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Arquivo do autor:Sarai Basílio

Mulheres na política

                      Por Sarai Basílio

            No último domingo saiu no jornal O Dia um editorial interessante, destacando que no dia 24 de fevereiro, o país completou 80 anos de voto feminino, contudo cabe uma reflexão sobre essa afirmativa. Conforme o redator do editorial, o jornalista João Ricardo Gonçalves[1], ainda tem muito que avançar no que diz respeito à representatividade das mulheres na política.

            Citando José Eustáquio Diniz Alves, doutor em Demografia, estudioso no assunto, até 1998 as mulheres eram minoria do eleitorado. A partir do ano 2000, já superavam os homens em 5 milhões de pessoas habilitadas para votar. Quanto a representatividade feminina, o panorama é o seguinte: nos municípios, as mulheres são atualmente menos de 10% das prefeitas. Nas Câmaras, elas são cerca de 12% dos vereadores.

            Este ano haverá eleições municipais. Com o incentivo de uma mulher no cargo mais alto do executivo, a presidente Dilma Roussef, cabe aos partidos e a própria sociedade, a mudança desse quadro. A Lei de Cotas determina que os partidos políticos inscrevam pelo menos 20% dos candidatos de cada sexo.

[1] João Ricardo Gonçalves. Editorial Conta Social. Jornal O Dia 4/03/2012.

 

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Tempo de Música

            Pesquisadora Sarai Basílio

A música é tão antiga quanto à raça humana, e desde o princípio foi empregada a serviço da religião. Entre as mais antigas amostras existentes de literatura, particularmente aquelas de linguagem primitiva sumeriana[1], existem hinos de louvor aos deuses, há muito tempo entre os povos antigos situados além do Eufrates, que deram origem à nação hebraica. A música instrumental era combinada com o canto e as danças.

            O povo hebreu dispensava à música uma ênfase superior aquela que era dada as outras artes. Além da poesia, a maior parte era expressa através de cânticos sacros ou salmos. A música é a única arte que eles desenvolveram em alto grau. Ao longo de sua história eles dispensaram importância da música, especialmente em sua adoração. Quando os israelitas estabeleceram a sua nação em Canaã os seus costumes e tradições de adoração se tornaram mais penetrantes.

O rei Davi, institucionalizou os programas musicais no templo ”juntamente com os capitães do exército, separou para o ministério os filhos de Asafe, de Hemã, e de Jedutum, para profetizarem com harpas, e com adufes, e com saltérios; e este foi o número dos homens aptos para a obra do seu ministério”. [2]

Concluindo, o período que vai de Samuel, o último juiz de Israel ao rei Salomão foi chamado de Delitzch “a época áurea da música hebraica”. Durante aquele período, o rei Davi pai de Salomão, contribuiu para elevar a música à sua enaltecida posição na vida nacional.

[1] Sumeriana. É a nação mais antiga conhecida na Mesopotâmia, situada na região sul da Babilônia, na metade sul do moderno Iraque. A Suméria é mencionada na Bíblia apenas indiretamente, Sinar, que em Gênesis 10.10 inclui aparentemente as áreas da Suméria e de Acade. No entanto, uma grande civilização da Antiguidade está envolvida nessa breve referência.

[2] 1 Samuel 16.18,23

Referências:

Bíblia de Estudo Dake. Anotações, esboçoes, referências. RJ/MG. CPAD/Atos. 2009.

Dicionário Bíblico Wycliffe. Tradução Degamr Ribas Juinor. 2ª edição. RJ/MG.CPAD/Atos. 2007. p.1317-1319.

 

 

 

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O PODER POLÍTICO DO SUMO SACERDOTE

Por Sarai Basílio

 

 Em Israel, como em outras nações que têm uma histórica religião sacerdotal, existia um sistema hierarquico de graduação de poderes e responsabilidades com um líder, ou sumo sacerdote, à frente da organização. Segundo estudiosos, mais de mil anos antes de Moisés, cada um dos maiores templos e centros religiosos do Egito tinha o seu próprio sumo sacerdote.

 Conforme o Pentateuco, Moisés recebeu instrução de Deus para ordenar seu irmão Arão e seus filhos como sacerdotes. No livro de Levítico Arão é mencionado como o sacerdote ungido (Lv 4.3,5,16) bem como o sumo sacerdote. A posição de responsabilidade e as vestes dessa função, distinguiam Arão como o sacerdote maior ou superior. O salmista falou que o “Óleo da unção sobre a cabeça de Arão, ao escorrer até a barra de suas vestes, tornou-se um símbolo de união. (Sl 133.2).

