RSS

Arquivo do autor:Prof. Maurício dos Santos

Sobre Prof. Maurício dos Santos

Graduado em História pelo Centro Universitário Augusto Motta. Pós – graduado em História do Século XX. Pós – graduando em História Antiga e Medieval pela Faculdade de São Bento.

Fique por dentro! Introdução à Arqueologia Bíblica

Por Pesquisador Maurício Santos

 

Professora: Arqueóloga Andréa Cherfan

 

Carga Horária: 18 horas (total)

Início: 19 de maio (sábado), de 14h às 17h.

 Vagas: 30

 Inscrição: R$ 70,00

 Justificativa:

 Uma das fontes principais da Arqueologia Bíblica é a própria Bíblia, livro sagrado para judeus e cristãos. Por isso, muitas discussões têm ocorrido devido à delicada relação entre Ciência e Fé.

A Arqueologia é sempre um assunto que desperta muito interesse, principalmente a Arqueologia Bíblica. Ateus e religiosos buscam apaixonadamente respostas na Arqueologia para muitas questões tratadas na Bíblia.

O estudo da Arqueologia Bíblica nos permite compreender o panorama político atual do Oriente Médio. A diáspora de Israel, a ocupação Palestina, guerra entre árabes e judeus – todas estas questões podem ser analisadas à luz da Arqueologia Bíblica.

 Objetivos:

  • Analisar os principais fatos que ocorreram na história de Israel, no período do Antigo Testamento;
  • Compreender o panorama político atual através da Arqueologia Bíblica.

Programação:

Aula

 

Recursos Didáticos

19 de maio

Definição de Arqueologia e Arqueologia Bíblica / As origens da Arqueologia no Oriente Médio / As fontes para a Arqueologia Bíblica.

Data Show

26 de maio

Introdução à Astronomia do Oriente Médio.

Data Show

2 de junho

Os Patriarcas de Israel: Cronologia e Cultura.

Data Show

16 de junho

Israel: Estada no Egito e Êxodo

Data Show

23 de junho

Israel: Conquista de Canaã

Data Show

30 de junho

O Período da Monarquia Israelita e os Documentos Arqueológicos.

Data Show

Anúncios
 

Tags: , , ,

História e TV


Por pesquisador Maurício Santos[1]

 

Trabalhar com História na televisão é um grande desfio. Em primeiro lugar História e televisão tem objetivos distintos, o que não significa que não possam convergir para um caminho em comum. A História investiga o fazer humano ao longo do tempo e a TV se propõe a entreter. Marc Ferro diz que “cinema” não se propõe a educar, no entanto, contudo analisando a atuação da televisão no Brasil percebemos que mesmo sem ser este o objetivo ela educa.

O trabalho para a televisão, nos aspectos da pesquisa, se assemelha ao trabalho de pesquisa acadêmico desenvolvido nos grandes centros de pesquisa mundiais; busca e analise de fontes, debate historiográfico, interdisciplinaridade, métodos, correntes teóricas e tudo mais. O recorte cronológico deve ser bem estabelecido, o que difere é a abrangência de temas que esta pesquisa deve comportar.

A pesquisa deve abordar uma ampla gama de campos de conhecimento: História cultura, das mentalidades, micro-história, história da indumentária, do alimento, da arquitetura, História Política e o que mais se fizer necessário para preenche as lacunas de um texto dramatúrgico.

A história analisa de forma fragmentada os vários aspectos do “fazer humano” e cabe ao historiador ajudar as equipes envolvidas a preencher ordenar e preencher as lacunas de uma “história” que se quer contar. Neste ponto volto a lembrar que o compromisso da televisão é o entretenimento enriquecido pela “História”.

Eu também não posso me ater a uma única corrente teórica, uma vez que falar de antiguidade, muitas vezes é mostrar a globalização (idéia originalmente idealizada pelo Dr. Phillip Stockhammer) dos povos mais diferentes que conviviam ou transitavam por espaços comuns.

Para compreender o pensamento de cada um dos povos da antiguidade que estão presentes na linguagem dramatúrgica e contextualizá-los com seu próprio tempo, tentando sempre que possível não ser anacrônico é preciso utilizar a História de longa duração de Braudel; para compreender e tornar inteligível as práticas políticas há um tempo presente, utilizamos as idéias de Quentin Skinner; para analisar imagens de época e transformá-las em   informações úteis ao processo de produção dramatúrgica o trabalho da Dr. Lissarrague e Dr. Pantel.

A Arqueologia também é um forte apoio para a reconstrução deste tempo antigo. Os manuais e relatórios de arqueologia dos sítios do corredor Ciro-palestiniano. A literatura e analises literária, seus métodos e processos são úteis para a decodificação dos textos e narrativas religiosas do passado.

A historiografia nacional pode fornecer um suporte, é claro que a produção historiográfica estrangeira não é tão escassa como a do nosso país, mas os grupos de pesquisa do nosso país já oferecem uma boa bibliografia para a antiguidade, neste campo os discípulos de Ciro Flamarion e Neyde Thelm são incansáveis lutadores pela causa da antiguidade e pela democratização da pesquisa em antiguidade em terras tupiniquins.

