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Arquivo da categoria: HISTÓRIA ANTIGA

Editorial fim de ano

Getsêmani/Jerusalém

Getsêmani/Jerusalém

                                                                                                                    Por Elaine Herrera

Estamos nos aqui novamente para felicitações de boas festas. Estranho pensar que muitos acreditam que o fim do mundo esta prestes a acontecer. Mas o que realmente esperamos é que todos os seus sonhos, planos, e metas se realizem. E que neste novo ano, coisas boas e melhores aconteçam.

Torcemos também para que a História possa enfim ser mais conhecida, sonhamos com o dia em que os homens descubram a utilidade desse conhecimento, como Tucídides[1].

Assim quem sabe, possamos parar de repetir os que mesmos erros do passado. E que tenhamos a sabedoria de ver na História, o homem sendo protagonista dos acontecimentos no tempo, e não com uma visão simplista do velho, ultrapassado.

Já dizia  Cícero[2]: “A história é testemunha dos séculos, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, mensageira do passado”.

Aprender com nossos erros parece normal, mas não errar porque aprendemos com os erros dos outros no passado, parece ser mais inteligente.

Então além de nossos mais sinceros votos de um 2013 absolutamente formidável, que os brasileiros possam descobrir e usar do poder transformador da História. Que os museus e centros culturais sejam descobertos e frequentados, ao invés de serem vistos como um lugar escuro e mofado. 

 Pois para se conhecer um povo, não  ha  lugar melhor para isso que visitar o seu espaço de memória.

Viva 2013! Viva a memória social!

[1] Tucídides (Autor da Obra: Guerra do Peloponeso e também considerado o fundador da moderna historiografia).

 [2] Marco Túlio Cícero (105 a. C – 43 a. C.) político romano.

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Diário de Bordo! Parte Final

Tudo que é bom, dura pouco, já diz o ditado popular e amanheceu nosso último dia em Israel. Ideia: aproveitar cada minuto.

Assim saímos rapidamente para concluir nosso roteiro, acordamos cedo, tomamos nosso café árabe e seguimos para visitar o Domo da Rocha. A fila era grande, sem custo, mas com revista, nossos pertences passam por um Raio X e somos revistados, para segurança tudo bem.

Caminhar pela plataforma construída por Herodes, onde era o antigo Templo de Jerusalém, já é o máximo, ver a beleza da arte islâmica nas paredes da Cúpula Dourada é ainda mais incrível.

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É impressionante como é grande lá em cima, vimos crianças estudando, homens, mulheres todos em círculos sentados ouvindo o que acredito serem mestres. Seguramente um lugar muito bonito, um chão cheio das pisadas do tempo e marcado por diferentes religiões.

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Saímos e já caímos dentro das muralhas da Cidade Antiga, suas ruas estreita e repleta de lojas de objetos de prata, tecidos, perfumes, e muitos locais para saborear a comida local.

Estar em Jerusalém é estar num mundo à parte, a presença marcante da religião está em tudo, nas roupas, no semblante das pessoas, e nos sons da cidade.

O clima é bem seco, o que dificulta um pouco a respiração. A diferença entre os povos que lá residem salta aos olhos a todo o momento, são muitos interesses que divergem numa tentativa constante de sobrevivência.

Visitar a terra de minhas pesquisas faz toda a diferença, já que todos os detalhes são importantes. Infelizmente só tínhamos metade do dia, por conta da volta. Então pegamos um taxi de Jerusalém para Tel Aviv rumo ao aeroporto, nosso vôo estava marcado para as 14:45. Chegamos cedo a tempo para o almoço, uma passada rápida num fast food kasher, e entramos novamente num túnel do tempo para voltar à realidade. Afinal estar em Israel é mergulhar no passado e quanto à guerra, posso dizer: eu fui!

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Festa da Dedicação

Por pesquisadora Thássia Izabel[1]

Chanuká/ Copacabana – Rio de Janeiro

Chanuká/ Copacabana – Rio de Janeiro

Em 2012 do dia 09 ao dia 16 de Dezembro os judeus celebram a Festa das Luzes (Chanuká ou Hanukkah), também conhecida como Festa da Dedicação, já que Chanuká em hebraico significa dedicação. Uma celebração de libertação histórica, que lembra que no ano 164 a.C aconteceu o milagre da multiplicação do azeite durante oito dias e a vitória do povo judeu sob a dominação Greco-Síria.

Segundo Ausubel: “Um feito heróico realizado na Judéia, em 168 da a.E.C., os pequenos bandos insurretos de bravos judeus, sob a liderança do sacerdote Hasmoneu Matatias e de seu filho Judas Macabeu, ( “o Martelo”); derrotando os exércitos do megalomaníaco déspota selêucida, Antioco IV  ( Epifanes, “ o Deus Erguido”), depois de três anos de uma selvagem luta de guerrilha.”  

Antíoco IV (Desenho de Ralph Illgan)

Antíoco IV (Desenho de Ralph Illgan)

O interesse Greco-sirio, era obrigar o povo judeu a aceitar os costumes helênicos, proibindo a prática das leis judaicas como: ensinar a Torah, fazer circuncisão e guardar o sábado. Os dominadores ainda queriam a consagração do Templo judaico ao culto de Zeus e que lá se realizassem sacrifícios com porcos.  

É importante citar que nesse período alguns judeus aceitaram sem contestar essa aculturação e até mesmo se casaram com gregos deixando a cultura judaica. Mas um grupo grande de judeus liderados pelos Macabeus resistiu e lutou contra o exército Greco-sírio.

Quando os judeus finalmente conseguiram vencer o exército inimigo, entraram no templo notaram que o azeite para acender o candelabro (Menorah) iria durar somente um dia, porém milagrosamente o candelabro ficou acesso durante oito dias, ou seja, o tempo suficiente para se preparar um novo azeite para o castiçal sagrado, que deu nome a Festa das Luzes.

Concluído o povo Judeu durante oito dias realiza a Festa das Luzes, acendendo velas em todo o período da comemoração, comem alimentos fritos, jogam pião e dão mesadas as crianças. E desse modo os judeus festejam e recordam o milagre e a libertação ocorridos na época da revolta dos Macabeus, demonstrando assim sua dedicação para com seus costumes e tradições.    

Hanukkah

Hanukkah

[1] Thássia Izabel é graduada em História pela Faculdade Estácio de Sá e é membro do Centro de Pesquisas da Antiguidade (CPA/RJ).

 Referências Bibliográficas:

Ausubel, Nathan. Conhecimento Judaico. Rio de Janeiro: A. koogan, 1989.

Quakinin, Marc- Alain.  Symbols of  Judaism. London: Assouline, 1999.

Wrobel, Ronaldo. Nossas Festas, Celebrações Judaicas. Brasilia: Ed. Francis, 2007.

Outra fonte: http://www.cafetorah.com/portal/Hanukkah.

 
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Publicado por em 10/12/2012 em HISTÓRIA ANTIGA

 

Diário de bordo! Quarto dia em Israel

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8:30 – Encontramos com o guia e pegamos o taxi rumo ao Monte das Oliveiras, no caminho muito trânsito devido a uma multidão de turistas.

Já no Alto do Monte, vimos à vista panorâmica da cúpula dourada, e toda a cidade velha, uma imagem muito conhecida, mas que impressiona. Passamos por uma residência onde encontra-se sepultado o corpo do profeta Malaquias, não podemos entrar para ver a abertura da caverna, justamente por se tratar de uma moradia particular e ainda era muito cedo.

Tumba do profeta

Tumba do profeta

Passamos por uma necrópole cheia de ossuários, datados do século I em diante.

Necrópole

Necrópole

 

Depois descemos para o Getsêmani, onde segundo os livros de Mateus e Marcos, Jesus orou. Um estudo recente revelou que as árvores que estão hoje no jardim do Getsêmani, são posteriores ao período de Jesus e que a árvore mais velha teria novecentos anos.

Getsêmani

Getsêmani

Ao lado do jardim encontra-se a igreja dos aflitos. Passamos pelo cemitério judeu, vimos o cemitério árabe, e seguimos para o vale de Josafá que fica entre o Monte das Oliveiras e o Monte onde no século I ficava o Templo, aonde vimos à tumba de Zacarias, e continuando o vale do rei, vimos também à magnífica tumba, que “seria” de Absalão (filho de Davi).

