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Pesquisadora Elaine Bordalo, do CPA/RJ, lança livro

Acaba de ser publicado, pelo Grupo Editorial Scortecci, um livro que trata de um assunto ainda pouco pesquisado, mas muito instigante e que envolve História Antiga e Direito.

Delitos Contra A Divindade No Mundo Antigo é um livro que propõe uma viagem ao período Pré-Clássico na Babilônia de Hammurabi e ao período bíblico do Antigo Testamento com o profeta Moisés. Uma análise comparativa dos códigos de Hammurabi e de Moisés com intuito de trazer à discussão questões que envolviam o roubo ao “Sagrado”.

A autora Elaine Bordalo, historiadora, especialista em História Antiga e Medieval pela Faculdade São Bento/RJ e Pós-Graduanda em Arqueologia, História e Sociedade pela Universidade de Santo Amaro, pesquisadora da História do Antigo Israel e membro do Centro de Pesquisas da Antiguidade (CPA/RJ) tratou o tema com seriedade buscando na historiografia e em fontes históricas a argumentação necessária para fundamentar a pesquisa. Esta poderá abrir novos questionamentos sobre a política e a religião no Antigo Oriente Próximo.

Com prefácio do Professor Doutor em Filosofia Victor Sales Pinheiro, Delitos Contra A Divindade No Mundo Antigo é um livro que vale a pena conferir!

O livro já se encontra disponível no site da Livraria Virtual Asabeça:

http://www.asabeca.com.br/detalhes.php?prod=6654&friurl=_-DELITOS-CONTRA-A-DIVINDADE-NO-MUNDO-ANTIGO–Elaine-Bordalo-_&kb=884#.UrI5HOl3vIU

Livro Elaine

 

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Agenda Cultura!

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Sala de leitura CCJ

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CPA/RJ – Férias!

2012 em fotos:

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Férias

O Centro de Pesquisas da Antiguidade/CCJ vai dar uma paradinha aproveitando as férias escolares e retornará em janeiro de 2013, com muitas curiosidades sobre o mundo antigo.

Nós do CPA/RJ desejamos ótimas festas e um feliz ano novo para todos, até a volta.

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Descoberta em Jerusalém uma cisterna do período de Davi

Foi descoberto perto do Muro das Lamentações, um tanque de água bem grande, acredita-se que do período de Davi e Salomão.

De acordo com Eli Shukron, diretor da escavação, Autoridade das Antiguidades de Israel: “agora é absolutamente claro, como o consumo de água em Jerusalém durante o Primeiro Templo, não se baseou exclusivamente na saida da fonte de Giom , mas também em reservas de águas públicas

A descoberta foi anunciada, no “Centro de Pesquisa da Cidade de David”, em uma conferência realizada em Jerusalém.

Em escavações arqueológicas no Parque Arqueológico de Jerusalém, ao pé do Arco de Robinson, encontrou-se um grande reservatório de água, escavado na rocha, que datam do período do Primeiro Templo. O local da escavação é de responsabilidade da Autoridade das Antiguidades e é financiado pela Sociedade Elad, em cooperação com a Autoridade de Parques e Natureza.

A impressionante cisterna foi descoberta no dia 10 de setembro de 2012, e foi exibida juntamente com outros achados do ano passado, na conferência “Investigação da Cidade de David”, no dia 13, em Jerusalém.

A escavação revelou que o depósito é parte de uma escavação onde é totalmente exposto o canal de drenagem do Segundo Templo em Jerusalém, a rota continua para o norte ao longo da cidade, a partir da piscina de Siloé para o topo da cidade David, que vem sob o arco do Robinson. O percurso do canal está no centro do vale principal, que corre ao longo da antiga cidade de norte a sul, paralela ao Monte do Templo.

Descrevendo o Segundo Templo, em Jerusalém, Josefo refere-se ao Tiropeon chamado em grego “Vale”, e que foi chamado de “o vale dos queijeiros”. Outra interpretação identifica o vale Hhrotz Valley, mencionado no livro de Joel. Durante a escavação do canal, que exigiu uma grande empresa de engenharia, seus construtores tiveram que remover os antigos edifícios que foram localizados ao longo da rota do canal, e instalações de passagem que foram escavados na rocha localizada ao longo do caminho. Isso resultou na descoberta nas últimas semanas de um grande reservatório de água, que foi aplicado em várias camadas de gesso, provavelmente datando do período do Primeiro Templo.

