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Arquivo da tag: Religião

Você sabia…

Que todos os faraós durante os três mil anos da história do Egito antigo eram coroados na cidade de Mênfis porque lá havia ocorrido a coroação do primeiro deles, Menés (ou Narmer), o rei que unificou o Alto e o Baixo Egito e foi o primeiro a governar sobre os dois territórios.

Coroação do faraó Ramsés II pelos deuses Seth e Hórus. Detalhe de relevo do templo de Abu Simbel, Egito.

Coroação do faraó Ramsés II pelos deuses Seth e Hórus. Detalhe de relevo do templo de Abu Simbel, Egito.

Mênfis ficava no Baixo Egito próximo de onde está atualmente situada a capital Cairo e teria sido construída a mando de Menés, tornando-se a primeira capital do novo Estado unificado. Seu nome inicialmente era Ineb-hedy (“O muro branco”, devido a muralha que rodeava a cidade), porém posteriormente passou a ser conhecida como Men-nefer (“Estável e bela”).

Lá ocorria, sempre que um novo faraó chegava ao trono, a cerimônia chamada “União das Duas Terras” que durava cinco dias. No último deles o novo soberano recebia as tradicionais insígnias que representavam sua nova função: a dupla coroa (pschent), o flagelo (nekhakha) e o cajado (hekat). Em seguida o faraó recém coroado deveria realizar um sacrifício no templo do deus Ptah, patrono de Mênfis e arquiteto do Universo de acordo com o mito de criação daquela cidade.

 

Referências bibliográficas:

KEMP, Barry J. El antiguo Egipto. Anatomía de una civilización. Barcelona: Crítica, 1992. 

MELLA, Federico A. Arborio. O Egito dos faraós: história, civilização, cultura. São Paulo: Hemus, 1998.

TRAUNECKER, Claude. Os deuses do Egito. Brasília: UNB, 1995.

 

 

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A páscoa no Século I d.C e seus simbolismos

Por pesquisadora Thassia Izabel

Templo de Jerusalém, século I ( Maquete CCJ)

Templo de Jerusalém, século I ( Maquete CCJ)

 

A páscoa ou pessach em hebraico é uma das mais importantes festas judaicas, que estava fortemente presente na vida do povo de Israel na antiguidade e se propagou até os nossos dias. Repleta de significado, era e é celebrada por judeus e cristãos, e cada uma das duas religiões realizava essa comemoração por motivos distintos e de forma diferenciada.

Assim como as outras festas que aconteciam na Judéia, a Páscoa era uma celebração agrária que estava ligada as fases da natureza, e com o passar do tempo foi associada a um acontecimento histórico, como descreve Christiane Saulnier e Bernard Rolland :

“Essas festas parecem ser, no início, celebrações ligadas ao rit­mo da natureza: na primavera, os nômades oferecem à divindade os primogênitos do seu rebanho (páscoa) e os camponeses sedentários, as primícias da colheita da cevada (festa dos ázimos); a festa das se­manas situa-se no verão, no fim da colheita do trigo e a das Tendas, no outono, no fim da colheita das frutas.”

Para o judaísmo a Páscoa representava  a libertação do cativeiro egípcio durante o êxodo, quando os hebreus foram orientados a passar nos umbrais das entradas de suas casas o sangue de um cordeiro ou um bode e dessa forma o “anjo da morte”iria poupar aquela família da última praga que assolou o Egito, a morte dos primogênitos. A partir desse período essa prática de sacrifício passou a ser relembrada, e no seculo I d.C  Jerusalém chegava  a ter cerca de 180 mil pessoas para a comemoração da Páscoa.

O ritual  no período do segundo templo era realizado da seguinte forma: o chefe da família escolhia no dia 10 de Nisan¹ um cordeiro  que seria sacrificado no dia 14 de Nisan. O animal era levado para o templo aonde os sacerdotes recolhiam os vasilhames de sangue que eram colocado no altar. Após isso o homem levava o animal para casa para ser consumido no banquete no dia 15 de Nisan, junto com pães não-fermentados, um molho de frutas vermelhas ( haroset) e ervas amargas, contavam a história do êxodo, cantavam salmos e bebiam vinho, essa cerimônia era chamada de seder.

