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Arquivo do autor:Rodrigo Rocha

Sapatos antigos encontrados escondidos em Templo egípcio

Sapatos encontrados em templo egípcio

Sapatos encontrados em templo egípcio

Há mais de 2.000 anos, no templo de Luxor localizado no sul do Egito, um grupo de pessoas esconderam alguns dos bens mais valiosos que tinham – sapatos.

Sete sapatos foram encontrados, dentre eles dois pares utilizados por crianças, medindo 18 centímetros de comprimento. Os sapatos infantis foram amarrados a um sapato maior (destinado a um adulto) e foi colocado dentro de um pote. O outro par de adulto media 24 centímetros e foi colocado no mesmo local.

Os sapatos foram descobertos pela equipe de expedição arqueológica italiana em 2004. Com acesso as fotos da descoberta, o arqueólogo André deu Veldmeijer, especialista em calçados egípcios, publicou a análise do material.

O achado é extraordinário como os sapatos estavam em bom estado e ainda flexíveis após a descoberta“, escreve Veldmeijer na edição mais recente da Revista Memnonia.

A análise sugere que a fabricação dos sapatos é estrangeira, além de serem caros. O comum era os egípcios utilizarem sandálias. “Esses sapatos de estilo diferente e maior qualidade chamavam atenção e conferiam status”, disse Veldmeijer, diretor assistente de Egiptologia do Instituto Holandês-Flamengo, no Cairo em entrevista ao LiveScience.

Os sapatos eram feitos de couro, provavelmente bovino.  E apresentavam uma tira de couro chamada “rand”, que foi pensada para ser usada pela primeira vez na Europa medieval.  O “rand” é uma tira dobrada entre a sola do sapato e a parte superior, reforçando a costura, desse modo os sapatos eram mais resistentes à água.

Além, dessas características, os sapatos foram pensados para melhorar a saúde.  No sapato isolado encontrado dentro do frasco, observou-se uma “área semicircular saliente”, que poderia ser utilizado em caso da pessoa ter joanete. O sapato isolado também apresentou um menor desgaste que pode sugerir que o usuário era provavelmente manco.

No clima seco do antigo Egito, esses sapatos eram uma inovação surpreendente, e reforçam a tese que foram fabricados em algum lugar no exterior.

A data dos calçados de 2.000 anos é baseada estratigrafia do pote, ou formação de camadas de sedimentos na área. No futuro, estudos sobre a datação por carbono podem confirmar a idade dos sapatos.

Para Veldmeijer, o fato de esses artefatos terem sido deixados no templo não é um mistério. “Não há nenhuma razão para armazená-los sem ter a intenção de fazê-los voltar para algum ponto“, revela o arqueólogo.

Veldmeijer espera ter a oportunidade de examinar os sapatos, agora sob os cuidados do Ministério de Estado para Antiguidades, em primeira mão.

Fonte: http://www.jornalciencia.com/sociedade/diversos/2490-sapatos-antigos-foram-encontrados-escondidos-em-um-templo-egipcio

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A História do povo judeu – Documentário

Por pesquisador Rodrigo Rocha[1]

 
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Publicado por em 16/02/2013 em ANTIGA NA MÍDIA

 

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Fique por dentro! Bento XVI: 4º Papa a renunciar na história

Por pesquisador Rodrigo Rocha[1]

 

O  anúncio foi feito pelo próprio Sumo Pontífice da Igreja Católica, no dia 11 de fevereiro de 2013, falando em latim durante um encontro de cardeais, em Roma. Em seu discurso, publicado na Radio Vaticana e no site oficial do Vaticano, Bento XVI declarou:

Caríssimos Irmãos,

Convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

BENEDICTUS PP XVI

O anúncio de Bento no final do Consistório público para a promulgação da causa de três novos santos, foi como “um trovão em céu sereno”, afirmou o decano do Colégio Cardinalício, o Cardeal Angelo Sodano, em declarações reunidas pela Rádio Vaticano.

A Igreja Católica deverá eleger um novo Papa até a festa da Páscoa, no próximo dia 31 de março. Foi o que anunciou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, nesta segunda-feira (11/02/2013) após o anúncio de renúncia do Papa. Segundo o porta-voz, será realizado um conclave (reunião de cardeais para escolher o novo Papa) em 15 a 20 dias após a renúncia. 

