Por pesquisadora Elaine Herrera

Um lugar onde a antiguidade fez História e ainda hoje é um convite a uma viagem no tempo. Ao norte de Portugal, uma aldeia histórica, pertencente ao Distrito de Guarda, chamada de Castelo Rodrigo, foi um povoado iniciado por volta de 500 a.C. por uma tribo dos Túrdulos, oriundos dos Tartessos[1], povo que já existia desde o século X a.C e desapareceu no século VI a.C., acredita-se que tenham sido varridos pelos cartagineses.

Na ascensão do Império Romano, o antigo povoado passou a ser ocupado por romanos, já na Idade Média o povoado passou por muitas ocupações, esteve ora sobre domínio espanhol, ora sobre domínio português, sendo dominada também por árabes. Ainda no medievo fixou-se ali uma comunidade judia (aljama), fugindo da perseguição católica na Espanha. Até hoje uma das ruas, chama-se Rua da Sinagoga.

Ruínas do Castelo Rodrigo

Por este povoado passaram muitas personalidades, dentre elas: o avô de Pedro Alvares Cabral, João de Gouveia, Cristóvão de Moura duas vezes Vice-rei de Portugal, o Conde de Marialva, Francisco Coutinho, e o filho de D. Manuel I, o Infante D. Fernando.

Ruas que cercam o Castelo

Oliveiras em torno do Castelo

 O Palácio foi construído em 1590, tornando-se a residência do Vice rei de Portugal, D. de Moura. No século XVIII, o Castelo Rodrigo foi destruído pelos espanhóis, mas mesmo, em meio as suas ruínas, vemos a sua imponência e da aldeia[2] que o cerca, um local alto e histórico, apropriado para uma xícara de chá e um pedaço de bolo de amêndoas portuguesas, debaixo de uma oliveira e com vista para a fronteira com a Espanha.

 

[1]Pausanias faz menção aos tartessos no século II a.C. (Paus. Desc. 6. XIX.3).

[2] Atualmente vive na aldeia histórica de Castelo Rodrigo, 65 pessoas.

 

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