Arquivo de Autor

Editorial Natal

Postado em CULTURA E SOCIEDADE com as tags em 24 24UTC Dezembro 24UTC 2009 por Prof. Maurício dos Santos

As experiências humanas decorridas nas ambíguas delimitações do espaço e do tempo têm significância cabal para a sobrevivência no presente e para a condução de um futuro. Estas experiências são múltiplas e transitórias na maioria das vezes, entretanto é na permanência que devemos nos deter.

A partir desta perspectiva nos indagamos: quais elementos permaneceram apresentando significância para nossa sociedade ocidental? Surgindo de imediato, como resposta, independente de nossas práticas religiosas, a visão de um cristianismo que se funda a partir de uma experiência messiânica singular – o nascimento de Jesus Cristo. Homem e deus, segundo a tradição ocidental, cujo nascimento transforma-se em um divisor de águas entre o que é passível de percepção história e o que tende ao infinito no que tange ao alcance do saber humano.

Nos historiadores bem sabemos que seria impossível que o nascimento do mártir maior do ocidentalismo, que se inicia com a luta dos primeiros cristãos para resistir, inicialmente ao império romano, posteriormente absorvendo-o e tornando-se a expressão máxima do que permanece ao longo dos séculos, seja passível de datação. Sabemos que o “vinte e cinco” de dezembro é uma apropriação de costumes do politeísmo vigente na antiguidade tardia, no entanto não é a datação que apresenta significância as estruturas ideológicas do ocidente, muito menos todo o aparato criado com intuitos econômicos em várias sociedades cujo capitalismo deixa de ser um meio e passa a ser um fim.

O que permanece na sociedade ocidental contemporânea e continua apresentando significância é o ideal de amor, amizade, fraternidade, temperança e esperança que se propaga nesta época. Princípios fundamentais para a renovação das boas estruturas que mantém, ainda, uma coerência humanitária entre nós, da mesma forma que as colunas jônicas, dóricas, coríntias ou até de estilo aquemênidas sustentavam e traziam com sigo a oportunidade de integrar pessoas em seus templos abertos a todos.

Que neste natal nossos corações, nosso sentimento sejam da mesma forma abertos, aptos a integra e entregar-se a tudo que é bom. E que isto seja o permanente e o significativo em nossas vidas.

UM NATAL BOM E UM ANO BOM PARA TODOS. É o que nós do Centro de Pesquisas da Antiguidade e o Centro Cultural Jerusalém desejam a todos.

Morra de inveja Panamá, porque o primeiro Canal era de Corinto!

Postado em CULTURA E SOCIEDADE, HISTÓRIA ANTIGA com as tags em 23 23UTC Dezembro 23UTC 2009 por Prof. Maurício dos Santos

 

Vista do Canal de Corinto

Trirremes. Embarcações rápidas utilizadas na Guerra do Peloponeso

O canal do Panamá não foi uma obra de engenharia original arquitetada pelos Americanos, entre o VII e o VI a. C.  já existia no Ínstimo  de Corinto uma passagem terrestre para embarcações. O DiolKos era uma estrada de pedra por onde os Gregos  atravessavam seus barcos do Golfo de Corinto até o Golfo Sarônico.

Diolkos, passagem terrestre do período Clássico

Diolkos, os navios eram encaixados nestas estruturas e empurrados de um lado a outro do Ínstimo

As embarcações eram colocadas em cima de troncos de madeira e empurradas de um mar a outro (do Mar Jônico para o Mar Egeu). É claro que as embarcações pagavam impostos aos coríntios pela passagem. Esta travessia economizava dias de viagem, dispensava o contorno de todo o litoral grego. Esta passagem fazia com que a viagem para as colônias da Magna Grécia fossem muito mais rápidas. 

No período da dominação romana iniciaram a construção de um canal marítimo para passagem de barcos de um lado a outro de Corinto. A principal função do Diolkos era o transporte comercial, principalmente de grãos, no entanto durante a guerra do Peloponeso a passagem terrestre de navios foi de muita utilidade para as tropas do Peloponeso que lutavam contra a liga de Delos.