O porta-voz do Vaticano também disse que a decisão do Papa surpreendeu a todos do seu círculo mais próximo. Ele afirmou que, após a renúncia, Bento XVI vai à residência papal de verão, em Castel Gandolfo, próximo a Roma, e depois irá morar em um mosteiro dentro do Vaticano. Lombardi também disse que Bento XVI não vai participar do conclave, a reunião a portas fechadas que vai escolher seu sucessor.

O porta-voz declarou ainda que Bento XVI mostrou “grande coragem” no seu gesto, e descartou que uma depressão tenha sido o motivo da renúncia.

Informações: G1.com.br

Histórico de renúncias papais:

O gesto de renúncia de um Papa, apesar de bastante incomum, tem outros registros históricos. Somados à Bento XVI, apenas outros três sumo-pontífices abriram mão do papado na Antiguidade e na Idade Média. São eles:

  1. Papa Ponciano: O 18º Papa liderou a Igreja de Roma por cinco anos e três meses, de 21 de julho de 230 a 29 de setembro de 235. No século III, a Igreja ainda não era completamente aceita pelo Império Romano. Alguns imperadores a toleravam, porém outros a perseguiam ferozmente. Não foi diferente nos tempos de Ponciano. Além disso, ele enfrentou o Cismo de Roma. Hipólito, um dos mais importantes teólogos daqueles tempos, entrou em conflito com os papas de sua época, e parece ter sido o líder de um grupo cismático, como um bispo rival de Roma. Por isto, ele é considerado como o primeiro Antipapa da história. Ele se opôs aos bispos de Roma que afrouxaram as regras de penitência para acomodarem um grande número de novos convertidos da religião pagã.

Hipólito e Ponciano foram perseguidos e exilados , na ilha de Sardenha. Para não deixar vago o cargo de Papa, Ponciano renunciou em setembro de 235. É desconhecido quanto tempo ele viveu exilado, mas sabe-se que ele morreu de esgotamento, graças ao tratamento desumano nas minas da Sardenha, onde trabalhava. De acordo com a tradição, morreu na ilha de Tavolara.

OBS: o Antipapa é uma pessoa que reclama o título de Papa, em oposição a um Papa legitimamente eleito, ou durante algum período no qual o título estava vago. Antipapa não é necessariamente sinal de doutrina contrária à fé ensinada pela Igreja. No passado, antipapas eram geralmente apoiados por uma facção significativa de cardeais e reinos.

  1. Papa Celestino V: O 192º Papa esteve à frente da Igreja de Roma por apenas cinco meses, de 5 de julho de 1294 a 13 de dezembro de 1294. Somente dois anos após a morte de seu antecessor, Nicolau IV, Celestino V foi nomeado pelo conclave. Enfrentou uma forte disputa por privilégios, entre duas famílias nobres italianas, os Orsini e os Colonna. Nascido de uma família de modestos camponeses, viveu por muito tempo como eremita sobre o monte Morrone, fundando uma congregação de monges que receberam o nome de celestinos.  Divergências entre historiadores, apontam duas versões para a renúncia de Celestino V:
    1. Por pressões do cardeal Benedicto Gaetani, ele teria sido forçado a abdicar em 13 de Dezembro. No mesmo ano, em 24 de Dezembro, foi eleito o seu sucessor, o próprio Benedicto Caetani, que tomaria o nome de Bonifácio VIII (193º papa).
    2. Celestino V teria renunciado por escolha própria. Benedetto teria declarado a legalidade da resignação papal, diante da lei da Igreja. Dez dias depois os cardeais iniciaram um conclave no Castel Nuovo em Nápoles, e em 24 de dezembro de1294, por um maioria de votos, Benedetto Gaetani é eleito papa, escolhendo o nome de Bonifácio VIII.
  1. Papa Gregório XII: O 205º Papa dirigiu a Igreja Romana de 30 de novembro de 1406 até 04 de julho de 1415, ao todo 8 anos e 7 meses. O pontífice também enfrentou divergência com outro Antipapa e reis europeus, durante seu papado, o Cisma do Ocidente da Igreja. Mesmo após as tentativas do Concílio de Pisa (1409), as tensões internas pioraram, com a eleição de um novo papa, Alexandre V. Havia portanto três papas no comando a Igreja: Gregório XII (que representava a Itália, Alemanha e o norte da Europa), Bento XIII (que representava a Escócia, Espanha, Sardenha, Córsega e parte da França) e Alexandre V (com a maior parte das Ordens Religiosas decididas a fazer uma inteira reforma na Igreja). Gregório XII não ficou todo esse tempo assistindo os fatos. Como prometido, iniciou os trabalhos no seu Concilio na cidade de Cividale del Friuli (perto de Aquileia) e declarou como legítimos apenas os pontífices sediados a Roma. A partir de Urbano VI até ele próprio. Todos os demais eram declarados antipapas – de Clemente VII até Bento XIII e, é claro, Alexandre V. Deixou claro que estava ainda disposto a abdicar ao trono de São Pedro, desde que os outros dois fizessem o mesmo e todas as correntes do pensamento da Igreja se reunissem em um único colégio, e fosse eleito um novo Papa, com aprovação de ao menos dois terços dos cardeais das três correntes de pensamento. Apenas em 1413, em um novo concílio ecumênico em Constança (sul da Alemanha), chegou-se a conclusão que os três papas deveriam renunciar por livre vontade ou seriam forçados a isso. O novo papa a assumir, com o consenso de toda a Igreja, pondo fim ao Grande Cisma foi Martinho V.

Outros casos próximos foram registrados, como o do Papa Bento IX. De acordo com a Enciclopédia Católica e outras fontes, Bento IX tinha entre 18 e 20 anos quando se tornou pontífice, apesar de algumas fontes sugerirem 11 ou 12. Teve de acordo com os registros uma vida extremamente dissoluta, não tendo alegadamente qualificações suficientes para o papado que não fossem as ligações com uma família socialmente poderosa, apesar de em termos de teologia e atividades comuns na Igreja ser inteiramente ortodoxo. Bento IX foi eleito pontífice em 1032, deposto em 1044, retornou em 1045, mesmo ano em que abdicou, e tornou atrás da abdicação. Foi novamente deposto. Retornou à força em 1047, e foi mais uma vez deposto em 1048 e excomungado em 1049.

Não foram encontrados registros que comprovassem a resignação de outros papas, sobretudo mortos ou perseguidos durante a Antiguidade.

Origens do nome:

O Cardeal Joseph Ratzinger, foi ordenado Papa Bento XVI, em 19 de abril de 2005, pelo colegiado de cardeais de Roma, como sucessor do Papa João Paulo II. A escolha do nome Bento é uma provável homenagem ao último papa que adoptou o nome Bento, que foi o italiano Giacomo della Chiesa, entre 1914e 1922.

Conhecido como o “Papa da paz”, Bento XV tentou, sem sucesso, negociar a paz durante a Primeira Guerra Mundial. O seu pontificado foi marcado por uma reforma administrativa da igreja, possuindo um caráter de abertura e de diálogo. Além disso, Bento XVI sempre foi muito ligado espiritualmente ao mosteiro beneditino de Schotten, perto de Ratisbona, na Baviera.

Alguns analistas, como dom Antônio Celso de Queirós, vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), relacionaram a adoção do nome Bento com a atuação de São Bento de Núrsia (480-547), fundador da Ordem Beneditina e padroeiro da Europa, o que o próprio papa confirmou após a publicação das explicações sobre seu brasão. Após as invasões bárbaras, os mosteiros de São Bento foram responsáveis pela manutenção da cultura latina e grega e pela evangelização da Europa.

Biografia:

Joseph Ratzinger nasceu em Marktl am Inn, diocese de Passau (Alemanha), no dia 16 de Abril de 1927. O seu pai, comissário da polícia, provinha duma antiga família de agricultores da Baixa Baviera, de modestas condições econômicas. A sua mãe era filha de artesãos de Rimsting, no lago de Chiem, e antes de casar trabalhara como cozinheira em vários hotéis.

Passou a sua infância e adolescência em Traunstein, uma pequena localidade perto da fronteira com a Áustria, a trinta quilômetros de Salisburgo. O período da sua juventude não foi fácil. A fé e a educação da sua família prepararam-no para enfrentar a dura experiência daqueles tempos, em que o regime nazista mantinha um clima de grande hostilidade contra a Igreja Católica. O jovem Joseph viu os nazistas açoitarem o pároco antes da celebração da Santa Missa.

Nos últimos meses da II Guerra Mundial, foi arrolado nos serviços auxiliares anti-aéreos. Recebeu a Ordenação Sacerdotal em 29 de Junho de 1951. Um ano depois, começou a sua atividade de professor na Escola Superior de Freising. No ano de 1953, doutorou-se em teologia com a tese «Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho». Passados quatro anos, sob a direcção do conhecido professor de teologia fundamental Gottlieb Söhngen, conseguiu a habilitação para a docência com uma dissertação sobre «A teologia da história em São Boaventura».

Depois de desempenhar o cargo de professor de teologia dogmática e fundamental na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising, continuou a docência em Bonn, de 1959 a 1963; em Münster, de 1963 a 1966; e em Tubinga, de 1966 a 1969. A partir deste ano de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde ocupou também o cargo de Vice-Reitor da Universidade.

De 1962 a 1965, prestou um notável contributo ao Concílio Vaticano II como «perito»; viera como consultor teológico do Cardeal Joseph Frings, Arcebispo de Colónia. A sua intensa actividade científica levou-o a desempenhar importantes cargos ao serviço da Conferência Episcopal Alemã e na Comissão Teológica Internacional.

Em 25 de Março de 1977, o Papa Paulo VI nomeou-o Arcebispo de München e Freising. Em 1978, participou no Conclave, celebrado de 25 a 26 de Agosto, que elegeu João Paulo I. No mês de Outubro desse mesmo ano, participou também no Conclave que elegeu João Paulo II.

João Paulo II nomeou-o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional, em 25 de Novembro de 1981.Foi Presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo da Igreja Católica, a qual, após seis anos de trabalho (1986-1992), apresentou ao Santo Padre o novo Catecismo.

A 6 de Novembro de 1998, o Papa aprovou a eleição do Cardeal Ratzinger para Vice-Decano do Colégio Cardinalício, realizada pelos Cardeais da Ordem dos Bispos. E, no dia 30 de Novembro de 2002, aprovou a sua eleição para Decano; com este cargo, foi-lhe atribuída também a sede suburbicária de Óstia. Desde 13 de Novembro de 2000, era Membro honorário da Academia Pontifícia das Ciências.

Entre as suas numerosas publicações, ocupam lugar de destaque o livro «Introdução ao Cristianismo», uma compilação de lições universitárias publicadas em 1968 sobre a profissão de fé apostólica, e o livro «Dogma e Revelação» (1973), uma antologia de ensaios, homilias e meditações, dedicadas à pastoral.

Grande ressonância teve a conferência que pronunciou perante a Academia Católica Bávara sobre o tema «Por que continuo ainda na Igreja?»; com a sua habitual clareza, afirmou então: «Só na Igreja é possível ser cristão, não ao lado da Igreja».

No decurso dos anos, continuou abundante a série das suas publicações, constituindo um ponto de referência para muitas pessoas, especialmente para os que queriam entrar em profundidade no estudo da teologia. Em 1985 publicou o livro-entrevista «Informe sobre a Fé» e, em 1996, «O sal da terra». E, por ocasião do seu septuagésimo aniversário, publicou o livro «Na escola da verdade», onde aparecem ilustrados vários aspectos da sua personalidade e da sua obra por diversos autores.

Recebeu numerosos doutoramentos «honoris causa»: pelo College of St. Thomas em St. Paul (Minnesota, Estados Unidos), em 1984; pela Universidade Católica de Eichstätt, em 1987; pela Universidade Católica de Lima, em 1986; pela Universidade Católica de Lublin, em 1988; pela Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha), em 1998; pela Livre Universidade Maria Santíssima Assunta (LUMSA, Roma), em 1999; pela Faculdade de Teologia da Universidade de Wroclaw (Polónia) no ano 2000.

Fontes:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/02/papa-bento-xvi-vai-renunciar-diz-agencia-italiana.html

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/biography/documents/hf_ben-xvi_bio_20050419_short-biography_po.html

Cross, F.L.. The Oxford Dictionary of the Christian Church (em inglês). [S.I.]: Oxford University Press, 2005.

Calendarium Romanum (Libreria Editrice Vaticana 1969), p. 146

H. Schulz, Peter von Murrhone–Papst Celestin V–in Zeitschrift für Kirchengeschichte, xvii (1897), 481 sqq.; also Finke, op. cit., 39 sqq

Rendina, Claudio – I Papi Storia e Segreti , Volume 2 Newton & Compton Editori s.r.l. – Roma 2005

[1] Rodrigo Rocha é graduando em Comunicação Social na UFF.

 

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Como a História vai lembrar o 11 de Setembro?

Por pesquisador Rodrigo Rocha

 

 

Neste domingo, bilhões de seres humanos vão relembrar onde estavam quando assistiram as imagens dos aviões atingindo as Torres Gêmeas na terça-feira do dia 11 de setembro de 2011, há exatos 10 anos.

Pela primeira vez em sua história, os Estados Unidos da América sofriam um ataque em seu continente. Bem diferente da base naval de Pearl Harbor, em 1941, situada no arquipélago de ilhas do Havaí, 60 anos depois, o atentado ao World Trade Center marcou um capítulo na história norte-americana e mundial. Os americanos fizeram questão de passar o recado ao restante do mundo. Os terroristas não teriam ferido apenas a nação estadunidense, mas a paz mundial, toda a comunidade internacional.

Simbolicamente foram rasgadas as páginas da Soberania de Vestfália (1648), e renasceu o Império Norte-Americano, sedento por vingar as mortes e honrar seus ideais patriotas. Mas todo império cresce, cresce, chega ao apogeu e tropeça. Ou estoura, como uma bolha. Hoje colhemos os cacos de uma bolha de vidro erguida na última década sob os céus de nosso planeta. Uma bolha ideológica que buscou separar o ‘bem’ e o ‘mal’, uma bolha militar alimentada por incalculáveis guerras, além da grande bolha econômica e seus reflexos, em mini-bolhas sociais em cada nação do mundo.

 

Mas será que podemos comparar os atentados do 11/9, e suas consequências a outros marcos na história da humanidade?

 

 

 

Seriam semelhantes à invasão de Roma pelas tribos germânicas? Ou da queda de Constantinopla? Talvez seja mais prudente observar os acontecimentos sob o prisma da economia e da geografia.

Ao longo dos séculos em que se desenvolveu, de simples práticas mercantis às complexas operações financeiras do século XXI, o capitalismo vive em fases. Ora cresce, ora se retrai, ora entra em crise, ora surgem novos mercados. A única certeza neste sistema é que a geografia deste mundo estará dividida entre metrópole/colônia, centro/periferia. E que o centro de poder, a capital do mundo é um conceito itinerante, que viaja na medida em que ocorrem os deslocamentos de dinheiro e poder.

Roma julgava-se indestrutível, mas sucumbiu. De sua crise nasceu uma nova ordem social, de senhores e vassalos, de um Estado servo de uma Igreja. Mas apesar de ter durado longos séculos, esse poder também de quebrou.

De igual modo poderíamos comparar com o poderio econômico de algumas cidades européias a partir do século XIV. Gênova, Veneza, Antuérpia, Amsterdã, Londres, cada cidade vivenciou períodos sem igual. Prósperos homens passaram por suas ruas e vielas, construíram castelos, fundaram Companhias, descobriram o mundo e o levaram ao velho continente. E graças a essa dinâmica, ora a conjuntura econômica apontava ao crescimento de uma cidade, por sua localização, infra-estrutura, poderio comercial, ora apontava para outra.

Talvez fosse isso o que muitos esperavam de Nova York, após aquele fatídico dia. A ‘capital do mundo’ sucumbiria em medo, terror e desordem e um novo centro nasceria. Mas a ‘Grande Maçã’ ainda nos reservava grandes surpresas. Os atentados a deixaram mais global, isso porque o antes excluído mundo árabe, graças à midiatização dos atentados, do descobrimento da Al Qaeda, de Osama Bin Laden, veio á luz do mundo.

Árabes são uma civilização centenária, e sempre estiveram presentes nos principais capítulos da história. Mas de figurantes, apresentaram-se como coadjuvantes, ou mesmo, atores principais. Muitos passaram a vê-los com ódio e preconceito, outros esforçaram-se em vencer o fundamentalismo e apresentar as raízes da religião muçulmana e da cultura árabe. As guerras do Afeganistão e do Iraque não pareciam mais tão distantes de nós, ainda mais aliadas ao crescimento do Islã em todo o mundo.

