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A lendária Valéria Messalina

08 out

Valéria Messalina

Prima e esposa do imperador romano Cláudio[1] ficou famosa por seu apetite sexual, proporcional ao tamanho do império romano. Casada com um homem ridicularizado por sua falta de controle físico, segundo Kerrigan: “As suas mãos tremiam , gaguejava, tinha tendência a babar, cambaleava, coxeava de uma maneira muito estranha, sempre que tentava andar. Ele também desatava a rir alto, abrupta e incontavelmente. Quando ficava bravo, ele cuspia e babava enquanto gritava.” (2009, p. 76)

Oposta a figura de Lívia, esposa do imperador Augusto, Messalina era contrária as tradições da boa esposa romana. Sua única atitude condizente com o padrão da boa esposa romana foi dar um filho homem ao imperador. A imperatriz se identificava com as sacerdotisas de Baco[2], ela costumava todas as noites frequentar um lupanário[3], a insaciável esposa do imperador, pela manhã era convidada a se retirar, já que todas as prostitutas já haviam se retirado.

Plínio, o historiador romano comentou: “Messalina, a esposa de Cláudio César, encarando isto como um prêmio digno de uma Imperatriz, decidiu resolver a questão competindo com a mais notória prostituta de Roma. Depois de um coito contínuo de dia e de noite, ela triunfou, atingindo os 25 coitos”.

Representação de Messalina - sacerdotisa da paixão

Quanto a sua morte há controvérsia para alguns historiadores, a punição de Messalina teria sido a ordem para cometer suicídio, apunhalando-se na fria lâmina de uma espada, algo que ela não conseguiu fazer, e o golpe fatal teria sido deferido pelo mensageiro. Já para Suetônio, o Imperador Tibério Cláudio Druso  mandou assassinar sua esposa.

Nos dicionários de língua portuguesa a palavra messalina significa mulher lasciva e dissoluta[4] ou mulher sensual e libertina[5], este conceito é originário da vida de luxúria da imperatriz romana no século I d.C.

Ilustração de encontro de Messalina

[1] Imperador Cláudio casou-se com Messalina por volta do ano 37 d.C.

[2] Deus do vinho e da luxúria.

[3] Prostíbulo na Roma Antiga.

Referências Bibliográficas:

KERRIGAN, Michael. A história secreta dos imperadores romanos – De Júlio César à queda de Roma. São Paulo: Editora Europa, 2009.

SUETÔNIO. A vida dos doze Césares. São Paulo: Ediouro, 2002.

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