se saber das coisas públicas e políticas, o acompanhamento e a fiscalização do que os políticos eleitos fazem deveria ser uma constante, contudo o que vemos é uma população alheia aos assuntos da cidade, do estado e da nação. Mais de um século após a proclamação da república no Brasil, podemos nos valer do conceito de José Murilo de Carvalho, dizendo que a população continua assistindo a tudo bestializada.

Neste sentido, então, é que percebemos a importância do estudo da sociedade ateniense no 6º ano do ensino fundamental. O estudo da democracia e da cidadania em Atenas pode nos auxiliar a mudar o referencial de política da população brasileira formando jovens com “novos” valores, utilizando o passado grego como um modelo de mudança, fazendo com que o passado seja modelo da construções de novas tradições.

Bibliografia

CARVALHO, José M. de. Os bestializados. SP: Cia das Letras, 1991.

HOBSBAWN, Eric John.  Nações e nacionalismo desde 1780. RJ: Paz e Terra, 1991.

_________. Sobre História. SP: Companhia das Letras, 2002

THEML, N. O Público e o privado na Grécia do VIII ao IV século a. C. – o modelo ateniense. RJ: Sette Letras, 1988.

VYGOTSKY, L. Psicologia pedagógica. SP: Martins Fontes, 2010.


¹José Lúcio N. Júnior é professor de História da rede pública e privada de ensino, graduado pela UNISUAM, especialista em História Contemporânea (UFF) e em Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica (UGF), cursando atualmente Mestrado em Educação pela Universidade de Jaen (Espanha). Atualmente dedica-se a pesquisa sobre Metodologia de Ensino da História.

²De acordo com Lev Vygotsky quando ocorre à aprendizagem, ocorre também a transformação no comportamento do educando. Cabe ao professor aproximar o conhecimento do aluno (zona de desenvolvimento proximal), sendo mediador para que o estudante possa cada vez mais se aproximar de novos conhecimentos e estes passem a ter significado para os mesmos, sendo incorporados ao conjunto de conhecimentos que já detém (Vygotsky: 2010).

³De acordo com Eric John Hobsbawm “antes de 1884, a palavra nácion significava “agregado de habitantes de uma província, de um país de um Reino e também um estrangeiro” (HOBSBAWM: 1991, p. 27).

 
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Publicado por em 08/11/2011 em CULTURA E SOCIEDADE, PUBLICAÇÕES

 

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O perfil do rei Davi

Por Sarai Basílio

 Davi, filho de Jessé e Naás, da tribo de Judá, nasceu em Belém de Judá. Teve sete irmãos e duas irmãs: Eliabe, Abinadabe, Simeia, Natanael, Radai, Ozém, o sexto, Zeruia, e Abigail. Suas esposas foram Mical, Ainõa, Abigail e Bate-Seba. Teve várias ocupações: pastor de ovelhas, músico, poeta, soldado e rei de Israel. Descrito por Deus como um homem segundo o seu coração.

O profeta Samuel ungiu a Davi rei quando ele ainda era um jovem, porém por uma década o rei sofreu sendo treinado para o reino que durou quarenta anos em Israel (1) o rei Davi institucionalizou programas musicais no templo.

Sua habilidade como músico é demonstrada através do livro de salmos. Considerado o autor principal, a sua voz se sobressai às outras no coro sagrado. Dos 150 salmos, 75 são atribuídos a ele. Destaca-se os salmos messiânicos, bem como os salmos de arrependimento dentre eles o Salmo 51. O cântico de Davi [2] constitui um agradecimento, porque Deus o tinha livrado dos seus inimigos e das mãos do rei Saul. Por isso, neste cântico ele revela o respeito a Deus, atributos e o caráter que ele encontra em Deus: perfeição, poder, santidade, bondade e fidelidade.

Davi foi perseguido pelo rei Saul que intentou por 21 vezes para matá-lo, porém conseguiu escapar, e nunca levantou seu braço contra o rei reconhecendo a sua unção da parte de Deus. Segundo as escrituras sagradas: “Então, tomou Saul três mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi a busca de Davi e dos seus homens (400 valentes)[3], até aos cumes das penhas das cabras monteses”.1Sm 24.2

O rei Davi foi um homem de batalha e teve muitos inimigos, contudo, na guerra contra os filisteus foram travadas quatro batalhas, os guerreiros filisteus eram valentes e gigantes, dispensando maior energia dos guerreiros israelitas. Davi nesse período estava com cerca de 60 anos, sentindo-se cansado, por pouco não foi atingido em batalha, sendo socorrido por Abisai, guerreiro israelita”.[4]

Conforme Mears (2000, p.115), o rei Davi teve suas faltas, fez muita coisa errada, mas impediu que a nação caísse na idolatria. Pecou, mas se arrependeu e deu a Deus a chance de perdoar-lhe. Recebeu a nação em caos e estabeleceu uma dinastia que iria perdurar até os dias do cativeiro, um período de 400 anos. Para os herdeiros da fé abraamica, jamais houve guerreiro ou estadista como Davi, que tornou Israel a potência dominante da Ásia Ocidental naquela época.

Concluindo, no fim de sua vida Davi refletiu sobre o passado, as vicissitudes e provas de sua vida e reconheceu com gratidão, a graça e a fidelidade de Deus. Morreu numa boa velhice, cheio de dias, riquezas e glória, de todas as nações ao longo dos séculos passados e ainda hoje é um dos homens mais conhecidos e honrados de Israel.

[1] 1Samuel 16; 2 Samuel 2.1-5.25

[2] 2 Sm 22.2,32;Sl 18.2. Existe semelhança entre 2 Sm 22 e o Salmo 18.

[3] Os valentes de Davi. Os 400 homens e posteriormente 600 homens que se ajuntaram a Davi, eram compostos de alguns dos mais poderosos de todo o Israel. Estes homens anteriormente estavam em aperto, desgostoso e endividado e Davi passou a ser chefes deles. 1 Samuel 22.2.

[4] 2 Samuel 21.16,17

 Referências:

MEARS, Henrietta. Estudo panorâmico da Bíblia. SP. Ed Vida, 2006

PEARLMAN, Myer. Através da Bíblia livro por livro. SP. Ed Vida, 2006.

Bíblia de Estudo Dake: anotaçõs, esboços e referência

 

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O resgate da memória.

Será realizada no próximo dia 21 de abril às 09h30min uma cerimônia solene de reintegração dos restos mortais, dos inconfidentes mineiros (José de Resende Costa, Domingos Vidal Barbosa e João Dias da Mota) falecidos no degredo na África.

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Reconstituição facial.

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Estará presente no evento a Presidenta Dilma Rousseff, a Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o Presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/Ministério da Cultura), José do Nascimento Junior, além do governador de Minas Gerais, Antonio Anastásia, e o Diretor do Museu, Rui Mourão.

Serão sepultados no Panteão do Museu da Inconfidência/IBRAM em Ouro  Preto  (MG) onde estão sepultados atualmente 13 inconfidentes.

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Museu da Inconfidência.

O diálogo da História com outras ciências, como no caso a Odontologia foi fundamental para a identificação e o repatriamento dos inconfidentes tornando possível a preservação de nossa memória coletiva.

Essa é mais uma grande iniciativa dos museus e centros culturais em preservar a Memória é o retrato do avanço intelectual ao qual nossa Nação demonstra que com o incentivo as pesquisas históricas está em pleno desenvolvimento.

Fonte: Boletim eletrônico Nº 349-ano VIII – 15/04/2011 a 28/04/2011

Mais informações: http://www.museus.gov.br/noticias/ossadas-de-inconfidentes-sao-identificadas/

 

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Agenda Cultural

Cristianismo em Debate: Congresso”

Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS-UFRJ)

Será realizado nos dias 26 e 27 de Abril de 2011, uma reunião acadêmica que tem por objetivo a discussão e a troca de idéias de recentes pesquisas sobre o Cristianismo.

O evento acontecerá no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS-UFRJ), contará com a presença de renomados especialistas no assunto, e está sendo organizado pelo Prof. Dr. André Leonardo Chevitarese.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site
www.andrechevitarese.com.br

 

O Núcleo de Estudos da Antiguidade estará realizando no mês de abril o nosso III Encontro Nacional de Estudos Sobre o Mediterrâneo Antigo, que neste ano terá como tema “Práticas Imperialistas no Mediterrâneo Antigo”, o período do evento será de 25 a 29/04/2011.

 

 

O pagamento poderá ser efetuado no primeiro dia do evento, no Núcleo de Estudos da Antiguidade, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Rua São Francisco Xavier, 524, Maracanã – RJ, Prédio João Lyra Filho, nono andar, Bloco A, Sala 9030 A. Programação no Site:http:// http://www.nea.uerj. br/seminarios. html  
 

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Agenda Cultural

 

 

CEMA-USP

Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da Universidade de São Paulo

Seminário Permanente de História e Arqueologia da Mesoamérica e Andes (8o. ano/2011)

 O Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da Universidade de São Paulo (CEMA/USP) vem atuando desde 2000 no sentido de consolidar a pesquisa e o ensino sistemático de História e Arqueologia da Mesoamérica e Andes nas universidades brasileiras. Nossas atividades visam o estimulo e aprimoramento das pesquisas acadêmicas nessas áreas de estudo. Entre as atividades regulares coordenadas pelo CEMA/USP destacam-se o Colóquio Historia e Arqueologia da América Indígena, que teve sua sexta edição em 2010, e o Seminário Permanente de História e Arqueologia da Mesoamérica e Andes, iniciado em 2004 e realizado anualmente desde então.

