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Você sabia? Vaidade

19 fev

Por pesquisadora Elaine Herrera

 

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Que a vaidade é antiga, já se sabe, é só olhar a quantidade de colares, pulseiras, braceletes e adornos em geral encontrados nos museus das principais cidades do mundo. Através desses objetos, muitos datados séculos antes de Cristo, fica fácil imaginar a vaidade na rotina humana.

No livro de Êxodo[1] em uma passagem a cerca das ofertas podemos verificar a presença desses objetos: “E vieram os homens com as mulheres. Todos os doadores de coração, e trouxeram pulseiras e aros, anéis, cinto de castidade e todo objeto de ouro; e todo homem que separou oferta de ouro para o Eterno”.

Na Cidade de Jerusalém não era diferente, segundo Miriam Vamosh[2]: “Alguns penteados eram tão complicados, que o Talmude (Sabbat 94b-95a) proíbe a mulher desfazer o penteado ao sábado, porque seria uma transgressão do preceito que proíbe “construir” e “demolir”!”

Azeite e cera de abelha eram utilizados para auxiliar na construção dos penteados. E a vaidade não era só com os cabelos, mas com as unhas pintadas de branco; rosto maquiado com pós a base de minerais, e as sobrancelhas que ganhavam uma mistura de pó negro ou castanho, com azeite para realçá-las.

Isso sem falar nas joias, anéis, colares e até coroas, no Talmude (Sabbat 59a) existe uma discussão a respeito das mulheres usarem coroas durante o sábado, devido ao peso que estavam carregando ser lícito ou não, diante das prescrições da Lei.

A beleza feminina, portanto, já era cultivada com requinte, e esse costume entre as hebreias, foi herdado pelas mulheres judias, e a vaidade, ah! essa tão antiga quanto humana.

[1] Segundo livro da Torá, Êxodo 35. 22, p. 272.

[2] Miriam  Feinberg Vamosh é educadora e especialista em Patrimônio Cristão.

Fonte Histórica:

A Lei de Moisés Torá. São Paulo: Editora Sêfer, 2001.

Referência Bibliográfica:

VAMOSH, Miriam Feinberg. Braga: Editorial Franciscana, 2003.

 

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Uma resposta para “Você sabia? Vaidade

  1. espacointuicao

    19/02/2013 at 10:01 PM

    Cara Professora!

    Creio que não devamos seguir pelo caminho da ostentação e de valores que só recentemente tomaram corpo, na análise dos antigos. Acredito que, o uso de tais adereços em tempos antigos servia aos processo socializantes de investimento de poder, classificação social e em tempos mais antigos ao processo de atração do parceiro para o acasalamento. Logo, acredito, ser anacrônico a reputação de “vaidade” a este processo histórico.

     

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