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Salomão, o monarca.

31 jul
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                   Monarca israelita, nunca pegou em armas, herdou o trono de seu pai o rei Davi. Conhecido por sua capacidade intelectual e notável habilidade, Salomão fez um governo de profundas mudanças em Israel. Sua primeira atitude foi assegurar seu lugar ao trono, livrando-se de seu irmão Adonias que desejava usurpa-lhe o trono. Israel prosperou com um esplendor nunca visto antes. Grandes e luxuosas edificações foram construídas, o maior símbolo do governo de Salomão foi à construção do Templo.

                  Salomão implantou mudanças administrativas, políticas e militares que suscitaram demandas que ao longo de seu governo foram fomentadas, mais só evidenciaram-se a rigor após sua morte. A natureza de Salomão divergia de seu pai Davi, Salomão baseava suas conquistas e a manutenção de seus territórios em alianças. Como a que estabeleceu com Hirão de Tiro, Fenícia. Essa aliança resultou em matérias-primas para as suntuosas construções de Salomão, além do intenso comércio marítimo, onde os comerciantes israelitas navegavam junto aos fenícios por todo o mediterrâneo. Estratégicos casamentos para fortificar acordos também eram utilizados. Seu casamento com a princesa filha de faraó Psusennes II que reinou em fins da XXI dinastia (aproximadamente entre 962 – 945 a.C.) consolidou suas relações com o Egito.

                Com a expansão, a organização tribal anterior não lhes garantia uma estrutura que suprisse a demanda econômica. O país foi dividido em doze distritos, essa nova divisão foi geograficamente diferente da anterior. Cada distrito tinha seu próprio governador com a função de ajudar a custear os gastos dessa expansão. Judá foi favorecida nesta tributação, desagradando os demais distritos.  Mudanças estratégicas foram incrementadas para proteger o comércio, o monarca incentivou os comerciantes a usarem suas rotas. Essas caravanas terrestres que ligavam os principais mercados, utilizando rotas israelitas, geravam impostos e atraiam riquezas modificando as comunidades próximas a esse trânsito comercial.

                As grandes e complexas edificações determinaram a necessidade de um grande contingente de trabalhadores, para isso Salomão instituiu os trabalhos forçados para não israelitas. A corvéia foi outro ponto de discórdia, já que o povo lembrava-se da servidão no Egito. A aquisição de carros e o favorecimento da cavalaria foram importantes medidas militares, para a composição do exército israelita.

               A construção do templo, o novo santuário de adoração a Deus, promoveu também na religião uma sensível transformação. O sumo sacerdote ganhou notório destaque nesta recente estrutura, já que as peregrinações concentravam-se no templo e a figura sacerdotal controlaria toda liturgia. O templo centralizava e unificava a religiosidade israelita.

             A fama de Salomão percorria o antigo oriente, a sabedoria, a riqueza, seus célebres poemas e provérbios despertavam grande curiosidade em reis, rainhas e princesas. Mas toda sabedoria e riqueza não foram suficientes para que ele permanecesse sobre as pegadas de Davi seu pai, e mantivesse a mesma fé no Deus de Israel. Como descreve o historiador Josefo (pág. 398): “A voluptuosidade brutal do soberano, porém, o fez esquecer todos os seus deveres. Chegou a desposar setecentas mulheres, todas de muito boa condição, entre as quais estava, a filha de Faraó, rei do Egito. Possuía, além dessas, trezentas concubinas. Sua paixão tornou-o escravo delas, e ele não pode deixar de imitá-las em sua impiedade. Quanto mais ele alcançava em anos, mais o seu Espírito, enfraquecendo-se, afastava do serviço de Deus e se entregava às cerimônias sacrílegas da falsa religião.”

             Salomão fez do seu reinado de quarenta anos uma era de prosperidade, estabelecendo novas estruturas administrativas, políticas, militares e religiosas. Marcando a monarquia israelita como um grande rei empreendedor, mas conclui-se que o excesso de habilidade diplomática e desmedida ambição o revelou um monarca comum a antiguidade. Salomão simbolicamente nos lembra sabedoria, riqueza enquanto Davi é reverenciado como símbolo da aliança de Deus com seu povo até nos dias de hoje.

Referências Bibliográficas:

BORGER, Hans. Uma história do povo judeu. 4ª edição, São Paulo: Sêfer, 2008.

BURNS, Edward Mcnall. História da Civilização Ocidental. 44ª edição, São Paulo: Editora Globo,2005.

JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. 11ª edição, Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

MELLA, Federico A. Arborio. O Egito dos faraós: história, civilização, cultura. São Paulo: Hemus, 1998.

ROGERSON, John. Terras da Bíblia. Barcelona: Folio, 2006.

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