O volume do reservatório é de 250 metros cúbicos, por isso este é um dos maiores reservatórios na época do Primeiro Templo, em Jerusalém, descoberto até agora, e parece que o reservatório de água foi usada publicamente.

De acordo com Eli Shukron, diretor da escavação: “Durante a escavação sob o dreno no chão, havia uma lacuna exposta à rocha original, o que nos levou para a enorme reserva, até onde sabemos esta é a primeira vez que um tanque de água foi exposto em uma escavação arqueológica, assim como pequenos tanques neste vale que indicam claramente que o consumo de água em Jerusalém durante o Primeiro Templo não foi baseada apenas ao lado da fonte Giom, mas ambém em fontes de água disponíveis, como já foi agora revelado. “

Segundo o Dr. Zvika Tzur, arqueólogo-chefe da Autoridade de Parques e Natureza de Israel e pesquisador de sistemas de água antigas, “o grande reservatório exposto, junto com dois tanques, é semelhante  e informa o tipo geral de gesso colorido, gesso amarelo que caracterizou o período do Primeiro Templo. Além disso, as marcas das mãos no acabamento de gesso são semelhantes aos aquíferos de Tel Beer Sheva, Arad Tel e Tel Beit Shemesh, também datado do período do Primeiro Templo. “Cliff disse:” Talvez o maior reservatório de água, muito perto do Monte do Templo foi usado para as atividades diárias e tenha servido aos peregrinos do templo, sendo utilizado para tomar banho e beber na região. “

O impressionante tanque de água abaixo do Arco de Robinson se junta a uma série de descobertas recentes nas escavações nesta área da cidade, indicando a existência de uma construção densa que cobre a área a oeste de Monte do Templo e a expansão que precedeu o Monte do Templo. Parece que com a expansão do complexo para o oeste e para a construção de edifícios públicos, e as ruas ao redor do Monte do Templo, no final do período do Segundo Templo, quando ele desmantelou as estruturas do período do Primeiro Templo, e tudo o que resta dele foi um número de instalações escavadas em rochas, incluindo o reservatório de água esculpida.

Segundo o Dr. Baruch Yuval, arqueólogo Distrital da Autoridade das Antiguidades de Israel: “Com a conclusão das escavações junto ao canal, as possibilidades de combinar o reservatório de água ao roteiro dos visitantes de Jerusalém, trará um sentido impressionante a História”.

Reportagem: Marcos Chile

Tradução: Leandra Ferreira

Fonte: http://www.cafetorah.com/node/440

 

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CULTURA ATENIENSE E A ATUALIDADE


Como o passado pode ser utilizado no presente

Por pesquisador convidado José Lúcio Nascimento Júnior ¹

Após algumas aulas sobre a sociedade ateniense no 6º ano do ensino fundamental em uma escola da rede pública no estado do Rio de Janeiro, percebi que os atenienses têm muito a nos ensinar. Componente curricular do Currículo Mínimo (o currículo básico e comum estabelecido pela rede estadual), o estudo da sociedade grega, em especial da Pólis de Atenas no período clássico, pode ser utilizado para além de apenas transmitir informações sobre o passado de um determinado povo, mas para, através da aprendizagem alterar comportamentos e servir de referência para a construção de novos valores². De acordo com Eric Hobsbawm, o passado pode ser utilizado de diferentes maneiras por uma população, desde servir de modelo, assim como ser a base para a construção, ou ser utilizado em outros sentidos (HOBSBAWM: 2002).

A democracia em Atenas surgiu de um conjunto de transformações políticas, sociais, econômicas e culturais, tais como o surgimento do alfabeto fonético e da escrita, do aumento populacional que levou a ampliação do número de pessoas na ástye (área urbana), a multiplicação da vida cultural e outras (cf. THEML: 1998). Acrescido a estas transformações ocorreram mudanças nas características da própria democracia dos atenienses, como veremos a frente.