Tumba de Absalão

Tumba de Absalão

Passando para locais cristãos, fomos à casa de Caifas, onde Pedro teria negado a Jesus, e nos sítios arqueológicos, que dão indícios que ali seria o local onde Cristo ficou preso.

11:00 – Chegamos a Tumba de Davi, onde nos surpreendeu saber que lá funciona também uma Sinagoga, depois fomos visitar o Cenáculo, uma construção belíssima do período bizantino.

12:20 Chegamos no Museu Terras da Bíblia, e como diz um amigo, é de pirar o cabeção, um museu enorme, com espaços amplos para cada Império Antigo, um acervo surpreendente, um dos lugares mais interessantes de Jerusalém, alias o melhor museu que já fui.

Museu Terras da Bíblia

Museu Terras da Bíblia

Com muita pena de deixar aquele lugar incrível, saímos para um rápido lanche e seguimos para o Santuário do Livro, onde se encontra os manuscritos do Mar Morto, mais um museu super original, seguimos para a maquete de Jerusalém no período do Segundo Templo, um lugar especial, já que trabalho com uma réplica na cidade de Jerusalém no Rio de Janeiro.

14:40 – Visitamos o museu de Israel, que na verdade é um complexo de museus que teríamos que ter no mínimo uma semana só para percorrer tudo, saindo de lá, no final da tarde e já exaustos, caminhamos para o hotel, paramos para saborear um Kebab, no bairro árabe e nos prepararmos para  outro dia.

Parada para um Kebab

Parada para um Kebab

 
 

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Diário de bordo!

Dia 15 de novembro de 2012

8h Depois de encontrar na mesa do café da manhã: pimentão, cebola, tomate, pepino, creme de grão de bico, salsichas, e ovos, reforçamos a alimentação e saímos para explorar o local. Encontramos com o guia no portão de Jaffa, para visitar alguns lugares fora de Jerusalém, à primeira coisa a fazer era alugar um carro. Ao conversar com nosso guia percebemos como o conflito se intensificará, ele nos relatou que morava a quinze Km da Faixa de Gaza e que durante a noite muitas vezes tinha que se proteger com sua família, num cômodo a prova de mísseis, quando tocava a sirene. Relatou-nos também que três pessoas morreram por não obedecerem às regras de segurança. Ele ainda nos descreveu a dificuldade em manter as crianças longe da tensão, já que elas queriam ver a interceptação dos mísseis, algo que é extremamente perigoso. Mas voltemos à viagem.

9h Já a Caminho de Masada, ao sair de Jerusalém o que me chamou atenção foram alguns acampamentos rudimentares ao longo do Deserto da Judéia, eram beduínos, que vivem da agricultura ou da criação de cabras, que também podem ser vistas da rodovia. 

Beduínos

A cada momento surgiam cenários muito diferentes daqueles aos quais estamos acostumados, Camelos, deserto. Da rodovia vimos à cidade de Jerico, e depois de pouco mais de 250 km percorridos chegamos a Masada.

10:45h Essa construção de Herodes o grande, sempre me despertou muita curiosidade, um lugar cheio de História,  arqueologia ali encontrou campo fértil, lá vimos a demarcação de acampamentos romanos, toda a representação da estrutura da fortaleza que Herodes construiu para se proteger de possíveis ataques. E que acabou servindo de refúgio para os Zelotes.

Foi muito interessante ver o rabino escrevendo a mão o texto sagrado no alto da montanha da fortaleza em Masada.

O certo seria passar o dia todo em Masada, mas como nosso tempo era pouco, depois de muitas fotos, e da visita guiada, seguimos para o mar morto.

Mar Morto

12:30h Nunca imaginei que o Mar Morto fosse dividido em praias particulares, claro que tem uma pública também. Fomos orientados a ir em uma particular por conta da qualidade, foi nos apresentado duas alternativas: comprar cremes do mar morto e ganhar bilhetes para a praia, ou pagar as entradas na praia. Claro que preferi comprar cremes, que são famosos pela qualidade e garantia de que realmente funcionam.

Enfim chegamos à praia, tudo muito interessante, já de início vi muitas pessoas passando a lama preta no corpo, entramos nessa e não é que a lama faz efeito. Depois dessa experiência, entramos na água que ninguém é de ferro, e seriam alguns poucos minutos de relaxamento.

Já dentro da água caiu à ficha que estava em Israel, boiando naquela água super salgada, olhei para o lado é vi o deserto de Moab, virei para o outro lado e vi o deserto da Judeia, as lágrimas vieram pois me dei conta que meu sonho era realidade.

13:40 Com muita pena de sair daquela maravilha de praia, e constatar que realmente vale escolher uma praia particular dado toda a estrutura, tomamos banho e fomos almoçar, na fila sem muita fluência no inglês, pedimos um sanduíche, e depois continuamos a viagem.

14:30 Estavamos a caminho de Quram, um lugar incrível, onde se pode conhecer mais profundamente a História do povo que vivia ali, possivelmente os essênios.

Ver as cavernas, e saber que de uma delas saiu os famosos manuscritos do Mar Morto. Além de sítios arqueológicos, documentários. Fez a tarde repleta de conhecimento.

Contando como cenário o Deserto da Judeia e o Mar Morto, um lugar incrível que jamais esquecerei.

Deserto de Moab, Mar Morto e Deserto da Judeia

Além de tudo isso ainda encontramos muitas lojas recheadas de livros e documentários que vale a pena conferir.

15:50 Horário definido para o retorno, pois teríamos que entregar o carro 17:30 em Jerusalém.

Na estrada passavam vários comboios do exército israelense, e em alguns pontos o trânsito era interrompido para fiscalização.

17:50 Depois de entregar o carro, caminhamos pelo pedaço de terra mais caro em Jerusalém, a Street King Davi, uma rua lindíssima, com antiquários, e lojas com objetos caríssimos.

18:20 Pegamos um taxi, já sem o guia, para visitar o Museu do Holocausto, no caminho vimos uma manifestação, com faixas escritas em hebraicos e gritos de ordem? Perguntamos ao taxista, mas ele com o inglês meio árabe e nós com um inglês, meia boca, acabamos por não entender.

Pensei neste momento que todas as aulas em nossa vida escolar merecem atenção e empenho, olha lá eu precisando das aulas de inglês que tanto odiava.

18:50 Chegamos ao museu e de cara a arquitetura saltou aos olhos,  o museu pareceu me um lugar de preservação da memória e homenagem as vítimas. Imagens chocantes, e pelo áudio-guia ouvíamos a descrição de todo horror vivido pelos judeus neste período.

Os jardins são belíssimos, e o museu enorme, extremamente organizado, só muito triste.

21:00 Chegamos ao hotel, deixamos as mochilas e saímos para comer, por conta de estarmos em um bairro árabe e ser dia do descanso deles? Quase tudo estava fechado, por sorte achamos um lugar onde podemos saborear, frango frito com batata, claro que a moda árabe, mas muito gostoso, mesmo porque a fome era muita.

Em quarenta minutos estávamos no hotel de volta, pois o local estava bem deserto, achamos melhor não demorar, já que o conflito só aumentava.

No hotel, começamos a ouvir o estouro de bombas de gás lacrimogêneo, várias buzinas, e sirenes, uma sensação muito estranha, nosso guia já havia comentado e nos alertado para proteger-nos.

Diário de Bordo continua amanhã!

 
 

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Como é trabalhar com História fora da sala de aula?

Com intuito de mostrar o que pode ser o trabalho do historiador, o CPA/RJ perguntou para duas historiadoras que trabalham no Centro Cultural Jerusalém como é esse trabalho.

Como é trabalhar com História fora da sala de aula?

Meu nome é Elaine, sou graduada em Ciências Sociais com bacharelado em História pela Universidade de Guarulhos, e especialista em História Antiga e Medieval pela FSB.

Trabalho como historiadora e coordenadora do Setor Educativo CCJ, minhas funções são: treinar monitoras para visita guiada, produzir conteúdo para as mídias do CCJ assim como pesquisas para exposições, e cursos. Um trabalho criativo e sem rotinas, já trabalhei em sala de aula por sete anos dando aula de História no Estado, e três anos em escola particular, foi um período muito bom e gratificante, que parei para me dedicar a família.

Trabalhar como historiadora é um constante desafio, estou sempre pesquisando, ou seja, além de todas as funções a mais importante delas é a permanente leitura para atualização. Para mim é fascinante, mesmo porque sempre gostei de descobrir, de investigar, mas o mais interessante não é conhecer o recente, e sim muitos séculos atrás, o que faz com que meu foco seja a História Antiga.

Não se ganha o melhor salário em comparação com muitas outras profissões, e nossa profissionalização ainda anda as voltas, mas quando se pensa em realização, se você gosta de História não há como fugir.

Meu nome é Thassia Izabel, sou graduada em Historia pela Faculdade Estácio de Sá.

Diferente da Elaine, meu foco não era dar aula, entrei para o curso de História por sempre ter gostado dessa área, mas meu interesse era a parte da pesquisa, então procurei outros locais para atuar.

Estagiei em um centro cultural no meu sexto período, e isso ampliou minha visão, e fez com eu me interessasse mais pela área de museologia. Assim quando conclui meu curso decidi procurar outro local além da sala de aula, foi quando encontrei o CCJ que é onde atualmente trabalho como monitora e, minhas funções são: fazer a visita guiada na maquete de Jerusalém do século I, pesquisar assuntos relativos à antiguidade e elaborar projetos para o setor educativo.

Com isso, no CCJ eu acabei unindo duas áreas do meu interesse a museologia e a pesquisa, e assim tenho tido experiências interessantes na monitoria, como a troca com visitante e também um crescimento em conhecimento com as pesquisas.

 
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Publicado por em 12/11/2012 em ENTREVISTA, HISTÓRIA ANTIGA

 

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Cardápio da Antiguidade!

 

Por ocasião do II Simpósio de Antiguidade: Os antigos afastados ou próximos? Uma realização do Centro de Pesquisas da Antiguidade/CCJ. Ao terceiro e último dia do Simpósio, para finalizar foram servidas algumas comidinhas da antiguidade, para a degustação. E a pedidos seguem as receitas, lembrando que as pesquisas bibliográficas foram feitas quanto à questão dos ingredientes, ou seja, ela está relacionada aos alimentos, e não com as medidas utilizadas, que foram tiradas dos sites citados abaixo.

 

Grécia

Salada de Frutas dos Gregos Antigos

Ingredientes:

  • 1 melão
  • 02 pêssegos maduros
  • 02 peras , sem caroço
  • 1 xícara de uvas sem sementes
  • 1/2  xícara de amêndoas
  • 2 copos de vinho tinto seco
  • 1/2  xícara de mel

Modo de preparo: Picar todos os ingredientes, adoçar o vinho com mel e servir.

Sopa de Lentilha de Zenão

Ingredientes:

  • 1 kg de lentilha
  • 08 xícaras de caldo
  • 01 alho poró grande picado
  • 01 cenoura picada
  • 01 cebola pequena picada
  • 02 colheres de sopa de vinagre
  • 01 colher de mel
  • azeite
  • sal
  • pimenta
  • 12 sementes de coentro

Modo de preparo: Lavar as lentilhas, cozinhar com o caldo, antes de estar totalmente cozidas adicione os legumes e deixe cozinhar até estar cozido. Adicione o vinagre e o mel.  A gosto, adicione um bom bocado de azeite, polvilhar as sementes de coentro e sal e pimenta.

Celta

Porco

Ingredientes:

  • 1 Lombo de porco
  • Algumas cebolas
  • Sal
  • Cominho
  • Manteiga

Modo de preparo: Lavar o lombo, temperar com as cebolas, o sal e o cominho, untar com a manteiga e assar.

*A avelã para os celtas era considerada sagrada. Não só o fruto como a madeira da aveleira. Eram conhecidas como noz da sabedoria, das quais quem comia partilhava do conhecimento.

Roma

Azeite com ervas aromáticas

Ingredientes:

  • Azeite
  • Azeitonas
  • Louro

Modo de preparo: Amassar as azeitonas e misturar todos os ingredientes.

Queijo de Cabra com ervas

Ingredientes:

  • Queijo de cabra seco
  • Orégano
  • Cominho
  • Erva-doce
  • Folhas de aipo

 Modo de Preparo: Cortar o queijo, as folhas de aipo e misturar aos demais ingredientes.

Persa

Kebabs (alimento dos reis persas)

Ingredientes:

  • Frango
  • Cebola
  • Azeite
  • Cominho
  • Sal

Modo de Preparo: Cortar o peito do frango em cubos, marinar em temperos, enfiar no palito, alternando cebola e carne, e assar.

Egito

Falafel

Ingredientes:

• 1kg de grão de bico seco
•  coentro picado
• 2 dentes de alho
• 2 cebolas grandes
• 2 col. de sopa de farinha
• 1 col. chá de cominho
• 1 col. chá de coentro seco
• Sal a gosto
• 1 litro de azeite (para fritura)

Modo de Preparo: Hidrate o grão de bico em água por 24 horas e depois escorrer, e processar bem todos os ingredientes. Misture com a mão e deixe descansar por 30 minutos. Forme os bolinhos do Falafel usando a mão e amasse para formar um disco espesso. Frite em azeite quente até ficar com a cor marrom.

Mesopotâmia

Homus

  • Grão de bico
  • 2 colheres de vinagre de vinho
  • 3 dentes de alho
  • 5 colheres de óleo de gergelim
  • Sal

Modo de preparo: Deixar o grão de bico de molho, por 12 horas depois cozinhar o grão de bico e triturar grãos e alhos, e misturar todos os ingredientes.

Pão de Centeio

Ingredientes

  • 3 xícaras  farinha centeio
  • 3 xícara farinha de trigo.
  • 2 colheres de mel ou açúcar mascavo
  • fermento
  • 1/2 xícara água morna
  • 2 colheres manteiga
  • 1 xícara e 1/2 água quente
  • 2 colheres  de sal

Modo de Preparo: Dissolva o fermento na água morna e reserve. Misture a água quente com o mel, a manteiga e o sal, junte o fermento, a farinha branca e o centeio, misturando bem após cada adição. Coloque a farinha pouco a pouco até a massa estar no ponto de sovar. Sove por 10 minutos, deixe a massa descansar por uma hora numa tigela untada e coberta. Amasse novamente, modele os pães, cubra-os e deixe crescer por mais meia hora, asse até o fundo estar levemente tostado.

Pão de Trigo

Ingredientes

  • 2 copos e 1/2 de água morno
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 1 colher de sal
  • 1 ovo
  • 1 copo de óleo
  • 1 kg de farinha de trigo
  • 50 gramas de fermento.

Modo de Preparo: Misturar o fermento na água morna.Bater por alguns minutos o açúcar, o óleo, o sal, o açúcar, o ovo e a água com o fermento. Colocar em uma bacia grande esta mistura e acrescentar o trigo aos poucos, misturando com as mãos (a quantidade de trigo suficiente se dá quando a massa não grudar em suas mãos), deixar crescer por 1 hora.Dividir a massa em partes e enrolar os pães Deixar crescer novamente por 40 minutos e levar para assar por mais ou menos 30 minutos.

Israel

Bolo de frutas

Ingredientes

  • 2 xícaras de mel
  • 3 xícaras de farinha de trigo
  • 4 colheres de margarina bem cheias
  • 3 ovos
  • 1 1/2 xícara de leite aproximadamente
  • 1 colher de fermento
  • Uvas secas

Modo de Preparo: Bata as claras em neve, bata bem as gemas com a margarina e mel. Acrescente o leite e farinha aos poucos sem parar de bater. Por último agregue as claras em neve, as uvas secas picadas e o fermento. Coloque em forma untada e enfarinhada e assar.

Referências Bibliográficas:

 Bustamante, Regina Mª C. Em torno da mesa da elite na Roma Antiga. In Calíope: presença clássica /Programa de Pós-Graduação em Letras Clássicas, Depto. de Letras Clássicas da UFRJ – Vol.1, n.1 (1984) – Rio de Janeiro: 7Letras, 1984

 Cardoso, Ciro Flamarion. O Egito antigo. São Paulo: brasiliense, 1986.

 Silva, Renata Maia. A boa mesa dos celtas: alegria e sustento dos guerreiros. Rio de Janeiro: UERJ, 2009

 Strong, Roy. Banquete – Uma história ilustrada da culinária, dos costumes e da fartura à mesa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004.

 Outras Fontes:

http://greek.food.com/recipe/fruit-salad-of-the-ancient-greeks-142374#ixzz20oisn1wa

 http://www.kitchencaravan.com/recipe/mesopotamian-fish-salad

 
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Publicado por em 09/11/2012 em HISTÓRIA ANTIGA

 

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