Atual canal de Corinto

Canal de Corinto

Você sabia sobre…

Postado em CULTURA E SOCIEDADE com as tags , em 15 15UTC Dezembro 15UTC 2009 por Prof. Maurício dos Santos
A cocaína. Presente dos deuses Incas e fundamental para os ritos funerários.

A cocaína já era cultivada pelos antigos Incas em nosso continente americano. No entanto a planta estava estritamente ligada a religião e seus ritos especiais. Apenas o soberano Inca estava autorizado a utilizar a folha da coca fora do contexto religioso.

Segundo a religiosidade Inca a planta foi dada aos homens do altiplano pelo deus Manco Kapac, filho do deus Sol . Esta era utilizada pelo Yatiri (aquele que sabe) nos ritos de adivinhação. Colocava-se a folha da coca em locais onde houve furto para se descobrir o ladrão ou colocava-se a folha em partes do corpo e depois a folha era consumida pelo Yatiri para descobrir as infidelidades.

A cocaína era imprescindível nos ritos fúnebres, colocava-se uma folha de coca na boca do falecido para que ele fosse acolhido de forma favorável no além. A folha da coca foi fundamental durante a dominação pelos espanhóis que forçavam os nativos americanos a trabalhar nas minas. A partir deste momento que a planta começou a ser utilizada para fugir da realidade e amenizar as dores do corpo e da alma.

Fique por dentro…

Postado em Fique por dentro em 25 25UTC Novembro 25UTC 2009 por Prof. Maurício dos Santos

II Colóquio História, Memória e Literatura Biblica,

O Grupo de Pesquisa do CNPQ História, Memória e Literatura Bíblica, realizará, em conjunto com o Centro de História e Cultura Judaica.

Com o tema:

“Discutindo as identidades judaicas e cristãs no limiar da era comum”.

O evento contará com as seguintes intervenções:

1- Prof. Dr. André Chevitarese (História -UFRJ):
A Glossolalia como identidade dos primeiros cristãos?
2- Prof. Dr. Edgard Leite (História -UERJ -UNIRIO):
Debates sobre a identidade judaica no período do segundo templo e as proposições de Paulo.
3- Prof. Dr. Isidoro Mazzarolo (Teologia – PUC):
Cultura e conhecimentos dos cristãos da primeira hora.
4- Prof. Dra. Renata Sancovsky (História – UFRRJ – USP):
Identidades culturais na antiguidade tardia: interfaces entre judaísmo rabínico e patrística clássica.

Moderador: Prof. Manuel Rolph De Viveiros Cabeceiras (História-UFF)

26 de novembro de 2009: 14 – 17.30
Inscrição R$25,00 – estudantes: R$10,00

Local: Centro de História e Cultura Judaica
Rua General Severiano, 170 6o. andar
Tels. (21) 2156-0413 e 2275-7096
e-mail: chcj@cybernet.com.br
Confere-se certificado

Fique por dentro

Postado em Fique por dentro com as tags em 10 10UTC Novembro 10UTC 2009 por Prof. Maurício dos Santos
Governo ateniense inaugura o Museu de Acrópoles
Vista lateral

Vista lateral

Em junho deste ano foi inaugurado o Museu de Acrópoles, construção moderna  que abriga o acervo proveniente do antigo prédio de 1874 que ficava em Kyriakos. Nas escavações para sua construção fora encontrado um grupo de estátuas que já estão em exposição.

Acropolis

Acropolis

O novo museu fica a menos de 300 metros da Acrópole e contou com diversas autoridades do mundo todo em sua inauguração, exceto os representantes britânicos constrangidos por não devolver as peças que foram levadas da Grécia para o museu britânico.

Akropolis Museum

Akropolis Museum

O prédio foi projetado para não destoar da arquitetura antiga e foi todo construído em concreto e vidro. Do seu interior é possível observar o Parthenon  e toda a cidade de Atenas. Que passar pela Acrópole, não se esqueça de conferir um dos melhores museus do planeta com seu impressionante acervo.

As cariátides originais do Erecteion

As cariátides originais do Erecteion

Athena em batalha

Athena em batalha

Cariátides originais do Erecteion

Cariátides originais do Erecteion

Entrada principal

Entrada principal

Escavação arqueológica onde foram encontrada as principais peças

Escavação arqueológica onde foram encontrada as principais peças

Esculturas em terracota da deusa da vitória

Esculturas em terracota da deusa da vitória

Frisos

Frisos

Kore 682, Uma vírgem

Kore 682, Uma vírgem

New Acropolis Museum

New Acropolis Museum

Vista da acrópoles

Vista da Acrópoles

Vista esterna

Vista externa

Vista frontal do museu

Vista frontal do museu

Você Sabia que os Jogos Olímpicos não eram só Olímpicos?

Postado em CULTURA E SOCIEDADE, VOCÊ SABIA... com as tags , , em 9 09UTC Outubro 09UTC 2009 por Prof. Maurício dos Santos
 
Corrida masculina a pé Ânfora panatenaica de figuras negras atribuída ao Pintor de Eufileto. Ceramista Nikias Data 530 520 a C.jpg

Corrida masculina a pé Ânfora panatenaica de figuras negras atribuída ao Pintor de Eufileto. Ceramista Nikias Data 530 520 a C.

Na antiga Hélade (chamada por nós modernos de Grécia) havia vários jogos e competições. Todos eles ligados a festivais e cerimônias religiosas e faziam parte da forma de educar dos gregos antigos – a Paidéia. Muitos festivais religiosos gregos tinham provas atléticas, assim como concursos de poesia.

Quatro jogos eram os mais importantes do mundo grego, sendo eles:

ü  Jogos Olímpicos – realizados na cidade de Olímpia em hora a Zeus.

ü  Jogos Instimos – Ocorriam no litoral da cidade-estado de Corinto em honra a Posseidon.

Este é o stadion (pista de corridas) de Delfos, onde os antigos atletas disputavam as corridas a pé dos Jogos Pítios

Este é o stadion (pista de corridas) de Delfos, onde os antigos atletas disputavam as corridas a pé dos Jogos Pítios

ü  Jogos Píticos – tem esse nome em homenagem ao deus Apolo cujo templo de Delfos, famoso pelo serviço de previsão do futuro era o responsável por estes jogos.

ü  Jogos Nemeus – em hora a Zeus e seu filho Héracles (Hércules para os Romanos) ocorriam na cidade de Neméia .

Estes quatro principais jogos reuniam todos os povos da antiga Grécia e seu prestigio e importância tinham a capacidade de paralisar temporariamente as guerras para que sua realização fosse garantida.

Pancrácio Cena A de ânfora panatenaica de figuras negras atribuída ao Pintor de Cleofrades Data 525 - 500 a C. New York The Metropolitan Museum of Art

Pancrácio Cena A de ânfora panatenaica de figuras negras atribuída ao Pintor de Cleofrades Data 525 - 500 a C. New York The Metropolitan Museum of Art

Por Ippias de Eléia  400 a.C.

Por Ippias de Eléia 400 a.C.

Essa imagem faz parte dos itens relacionados aos jogos olimpicos na antiguidade, acervo Museu de Olympia, Grecia

Essas imagens fazem parte dos itens relacionados aos Jogos Olímpicos na Antiguidade, acervo Museu de Olímpia, Grécia

Você Sabia – Calígula

Postado em CULTURA E SOCIEDADE, HISTÓRIA ANTIGA, POLÍTICA com as tags , em 23 23UTC Setembro 23UTC 2009 por Prof. Maurício dos Santos

Nomeação do Cavalo como Senador e o Prostíbulo das Esposas

Imperador - Calígula

Calígula sempre foi visto e retratado pelo cinema como um Imperador inteiramente dedicado a devassidão e aos prazeres da carne. No entanto ao analisarmos sua trajetória política, através do viés da relação do confronto de forças entre senado e imperador. Emerge a figura de um estrategista, habilidoso e perspicaz. Capaz de manipular a massa a seu favor e desestabilizar o poder do Senado.

O episódio da nomeação ao senado de seu cavalo transmite aos senadores a mensagem, que essa instituição histórica, para o novo império romano não representava nada e que a atividade senatorial, em sua visão era apenas figurativa, podendo ser exercida por qualquer um, inclusive por um cavalo.

Outro episódio bem arquitetado e que levou o senado a desmoralização, foi a proposta de levar ao prostíbulo as mulheres dos senadores com a justificativa de arrecadar dinheiro para os cofres do tesouro.

Esses dois episódios demonstram que para Calígula o prazer não estava apenas na carne, mas também na política.

Fique por dentro

Postado em Fique por dentro com as tags , , em 11 11UTC Setembro 11UTC 2009 por Prof. Maurício dos Santos

ROMA AETERNA, DECADÊNCIA OU NOVOS CAMINHOS? LEITURAS INTERDISCIPLINARES

A Universidade Federal Fluminense (UFF) Promoverá o Ciclo de Palestras Roma Aeterna de 08/09 a 11/10/2009 às terças e quintas-feiras das 14:00h às 16:00h.

Local: Campus do Gragoatá, bloco “C” sala 501 em Niterói.

Conferências de abertura:

Profª Drª Norma Musco Mendes (UFRJ)
As matrizes historiográficas sobre o Baixo Império: algumas reflexões
Exposição e análise das principais explicações sobre a desestabilização do Império Romano com o objetivo de refletir sobre os fatores que teriam provocado o “colapso” do sistema de domínio imperial romano. 

Prof. Dr. Pe. Pedro Paulo Alves dos Santos (UNESA) 

“De Civitate Dei”, a Cidade Antiga
na aurora da teologia política tardo-antiga e cristã: Santo Agostinho, Testemunha e Teólogo da “Queda de Roma” (421 d.C.)

Confere certificado de 34 horas 

Cartaz

Fique por dentro – François Hartog no Brasil

Postado em Fique por dentro com as tags em 10 10UTC Setembro 10UTC 2009 por Prof. Maurício dos Santos

O Programa de Pós Graduação em História Social da Cultura da PUC-Rio e a Fundação Casa de Rui Barbosa convidam para a Mesa-redonda “Tempo e Historicidade”, que contará com a presença dos professores François Hartog, da École de Hautes Études en Sciences Sociales (Paris) e do Professor Marcelo Jasmin, do Programa de Pós Graduação em História Social da Cultura (PUC-Rio).
O evento terá lugar no dia 10 de setembro de 2009, às 14 horas, na sala F 300 da PUC-Rio. (Ala Frings – 3º andar).

FRANÇOIS HARTOG é historiador, diretor de estudos da l'École des hautes études en sciences sociales (Paris), doutor em História Antiga e Moderna trabalhando com antropologia da História e historiografia.

FRANÇOIS HARTOG é historiador, diretor de estudos da l'École des hautes études en sciences sociales (Paris), doutor em História Antiga e Moderna trabalhando com antropologia da História e historiografia.

Você Sabia…

Postado em ECONOMIA & TECNOLOGIA, VOCÊ SABIA... com as tags , , , em 3 03UTC Setembro 03UTC 2009 por Prof. Maurício dos Santos
MORRA DE INVEJA NASA, POIS O PRIMEIRO COMPUTADOR DO MUNDO ERA GREGO!

ANTIKYTHERA. Este foi o nome dado ao artefato.

Reconstrução digital feita por computador, a partir de tomografia computadorizada

Reconstrução digital feita por computador, a partir de tomografia computadorizada

Por volta do início do século XX pesquisadores encontraram em um navio naufragado na costa da ilha de Antikythera, uma caixa com engrenagens complexas de bronze. Trata-se de um mecanismo capaz de fazer cálculos astronômicos avançadíssimos. O avô de nossos computadores moderno seria capaz de prever eclipses solares e lunares, descrever de forma precisa os movimentos das constelações do zodíaco e determinar o tempo em que estes eventos ocorreriam.

Localização do naufragio

Localização do naufragio

Um instrumento de cálculos tão precisa só seria construído pelos povos islâmicos do século VIII d.C., contudo o relógio astronômico islâmico não seria tão preciso como o relógio de Antikythera que provavelmente e teria sido feito na cidade de Rodes na Grécia Antiga.

Reconstrução feita pelo britanico John Gleave

Reconstrução feita pelo britanico John Gleave

 

Mecanismo de Antikythera, no estado em que se encontra hoje

Mecanismo de Antikythera, no estado em que se encontra hoje