Jesus realizou a ceia de Páscoa no dia 14  de Nisan, antes do dia habitual de se realizar o baquente, porém isso não era tão incomum pois havia grupos religiosos, como os fariseus e os essênios que tinham um calendário difente. Contudo, é interessante percebe que ele foi crucificado também no dia 14 de Nisan, se estivesse esperado para realizar a cêrimonia de Páscoa no dia 15 de Nisan não daria tempo.

Na ceia de Páscoa realizada por Jesus se constituiu o ritual mais praticado pelo cristianismo,  a santa ceia, e esta vai conter alguns dos rituais pascais, como o “pão da aflição” e o “vinho da rendenção”. Porém Jesus antes de ingerir o pão e o vinho recita palavras diferentes das que eram tradicionais ditas nesse momento da celebração, ele então mostra um novo significado para a Páscoa, ao atribuir  o vinho ao seu sangue e o pão a sua carne, e ainda se colocou como o cordeiro pascal. Assim a Páscoa cristã simboliza a redenção dos pecados e  a ressureição de Cristo.

Com isso a Páscoa  se perpetuou pois seu valor simbólico ultrapassou  os limites do tempo e do espaço. No judaismos através da Páscoa é relembrado a libertaçao do povo hebreu, já para o cristianismo representa a base da religião, a salvação em Cristo.

Símbolo do Cristianismo, a cruz vazia.

Símbolo do Cristianismo, a cruz vazia.

Referências Bibliográficas:

SAULNIER, Christiane; ROLLAND, Bernard. A Palestina no Tempo de Jesus. São Paulo: Paulinas, 1983.

Bricker, Charles. Jesus e sua época. Rio de Janeiro: Seleções do Reader1s Digest, 2007.

 

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Você Sabia? Relações conjugais.

Para os judeus as relações conjugais são uma mitsvá, ou seja, são obrigações religiosas, e por isso existem regras da lei judaica que o casal tem que cumprir, uma delas é sobre a fidelidade, e outra é a respeito da constância das relações sexuais.

O Rabino Benjamin Blech diz que o Talmud faz algumas recomendações sobre a freqüência das relações sexuais do casal pautadas na profissão.  Segundo Blech:

“para os homens autônomos, todos os dias. Para os empregados, duas vezes por semana. Para os condutores de caravanas de burros de carga, uma vez por semana. Para os condutores de caravanas de camelos, uma vez por mês. Para os Marinheiros uma vez a cada seis meses.” (Talmud Mishná Ketubot 5:6)

Existia também outra lei judaica referente as relações do casal, aonde se um homem trabalhasse próximo a sua casa e resolvesse trocar para um outro emprego que tivesse que viajar para longe, sua esposa tinha o direito segundo a lei de  impedir essa transferência, para não diminuir a freqüência de suas relações sexuais.

Com isso percebemos que a vida conjugal judaica esta intensamente ligada a área profissional, a ponto de se ter a preocupação em formular normas relacionadas a quantidade de vezes na semana ou no mês  que o  casal deveria ter suas relações. E com essas recomendações é bem provável que as esposas dos marinheiros fizessem qualquer coisa para que seus maridos trocassem de emprego.

Referências Bibliográficas:

BLECH, Rabino Benjamin.  O mais completo guia sobre Judaísmo. São Paulo: Editora Sêfer, 2004.

 
 

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Semana da Reforma

Lutero traduzindo a Bíblia no Castelo de Wartburg 1521 (óleo sobre tela – Eugene Siberdt, 1898)

Nesta semana pedimos licença à antiguidade e abrimos espaço para que o Reformista Martinho Lutero exponha suas idéias, ou seja, durante esta semana ao invés de postarmos textos produzidos por nossos pesquisadores, vamos postar frases e pequenos textos do próprio Lutero, que demonstram bem o que ele pensava sobre educação, música, ética. Enfim aqui você vai conhecer um pouco de Lutero e assim entender melhor o que foi a Reforma Protestante.

Uma pequena apresentação de nosso convidado:

Martinho Lutero (10 de Novembro de 1483 – 18 de Fevereiro de 1546).

Lutero se levantou contra o sistema dogmático da Igreja, e sua convicção o levou a fixar na porta da Catedral de Wittenberg no dia 31 de outubro de 1517, 95 teses onde demonstrava todas as suas ideias contrárias a Igreja Romana, esse dia entrou para a História, como Dia da Reforma.

Depois da Reforma Lutero casou se com Catarina Von Bora e tiveram filhos, sua morte foi aos 63 anos.

Com vocês Lutero

[...] o progresso de uma cidade não depende apenas do acúmulo de grandes tesouros, da construção de muros de fortificação, de casas bonitas, de muitos canhões e da fabricação de muitas armaduras [...] o melhor e mais rico progresso para uma cidade é quando possuem muitos homens bem instruídos, muitos cidadãos ajuizados, honestos e bem educados. (Lutero, OSel, v. 5, p. 309)

Se todo mundo tivesse fé, não mais precisaríamos de lei alguma. Cada um faria boas obras por si mesmo o tempo todo, assim como a própria confiança lhe ensina. (Lutero, Ética Cristã p. 28)

Em minha opinião, nenhum pecado exterior pesa tanto sobre o mundo perante Deus. Nenhum pecado merece castigo maior do que justamente aquele que cometemos contra as crianças, quando não as educamos.

Por isso imploro a todos, meus caros senhores e amigos, por amor de Deus e da pobre juventude, que não considereis essa causa de somenos importância [...]. Caros senhores, anualmente é preciso levantar grandes somas para as armas, estradas, pontes, diques e inúmeras outras obras semelhantes, para que uma cidade possa viver em paz e segurança temporal. Por que não levantar igual soma para a pobre juventude necessitada, sustentando um ou dois homens competentes como professores? (Lutero, OSel, v. 5, p. 307)

 
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Publicado por em 29/10/2012 em CULTURA E SOCIEDADE

 

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Você Sabia …. A Estrela de Davi

Por pesquisador Wallace

A Estrela de Davi é um dos símbolos mais conhecidos no mundo e tem um profundo significado profético. Este símbolo é assim chamado porque segundo a tradição judaica os guerreiros do rei Davi usavam este símbolo em seus escudos.
A estrela de Davi (chamada de Escudo de David) é um símbolo real, um selo de realeza representativo do reinado de David. Quando as nações pagãs iam à guerra, muitas vezes pintavam figuras para inspirar medo aos adversários nos escudos dos seus próprios soldados (tais como dragões, cobras, etc.) No entanto, em Israel, o símbolo é o escudo de David.

O nome David em hebraico é composto de três letras na segunte orderm: Dálet-Vav. Dálet. No hebraico antigo, a letra Dálet tinha a forma semelhante a um triângulo com vértice para cima. Quando este símbolo foi gerado, não sabemos ao certo, no entanto sabemos que este símbolo é geometricamente construído em forma de estrela com as duas letras Dálet que compunham o nome David (entrelaçando-as, e girando uma das letras em 180º. para que seu vértice se colocasse para baixo). Com o tempo, este símbolo tornou-se símbolo da nação de Israel e do povo judeu, estando presente na própria bandeira de Israel.

Vejamos agora o significado deste símbolo:

* primeiro triângulo com a ponta para cima: Deus, homem e povo (Deus, indivíduos e coletividade)
* segundo triângulo com a ponta para baixo: Criação, revelação e redenção (passado, presente e futuro).
Veja a revelação teológica contida neste símbolo: Deus com seu poder cria o homem, que conseqüentemente se torna um povo. A Criação foi à primeira manifestação de Deus, que se mostrou ao homem através da revelação que é progressiva, até que possa acontecer a redenção final do homem! O detalhe: tudo isso nos fala do passado (a criação), do presente (a revelação em andamento) e do futuro (a nossa redenção que acontecerá em Cristo).
A Maguen David é um tradicional símbolo judaico. A estrela é composta por dois triângulos, um com a ponta para cima, outro para baixo. Um deles aponta para tudo que é espiritual e santo. O outro aponta para baixo, para tudo que é terreno e secular. Ao levar uma vida de Torá e mitzvot, o Judeu luta para unir o mundo espiritual ao terreno, o sagrado e o secular.
As duas estrelas então entrelaçadas significam que Deus, o homem, a história, tudo está entrelaçado entre si.