Para a realização deste trabalho são noites de sono perdidas é dedicação quase que exclusiva para dar conta das demandas constantes de pesquisa, informação, apreciação, reuniões e muita leitura. No meio disto tudo ainda deve haver tempo para a interminável caça aos livros e documentação necessária, contando com toda a facilidade que não existe em países da America Latina para qualquer trabalho de pesquisa.

O trabalho é árduo, mas gratificante, pois ver um pedaço da História sendo distribuído na velocidade das conexões digitais, aos grupos mais diversificados do país nos reconforta, pois a televisão embora não se proponha a educar, nada impede que ela o faça.

 


[1] Maurício Santos é historiador, especialista em História Antiga, Medieval e Moderna e atualmente e foi consultor em História para as minisséries: Ester, Sansão e Davi.

 

Tags: , ,

Colóquio História e Imagem – Múltiplas Leituras

O pesquisador do CPA Mauricio dos Santos esteve  na primeira semana de outubro aconteceu na Uff, para o Colóquio História e Imagem – Múltiplas Leituras, realizado pelo Nereida núcleo de estudos multidisciplinar e interdisciplinar cujo objetivo é desenvolver pesquisas, sobre a troca, e o comércio entre comunidades que compunham o Mediterrâneo Antigo.

O evento contou com a participação na conferência e em oficinas: da Professora Pauline Shmitt Pantell da Universidade de Sorbone e do Professor Fraçois Lissarrague EHESS Paris École des Hautes Études en Scienses Sociales.

O assunto tratado pela Professora confronta a imagem, o historiador do mundo grego antigo e as perspectivas do trabalho de análise de imagens gregas, passando pela crítica de que medida a análise é feita de um tempo passado ou de um tempo presente.

Os dois professores são precursores da análise histórica de imagens gregas, e eles vem desenvolvendo  suporte teórico e metodológico para o estudo das imagens na História.

O CPA parabeniza a iniciativa do Nereida e o sucesso do Colóquio.

 

Tags: ,

Fique por dentro!

 

Tags: , ,

A casa grega no século V a.C.

Diferentemente dos costumes de nossos dias, em que ocupamos e compartilhamos os espaços de nossas residências de igual modo. Na Grécia do século V a.C. a residência era dividida em três partes: ágora, o androceu e o gineceu.

 A ágora era o espaço comum, normalmente um pátio com uma fonte de água, embora fosse um espaço privado era compartilhado igualmente por todos da casa. Semelhante a ágora da cidade era um espaço público comum, constituído por uma praça, próxima a igreja, com vista para o palácio, era um local das interações sociais e políticas, o centro comercial.

 O androceu era o espaço masculino onde o homem cidadão oferecia banquetes, recebia visitas, celebrava com os amigos, enfim era um espaço de interação entre o mundo da casa com o mundo lá fora, essa mediação entre o público e o privado só se dava no androceu.

Havia no androceu apenas uma porta que dava para a rua, os homens para sair desde espaço e entrar no espaço da casa, tinha que dar a volta, isto é, sair para rua e adentrar no interior da residência pela ágora.

Grega

Outro espaço era o gineceu – o espaço feminino – um espaço restrito as mulheres e aos membros daquela família, os homens autorizados a entrarem neste espaço eram: o pai, o marido, o filho, o irmão, o tio. Todos ligados a mulher por laços de parentesco. Um homem de fora, nunca entraria neste espaço.

Uma mulher de fora poderia sim entrar neste espaço, até uma hetaira[1], caso a dona da casa não fosse capaz de administrar os bens domésticos, os empregados, o homem estava livre para contratar uma hetaira, ela habitaria neste espaço que era parte da casa do cidadão, o que não significava que esta hetaira estava comprometida sexualmente com o cidadão, chefe da família. Ela poderia administrar a casa e  fora dali, continuava a atender a outros homens.

Parte da remuneração deste serviço de administração da hetaira, era morar no emprego, é claro que ela não recebia nenhum homem neste espaço, entretanto ela não tinha nenhum contrato de exclusividade com o dono da casa que ela está administrando. Fora do núcleo familiar, além da administradora da casa[2], as escravas também tinham acesso ao gineceu.

Percebemos que mesmo no interior do lar, a mulher vivia num cenário altamente preconceituoso, inicialmente ela era propriedade do pai e depois passava a ser propriedade do marido, que era o cidadão.

Um tear no gineceu, datado entre 550 / 530 a.C localizado Metropolitan Museum em Nova York.

[1] Prostituta de luxo, que servia também de acompanhante ou de administradora, pois possuíam boa educação.

[2] Hetaira.

Referências Bibliográficas:

Lessa, Fábio Souza. O feminino em Atenas. Rio de Janeiro: Mauad, 2004.

Salles, Catherine. Nos submundos da antiguidade. São Paulo: Brasiliense, 1983.

 

Tags: , ,

A Dinastia Aquemênida e sua cronologia

 

 

É hoje, não perca!

 

Tags: , ,

 
%d blogueiros gostam disto: