RSS

Arquivo da categoria: ECONOMIA & TECNOLOGIA

Agenda Cultural

Concurso público para museólogo

A Prefeitura de São Carlos (SP) lança concurso para o preenchimento de cadastro reserva para o cargo de museólogo, as inscrições devem ser realizadas via internet pelo site www.vunesp.com.br, até dia 3 de maio às 16h.

História através da música

Professores de história e de música contam a história do Brasil por meio de interpretações de músicas e personagens históricos.

O evento vai até 19 de maio sempre as quartas e quintas, às 19h. No Centro Cultural da Justiça Federal. Av. Rio Branco, 241, Centro, Rio de Janeiro (RJ).

Informações: www.historiaatravesdamusica.wordpress.com

Fonte: Ibram – Boletim eletrônico Nº 350-ano VIII – 29/04/2011 a 5/05/2011

Anúncios
 

Tags: , , , , , , , , ,

O PERÍODO ENTRE OS TESTAMENTOS

Por Pesquisadora Sarai Basílio[1]

 

O período Interbíblico, também chamado de “Intertestamentário” tem início com a interrupção da atividade profética entre o povo de Deus. Malaquias foi o último profeta a transmitir as palavras do Senhor no período de 470 a.C – 433 a.C, até o começo do ministério de João Batista, transcorrendo segundo 400 anos (Tognini, 2009, p.5). Nesse transcurso, houve mudanças radicais, na terra e na vida do povo de Israel, bem como na vida e nos costumes das nações gentias. Durante esse período os judeus viveram sob o domínio de três nações: Pérsia, Grécia e Roma.

Devido à derrota dos exércitos persas na Ásia Menor em 333 a.C, Alexandre marchou para a Síria e Palestina. Governando sobre os judeus, Alexandre lhes permitiu observarem suas leis, isentou-os de impostos durante os anos sabáticos e, quando construiu Alexandria no Egito em 331 a.C estimulou os judeus a se estabelecerem ali e deu-lhes privilégios comparáveis aos seus súditos gregos. Após sua morte, quando seu Império no Leste foi dividido entre os Selêucidas na Síria e os Ptolomeus no Egito, o processo de helenização continuou rapidamente nos países sobre os quais eles governaram.

A partir de 323 a.C, a Judéia ficou sujeita por algum tempo a Antígono, um dos generais de Alexandre que controlava parte da Ásia Menor. Posteriormente, caiu sob o controle de outro general, Ptolomeu I que havia então dominado o Egito, cognominado Soter, o Libertador o qual capturou Jerusalém num dia de sábado em 320 a.C.

No governo de Ptolomeu II – Filadelfo, Alexandria tornou-se um centro de fusão entre as idéias hebraicas e gregas. Ele organizou uma biblioteca e um museu, onde intelectuais e artistas de todas as partes recorriam aos seus escritos. Neste período, os judeus de Alexandria começaram a traduzir a sua Lei, o Pentateuco, para o grego. Esta tradução seria posteriormente conhecida como a Septuaginta, sendo seus tradutores seis de sábios judeus representando as tribos de israel., sendo concluída em 250 a.C.

Depois de aproximadamente um século sob o domínio dos Ptolomeus, Antíoco III, o Grande da Síria, conquistou a Palestina. Os governantes sírios eram chamados selêucidas porque seu reino, construído sobre os escombros do império de Alexandre, fora fundado por Seleuco I, chamado Nicator. Durante os primeiros anos de domínio sírio, os selêucidas permitiram que o sumo sacerdote continuasse a governar os judeus de acordo com suas leis. Todavia, surgiram conflitos entre o partido helenista e os judeus ortodoxos.

Antíoco IV, Epifânio aliou-se ao partido helenista e indicou para o sacerdócio, Jason. Em 170 a.C, Antíoco marchou contra Jerusalém, saqueou o templo, matou muitos judeus, suspenderam às liberdades civis e religiosas, os sacrifícios diários foram proibidos e um altar a Júpiter foi erigido sobre o altar do holocausto. Cópias das Escrituras foram queimadas e os judeus foram forçados a comer carne de porco, o que era proibido pela Lei

Diante dessa opressão, os judeus encontraram um líder para sua causa, o sacerdote, Matatias filho de Simão descendente direto da casa de Arão, que após recusar-se a oferecer um sacrifício pagão, e matar seus opressores, fugiu para a região montanhosa da Judéia e, com a ajuda de seus cinco filhos empreendeu uma luta de guerrilhas contra os sírios. Após sua morte, seu filho Judas cognominado “o Macabeu”, assumiu a liderança da resistência.

Revolta dos Macabeus

Conforme o historiador Flávio Josefo, o nome da família era Hasmon, derivada de do nome “Hasmoniano” ou asmoniano, porque Hasmon ou Chasmon foi bisavô de Matatias. Por volta de 164 a.C Judas havia reconquistado Jerusalém, purificado o templo e reinstituído os sacrifícios diários. Judas obteve muitas vitórias, entretanto, as lutas entre os Macabeus e os reis selêucidas continuaram por quase vinte anos.

Roma entrou em cena e Pompeu marchou sobre a Judéia com as suas legiões, buscando um acerto entre as partes e o melhor interesse de Roma. Aristóbulo II na época governante da Judéia tentou defender Jerusalém do ataque de Pompeu, mas os romanos tomaram a cidade e penetraram até o Santo dos Santos, porém os tesouros do Templo não foram saqueados.

Depois do assassinato de Júlio Cesar e da morte de Antípater, pai de Herodes, que por vinte anos fora o verdadeiro governante da Judéia, Antígono, o segundo filho de Aristóbulo, tentou apossar-se do trono. Por algum tempo chegou a reinar em Jerusalém, mas Herodes, filho de Antípater, regressou de Roma e tornou-se rei dos judeus com apoio de Roma.

Herodes foi um dos mais cruéis governantes de todos os tempos, mandou matar sua própria esposa Mariana e seus dois filhos. Nas Escrituras, Herodes é conhecido como o rei que ordenou a morte dos meninos em Belém por temer o Rival que nascera para ser Rei dos Judeus. Entre as obras monumentais, destaca-se o Templo de Jerusalém.


Templo de Jerusalém

Durante o período de ocupação grego-romana, alguns judeus se apegaram mais tenazmente à fé de seus pais, e outros se dispuseram a adaptar seu pensamento às novas idéias que emanam da Grécia. Por fim, o choque entre o helenismo e o judaísmo deu origem a diversas seitas.

Os fariseus, eram os descendentes espirituais dos judeus piedosos que haviam lutado contra os helenistas no tempo dos Macabeus; o partido dos saduceus, era denominado assim por causa de Zadoque, o sumo sacerdote escolhido por Salomão (1Rs 2.35), ele negava autoridade à tradição e olhava com suspeita para qualquer revelação posterior à Lei de Moisés;

O essenismo foi uma reação ascética ao externalismo dos fariseus e ao mudanismo dos saduceus, os essênios se retiravam da sociedade e viviam em ascetismo e celibato, eram atenciosos com a leitura e estudo das Escrituras, à oração e às lavagens cerimoniais. Os escribas não eram extritamente uma seita, mas membros de uma profissão. Eram copistas da Lei, foram considerados autoridades quanto às Escrituras, por isso exerciam a função de ensino. Os herodianos eram um mais partido político que uma seita religiosa. Seu nome foi tirado. de Herodes, que procurou romanizar a Palestina em sua época.

