Do mito ao logos: Uma revisão Historiográfica

Postado em ARTES, CULTURA E SOCIEDADE, HISTORIOGRAFIA com as tags , em 7 07UTC Dezembro 07UTC 2009 por CPA/RJ

O professor e pesquisador convidado, Roger Ribeiro, analisa a problemática trazida pelo autor Jean Pierre Vernant, em torno da passagem do mito ao logos na Grécia do V século a.C. E com este trabalho pretende aprofundar o tema através de um embate historiográfico sobre as interpretações que surgiram desde início do século XX.

Confira o artigo em PDF na íntegra clicando na imagem abaixo.

Clique aqui - Imagem de Acrópolis

 

O incesto no Egito faraônico

Postado em CULTURA E SOCIEDADE, HISTÓRIA ANTIGA com as tags em 4 04UTC Dezembro 04UTC 2009 por Prof. Márcio Sant'Anna

Muitas pessoas, ao falarmos sobre o Egito do tempo dos faraós, consideram esta civilização como o berço das relações incestuosas. Entretanto, isto não era a regra e sim a exceção.

Questões ligadas à legitimidade poderiam fazer com que um faraó casasse com uma meio-irmã ou mesmo com uma de suas filhas. Famosos são os casos de Ramsés II, Amenhotep III e Akhenaton – este último, segundo algumas correntes historiográficas e ainda na dependência de comprovação – que desposaram as filhas, respectivamente Meritamon, Sitamon e Meritaton. Heródoto, o pai da História, em sua viagem ao Egito ouviu falar da paixão do faraó Miquerinos por sua própria filha, fato que resultou em uma verdadeira tragédia:

“Conta-se ainda [que] Miquerinos, tendo-se apaixonado pela filha, violou-a, e que a jovem princesa, cheia de desespero e vergonha, enforcou-se, tendo então o soberano colocado a corpo dentro da novilha de madeira [o sarcófago]. Vingando-se do ultraje, a mãe da jovem mandou cortar as mãos das damas de companhia da filha, pela sua conivência no atentado”.  (II, CXXXI)

Nas camadas populares, entretanto, o casamento entre parentes não era uma situação comum. Com base no material disponível, nada sugere que o incesto tenha sido uma prática majoritária entre a população egípcia. De acordo com a egiptóloga Lise Manniche em sua obra A vida sexual no antigo Egito, “das inúmeras ligações amorosas passíveis de serem pesquisadas, existe apenas uma que se pode dizer incestuosa; duas são ‘quase certas’, outras duas são ‘improváveis mas possíveis’.

Casal representado na tumba de Ramose, vizir do faraó Amenhotep III. Sheikh Abd el-Qurna, Egito.

Outra possibilidade que conduziu ao erro de análise em relação ao incesto na sociedade egípcia foi a prática dos esposos e amantes tratarem-se carinhosamente por “meu irmão” e “minha irmã” em todas as classes sociais, o que levou a uma interpretação literal destas expressões pelos primeiros egiptólogos.  

 

Referências bibliográficas

HERÓDOTO. História. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001.
MANNICHE, Lise. A vida sexual no antigo Egito. Rio de Janeiro: Imago, 1990.
NOBLECOURT, Christiane Desroches. A mulher no tempo dos Faraós. Campinas: Papirus, 1994.
TYLDESLEY, Joyce. Chronicle of the queens of Egypt. Londres: Thames & Hudson, 2006.

Perfil Histórico – Herodes, O Grande

Postado em POLÍTICA, Perfil Histórico com as tags , em 3 03UTC Dezembro 03UTC 2009 por Prof. Elaine Herrera

Herodes nasceu por volta de setenta anos antes de Cristo, filho de Antipater, herdou a astúcia política de seu pai, que já tinha sido prefeito da Judéia. E foi no período no qual seu pai era governador da Galiléia que Herodes começou a trilhar seus primeiros passos, inicialmente criminosos, rumo ao poder. Herodes era de uma família de idumeus, convertidos ao judaísmo forçosamente por João Hircano. Desta forma fica evidente sua falta de apego ao judaísmo.

Em 37 a.C. Herodes foi nomeado por Roma para governar a Judéia, reinando por trinta e três anos. Apreciava a cultura helênica, mas sem nunca deixar de ser um cidadão romano. Manteve durante todo o seu reinado, a Judéia presa a Roma. Separou o estado da religião, tarefa difícil para Israel Antigo onde os preceitos religiosos eram inerentes a população.