Eles estão em todo lugar, e não estão sozinhos. Indianos, chineses, africanos, latino-americanos e nós, brasileiros, estamos absorvendo parte desse vazio de poder econômico da Europa e dos EUA, crescendo e realimentado um sistema maior, mais complexo e múltiplo. Mais sujeito a conflitos de opinião, mas não necessariamente mais tolerante. Certas coisas demoram a mudar… Quando mudam…

Talvez seja pretensão demais colocar todas as mudanças da última década na conta dos atentados ao World Trade Center, mas ironias à parte, não podemos imaginar o comércio mundial sem a China, o Brasil, a Índia, os países árabes, os demais BRICS’s, e a África. Se há 20 anos caíram os muros do mundo bipolar, há dez anos desmoronaram as colunas da economia unilateral, e hoje tentamos reerguer não um novo World Trade Center, mas novos centros, múltiplos, que compartilhem (e disputem) a circulação de capitais, pessoas, serviços e poder. A exemplo da economia e das cidades, fica claro que “nada é novo debaixo do sol”.

Só não podemos aplicar essa frase às pessoas. Essas mudam, todos os dias. E depois daquele dia, elas passaram a ter medo, medo de verdade, medo do invisível, do inesperado, do desconhecido. O pior de todos os medos. Antes era a guerra nuclear, a ameaça soviética, até ontem eram os terroristas árabes, hoje são todos nós. O atentado em Oslo, mostrou que não é apenas uma exclusividade dos muçulmanos fundamentalistas a crença de que ‘sacrifícios de vidas são necessários’. Hitler já dizia isso, reis e imperadores na antiguidade também. E agora, em meio a crise, os estrangeiros, imigrantes, podem sofrer cada vez mais, com perseguições infundadas, ou melhor, fundadas sobre o ódio.

O 11 de setembro foi um ato de ódio, guiado pela visão fundamentalista de um grupo, e resultou em um ódio ainda maior. Ódio alimentado diariamente pelo medo. Sentimento esse que volta a nos assombrar, com as imagens do passado, do ontem, daquela terça-feira de sol claro e céu azul, em que Nova York ficou coberta por cinzas. E medo do amanhã, do que pode acontecer, do que vai acontecer, não sabemos onde, ou como, quando, e se mesmo haveria respostas a um por quê?

Resta a nós, cidadãos globais, aprendermos a lição de Nova York, a cidade que não para, que se reinventa. O bairro onde ficavam as torres dobrou sua população nos últimos anos. São pessoas que não vivenciaram o trauma, e que podem imprimir ao espaço da cidade novos rumos. Se uma cidade pode superar os tristes acontecimentos do 11 de setembro, por que nós não podemos superar as tristes verdades construídas a partir daquele ‘marco zero’, e que mudam até hoje nosso cotidiano?

Nova York, seu memorial, sua Torre da Liberdade, estão imprimindo novos fatos à História. E nós, como vamos contar essa história para a geração que não viu o fatídico dia Onze de Setembro?

Imagens: Flickr.com

 

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Antiga na mídia!

Por Rodrigo Rocha

Escavação revela barco solar do faraó Quéops

Na última quinta-feira (23), arqueólogos descobriram peças de madeira de um barco de 4.500 anos num túmulo próximo às pirâmides de Gizé, no Egito. Nas pedras que guardavam o barco, foram encontradas gravuras com o nome do faraó egípcio Quéops, que reinou entre 2.609 e 2584 a.C., além de um hieróglifo com o nome de seu filho Kafra. Arqueólogos egípcios e japoneses trabalham em colaboração para a restauração do barco.

Após o processo de remoção das peças, que deve durar alguns meses, os restauradores ainda esperam gastar anos restaurando o navio antes de colocá-lo em exposição no Museu do Barco Solar, em Gizé, perto das pirâmides. Um navio similar encontrado nas proximidades já foi reconstruído e está em exibição no museu. Com cerca de 43 metros de comprimento, o navio restaurado é um pouco maior do que o encontrado agora.

Na mitologia egípcia antiga, os barcos solares desempenhavam um papel importante no caminho após a morte. Acreditava-se que a cada noite, o deus do sol Rá – na forma de sol da tarde, Ra-Atum – navegava pela morte em um barco e batalhava com deuses e feras até o amanhecer, quando ressurgia na forma de sol da manhã, Ra-Horakhty, navegando em seu barco através do céu.