Nesta pólis, era comum a divulgação de valores do modelo de cidadão a ser seguido. O cidadão, conforme concebido pela sociedade ateniense, deveria participar da vida política, defender a sua cidade-Estado, e casar e gerar novos atenienses para garantir a continuidade da pólis. As crianças e  jovens eram educados sob os princípios da díke (direito e/ou justiça), time (honra e prestígio), de igualdade dos cidadãos; tais valores auxiliavam  na construção do sentimento de pertença a pólis. Sabemos que não podemos falar nacionalismo na antiguidade³, mas não podemos negar que os princípios e valores divulgados pelos atenienses, via cultura religiosa, festas cívicas e diferentes monumentos púbicos auxiliava o cidadão a se perceber parte integrante e importante da comunidade políade.

A participação dos cidadãos nas atividades políticas e cívicas não ocorria por igual, ou seja, não era a totalidade absoluta participava. Mas importa perceber que tal participação era valorizada dentro da pólis. As transformações na democracia, ao longo do VIº e Vº século a. C., indicam que as possibilidades de participação foram sendo ampliadas e redefinidas para que realmente fosse o governo do demos (povo). Dentre estas transformações temos:

 O fim da escravidão por divida decretada pelo legislador Sólon em 594 a. C., ampliou a cidadania e a quantidade de cidadãos na pólis;
A soberania popular no governo da cidade-Estado foi proposta por Clitenes em 507 a. C;
As reformas de Péricles, no século Vº a. C., que dentre outras coisas instituiu a remuneração para quem participasse da administração da pólis.

Temos que ressaltar que os setores oligárquicos rejeitavam a participação, afirmando que os trabalhadores não tinham tempo de participar da vida política; neste sentido, seriam eles, os oligarcas, que deveriam se preocupar com a vida da pólis. Porém, vimos que as reformas de Péricles e dos outros reformadores foram importantes para aumentar a participação política, aumentando, por conseguinte, o número daqueles que atuavam na vida política.

Na atualidade, onde vivemos em uma democracia representativa que não demanda a participação direta do cidadão nas decisões dos assuntos referentes ao Estado. Não se cria mais o hábito de ir a Acrópe para se saber das coisas públicas e políticas, o acompanhamento e a fiscalização do que os políticos eleitos fazem deveria ser uma constante, contudo o que vemos é uma população alheia aos assuntos da cidade, do estado e da nação. Mais de um século após a proclamação da república no Brasil, podemos nos valer do conceito de José Murilo de Carvalho, dizendo que a população continua assistindo a tudo bestializada.

Neste sentido, então, é que percebemos a importância do estudo da sociedade ateniense no 6º ano do ensino fundamental. O estudo da democracia e da cidadania em Atenas pode nos auxiliar a mudar o referencial de política da população brasileira formando jovens com “novos” valores, utilizando o passado grego como um modelo de mudança, fazendo com que o passado seja modelo da construções de novas tradições.

Bibliografia

CARVALHO, José M. de. Os bestializados. SP: Cia das Letras, 1991.

HOBSBAWN, Eric John.  Nações e nacionalismo desde 1780. RJ: Paz e Terra, 1991.

_________. Sobre História. SP: Companhia das Letras, 2002

THEML, N. O Público e o privado na Grécia do VIII ao IV século a. C. – o modelo ateniense. RJ: Sette Letras, 1988.

VYGOTSKY, L. Psicologia pedagógica. SP: Martins Fontes, 2010.


¹José Lúcio N. Júnior é professor de História da rede pública e privada de ensino, graduado pela UNISUAM, especialista em História Contemporânea (UFF) e em Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica (UGF), cursando atualmente Mestrado em Educação pela Universidade de Jaen (Espanha). Atualmente dedica-se a pesquisa sobre Metodologia de Ensino da História.

²De acordo com Lev Vygotsky quando ocorre à aprendizagem, ocorre também a transformação no comportamento do educando. Cabe ao professor aproximar o conhecimento do aluno (zona de desenvolvimento proximal), sendo mediador para que o estudante possa cada vez mais se aproximar de novos conhecimentos e estes passem a ter significado para os mesmos, sendo incorporados ao conjunto de conhecimentos que já detém (Vygotsky: 2010).

³De acordo com Eric John Hobsbawm “antes de 1884, a palavra nácion significava “agregado de habitantes de uma província, de um país de um Reino e também um estrangeiro” (HOBSBAWM: 1991, p. 27).

 
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Publicado por em 08/11/2011 em CULTURA E SOCIEDADE, PUBLICAÇÕES

 

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