Herodes tinha uma personalidade contraditória, sem dúvida ele foi um dos mais ousados empreendedores da Judéia, visto seu ímpeto em gigantescas construções, um exemplo é a cidade de Cesaréia que antes não passava de uma simples aldeia de pescadores, e que foi transformada por ele numa vitrine para deleite principalmente de gregos e romanos.

Painel em mosaico com desenho geométrico. Casa de banho em Herodium

Entretanto Herodes demonstrava um comportamento absolutamente destrutivo com seus familiares, ordenou as execuções de sua esposa Mariamne (29 a.C.) e de sua sogra Alexandra (28 a.C.), além de ter mandado afogar seu cunhado Aristóbulo em um banho público, ordenou o estrangulamento de dois de seus filhos com Mariamne em 7 a.C. Pouco antes de morrer em 4 a.C. mandou executar seu filho Antípater. Josefo, historiador contemporâneo ao segundo templo, o identificou como um homem que jamais amou sua família.

O rei privilegiou os judeus da diáspora, e durante todo seu reinado tentou levar a Judéia do conservadorismo à modernidade. E não foi só na Judéia que Herodes obteve notoriedade com suas construções esplendorosas, como o majestoso segundo templo em Jerusalém. Ele também empreendeu com sua generosidade política, grandes contribuições fora de seus domínios, celebradas como a política universalista de Herodes.

“Com seu dinheiro, seus poderes de organização e sua energia, ele sozinho resgatou os jogos olímpicos de sua decadência e garantiu que fossem celebrados regularmente e com toda pompa devida – tornando assim seu nome reverenciado em muitas pequenas ilhas e cidades gregas, que lhe deram o título de presidente vitalício. Para fins cívicos e culturais ele doou grande somas a Atenas, Lícia, Pérgamo e Esparta. Reconstruiu o templo de Apolo em Rodes. Reergueu as muralhas de Biblos, construiu um foro em Tiro e outro em Beirute, edificou teatros em Saida e Damasco, deu ginásios a Ptolomais e Trípoli e providenciou uma fonte e banhos em Ascalom. Em Antióquia, então a maior cidade no Oriente Próximo, ele pavimentou a rua principal, em duas milhas e meia de comprimento, colocando colunatas em toda a extensão para abrigar seus cidadãos da chuva, e acabou essa grande obra com mármore polido.” (Johnson, 1995, p.122).

Depois de um longo período melancólico e enfermo, acometido de dores atordoantes e febre, como revela Josefo “Os pés também estavam inchados e lívidos; o ventre, também; todos os nervos estavam frouxos, as partes do corpo que se ocultam por pudor, estavam corrompidas que eram pasto de vermes e ele respirava com extrema dificuldade …”

Herodes morreu em 4 a.C. na cidade de Jericó, com a idade de setenta anos. Cinco dias após mandar executar seu filho. Seu funeral foi tão suntuoso, quanto suas construções. Foram quinhentos oficiais só para levar o perfume no cortejo fúnebre. Ele foi sepultado no Castelo de Herodiom, localizado ao sul de Jerusalém, no deserto da Judéia. Este castelo único a levar seu nome era usado como residência de veraneio. Ainda hoje é um dos locais mais procurados para visitação, pois lá ficou eternizado Herodes, o Grande.

[1] João Hircano conquistou a Iduméia entre 130 – 140 a.C., obrigando  toda a população a converter-se ao judaísmo.
[2] Josefo. História dos Hebreus. 2007, p. 1082.

 

Referências Bibliográficas:

JOHNSON, Paul. História dos Judeus. 2ª Ed. Rio de Janeiro, Imago,1995.
JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. 11ª Ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2007.
The Israel Museum, Jerusalem. Tesouros da Terra Santa. Israel, 2008.

Você sabia…

Postado em VOCÊ SABIA... com as tags em 1 01UTC Dezembro 01UTC 2009 por Prof. Márcio Sant'Anna
 
Dois dos mais famosos paramentos dos faraós eram o cetro e o cajado. Mas o que tais acessórios significavam dentro da construção da imagem do monarca egípcio?

Os dois objetos eram considerados atributos do poder divino, entregues ao soberano no momento em que este ascendia ao trono. Tanto o cajado (hekat) quanto o flagelo (nekhakha) eram utilizados por Osíris e outras divindades e tradicionalmente estavam ligados respectivamente ao Alto e ao Baixo Egito, mas também às atividades de pastoreio. O rei como pastor de seu povo seria responsável por guiá-lo com o cajado no caminho da retidão – Maat – ou castigá-lo violentamente pelas faltas com o uso do flagelo. 