Concluindo a opressão política romana, simbolizada por Herodes, as reações religiosas expressas nas reações sectárias dentro do judaísmo pré-cristão, e as transformações políticas, sociais e culturais, forneceram o referencial histórico no qual Jesus veio ao mundo. Frustrações e conflitos prepararam Israel para o advento do Messias de Deus, que veio na “plenitude do tempo”. (Gl 4.4)

[1] Sarai Basílio é graduada em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em Políticas Sociais pela Universidade do Estado de Rio de Janeiro, bacharel em Teologia Faculdade Evangélica de Teologia Seminário Unido e Mestrado em Teologia -História do Cristianismo pelo Instituto Bíblico do Rio de Janeiro.

Referências:

TOGNINI, Enéas. Período Interbíblico. 400 anos de silêncio profético. SP Hagnos.2009.

Http://bibliotecabiblica.blogspot.com/2010/fim-profecia-período-intertestamentário.

 

Agenda Cultural

 

 

CEMA-USP

Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da Universidade de São Paulo

Seminário Permanente de História e Arqueologia da Mesoamérica e Andes (8o. ano/2011)

 O Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da Universidade de São Paulo (CEMA/USP) vem atuando desde 2000 no sentido de consolidar a pesquisa e o ensino sistemático de História e Arqueologia da Mesoamérica e Andes nas universidades brasileiras. Nossas atividades visam o estimulo e aprimoramento das pesquisas acadêmicas nessas áreas de estudo. Entre as atividades regulares coordenadas pelo CEMA/USP destacam-se o Colóquio Historia e Arqueologia da América Indígena, que teve sua sexta edição em 2010, e o Seminário Permanente de História e Arqueologia da Mesoamérica e Andes, iniciado em 2004 e realizado anualmente desde então.

No Seminário Permanente debatemos e refletimos, prioritariamente, sobre as questões teórico-metodológicas relacionadas ao estudo e interpretação das fontes alfabéticas e dos vestígios arqueológicos originários da Mesoamérica e dos Andes, sobretudo de tempos pré-hispânicos e coloniais. Para isso, nos reunimos mensalmente e examinamos textos teóricos e estudos de caso que abordem tal problemática, bem como as próprias fontes. Dessa maneira, o Seminário Permanente funciona como um fórum de discussão e um laboratório de análise de fontes andinas e mesoamericanas, bem como da literatura especializada no estudo da América Indígena.

As reuniões do Seminário Permanente em 2011 serão realizadas nas últimas segundas-feiras de cada mês, das 17h30 às 19h30, no Laboratório do CEMA/USP, localizado no prédio da Geografia e História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (Av. Prof. Lineu Prestes, 338 – Cidade Universitária – São Paulo – SP), ao lado da Seção de Alunos. Os interessados em participar devem ler os textos com antecedência e comparecer ao local nos dias e horários previstos. Todos os textos e fontes que serão analisados encontram-se no Xerox da D. Márcia e do André (no mesmo prédio), na pasta do Seminário do CEMA/USP. Algumas fontes também podem ser consultadas na Internet, nos endereços mencionados abaixo. As datas das reuniões e as leituras propostas para esse ano são:

 28 de março:

Lévi-Strauss, Claude. Lugar da antropologia nas ciências sociais e problemas levantados por seu ensino. In: Lévi-Strauss, C. Antropologia Estrutural. São Paulo, Cosac & Naify, 2008 (1958). pp. 367-405.

 25 de abril:

CLASTRES, Pierre. Mito e Ritos dos Índios da América do Sul. In: Clastres, P. Arqueologia da Violência. São Paulo, Cosac & Naify, 2008. pp. 95-141.

 30 de maio:

BOURGET, Steve. El sacrificio humano: un caso andino. Sacrificio humano, poder e ideología en la Cultura Moche. LÓPEZ LUJÁN, L. & OLIVIER, G. (orgs.) El Sacrificio humano en la tradición religosa de Mesomérica. México: INAH/UNAM 2010. pp 577-597

 27 de junho:

DAHOUVE, Danièle. La polisemia del sacrifício In: LÓPEZ LUJÁN, L. & OLIVIER, G. El Sacrificio humano en la tradición religosa de Mesomérica. México: INAH/UNAM 2010. pp.499-518.

 29 de agosto:

SOTELO SANTOS, Laura Elena & VALVERDE, María del Carmen. Historiografía maya de tradición indígena (siglos XVI-XIX). In: Historiografía novohispana de tradición indígena. Coordenação José Rubén Romero Galván, vol. I, México DF: IIH – UNAM, 2003. pp. 133-167.

 26 de setembro:

BALDERAS, Ximena Chávez. Del cuerpo mortal a las geografías funerárias. In: Rituales Funerarios en el Templo Mayor de Tenochtitlan. México: INAH 2007. cap. 1 – pp. 25-66.

 31 de outubro:

INOUE OKUBO, Yukitaka. Crónicas indígenas: uma reconsideración sobre la historiografía novohispana temprana. In: LEVIN ROJO, Danna & NAVARRETE LINARES, Federico (Org.). Indios, mestizos y españoles. Interculturalidad e historiografía en la Nueva España. México: Universidad Autónoma Metropolitana & IIH – UNAM, 200. p. 55-96.

 28 de novembro:

OUDIJK, Michel. Una nueva historia zapoteca. La importancia de regresar a las fuentes primarias. In: DOESBURG, Sebastián von (Coord.). Pictografía y escritura alfabética en Oaxaca. Oaxaca: Fondo Editorial del Instituto del Instituto Estatal de Educación Pública de Oaxaca, 2008. pp. 89-116.

 Dúvidas e outras informações: cema@usp.br / www.usp.br/cema

 Comitê Organizador CEMA/USP

Cristiana Bertazoni Martins (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP)

Eduardo Natalino dos Santos (Depto. de História da FFLCH da USP)

Marcia Arcuri (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP)

 

 

 

Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

Os templos no Egito antigo

Por pesquisador Márcio Sant’Anna

Ao tratarmos dos templos no Egito faraônico podemos considerar dois tipos: o funerário e o dedicado aos deuses. Neste breve artigo iremos detalhar a estrutura do segundo, visto que o primeiro tinha formas variadas e geralmente estava ligado à pirâmide ou ao túmulo para servir de local de culto ao morto.
Já o templo dedicado aos deuses teve uma forma definida do II milênio a.C. até a época ptolomaica e romana. Sua estrutura era padronizada independente do tamanho do templo: grande ou pequeno possuía os mesmos elementos e poucas variações.
As estruturas do complexo do templo situavam-se no interior de uma muralha de dimensão imponente e compreendiam o próprio local de culto juntamente com as outras construções existentes no local, como lojas, casas dos sacerdotes, guardas e pessoal administrativo.
O templo propriamente dito possuía inicialmente um pórtico formado por dois pilonos que abrigavam em seu topo os estandartes da divindade, normalmente era decorado com estátuas e obeliscos, além de pinturas coloridas. Posteriormente havia um grande pátio onde se reuniam os fiéis nas festas dedicadas ao deus. Era nestes eventos que a população em geral podia ver e aplaudir a imagem da divindade.

 

Reconstituição do templo de Medinet Habu, construído pelo faraó Ramsés III (c. 1182-1151 a.C.)

Adentrando a estrutura principal do templo, havia uma sala de colunas onde era celebrada a purificação dos sacerdotes para o culto. Em seguida localizava-se um vestíbulo no qual era guardada a barca do deus, que transportava sua imagem durante as procissões. É interessante notar que conforme se avança em direção ao interior do templo o teto vai baixando progressivamente e o chão vai se elevando ligeiramente até chegar à capela onde estava o tabernáculo que abrigava a imagem da divindade a quem o templo era dedicado. O efeito desta forma da estrutura fazia com que a pessoa saísse da luz do sol do pátio para a penumbra e depois para a escuridão conforme avançava em direção ao interior do templo.

Percebe-se aí que uma estrutura construída desta forma destinava-se a um culto reservado exclusivamente aos sacerdotes, não contando com a participação dos fiéis. O templo era a casa do deus e não tinha como finalidade acolher mais ninguém senão aqueles que deveriam prover o culto da divindade.