Estrela de Salomão

O Selo do Rei Salomão, ou Estrela de Salomão, simboliza a harmonia dos opostos, cujo significado é múltiplo. Reflete a ordem cósmica, os céus, o movimento das estrelas em suas esferas, e o fluxo perpétuo entre céu e terra, entre os elementos do ar e do fogo. O Selo simboliza a sabedoria e as regras supra-humanas da Divina Graça.
Salomão é chamado de “aquele a quem foram dados sabedoria e conhecimento”, este é significado comumente usado para indicar seu governo sábio, a habilidade de distinguir entre o moralmente bom e mau, e através de uma compreensão do universo. “Eis que fiz segundo as tuas palavras, eis que te dei um coração sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual não se levantará”
(Reis I, 3:12). Por isso ela é entrelaçada, devido às características das uniões do Reinado do Filho de Davi, Salomão.

A estrela de Salomão é também o símbolo da união e da concórdia, representado pelos elementos fogo e água. O signo não se mostra senão depois do combate, quando todo se acalmou e as primeiras efervescências cessaram. A Estrela de Salomão confirma a união do céu e da terra. É o astro messiânico anunciador do nascimento do Rei dos Reis.
(Signo de Salomão).

1. O conjunto de dois triângulos de metal entrelaçados e dispostos em forma de estrela, que se traz como enfeite ou, por superstição, como talismã contra qualquer influência funesta; ESTRELA-DE-DAVI
[F.: Do lat. signum Salomonis.]
A Estrela de Salomão está dentro da Estrela da Davi por que Davi foi o “ Pai de Salomão “ e Salomão uniu o poder e a sabedoria ( ouso da metafísica) segundo cabalísticas e os místicos.
O uso da estrela de Davi e seu significado são totalmente diferentes da de Salomão.

 

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O perfil do rei Davi

Por Sarai Basílio

 Davi, filho de Jessé e Naás, da tribo de Judá, nasceu em Belém de Judá. Teve sete irmãos e duas irmãs: Eliabe, Abinadabe, Simeia, Natanael, Radai, Ozém, o sexto, Zeruia, e Abigail. Suas esposas foram Mical, Ainõa, Abigail e Bate-Seba. Teve várias ocupações: pastor de ovelhas, músico, poeta, soldado e rei de Israel. Descrito por Deus como um homem segundo o seu coração.

O profeta Samuel ungiu a Davi rei quando ele ainda era um jovem, porém por uma década o rei sofreu sendo treinado para o reino que durou quarenta anos em Israel (1) o rei Davi institucionalizou programas musicais no templo.

Sua habilidade como músico é demonstrada através do livro de salmos. Considerado o autor principal, a sua voz se sobressai às outras no coro sagrado. Dos 150 salmos, 75 são atribuídos a ele. Destaca-se os salmos messiânicos, bem como os salmos de arrependimento dentre eles o Salmo 51. O cântico de Davi [2] constitui um agradecimento, porque Deus o tinha livrado dos seus inimigos e das mãos do rei Saul. Por isso, neste cântico ele revela o respeito a Deus, atributos e o caráter que ele encontra em Deus: perfeição, poder, santidade, bondade e fidelidade.

Davi foi perseguido pelo rei Saul que intentou por 21 vezes para matá-lo, porém conseguiu escapar, e nunca levantou seu braço contra o rei reconhecendo a sua unção da parte de Deus. Segundo as escrituras sagradas: “Então, tomou Saul três mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi a busca de Davi e dos seus homens (400 valentes)[3], até aos cumes das penhas das cabras monteses”.1Sm 24.2

O rei Davi foi um homem de batalha e teve muitos inimigos, contudo, na guerra contra os filisteus foram travadas quatro batalhas, os guerreiros filisteus eram valentes e gigantes, dispensando maior energia dos guerreiros israelitas. Davi nesse período estava com cerca de 60 anos, sentindo-se cansado, por pouco não foi atingido em batalha, sendo socorrido por Abisai, guerreiro israelita”.[4]

Conforme Mears (2000, p.115), o rei Davi teve suas faltas, fez muita coisa errada, mas impediu que a nação caísse na idolatria. Pecou, mas se arrependeu e deu a Deus a chance de perdoar-lhe. Recebeu a nação em caos e estabeleceu uma dinastia que iria perdurar até os dias do cativeiro, um período de 400 anos. Para os herdeiros da fé abraamica, jamais houve guerreiro ou estadista como Davi, que tornou Israel a potência dominante da Ásia Ocidental naquela época.

Concluindo, no fim de sua vida Davi refletiu sobre o passado, as vicissitudes e provas de sua vida e reconheceu com gratidão, a graça e a fidelidade de Deus. Morreu numa boa velhice, cheio de dias, riquezas e glória, de todas as nações ao longo dos séculos passados e ainda hoje é um dos homens mais conhecidos e honrados de Israel.

[1] 1Samuel 16; 2 Samuel 2.1-5.25

[2] 2 Sm 22.2,32;Sl 18.2. Existe semelhança entre 2 Sm 22 e o Salmo 18.

[3] Os valentes de Davi. Os 400 homens e posteriormente 600 homens que se ajuntaram a Davi, eram compostos de alguns dos mais poderosos de todo o Israel. Estes homens anteriormente estavam em aperto, desgostoso e endividado e Davi passou a ser chefes deles. 1 Samuel 22.2.

[4] 2 Samuel 21.16,17

 Referências:

MEARS, Henrietta. Estudo panorâmico da Bíblia. SP. Ed Vida, 2006

PEARLMAN, Myer. Através da Bíblia livro por livro. SP. Ed Vida, 2006.

Bíblia de Estudo Dake: anotaçõs, esboços e referência

 

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O rei e o templo

Por Sarai Basílio

Herodes, o Grande

Herodes, o Grande descendente dos idumeus [1] começou sua vida política aos 15 anos, como governador da Galiléia numa manobra política de seu pai Antípater procurador geral da Judéia. Posteriormente, Herodes foi nomeado pelo Império Romano rei da Judeia (37 a 4 a.C). Rei ímpio cometeu muitas crueldades, como também desafiou e burlou as leis dos judeus.

Administrador perspicaz, impenhou-se em notáveis construções em Jerusalém durante o seu reinado. A mais polêmica foi a reconstrução do Templo, posteriormente conhecido como o Templo de Herodes, entretanto, na mente dos judeus a obra se referia a reconstrução do Segundo Templo [2], que fora danificado devido a guerras e invasões da cidade de Jerusalém.

Em 19 a.C Herodes iniciou a reconstrução do Templo com forte oposição dos judeus, buscando resolver a situação “ele fez com que 1000 sacerdotes fossem treinados como talhadores de pedra, carpinteiros e decoradores, certificando-se de que nenhuma mão profana tocaria o local sagrado (Dicionário Wycliff, 2007, p.1898). Em 18 meses, o trabalho do santuário foi terminado, porém, o edifício ainda estava inacabado na época de Jesus, sendo concluído em 64d.C.

Cabe destacar a suntuosidade do Templo, maior do que o erguido por Zorobabel, em estilo greco-romano todo de mármore branco. O santuário era coberto com placas de ouro, ricamente decorado. O pátio dos gentios teve atenção especial do rei, ele foi pavimentado em mármore de muitas cores elefantes.

Esse Templo suntuoso tinha várias edificações monumentais e sólidas, mas em 70d.C os romanos liderados pelo general Tito, destruíram essas edificações, a área do santuário foi queimada, as paredes foram demolidas restando apenas o muro das Lamentações. Em 691 d.C os muçulmanos construíram nessa área a Cúpula da Rocha, que atualmente ocupa o local do Templo e santuário judeu. Contudo, dias virão em que “a glória da última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz…” (Ageu 2. 9)

 [1] Os idumeus ou edomitas, eram descendentes de Edom (Esaú). Habitavam na região sudeste da Palestina ou extremo sul do Vale do Sal. Eles foram obrigados a circuncidar-se para terem livre acesso em Jerusalém, bem como desfrutarem de privilégios especiais entre o povo de Israel.

[2] O Segundo Templo foi concluído por Zorobabel e Josua, o sacerdote, no mês de Adar(março) de 516 a.C

Referências Bibliográficas:

TOGNINI, Enéas. Período Interbíblico. SP. Ed Hagnos. 2009

Dicionário Bíblico Wycliff. RJ. Ed CPAD. 2007.

 

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