Sumo Sacerdote Hebreu

 

O sumo sacerdote tinha responsabilidades específicas, pois só ele podia entrar no Santo dos Santos ou no Lugar Santíssimo, e somente durante a cerimônia do Dia da Expiação, que acontecia uma vez por ano para oferecer sacrifício por ele e pelo povo a Deus; bem como determinava a aplicação da lei em relação aos casos de homicídios não intencionais. O ofício de sacerdote era vitalício e hereditário.

As estimativas aproximadas sobre a instituição do sumo sacerdócio é de 1300 anos. Segundo Flávio Josefo, o historiador judeu, existiram 83 sumos sacerdotes desde Arão até Fanias, que foi ordenado sacerdote durante a guerra que culminou com a destruição de Jerusalém no ano de 70 d.C. No retorno do cativeiro babilônico, Josué (Jesua) filho de Jozadabe que havia sido levado cativo, deu sequência à sucessão dos sumos sacerdotes (Ed 3.2).

 Durante o período intertestamentário, o sumo sacerdócio cresceu em poder e diminuiu em comportamento ético, espiritual e moral. Sob os Macabeus, os reis e o sumo sacerdote associaram-se durante algum tempo. Ocupando a mais elevada posição de governo entre os judeus, o sumo sacerdote era objeto de compra e intrigas. A partir do ano37 a.C, Herodes e depois os procuradores ou governantes romanos tinham o direito de nomear e depor os sumos sacerdotes, com isso o cargo deixou de ser hereditário e vitalicio, também consagravam ao sumo sacerdote mediante a entrega dos ornamentos sacerdotais (oito peças consideradas como sagradas). Esses ornamentos sagrados eram guardados na Torre Antonia, e usados somente nos dias de festa. O Novo Testamento menciona três sumos sacerdotes Anás, seu genro Caifás e Ananias.[1].

 Concluindo, a história mostra as transformações ocorridas na função do sumo sacerdote a partir do período intertestamentário, quando passou a exercer um poder temporal, mas, esse sacerdócio terminou no ano de70 a.C com a destruição do estado hebraico e do Templo em Jerusalém.

 [1] Anás, sumo sacerdote na época do ministério de João Batista (Lc 3.2), ele foi deposto pelos romanos sendo substituído pelo seu genro Caifás, que oficiava na época do julgamento e crucificação de Jesus, e deu carta para Paulo perseguir os cristãos em Damasco (Mt 26.57, At 9.1,2). Entretanto, Anás permaneceu como uma figura influente, pois o povo continuava a chamá-lo de sumo sacerdote, pois consideravam a vitalidade do cargo.(At 4.6) E Ananias, perante o qual Paulo foi posteriormente julgado (At 23.11-10).

 Referências Bibliográficas:

PFEIFFER, Charles .F. Dicionário Bíblico Wycliff. RJ. CPAD. 2007.

 STERN, David H. Comentário Judaico do Novo Testamento. SP. Ed Atos. 2008.

pt.encypedia.com/palestina_em_tempos_de_Jesus.

 

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O perfil do rei Davi

Por Sarai Basílio

 Davi, filho de Jessé e Naás, da tribo de Judá, nasceu em Belém de Judá. Teve sete irmãos e duas irmãs: Eliabe, Abinadabe, Simeia, Natanael, Radai, Ozém, o sexto, Zeruia, e Abigail. Suas esposas foram Mical, Ainõa, Abigail e Bate-Seba. Teve várias ocupações: pastor de ovelhas, músico, poeta, soldado e rei de Israel. Descrito por Deus como um homem segundo o seu coração.

O profeta Samuel ungiu a Davi rei quando ele ainda era um jovem, porém por uma década o rei sofreu sendo treinado para o reino que durou quarenta anos em Israel (1) o rei Davi institucionalizou programas musicais no templo.

Sua habilidade como músico é demonstrada através do livro de salmos. Considerado o autor principal, a sua voz se sobressai às outras no coro sagrado. Dos 150 salmos, 75 são atribuídos a ele. Destaca-se os salmos messiânicos, bem como os salmos de arrependimento dentre eles o Salmo 51. O cântico de Davi [2] constitui um agradecimento, porque Deus o tinha livrado dos seus inimigos e das mãos do rei Saul. Por isso, neste cântico ele revela o respeito a Deus, atributos e o caráter que ele encontra em Deus: perfeição, poder, santidade, bondade e fidelidade.

Davi foi perseguido pelo rei Saul que intentou por 21 vezes para matá-lo, porém conseguiu escapar, e nunca levantou seu braço contra o rei reconhecendo a sua unção da parte de Deus. Segundo as escrituras sagradas: “Então, tomou Saul três mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi a busca de Davi e dos seus homens (400 valentes)[3], até aos cumes das penhas das cabras monteses”.1Sm 24.2

O rei Davi foi um homem de batalha e teve muitos inimigos, contudo, na guerra contra os filisteus foram travadas quatro batalhas, os guerreiros filisteus eram valentes e gigantes, dispensando maior energia dos guerreiros israelitas. Davi nesse período estava com cerca de 60 anos, sentindo-se cansado, por pouco não foi atingido em batalha, sendo socorrido por Abisai, guerreiro israelita”.[4]

Conforme Mears (2000, p.115), o rei Davi teve suas faltas, fez muita coisa errada, mas impediu que a nação caísse na idolatria. Pecou, mas se arrependeu e deu a Deus a chance de perdoar-lhe. Recebeu a nação em caos e estabeleceu uma dinastia que iria perdurar até os dias do cativeiro, um período de 400 anos. Para os herdeiros da fé abraamica, jamais houve guerreiro ou estadista como Davi, que tornou Israel a potência dominante da Ásia Ocidental naquela época.

Concluindo, no fim de sua vida Davi refletiu sobre o passado, as vicissitudes e provas de sua vida e reconheceu com gratidão, a graça e a fidelidade de Deus. Morreu numa boa velhice, cheio de dias, riquezas e glória, de todas as nações ao longo dos séculos passados e ainda hoje é um dos homens mais conhecidos e honrados de Israel.

[1] 1Samuel 16; 2 Samuel 2.1-5.25

[2] 2 Sm 22.2,32;Sl 18.2. Existe semelhança entre 2 Sm 22 e o Salmo 18.

[3] Os valentes de Davi. Os 400 homens e posteriormente 600 homens que se ajuntaram a Davi, eram compostos de alguns dos mais poderosos de todo o Israel. Estes homens anteriormente estavam em aperto, desgostoso e endividado e Davi passou a ser chefes deles. 1 Samuel 22.2.

[4] 2 Samuel 21.16,17

 Referências:

MEARS, Henrietta. Estudo panorâmico da Bíblia. SP. Ed Vida, 2006

PEARLMAN, Myer. Através da Bíblia livro por livro. SP. Ed Vida, 2006.

Bíblia de Estudo Dake: anotaçõs, esboços e referência

 

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O rei e o templo

Por Sarai Basílio

Herodes, o Grande

Herodes, o Grande descendente dos idumeus [1] começou sua vida política aos 15 anos, como governador da Galiléia numa manobra política de seu pai Antípater procurador geral da Judéia. Posteriormente, Herodes foi nomeado pelo Império Romano rei da Judeia (37 a 4 a.C). Rei ímpio cometeu muitas crueldades, como também desafiou e burlou as leis dos judeus.

Administrador perspicaz, impenhou-se em notáveis construções em Jerusalém durante o seu reinado. A mais polêmica foi a reconstrução do Templo, posteriormente conhecido como o Templo de Herodes, entretanto, na mente dos judeus a obra se referia a reconstrução do Segundo Templo [2], que fora danificado devido a guerras e invasões da cidade de Jerusalém.

Em 19 a.C Herodes iniciou a reconstrução do Templo com forte oposição dos judeus, buscando resolver a situação “ele fez com que 1000 sacerdotes fossem treinados como talhadores de pedra, carpinteiros e decoradores, certificando-se de que nenhuma mão profana tocaria o local sagrado (Dicionário Wycliff, 2007, p.1898). Em 18 meses, o trabalho do santuário foi terminado, porém, o edifício ainda estava inacabado na época de Jesus, sendo concluído em 64d.C.

Cabe destacar a suntuosidade do Templo, maior do que o erguido por Zorobabel, em estilo greco-romano todo de mármore branco. O santuário era coberto com placas de ouro, ricamente decorado. O pátio dos gentios teve atenção especial do rei, ele foi pavimentado em mármore de muitas cores elefantes.

Esse Templo suntuoso tinha várias edificações monumentais e sólidas, mas em 70d.C os romanos liderados pelo general Tito, destruíram essas edificações, a área do santuário foi queimada, as paredes foram demolidas restando apenas o muro das Lamentações. Em 691 d.C os muçulmanos construíram nessa área a Cúpula da Rocha, que atualmente ocupa o local do Templo e santuário judeu. Contudo, dias virão em que “a glória da última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz…” (Ageu 2. 9)

 [1] Os idumeus ou edomitas, eram descendentes de Edom (Esaú). Habitavam na região sudeste da Palestina ou extremo sul do Vale do Sal. Eles foram obrigados a circuncidar-se para terem livre acesso em Jerusalém, bem como desfrutarem de privilégios especiais entre o povo de Israel.

[2] O Segundo Templo foi concluído por Zorobabel e Josua, o sacerdote, no mês de Adar(março) de 516 a.C

Referências Bibliográficas:

TOGNINI, Enéas. Período Interbíblico. SP. Ed Hagnos. 2009

Dicionário Bíblico Wycliff. RJ. Ed CPAD. 2007.

 

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