RSS

Jesus Cristo: Um fato histórico no Principado de Roma

30 abr

Por pesquisador convidado Juraci Junior da Silva[1]

Durante o Principado de Roma – 30 a.C.–192 E.C, podemos ver uma época onde um império crescia em poder, e muito, tanto quanto a crença e culto de seu povo aos seus diversos deuses, trazidos por gregos, egípcios, sírios, dentre outros povos, devido à grande movimentação causada por comerciantes, escravos e imigrantes.

Os jogos foram transformados em celebração religiosa cujo imperador era o sumo sacerdote da religião do Estado. Suas Vestais, meninas que tinham entre 6 e 10 anos de idades, eram entregues ao templo de Vesta, para servirem-na, durante aproximadamente 30 anos, a fim de beneficiarem o império com sua benção caso permanecessem virgens. Cada qual com seu deus, seu rito, sua magia, feitiçaria, encantamento, ideologia ou filosofia; assim era permitido viver, contanto que sua fidelidade ao imperador e a Roma fosse constante. Até mesmo entre os filósofos, praticantes de astrologia, e ateístas confessos da época, como Nero e Calígula, era possível ver claramente práticas como essas, os quais, apesar de proibirem, eram os primeiros a praticarem. Imperadores, alguns, tinham cada um a sua própria moral e isso era visto também entre o povo, os quais praticavam atos sexuais juntos a altares em templos romanos.

Mas eis que em meio a tanta libertinagem, e em meio a tantos deuses que faziam parte do panteão grego e romano e que se misturavam em um sincretismo ‘sem fim’, em meio também a alguns deuses do sol, como Mitras, surge da Judéia, dos adoradores de YHWH, uns poucos judeus romanos, que veem uma verdadeira Luz, o verdadeiro Verbo [¹], segundo o evangelho de João, não somente para suas almas, como para seus espíritos, Jesus, autodenominado não somente Filho de YWHW, mas também Filho do homem e Messias, dando-lhes, por meio de atos e palavras, um sentido significativo para suas vidas e sua fé, não como imagens adornadas pelas mãos dos artífices, tal e qual os que os cercavam e era motivo de riso por poetas gregos, mas encarnado e ressurreto.

Encarnado e ressurreto por alguns motivos, tais como o fato deles não poderem tirar seu corpo do túmulo, pois sofreriam com isso uma cruel punição por parte do governo romano; pela sua aparição a dezenas de pessoas, que segundo o apóstolo Paulo, ainda estariam vivas quando a epístola aos Coríntios foi escrita; também pelo fato da igreja primitiva não ter sido refutada pelo clero judaico da época e nem por historiadores contemporâneos quanto não somente à sua morte e ressurreição, mas também por não demonstrar que o corpo foi roubado ou que ele não teria morrido, mas sim ter sofrido um desmaio, sendo cuidado em secreto pelos seus seguidores, e quando recuperado seu estado físico, se ausentado a fim de continuar em segredo a propagação de sua mensagem, ou que seria apenas um mito, como D. F. Strauss procurou alegar. Mas ele mesmo via um problema nisso, já que não se tinha mais essa ideia de mito no século I. Essas são na verdade, interpretações desde o ‘iluministas’.

É muito difícil imaginar que, apesar de que em alguns momentos os israelitas se desviaram dos ensinos de YHWH, eles se autoiludirem, com um Cristo imaginário, ressuscitado de entre os mortos, pois sempre existiram os remanescentes, ou seja, aqueles cujo espírito se mantinha firme nas palavras e promessas do seu Deus. Vejamos o que Carlos Augusto diz em seu livro “História da Ciência: da Antiguidade ao Renascimento Científico” a cerca desse povo:

“Os hebreus se diferenciavam dos demais povos por serem monoteísta (YHWH) e arredio a qualquer contato com seus vizinhos, ciosos da preservação de sua identidade. Conquistado pela Grécia e Roma, resistiria o povo hebreu a influências externas e se manteria fiel a suas tradições e costumes e contrários a especulações filosóficas contrárias a sua crença.” [²]

Além dos exemplos citados acima, ainda tem uma explicação crucial, que não tem sido dada de maneira satisfatória pelos críticos da ressurreição de Jesus, que é o surgimento da fé cristã, e que tem, durante esses mais de dois mil anos, permanecido intrinsecamente, ligada a milhões de homens e mulheres de diversas raças, culturas e nível social, podendo nós, não somente com o que foi apresentado, mas com uma busca sincera e honesta, ter boas razões, para crer na vida, morte e ressurreição de Jesus.


[1] Esta publicação é referente ao dia do leitor.

 

Referências bibliográficas:

 

[¹] Rosa, Carlos Augusto de Proença. História da Ciência: da Antiguidade ao Renascimento Científico, Brasília: Fundação Alexandre de Gusmão, 2010. Volume I, pág. 97.

[²] Evangelho de João, Capítulo 1, versos 1-18.

Durant, Will. História da Civilização, – 3º parte, Tomo II – São Paulo: Cia Editora Nacional. Págs. 33-36.

Craig, William Lane. Apologética Contemporânea: a veracidade da fé cristã, 2 ed. – São Paulo: Vida Nova, 2012.

Bíblia Apologética. Almeida, Corrigida, Fiel – ACF, 2ed. – São Paulo: Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, 2005


Anúncios
 

Tags: , ,

Uma resposta para “Jesus Cristo: Um fato histórico no Principado de Roma

  1. Rogerio Da Silva De Carvalho

    06/10/2013 at 8:50 AM

    gostei

     

Deixe aqui sua opinião!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: