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Diário de bordo!

28 nov

Dia 15 de novembro de 2012

8h Depois de encontrar na mesa do café da manhã: pimentão, cebola, tomate, pepino, creme de grão de bico, salsichas, e ovos, reforçamos a alimentação e saímos para explorar o local. Encontramos com o guia no portão de Jaffa, para visitar alguns lugares fora de Jerusalém, à primeira coisa a fazer era alugar um carro. Ao conversar com nosso guia percebemos como o conflito se intensificará, ele nos relatou que morava a quinze Km da Faixa de Gaza e que durante a noite muitas vezes tinha que se proteger com sua família, num cômodo a prova de mísseis, quando tocava a sirene. Relatou-nos também que três pessoas morreram por não obedecerem às regras de segurança. Ele ainda nos descreveu a dificuldade em manter as crianças longe da tensão, já que elas queriam ver a interceptação dos mísseis, algo que é extremamente perigoso. Mas voltemos à viagem.

9h Já a Caminho de Masada, ao sair de Jerusalém o que me chamou atenção foram alguns acampamentos rudimentares ao longo do Deserto da Judéia, eram beduínos, que vivem da agricultura ou da criação de cabras, que também podem ser vistas da rodovia. 

Beduínos

A cada momento surgiam cenários muito diferentes daqueles aos quais estamos acostumados, Camelos, deserto. Da rodovia vimos à cidade de Jerico, e depois de pouco mais de 250 km percorridos chegamos a Masada.

10:45h Essa construção de Herodes o grande, sempre me despertou muita curiosidade, um lugar cheio de História,  arqueologia ali encontrou campo fértil, lá vimos a demarcação de acampamentos romanos, toda a representação da estrutura da fortaleza que Herodes construiu para se proteger de possíveis ataques. E que acabou servindo de refúgio para os Zelotes.

Foi muito interessante ver o rabino escrevendo a mão o texto sagrado no alto da montanha da fortaleza em Masada.

O certo seria passar o dia todo em Masada, mas como nosso tempo era pouco, depois de muitas fotos, e da visita guiada, seguimos para o mar morto.

Mar Morto

12:30h Nunca imaginei que o Mar Morto fosse dividido em praias particulares, claro que tem uma pública também. Fomos orientados a ir em uma particular por conta da qualidade, foi nos apresentado duas alternativas: comprar cremes do mar morto e ganhar bilhetes para a praia, ou pagar as entradas na praia. Claro que preferi comprar cremes, que são famosos pela qualidade e garantia de que realmente funcionam.

Enfim chegamos à praia, tudo muito interessante, já de início vi muitas pessoas passando a lama preta no corpo, entramos nessa e não é que a lama faz efeito. Depois dessa experiência, entramos na água que ninguém é de ferro, e seriam alguns poucos minutos de relaxamento.

Já dentro da água caiu à ficha que estava em Israel, boiando naquela água super salgada, olhei para o lado é vi o deserto de Moab, virei para o outro lado e vi o deserto da Judeia, as lágrimas vieram pois me dei conta que meu sonho era realidade.

13:40 Com muita pena de sair daquela maravilha de praia, e constatar que realmente vale escolher uma praia particular dado toda a estrutura, tomamos banho e fomos almoçar, na fila sem muita fluência no inglês, pedimos um sanduíche, e depois continuamos a viagem.

14:30 Estavamos a caminho de Quram, um lugar incrível, onde se pode conhecer mais profundamente a História do povo que vivia ali, possivelmente os essênios.

Ver as cavernas, e saber que de uma delas saiu os famosos manuscritos do Mar Morto. Além de sítios arqueológicos, documentários. Fez a tarde repleta de conhecimento.

Contando como cenário o Deserto da Judeia e o Mar Morto, um lugar incrível que jamais esquecerei.

Deserto de Moab, Mar Morto e Deserto da Judeia

Além de tudo isso ainda encontramos muitas lojas recheadas de livros e documentários que vale a pena conferir.

15:50 Horário definido para o retorno, pois teríamos que entregar o carro 17:30 em Jerusalém.

Na estrada passavam vários comboios do exército israelense, e em alguns pontos o trânsito era interrompido para fiscalização.

17:50 Depois de entregar o carro, caminhamos pelo pedaço de terra mais caro em Jerusalém, a Street King Davi, uma rua lindíssima, com antiquários, e lojas com objetos caríssimos.

18:20 Pegamos um taxi, já sem o guia, para visitar o Museu do Holocausto, no caminho vimos uma manifestação, com faixas escritas em hebraicos e gritos de ordem? Perguntamos ao taxista, mas ele com o inglês meio árabe e nós com um inglês, meia boca, acabamos por não entender.

Pensei neste momento que todas as aulas em nossa vida escolar merecem atenção e empenho, olha lá eu precisando das aulas de inglês que tanto odiava.

18:50 Chegamos ao museu e de cara a arquitetura saltou aos olhos,  o museu pareceu me um lugar de preservação da memória e homenagem as vítimas. Imagens chocantes, e pelo áudio-guia ouvíamos a descrição de todo horror vivido pelos judeus neste período.

Os jardins são belíssimos, e o museu enorme, extremamente organizado, só muito triste.

21:00 Chegamos ao hotel, deixamos as mochilas e saímos para comer, por conta de estarmos em um bairro árabe e ser dia do descanso deles? Quase tudo estava fechado, por sorte achamos um lugar onde podemos saborear, frango frito com batata, claro que a moda árabe, mas muito gostoso, mesmo porque a fome era muita.

Em quarenta minutos estávamos no hotel de volta, pois o local estava bem deserto, achamos melhor não demorar, já que o conflito só aumentava.

No hotel, começamos a ouvir o estouro de bombas de gás lacrimogêneo, várias buzinas, e sirenes, uma sensação muito estranha, nosso guia já havia comentado e nos alertado para proteger-nos.

Diário de Bordo continua amanhã!

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