No Seminário Permanente debatemos e refletimos, prioritariamente, sobre as questões teórico-metodológicas relacionadas ao estudo e interpretação das fontes alfabéticas e dos vestígios arqueológicos originários da Mesoamérica e dos Andes, sobretudo de tempos pré-hispânicos e coloniais. Para isso, nos reunimos mensalmente e examinamos textos teóricos e estudos de caso que abordem tal problemática, bem como as próprias fontes. Dessa maneira, o Seminário Permanente funciona como um fórum de discussão e um laboratório de análise de fontes andinas e mesoamericanas, bem como da literatura especializada no estudo da América Indígena.

As reuniões do Seminário Permanente em 2011 serão realizadas nas últimas segundas-feiras de cada mês, das 17h30 às 19h30, no Laboratório do CEMA/USP, localizado no prédio da Geografia e História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (Av. Prof. Lineu Prestes, 338 – Cidade Universitária – São Paulo – SP), ao lado da Seção de Alunos. Os interessados em participar devem ler os textos com antecedência e comparecer ao local nos dias e horários previstos. Todos os textos e fontes que serão analisados encontram-se no Xerox da D. Márcia e do André (no mesmo prédio), na pasta do Seminário do CEMA/USP. Algumas fontes também podem ser consultadas na Internet, nos endereços mencionados abaixo. As datas das reuniões e as leituras propostas para esse ano são:

 28 de março:

Lévi-Strauss, Claude. Lugar da antropologia nas ciências sociais e problemas levantados por seu ensino. In: Lévi-Strauss, C. Antropologia Estrutural. São Paulo, Cosac & Naify, 2008 (1958). pp. 367-405.

 25 de abril:

CLASTRES, Pierre. Mito e Ritos dos Índios da América do Sul. In: Clastres, P. Arqueologia da Violência. São Paulo, Cosac & Naify, 2008. pp. 95-141.

 30 de maio:

BOURGET, Steve. El sacrificio humano: un caso andino. Sacrificio humano, poder e ideología en la Cultura Moche. LÓPEZ LUJÁN, L. & OLIVIER, G. (orgs.) El Sacrificio humano en la tradición religosa de Mesomérica. México: INAH/UNAM 2010. pp 577-597

 27 de junho:

DAHOUVE, Danièle. La polisemia del sacrifício In: LÓPEZ LUJÁN, L. & OLIVIER, G. El Sacrificio humano en la tradición religosa de Mesomérica. México: INAH/UNAM 2010. pp.499-518.

 29 de agosto:

SOTELO SANTOS, Laura Elena & VALVERDE, María del Carmen. Historiografía maya de tradición indígena (siglos XVI-XIX). In: Historiografía novohispana de tradición indígena. Coordenação José Rubén Romero Galván, vol. I, México DF: IIH – UNAM, 2003. pp. 133-167.

 26 de setembro:

BALDERAS, Ximena Chávez. Del cuerpo mortal a las geografías funerárias. In: Rituales Funerarios en el Templo Mayor de Tenochtitlan. México: INAH 2007. cap. 1 – pp. 25-66.

 31 de outubro:

INOUE OKUBO, Yukitaka. Crónicas indígenas: uma reconsideración sobre la historiografía novohispana temprana. In: LEVIN ROJO, Danna & NAVARRETE LINARES, Federico (Org.). Indios, mestizos y españoles. Interculturalidad e historiografía en la Nueva España. México: Universidad Autónoma Metropolitana & IIH – UNAM, 200. p. 55-96.

 28 de novembro:

OUDIJK, Michel. Una nueva historia zapoteca. La importancia de regresar a las fuentes primarias. In: DOESBURG, Sebastián von (Coord.). Pictografía y escritura alfabética en Oaxaca. Oaxaca: Fondo Editorial del Instituto del Instituto Estatal de Educación Pública de Oaxaca, 2008. pp. 89-116.

 Dúvidas e outras informações: cema@usp.br / www.usp.br/cema

 Comitê Organizador CEMA/USP

Cristiana Bertazoni Martins (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP)

Eduardo Natalino dos Santos (Depto. de História da FFLCH da USP)

Marcia Arcuri (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP)

 

 

 

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