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A culinária no Egito antigo

27 out
Banquete na festa do vale. Fragmento de mural proveniente da tumba de Nebamun. Museu Britânico, Londres.

Banquete na festa do vale. Fragmento de mural proveniente da tumba de Nebamun. Museu Britânico, Londres.

Um dos assuntos que geralmente desperta muita curiosidade naqueles que se interessam em estudar a civilização egípcia é a culinária daquele povo. Afinal, de que se alimentavam as pessoas que viveram na época dos faraós?

A maior parte da população do Egito se alimentava de pão e peixe. Como complemento havia alface (apreciada inclusive por deuses como Min e Seth, de acordo com a mitologia), pepino, rabanete, grão-de-bico, cebola, alho, ervilha e lentilha. Consumiam frutas, principalmente figos (frescos e secos), tâmaras e uvas. Também existem representações em pinturas e relevos de melancias, melões e maças. Há evidências de que no Delta (região da foz do Rio Nilo) haviam reduzidos pomares de peras, pêssegos e cerejas, mas datam do período romano. Os mais pobres mascavam o interior do caule dos papiros, como hoje em dia se faz com a cana de açúcar.

A carne estava presente nas mesas dos mais ricos. Grandes criações de bois e reservas de caça forneciam carnes de vários tipos. Patos, gansos, galinhas (mais tardiamente) faziam parte das criações domésticas. O ganso assado era um dos pratos preferidos das reuniões de Estado. Havia o consumo do leite de vaca e de cabra.

O peixe era abundante e ao alcance de todos, era só pescá-lo no Nilo. Para permitir a conservação deste alimento por maior tempo, os egípcios consumiam o peixe salgado e seco ao sol.

Além disso, o mel substituía o açúcar na produção de doces e tortas. A panificação ocorria em maior escala nas casas dos mais ricos e também nos templos, mas existiam profissionais independentes que atendiam também aos menos favorecidos. A culinária baseava-se em cozidos e assados feitos em espetos ou no forno. Não conheciam as frituras. Muitas vezes utilizavam sopas como molhos.

A cerveja era a bebida mais consumida, pois seu preço era muito baixo visto que havia muitas plantações de cevada. Era produzida com cevada ou trigo e tâmaras e consumida com brevidade, pois azedava com facilidade. O vinho, em grande parte importado, era mais caro e produzido com uvas ou tâmaras.

 

Referência bibliográfica:

  •  MELLA, Federico A. Arborio. O Egito dos faraós: história, civilização, cultura. São Paulo: Hemus, 1998.
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