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Os donos do mundo

23 fev

Por Leandro Silvio Martins

Ao estudar as mitologias existentes, é averiguado que nelas sempre está reservado um lugar especial para aquele que cria. O criador é o deus que geralmente além de criar a si mesmo, molda o universo. Seres poderosos e misteriosos, os deuses criadores chegam a ser figuras sombrias. Os chineses e os gregos, como afirmam PHILIP WILKINSON & NEIL PHILIP produziram diversas estátuas de seus deuses, mas poucas de divindades como a grega Eurínome e o chinês Pan Gu. O trabalho destas divindades é misterioso demais e difícil demais para ser representado.

PHILIP WILKINSON & NEIL PHILIP afirmam que Eurínome é um dos mitos gregos mais antigos sobre a criação. Tendo sobrevivido apenas parcialmente, este mito refere-se a deusa de todas as coisas. Eurinome significa a “eterna caminhante”. Ela criou o universo e deu vida a antiga raça dos titãs, que representam o poder primitivo do cosmo.

J.F. Bierlein, coloca o mito como uma constante entre os seres humanos de todos os tempos, tendo em seus padrões narrativos representados na forma que a sociedade vive. Por isso existem os contos onde os deuses são “substituídos” por divindades que se adéqüem aos que os líderes e principais representantes da sociedade querem para aquela sociedade. Os mitos tornam-se parte da estrutura da nossa mente inconsciente, sendo a “cola” que mantém a coerência da sociedade, sendo a base comum para as comunidades e nações. Sendo também o padrão de crenças que dá significado a vida. E devido a esta capacidade do mito, é que surge a importância dos criadores. Os “donos” do mundo.

Pan Gu e Eurinome podem não ter sido representados da mesma forma que outras várias divindades devido ao seu caráter misterioso. Porém isso não ocorre com as altas divindades de personalidades mais marcantes, como Zeus ou Odin. Divindades como estas são mais aceitas por seus cultores, pois se assemelham aos seus reis e rainhas e possuem papel mais relevante nas questões humanas.

Estes altos deuses possuem estas características marcantes devido ao antropomorfismo, que como explica J.F Bierlein, é a projeção de características ou qualidades humanas na divindade. “Fazer um deus segundo a imagem do homem”. O sol não era meramente o corpo celeste, mas um deus com uma história de vida de aparência humana.

 Em diversos mitos o casamento do “pai” céu e da “mãe” terra produz a vida. Em geral, esses deuses personificam forças poderosas que afetam diretamente o mundo. O trovão de Zeus ou mesmo o sol em relação aos egípcios Rá e Áton. Estas divindades superiores, os donos do mundo, geralmente são os regentes de cortes celestiais. Os líderes de seus respectivos panteões. PHILIP WILKINSON & NEIL PHILIP lembram que ao longo da história a ligação entre o rei mortal de uma localidade e o regente celestial era mútua. Assim para ampliar seu poder, os reis mortais retratavam-se como deuses, ou homens que, esperavam se juntar aos imortais após a morte, como os faraós egípcios ou os imperadores chineses.

Referências Bibliográficas:

BIERLEIN, J.F..Mitos paralelos, tradução Pedro Ribeiro, Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.

WILKINSON, PHILIP. Guia ilustrado zahar: mitologia/ Philip Wilkinson & Neil Philip; tradução Áurea Akemi; revisão técnica Miriam Sutter.- 2º edição – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,2010.

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Publicado por em 23/02/2012 em POLÍTICA

 

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