O cetro hekat e o flagelo nekhakha: símbolos do poder faraônico.

 

Referência bibliográfica

TRAUNECKER, Claude. Os deuses do Egito. Brasília: UNB, 1995.

Fique por dentro

Postado em Fique por dentro com as tags em 30 30UTC Novembro 30UTC 2009 por Prof. Elaine Herrera

Nesta semana acontece dias 02, 03 e 04 na Cidade do Rio de Janeiro o 2º Encontro Nacional da Rede de Educadores em Museus e Centros Culturais e na próxima semana dia 08-12 a palestra Museus Virtuais e o Fortalecimento de Identidades Plurais. Ótimas dicas para os interessados em museologia.

Mito e representação

Postado em CULTURA E SOCIEDADE com as tags , em 27 27UTC Novembro 27UTC 2009 por CPA/RJ
 Por Prof. Leandro Silva Martins

Os poemas homéricos da Ilíada apresentam deuses e homens ligados de formas estreitas, diretas até. O relato dos episódios da guerra de Tróia, travada entre gregos e troianos narra um drama que é fonte de ensinamento moral entre os gregos. Os mitos mostram de forma educativa as condutas que as pessoas devem ter, a crença nos deuses, alicerçadas nestes mitos, representam idéias do homem grego antigo montando um quadro social e cultural. As virtudes representadas nos deuses nos mitos são à base do comportamento, como por exemplo, a instituição do casamento representada por Zeus e Hera sendo um fundamento da organização social.Todos os deuses têm representatividade encarnando os valores que constituem as virtudes humanas e também seus defeitos, além de paixões e sentimentos. A mentalidade e o comportamento humano são sujeitos aos modelos atribuídos das divindades e narrado nos mitos. Os poemas homéricos são o início deste pensamento, desta consciência grega, considerando estes mitos como manifestação de regras e leis de comportamento, como exemplificado no casamento de Zeus e Hera mostrando a conduta exemplar a ser tomada.

Na Ilíada também podemos tomar como exemplo Heitor, príncipe de Tróia filho do rei Príamo, que filho de mortais, diferente de Aquiles, o maior herói grego da narrativa, que é semidivino e tem inúmeras vantagens, Heitor é um simples mortal dotado de virtudes mostradas em seu comportamento dignas de ser um grande herói, pai e chefe militar, como afirma Rita Codá (2005, p.24).

 Os mitos são de extrema importância para o conhecimento do pensamento grego. Representam os comportamentos dos homens, freios para os pecados humanos, cada mito possui uma mensagem que deve ser analisada como objeto de estudo para desvendar grande parte do pensamento grego. O universo humano grego esta inserido em um contexto onde as representações das crenças e valores estão inseridas nos textos que são analisados. Vernant (1977, p.18) analisa a tragédia e o mito na Grécia antiga como objeto de estudo onde estes textos só podem ser compreendidos levando em conta o contexto da narrativa do autor e seu público no século V a.C e nesta obra consegue-se encontrar, ou reencontrar, em uma leitura atual toda a força das significações do texto, assim entendendo o mundo espiritual próprio dos gregos do século V a.C, mas observando que a tragédia analisada é um reflexo do contexto já constituído.

O universo espiritual desenvolve-se no campo da vida social e da criação cultural. Encontramos então a religião grega representada nos ritos, nos mitos e nas representações do divino. O tempo transforma os comportamentos humanos com pensamentos que substituem outros, em particular o pensamento religioso que dá lugar a um pensamento político e um sistema de instituições e de comportamentos. Vernant explica isso: “Ainda é nítido o contraste com as antigas formas míticas de poder e de ação social que a Polis substituiu juntamente com as práticas e a mentalidade que lhes eram solidárias” (Vernant, Mito e Tragédia na Grécia antiga, p. 18). Mas o assunto aqui proposto é analisar o mito e o pensamento grego, mais especificadamente o mito de Ares, o deus da guerra.

As histórias mágicas, os mitos e alegorias que os antigos explicavam as origens do universo em uma construção simbólica que o panteão helênico e outras formas divinas definiam de onde surgiam os elementos da natureza e noções morais, sociais e paixões humanas, múltiplas faces da manifestação do divino sem que o elemento cultuado seja especificadamente uma divindade. Vernant (2006), explica que a natureza não se separa do sobrenatural, reúnem vários efeitos personificando várias forças e que nasceram neste mundo e estão nele, fazem parte dele, são potências geradas com os homens que presidem invisíveis em sua morada celeste, o Olimpo. Portanto os deuses são divinos, mas possuem algo de mundano, assim o culto esta vinculado ao mundano, entendendo também que existe algo de divino no mundo, então o culto não pode visar um ser que exista fora deste mundo que não possua uma relação com nada deste mundo, então não existe separação do natural e do sobrenatural.

Ao estudar a religião grega, entendemos que o religioso e o político estão entrelaçados, a pólis grega precisa reconhecer um deus e fazer dele o protetor da cidade, assim Vernant (2006, p. 10) cita Marcel Detienne, afirmando que assim os deuses devem se tornar cidadãos para serem plenamente deuses. As narrativas conhecidas desde a infância de forma oral através da obra dos poetas tornam os deuses mais familiares e acessíveis ao pensamento do homem, a vasta variedade e diversidade dá espaço para muitas interpretações. Vernant (2006) explica que não existe um plano doutrinal e as convicções religiosas não possuem obrigações, o crédito é totalmente voltado as narrativas diversas que possuem ampla margem de interpretação. Os mitos moldam um quadro mental em que os gregos imaginam o divino e situam e pensam nele através de narrativas que deixem tudo mais acessível a inteligência, as lendas divinas e heróicas expõem os conhecimentos do qual o grego dispõe.

Pesquisador convidado - Prof. Leandro Silva Martins, Geógrafo, Pós-graduando em História Antiga e Medieval pela FSB/RJ

Antiga no Rio – Museu Imperial de Petrópolis

Postado em Antiga no Rio com as tags em 26 26UTC Novembro 26UTC 2009 por Prof. Elaine Herrera

A antiga no Rio traz pra você uma viagem a época do Império. Com uma visita em vídeo e fotos que lhe proporcionará um pouquinho da grandiosidade desde período histórico do Brasil. Os jardins, a arquitetura neoclássica, as obras de arte, e todo o acervo do museu e absolutamente encantador. Visite é dez!

 

O Museu Imperial fica no centro da cidade de Petrópolis, na Rua da Imperatriz, 220 Centro a 70 km da cidade do Rio de Janeiro.

PREÇOS DO MUSEU IMPERIAL: Adultos: R$ 8,00 (oito reais), Estudantes: R$ 4,00 (quatro reais),
Professores: R$ 4,00 (quatro reais), Idosos 60+: R$ 4,00 (quatro reais), Idosos 80+: GRATUITO*
Pacote familiar: R$ 20,00 (vinte reais) = 2 adultos e 2 estudantes.

Mais informações: www.museuimperial.gov.br

Fique por dentro…

Postado em Fique por dentro em 25 25UTC Novembro 25UTC 2009 por Prof. Maurício dos Santos

II Colóquio História, Memória e Literatura Biblica,

O Grupo de Pesquisa do CNPQ História, Memória e Literatura Bíblica, realizará, em conjunto com o Centro de História e Cultura Judaica.

Com o tema:

“Discutindo as identidades judaicas e cristãs no limiar da era comum”.

O evento contará com as seguintes intervenções:

1- Prof. Dr. André Chevitarese (História -UFRJ):
A Glossolalia como identidade dos primeiros cristãos?
2- Prof. Dr. Edgard Leite (História -UERJ -UNIRIO):
Debates sobre a identidade judaica no período do segundo templo e as proposições de Paulo.
3- Prof. Dr. Isidoro Mazzarolo (Teologia – PUC):
Cultura e conhecimentos dos cristãos da primeira hora.
4- Prof. Dra. Renata Sancovsky (História – UFRRJ – USP):
Identidades culturais na antiguidade tardia: interfaces entre judaísmo rabínico e patrística clássica.

Moderador: Prof. Manuel Rolph De Viveiros Cabeceiras (História-UFF)

26 de novembro de 2009: 14 – 17.30
Inscrição R$25,00 – estudantes: R$10,00

Local: Centro de História e Cultura Judaica
Rua General Severiano, 170 6o. andar
Tels. (21) 2156-0413 e 2275-7096
e-mail: chcj@cybernet.com.br
Confere-se certificado

Você sabia…

Postado em VOCÊ SABIA... com as tags , em 24 24UTC Novembro 24UTC 2009 por Prof. Márcio Sant'Anna

Que havia suspeitas dos egípcios para com os embalsamadores dos cadáveres que realizavam o processo de mumificação. Acreditavam que os corpos das mulheres mais belas eram violados pelos profissionais e de acordo com Heródoto havia até uma precaução tomada para evitar a necrofilia – o sexo com os mortos:

“Tratando-se de mulher, e se esta é bonita ou de destaque, o cadáver só é levado para embalsamamento decorridos três ou quatro dias após o seu falecimento. Toma-se essa precaução pelo receio de que os embalsamadores venham a violar o corpo. Conta-se que, por denúncia de um dos colegas, foi um deles descoberto em flagrante com o cadáver de uma mulher recém-falecida”. (II, XCI)

Representação do Livro dos Mortos apresentando um embalsamador, com a máscara do deus-chacal Anúbis, preparando uma múmia.

 

Referências bibliográficas

HERÓDOTO. História. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001. 
MANNICHE, Lise. A vida sexual no antigo Egito. Rio de Janeiro: Imago, 1990. 

Semana da Consciência Negra – Última parte

Postado em CULTURA E SOCIEDADE, CURSOS & EVENTOS com as tags em 23 23UTC Novembro 23UTC 2009 por Prof. Ronaldo

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA (20 de novembro)

20 de novembro é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira, celebrado desde 1960.

Anteriormente os negros só contavam com o dia 13 de Maio (abolição da escravatura). Que no momento é rejeitado, por se tratar de uma generosidade da Princesa Isabel – uma atitude branca.

A data que supostamente coincide com o dia da morte de Zumbi dos Palmares em 1695. Nos últimos anos se comprovou que Zumbi mantinha escravos particulares.

O 20 de novembro é uma data que procura desenvolver o dia da CONSCIÊNCIA NEGRA, lembrando da sua resistência à escravidão desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro – 1594.

AS MANIFESTAÇÕES

Procura-se evitar o desenvolvimento do autopreconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade;
A inserção do negro no mercado de trabalho;
Cotas universitárias;
A discriminação por parte da Polícia Militar;
A identificação do negro na moda e beleza negra

ESTATÍSTICA DO IBGE – 1999/2000 da população do Brasil – se declaram:

BRANCOS 54%
NEGROS 5,4%
PARDOS 39,9%
AMARELOS E INDÍGENAS 0,6%

 

IBGE – 1999/2000 ENSINO MÉDIO(15 a 17 anos) ENSINO SUPERIORAté 24 anos
NEGROS 36,3% 18,4%
BRANCOS 60% 57,2%

 

IBGE – 1999/2000 RENDIMENTO MÉDIO
NEGROS $ 409,00
BRANCOS $ 821,00

 

Semana da Consciência Negra – Referências Bibliográficas:

COSTA, Emilia Viotti da. Da senzala à colônia, -4ª ed. –São Paulo: Fundação Editora da UMESP, 1998.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder, 3ª ed. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1982.

. Vigiar e Punir: histórias da violência nas prisões. 12ª ed. Petrópolis: Vozes, 1987.

GORENDER, Jacob. O Escravismo Colonial, -6ª ed. São Paulo: Editora Ática, 1992.

LARA, Silvia Hunold. “O Castigo Exemplar” em Campos da Violência. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.

MACHADO, Maria Helena Pereira Toledo. Crime e escravidão: trabalho, luta e resistência nas lavouras paulistas (1830-1888). São Paulo: Brasiliense, 1987.

MATTOSO, Kátia de Queirós. Ser escravo no Brasil. 3ª ed., São Paulo: Brasiliense, 1990.

MOTT, Luiz. “Terror na Casa da Torre: Tortura de escravos na Bahia Colonial”, In: J.J. Reis (org.). Escravidão e Invenção da Liberdade. São Paulo: Brasiliense, 1998.

NEVES, Maria de Fátima Rodrigues das. Documentos sobre a escravidão no Brasil. São Paulo: Contexto, 1996. – (Textos e documentos; 6).

RUGENDAS, Johann-Moritz. Viagens pitorescas através do Brasil. São Paulo: Martins-EDUSP, 1972.

FLORENTINO, Manolo. Ensaios sobre escravidão. Minas Gerais: UFMG, 2003.

MELTZER, Milton. História ilustrada da escravidão. São Paulo: Ediouro, 2004.

ROLAND, Maria Inês. A Revolta da Chibata. São Paulo: Editora Saraiva, 2000. ISBN 8502030957

SILVA, M. A. da. Contra a Chibata: marinheiros brasileiros em 1910. São Paulo: Brasiliense, 1982. p. 11-12. (Coleção Tudo é História)