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Paralelo de resistência judaica

08 jul
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Por: Profª Elaine Herrera

 

                        “Assim quando hoje em dia o historiador visita o Hebron, ele se pergunta: onde estão todos aqueles povos que já ocuparam o lugar? Onde estão os cananitas? Onde os edomitas? Onde os antigos helenos, e os romanos, os bizantinos, os francos, os mamelucos e os otomanos? Desvaneceram-se com o tempo, irrevogavelmente. Mas os judeus permaneceram no Hebron” (Paul Johnson, História dos judeus, XVI)

                       O tempo revelou-se aliado de uma unidade complexa de fonte religiosa, baseada na tradição passada de geração a geração. O judaísmo aparece no cenário antigo do Oriente Próximo dois mil anos antes de Cristo e persiste em pleno século XXI. É evidente que ao longo dessa temporalidade muitos elementos foram incorporados, mas ainda assim refletem a mesma personalidade dentro de uma identidade própria.

                         Esses elementos agregados as concepções hebraicas foram adquiridos através da influência de inúmeras dominações e de todos que estavam a sua volta, a ideologia hebraica também perpassou influências que permanecem no cotidiano contemporâneo. É necessário verificar que as leis não foram fielmente seguidas por todo tempo, mas essas restrições não decorreram numa rejeição de proporções capazes de desagregar a contumácia judaica.

                        O único povo a ter sua história concentrada em escritos que se compilaram em meio ao exílio, pouco menos de meio milênio antes de Cristo. Uma narrativa que divergem em compreensões dos estudiosos de religião e num paradoxo entre pesquisadores sociais. Como se refere Robert Seltzer: “O significado religioso da ascensão e queda dos reinos israelitas, omitem muito do que o historiador moderno gostaria de conhecer. Mas, ainda aqui, dever-se-ia ter em mente que nenhum outro povo do Oriente Próximo deixou tal registro, e que é imenso o significado da narrativa bíblica para a herança religiosa do judaísmo e da civilização ocidental…”

                       O Hebron morada dos patriarcas: Abraão, Isaque e Jacó, capital do reino de Davi em Judá, e cenário de diversos acontecimentos citados pelos textos bíblicos, simboliza a tenacidade e é num contexto pragmático,  a analogia a identidade característica da sobrevivência constituída e estabelecida na diversidade. E concluindo o que corrobora na instituição de um paralelo, entre o judaísmo e o Hebron é o senso comum de resistência.

                                   Referências Bibliográficas:

Johnson, Paul. História dos judeus. 2ª edição, Rio de Janeiro: Imago Editora, 1995.

Josefo, Flávio. História dos hebreus. 11º edição, Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

Lange, Nicholas de. Povo judeu. Barcelona: Editora Folio, 2007.

Seltzer, Robert M. Povo judeu, pensamento judaico. Rio de Janeiro: A. Koogan, 1990.

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Uma resposta para “Paralelo de resistência judaica

  1. Prof. Marcio Sant´Anna dos Santos

    08/07/2009 at 12:34 PM

    Elaine, muito bom o seu artigo! O que mais me chamou atenção nele foi a questão que você abordou a respeito dos vários povos que passaram por esta região específica do antigo Oriente Próximo. Realmente, por lá estiveram egípcios, assírios, fenícios, gregos, romanos, entre outros. Já pensou em aprofundar seus estudos sobre este ponto?
    Novamente meus parabéns!

     

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