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Sobre juniorhistoriador

Licenciado em História (UNISUAM), especialista em História Contemporânea (UFF) & em Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica (UGF); Atualmente, cursa Mestrado em Educação (Universidade de Jaén). Professor da Rede Pública (História) e Privada (História & Sociologia). Interesses: Teoria e Metodologia da História; Ensino da História

COMO O HISTORIADOR ESTUDA A HISTÓRIA

José Lúcio Nascimento Júnior[1]

 

Como vimos no artigo anterior, a palavra história tem como um dos seus significados INVESTIGAÇÃO. Assim cabem as perguntas: “Como o Historiador investiga a história?” e “Como divulga seu conhecimento?”.

Para investigar os fatos e acontecimentos o historiador recorre a fontes de informação, chamadas por eles apenas de FONTES. Dentre os vários tipos de fontes utilizados pelos historiadores, podem destacar:

# Fontes escritas: diários, cartas, testamentos, inquéritos policiais ou inquisitoriais, letra de música, etc.

# Fontes orais: relatos e/ou gravações de pessoas que viveram os acontecimentos; entrevistas e outras.

# Fontes visuais ou Imagens: Fotos, imagens, cartões postais, etc.

# Fontes materiais ou vestígios materiais: vestígios deixados pelas populações de uma região em um determinado período[i].

Tradicionalmente, as fontes escritas foram as mais utilizadas pelos historiadores. No século XIX, Leopold Von Ranke, historiador alemão, definiu que os documentos escritos produzidos pelo Estado, chamados de oficiais, eram os mais fieis em seus dados e informações, assim ele e um grande número de seus seguidores priorizaram tais fontes. No século XX, contudo, vários grupos de historiadores espalhados pela Europa contribuíram para aumentar o número de fontes utilizadas para se conhecer o passado. Passou-se a considerar relatos de viajantes, fotos e pinturas, monumentos públicos e tudo que o ser humano produziu ao longo do tempo, uma vez que, os historiadores perceberam que cada fonte apresenta uma percepção da realizada, assim, uma verdade, e que apenas lançando múltiplo olhares a diferentes fontes poderiam ampliar seus conhecimentos.

Outro ponto de destaque consiste no fato do conhecimento histórico[ii] está se popularizando. Não são apenas as revistas acadêmicas, as monografias, as dissertações e as teses que trazem o saber histórico; sites, blogs, revistas de banca de jornal, programas de televisão e outras formas, a partir do final do século XX, começaram a popularizar o que estava apenas restrito na academia. Ainda não chegamos, no Brasil, a uma realidade que gostaríamos, mas o fato de surgirem várias formas de divulgação do conhecimento histórico já consiste em um indicativo que (I) as novas tecnologias permitem maior divulgação do saber histórico e (II) alguns poucos setores já demonstram querer saber mais sobre a História.

Por fim, cabe dizer que a História está aí para ser estudada e compreendida por todos os que desejarem viajar nesta aventura. Citamos o poeta e convidemos a todos os interessados para viajar por mares nunca dantes navegados…


[1] José Lúcio Nascimento Júnior é licenciado em História (UNISUAM), especialista em História Contemporânea (UFF) e Gestão Escolar (UGF), cursando atualmente Mestrado em Educação (Universidade de Jaén). Professor de História da rede púbica e particular de ensino, dedica-se a pesquisa sobre Ensino da História. Possui um blog, em conjunto com a esposa, onde escreve sobre história e outros temas (nascimentos-educacao.blogspot.com).


[i] Recentemente, nas obras do porto do Rio de Janeiro foram encontros vestígios materiais dos séculos XVII a XIX, que podem revelar curiosidades e dados sobre como viviam as populações negras que chegavam ao Brasil por este porto.

[ii] Aquele conhecimento produzido pelo historiador após uma série de estudos.

 
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Publicado por em 16/04/2012 em CULTURA E SOCIEDADE

 

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