As experiências humanas decorridas nas ambíguas delimitações do espaço e do tempo têm significância cabal para a sobrevivência no presente e para a condução de um futuro. Estas experiências são múltiplas e transitórias na maioria das vezes, entretanto é na permanência que devemos nos deter.
A partir desta perspectiva nos indagamos: quais elementos permaneceram apresentando significância para nossa sociedade ocidental? Surgindo de imediato, como resposta, independente de nossas práticas religiosas, a visão de um cristianismo que se funda a partir de uma experiência messiânica singular – o nascimento de Jesus Cristo. Homem e deus, segundo a tradição ocidental, cujo nascimento transforma-se em um divisor de águas entre o que é passível de percepção história e o que tende ao infinito no que tange ao alcance do saber humano.
Nos historiadores bem sabemos que seria impossível que o nascimento do mártir maior do ocidentalismo, que se inicia com a luta dos primeiros cristãos para resistir, inicialmente ao império romano, posteriormente absorvendo-o e tornando-se a expressão máxima do que permanece ao longo dos séculos, seja passível de datação. Sabemos que o “vinte e cinco” de dezembro é uma apropriação de costumes do politeísmo vigente na antiguidade tardia, no entanto não é a datação que apresenta significância as estruturas ideológicas do ocidente, muito menos todo o aparato criado com intuitos econômicos em várias sociedades cujo capitalismo deixa de ser um meio e passa a ser um fim.
O que permanece na sociedade ocidental contemporânea e continua apresentando significância é o ideal de amor, amizade, fraternidade, temperança e esperança que se propaga nesta época. Princípios fundamentais para a renovação das boas estruturas que mantém, ainda, uma coerência humanitária entre nós, da mesma forma que as colunas jônicas, dóricas, coríntias ou até de estilo aquemênidas sustentavam e traziam com sigo a oportunidade de integrar pessoas em seus templos abertos a todos.
Que neste natal nossos corações, nosso sentimento sejam da mesma forma abertos, aptos a integra e entregar-se a tudo que é bom. E que isto seja o permanente e o significativo em nossas vidas.
UM NATAL BOM E UM ANO BOM PARA TODOS. É o que nós do Centro de Pesquisas da Antiguidade e o Centro Cultural Jerusalém desejam a todos.






































