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Presença Feminina – Priscila

12 mar

Por pesquisadora Elaine Herrera

 

Decifrar o cotidiano feminino na antiguidade tem sido uma constante busca, por historiadores de todo o mundo. Traçar um perfil histórico de determinadas mulheres então, tem se tornado uma ingrata tarefa. Por isso, não temos aqui a pretensão de descrever um retrato de Priscila, que era mais uma presença feminina, no cenário do início do cristianismo. Mas percorremos por alguns caminhos que nós leve ao interesse por uma melhor investigação, dessa mulher da antiguidade.

Fórum Romano (Roma)

Fórum Romano (Roma)

O nome Priscila significa anciã ou primitiva, e é o diminutivo de Prisca. Ele é mencionado sete vezes no Novo Testamento, e aparece sempre acompanhado pelo nome de seu marido. Trata-se de um casal de origem judaica e que segundo o Novo Testamento estavam residindo a princípio em Roma:

“E, achando um certo judeu por nome Áqüila, natural do Ponto, que havia pouco tinha vindo da Itália, e Priscila, sua mulher (pois Cláudio tinha mandado que todos os judeus saíssem de Roma)[1]…” (Atos 18:2)

Por conta da ordem do imperador romano, Claudio; Priscila e seu marido acabaram se fixando em Corinto e estabeleceram-se como fabricantes de tendas. E foi em Corinto que aconteceu o primeiro encontro entre eles e Paulo, o propagador do cristianismo.

Cidade Grega de Corinto

Cidade Grega de Corinto

Algumas informações podem ser elencadas sobre esta mulher. Priscila viveu nó século I, era casada, judia, e trabalhava junto ao seu marido, confeccionando tendas, e fez de sua casa, um espaço para a igreja do cristianismo primitivo. As menções respeitosas, referentes à Priscila, verificadas nas escrituras dos cristãos revelam gratidão e consideração para com ela, demonstrando sua intensa participação junto às novas comunidades cristãs.

Cidade que Priscila esteve com Áquila e Paulo, Éfeso

Cidade que Priscila esteve com Áquila e Paulo, Éfeso

Stegemann, um teólogo alemão, diz que os êxitos missionários em meio ao judaísmo da diáspora (judias e tementes a Deus) e conversão de economias domésticas eram facilmente verificados no caso de Priscila, e Lídia.

Fazendo um parâmetro com as mulheres de hoje, podemos dizer que Priscila conseguia manter com sucesso: casamento, trabalho e sua vocação religiosa.

Segundo Vamosh: “The fate of Priscilla is unknow; one legend says she was martyred in Rome and buried there, where a church and a tomb stand to this day in her memory[2].”

[1] Bíblia de Jerusalém.

[2] Tradução proposta: O destino de Priscila é incerto; uma lenda diz que ela foi martirizada em Roma e enterrada lá, onde uma igreja e um túmulo ficaram até este dia, em memória dela.

Referências Bibliográficas:

BALDOCK, John. Mulheres na Bíblia. São Paulo: M. Books do Brasil, 2009.

Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2002.

STEGEMANN, Ekkhard W. História social do protocristianismo. São Leopoldo: Sinodal, 2004.

VAMOSH, Miriam Feinberg. Woman at the time of the Bible. Israel: Palphot, 2007.

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