Visto do exterior, com suas grandes muralhas e colunas, o templo se assemelhava muito a uma fortificação, e possuía como tal a finalidade de proteger a estátua do deus de forças hostis e também de olhares daqueles que não estavam a seu serviço. Não eram os fiéis que iam até o deus e sim este que se apresentava a eles em determinadas ocasiões, nas festas e procissões.

O acesso ao templo estava, desta forma, reservado ao pessoal especializado, os sacerdotes e encarregados de serviços auxiliares. Todos os outros estavam deliberadamente excluídos deste recinto. Até mesmo o sacerdote para adentrar a capela do deus deveria precedê-la com vários rituais de purificação de sua pessoa.

A exceção a esta regra para constituição dos templos egípcios se deu no denominado período de Amarna (c. 1353-1336 a.C.), quando o faraó Amenhotep IV/Akhenaton construiu templos totalmente abertos dedicados a Aton, o disco solar, única divindade cuja adoração era permitida pelo soberano. Não haveria sentido em adorar o sol em um templo totalmente fechado, pois o astro atravessava o céu diariamente e ficava ao alcance dos olhares de todos, oficiantes do culto e do povo em geral.

 

Reconstituição de um templo dedicado a Aton, construído pelo faraó Amenhotep IV/Akhenaton em Karnak.

Desta forma, os templos deste período apresentavam uma estrutura muito mais simples do que os tradicionais, sendo compostos de um grande pátio a céu aberto onde se localizavam os altares para as oferendas. Também poderia haver, neste tipo de construção, símbolos ligados ao culto solar, como obeliscos e estátuas do faraó.

Referências bibliográficas:

§  PERNIGOTTI, Sergio. O sacerdote. In: DONADONI, Sergio (Org.). O homem egípcio. Lisboa: Presença, 1994.

§  MELLA, Federico A. Arborio. O Egito dos faraós: história, civilização, cultura. São Paulo: Hemus, 1998.

 

Tags: , , , , ,

Os primitivos da Mesopotâmia

Por pesquisadora Eliane Cristina

A civilização suméria foi a mais antiga da história da humanidade que se tem conhecimento; eles se fixaram na região sul da Mesopotâmia há aproximados cinco mil anos. Ainda não existe consenso sobre o local onde esta civilização possa ter iniciado, mas muitos pesquisadores acreditam ter sido na caldeia, próximo ao rio Tigre e Eufrates e depois se ampliaram pelo território mesopotâmico.

Os sumérios são considerados os inventores da astronomia

Séculos depois, desenvolveram-se em cidades-estados independentes, das quais as mais importantes eram Ur, Eridu e Lagash. Estas cidades eram organizadas e desenvolvidas, possuíam edifícios públicos, comércio (mercado) e até um sistema que levava água até o povoado, isto mostra como a civilização era desenvolvida.

 

Os Sumérios foram os primeiros a desenvolver a escrita como forma de comunicação, a escrita era complexa e de difícil compreensão, em 3.200 a.C. eles passaram a registrar sua história em argila e tábuas de barro; isto trouxe evolução e desenvolvimento na sua estrutura política e social. Esta escrita também era utilizada para assinalar o acádio uma língua semelhante ao hebraico e ao árabe.

 O conhecimento adquirido sobre esta civilização foi através das tábuas que foram preservadas, transmitindo todos os registros desta época, dentre eles a Epopéia de Gilgamesh², que descreve todas as informações sobre um monarca sumério que governou a Babilônia no período VIII a.C.

 É importante destacar as técnicas desenvolvidas na agricultura, a suméria praticava uma diversidade de plantações de cereais, entre eles a cevada, um alimento muito utilizado nesta localidade, estes cultivos eram possíveis através de idéias, ferramentas e técnicas que se distinguiam neste período, utilizavam gados no trabalho de carga e asnos no que se referia a transporte. Criavam cabras e porcos, pescavam e praticavam caça de aves selvagens.

Sumérios na produção de cevada

 

A Suméria possuía uma arquitetura desenvolvida as edificações das casas eram erguidas inicialmente com caniços, depois passavam a ser construídas com tijolos, os sumérios também ficaram conhecidos pela beleza de seus templos, os zigurates³, construções que atestam a arte e a engenharia desta civilização.

A medicina era bem avançada, introduziram alguns medicamentos como laxantes, e iniciaram o ato de pequenas cirurgias, inovando os estudos medicinais da época. Então como podemos observar, os sumérios viviam em constante desenvolvimento, tinha uma cultura autêntica, deixando referências econômicas, sociais e culturais que refletiram em diversas civilizações posteriores.

 [1] Eram caracteres cunhados na pedra.

[2] Épopéia de Gilgamesh é um antigo poema épico da Mesopotâmia.

[3] templos erguidos em forma de torres.

Referências Bibliográficas:

Silva, Pedro. As maiores civilização da história. São Paulo: Universo dos livros, 2008.

Mesquita, Antônio Neves de. Povos e nações do mundo antigo. 5ºEd. Rio de Janeiro, 1998.

 

Tags: , , ,

Fique por dentro!

2º SEMINÁRIO INTERNACIONAL O MUNDO DOS TRABALHADORES E SEUS ARQUIVOS

MEMÓRIA E RESISTÊNCIA

Arquivo Nacional

Praça da República, 173 – Rio de Janeiro – RJ

30, 31 de Março e 1º de Abril de 2011

 PROGRAMAÇÃO

 PRIMEIRO DIA – 30 de março de 2011

Abertura 8h

Conferências: Arquivos, Memória e Resistência

Coordenação: Elina Pessanha – Arquivo de Memória Operária do Rio de Janeiro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Rio de Janeiro – Brasil

 Antonio Gonzalez Quintana – Arquivo da Comunidade de Madri e Grupo de Trabalho sobre Arquivos e Direitos Humanos do Conselho Internacional de Arquivos – Madri – Espanha

 Daniel Aarão Reis Filho – Universidade Federal Fluminense (UFF) – Rio de Janeiro – Brasil

Almoço Das 12h30 ás 14h

Das 14h às 17h

Primeira mesa: O Estado e os arquivos dos trabalhadores

Coordenação: Luiz Anastácio Momesso – Núcleo de Documentação sobre os Movimentos Sociais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – Recife – Brasil

Guillermo Palacios – Centro de Estudos Históricos – Colégio do México – Cidade do México -México

Benito Schmidt – Memorial da Justiça do Trabalho no Rio Grande do Sul e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ­- Porto Alegre – Brasil

Das 17h30 às 20h30

Minicurso: Introdução a organização de centros de documentação e memória.

Célia Reis Camargo – Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (CEDEM UNESP)

Das 17h30 às 20h

Mostra de filmes sobre os trabalhadores e da resistência aos regimes militares

SEGUNDO DIA – 31 de março de 2011 Das 9h às 12h30

Sessão de Comunicações I – Arquivo e memória dos trabalhadores da cidade e do campo

Coordenação: Antonio José Marques – Centro de Documentação e Memória Sindical da CUT – São Paulo – Brasil

De 05 a 08 comunicações selecionadas.

Sessão de Comunicações II – Resistência dos trabalhadores na cidade e no campo

Coordenação: Centro de Referências das Lutas Políticas no Brasil (1964 – 1985) Memórias Reveladas – Rio de Janeiro – Brasil

De 05 a 08 comunicações selecionadas.