Enterrado perto da Grande Pirâmide, os barcos provavelmente foram destinados a ajudar o faraó Quéops (Khufu, em egípcio antigo) em viagens similares no “pós-vida”.

Fonte: National Geographic (http://news.nationalgeographic.com/news/2011/06/pictures/110624-egypt-wooden-solar-boat-sun-discovered-pyramids-science-archaeology/)

 

Segredos do cotidiano da Roma Antiga descobertos no lixo

 Toneladas de dejetos foram encontradas em uma câmara da Roma antiga e revelam novas descobertas sobre o dia a dia do antigo Império

 Dez toneladas de lixo e resíduos humanos foram escavadas a partir de uma fossa por baixo da antiga cidade de Herculano, próximo a Nápoles. Os dejetos vinham de blocos de apartamentos e lojas.

 Esta é a maior quantidade de lixo e dejetos já encontrada na cidade. Pesquisadores datam os restos de 79 d.C. Naquele ano, uma catastrófica erupção vulcânica do Monte Vesúvio enterrou a cidade de Herculano, junto a sua vizinha, Pompeia.

Joias perdidas, moedas e pedras semipreciosas de uma joalheria foram encontrados, juntamente com utensílios domésticos descartados, tais como lâmpadas quebradas e cerâmica. Proveniente de um bairro antigo de comerciantes e artesãos, o material orgânico revelou os hábitos alimentares da cidade costeira.

Peixe, figo e erva-doce

Sementes, ossos, fragmentos de conchas e outros restos sugerem que os residentes de Herculano tinham uma dieta diversificada, que incluía frango, carneiro, peixe, figo, erva-doce, azeitona, ouriço do mar e moluscos. “Esta era a dieta-padrão para as pessoas comuns na cidade,” disse Wallace-Hadrill, diretor do Projeto de Conservação de Herculano. “É uma dieta muito boa, que qualquer médico recomendaria”, declarou.

 “Arganazes recheadas e outras delícias culinárias da elite romana já eram conhecidas a partir do registro histórico, mas pouco se sabe sobre o padrão alimentar romano”, observou ainda o diretor.

Revelando o estilo de vida romano

Medindo cerca de 70 metros de comprimento, por um metro de largura e cerca2 a3 metrosde altura, a grande câmara subterrânea foi pensada para ser parte do sistema de drenagem de Herculano. No entanto, nenhum canal foi encontrado. “Todos os dejetos e o lixo jogado pelas latrinas foram se acumulando como em uma fossa séptica,” disse Wallace-Hadrill.

Uma equipe da Universidade de Oxford escavou e peneirou várias vezes os resíduos. A cada etapa, eram encontrados objetos diferentes. Primeiramente foram achados objetos maiores, como cerâmica e ossos. Depois os menores, como nozes e sementes. “É nestas fases progressivas que, pouco a pouco, nós capturamos mais e mais informações”, explicou o diretor da escavação.
Futuras análises microscópicas nas fezes romanas poderão revelar evidências de doenças, como infecções bacterianas ou parasitárias. Até agora, apenas 70 dos 774 sacos de lixo retirados foram examinados.

Fonte: National Geographic (http://news.nationalgeographic.com/news/2011/06/110623-ancient-rome-human-waste-herculaneum-science-diet-excrement-italy/

 

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Estátua falsa da princesa Amarna retorna ao Museu Bolton

A estátua falsa da princesa egípcia Amarna, neta do rei Tutancâmon, retornou ao museu Bolton, no Reino Unido, após a Polícia Metropolitana de Londres concluir a investigação que levou à prisão Shaun Greenhalgh, criador da estatueta. O artista plástico foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão, após admitir a venda de obras de arte falsas e lavagem de dinheiro.

Em 2003, o museu havia pago £440.000 pela escultura, após a empresa especializada em leilões de obras de arte Christie’s e o Museu Britânico autenticarem a estatueta, que teria 3.300 anos de idade.

As peças estiveram em uma exposição chamada ‘Fakes and Forgeries’ (Falsas e forjadas) no Victoria and Albert Museum, ano passado e que agora chega ao museu Bolton. O museu, situado na região de Manchester é o primeiro fora da capital britânica a receber a exposição. Também estão expostos os trabalhos falsos criados no estilo dos artistas Banksy e Tracey Emin.

Para a assistente de assuntos comunitários de Bolton, Stephanie Crossley, “depois de muita publicidade em torno da princesa Amarna, temos o prazer de mostrar a estátua como parte de uma exposição informativa que educa o público sobre os falsários sem o glamour do crime”.

Família de fraudadores

Os pais do artista plástico, George e Olive Greenhalgh ajudavam a vender as falsificações de seu filho, arrecadando pelo menos £ 850,000 num período de 17 anos.

Fonte: BBC

 
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Publicado por em 15/06/2011 em ANTIGA NA MÍDIA

 

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Da fala para a escrita

Por pesquisador Rodrigo Rocha 

A partir do momento em que o ser humano começou a registrar sua própria história, preocupando-se em transmiti-la às gerações futuras, as relações comunicacionais entre os indivíduos superaram o cotidiano, e criaram uma relação com o antes e o depois, surgindo então os primeiros conceitos de passado e futuro. 

Lembrar decisões e ordens proferidas, ou preservar a memória e os costumes de um povo, impingiram às primeiras sociedades a necessidade de uma nova forma de transmissão de ideias e pensamentos, não mais apenas delegada ao ensinamento oral. 

Por volta de 4000 A.C., os moradores da antiga Mesopotâmia (atual Iraque) começaram a se agrupar nas primeiras cidades, realizando trocas comerciais e se organizando politicamente. Todos os ensinamentos eram transmitidos através da tradição oral, de pai para filho, contudo a necessidade de estabelecer a cultura desenvolvida por aquela civilização só foi possível através da escrita.

Os primeiros traços de escrita foram achados em Uruk no ano de 1928, quando arqueólogos desenterraram uma placa de argila, menor que a palma de uma mão humana, contendo uma escrita triangular e cuneiforme. Ela datava entre3300 A.C. e3200 A.C, período em que a civilização suméria habitava a região.

À medida em que a população cresceu, novos sinais foram criados e utilizados pelos sumérios. Os sinais usados simbolizavam a maioria das coisas comercializadas na época, como azeite, pão, ovelhas e escravos. Embora fosse bem rudimentar, elas já anunciavam a necessidade de um sistema de escrita.

Com o tempo, eles se transformaram em placas retangulares maiores, facilitando a leitura, o manuseio e a troca. Os sinais também foram evoluindo.

Desenhos complicados se tornaram mais simples, e novos nomes surgiram a partir do som de símbolos diferentes (logogrifos), como na placa abaixo, encontrada em Uruk. Nela, além de estar quantificada a produção de cevada, a placa une os símbolos fonéticos Ku e Shin, formando um novo nome, provavelmente pertencente ao dono da cevada.

Formas mais avançadas de escrita foram achadas em Nippur, próspera cidade-estado e centro da elite intelectual da Suméria. Uma biblioteca com quarenta mil tábuas contendo o registro detalhado da história dos sumérios (3000 AC–2000 AC), como a estrutura de sua sociedade, hábitos diários, o papel da religião, etc.

 Uma dessas tábuas continha um ensaio sobre uma escola onde se aprendia a escrita cuneiforme. Os estudantes sumérios recebiam uma educação rígida. Eles aprendiam a fazer a placa de argila, e a gravar os caracteres, geralmente utilizando juncos ou gravetos.

Apenas crianças de famílias ricas e poderosas tinham a oportunidade de serem escribas na Suméria. Ler e escrever se tornou uma característica social importante. Pais pagavam subornos para dar aos filhos a chance de serem escribas, e se tornarem os futuros líderes da sociedade suméria.

 Ao longo dos séculos, a civilização suméria foi sendo incorporada por outros reinos, e sobreviveu em meio a outras culturas mesopotâmicas, como a Babilônica e a Assíria. Seu idioma sobreviveu pois era ensinado nas escolas. Tornou-se um tipo de linguagem sagrada da educação e do aprendizado. As escolas continuaram a ensinar e textos continuaram a ser produzidos enquanto a Civilização Mesopotâmica sobreviveu.

Referências Bibliográficas: 

Costella, Antonio F. “Comunicação – Do Grito ao Satélite”, –  Campos do Jordão: Editora Mantiqueira, 2002. 

 Havelock, Eric A. “A Revolução da Escrita na Grécia e suas consequências culturais” – São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista;  Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. 

 Documentário “A História da Palavra” – The Written Word – Multirio  – Março de 2010 

 

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