Almoço Das 12h30 às 14h

Das 14h às 17h  Segunda mesa: Arquivos sindicais: as experiências internacionais

Coordenação: Ricardo Medeiros Pimenta – Instituto de Humanidades da Universidade Candido Mendes – Rio de Janeiro – Brasil

Annie Kuhnmunch – Confederais da Confederação Francesa Democrática do Trabalho (CFDT) –Unidade de Documentação Arquivística – Paris – França/ Graciela Córsico – Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA) – Centro de Documentação e Biblioteca – Buenos Aires – Argentina/ Aurélie Mazet – Instituto de História Social da Confederação Geral do Trabalho (CGT) – Paris – França / Christine Coates – TUC Collection – Central Sindical Inglesa e Universidade Metropolitana de Londres – Londres – Inglaterra

 Das 17h30 às 20h30 Minicurso: Identificação de tipologias documentais em acervos dos trabalhadores – André Porto Ancona Lopez – Departamento da Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília (UnB) – Brasília – Distrito Federal – Brasil

Das 17h30 às 20h Mostra de filmes sobre os trabalhadores e da resistência aos regimes militares

TERCEIRO DIA – 1º de abril de 2011

Das 9h às 12h30 Terceira mesa: Memória e resistência dos trabalhadores na cidade e no campo – Coordenação: Leonilde Servolo de Medeiros – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – Brasil/ Maria Aparecida de Aquino – Universidade Presbiteriana Mackenzie – São Paulo – Brasil/ Maria do Socorro Rangel – Universidade Federal do Piauí – Teresina – Brasil/ Ludmila da Silva Catela – Arquivo Provincial da Memória de Córdoba e Universidade Nacional de Córdoba – Córdoba – Argentina./ Moacir Palmeira – Museu Nacional – Universidade Federal do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – Brasil

Almoço Das 12h30 às 14h

Das 14 às 17h Plenária Final – Relatório dos coordenadores de mesa e recomendações

Coordenação: Jaime Antunes da Silva – Arquivo Nacional – Rio de Janeiro – Brasil

Das 17h às 20h Coquetel de encerramento

Taxa de Inscrição: 25/01 a 28/02/ 2011: R$ 50,00
01/03 a 25/03 2011: R$ 70,00  

Maiores informações: http://www.cut.org.br/cut-em-acao/36/2-seminario-internacional-o-mundo-dos-trabalhadores-e-seus-arquivos

 

Tags: , , ,

Você sabia…

 

Que o universo das gueixas é conhecido, no Japão, como karyukai ou “mundo de flores e salgueiros”. Esta denominação também é dada aos bairros tradicionais onde a rotina gira em torno destas mulheres. Lá, as gueixas crescem, estudam e trabalham – em alguns casos da infância até o término de suas vidas. Tais bairros são dedicados ao desfrute dos prazeres estéticos.

 De acordo com Mineko Iwasaki[1], o nome karyukai faz uma alusão à própria gueixa, que deve ser ao mesmo tempo bonita particularmente, como uma flor, e graciosa, flexível e forte como o salgueiro. E o que acontece dentro deste universo é regulamentado por um código de condutas implícito tão antigo e tradicional que dificulta o acesso do mundo externo aos seus segredos.

Conhecidas por esta discrição, as gueixas são companhias femininas agradáveis aos homens que podem pagar, entretendo-os com conversas, poemas, danças, músicas e em alguns casos sexo.

Gueixa no tradicional bairro de Gion. Kyoto, Japão.

 

[1] Mineko Iwasaki é a gueixa mais famosa do Japão, cuja vida foi inspiração para o romance Memórias de uma Gueixa de Arthur Golden, posteriormente levado aos cinemas em uma produção de Hollywood. À época, segundo ela, o autor teria prometido preservar sua identidade, o que não teria ocorrido. Por isso ela moveu um processo contra Golden pedindo uma indenização milionária e lançou sua biografia com a ajuda da jornalista americana Rande Brown.

Referência Bibliográfica: 

            IWASAKI, Mineko; BROWN, Rande. Minha vida como gueixa. São Paulo: Editora JBC, 2002.

 

Tags: ,

 
%d blogueiros gostam disto: